"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:35) "Onde estiverem reunidos, em Meu nome, dois ou três, lá estarei no meio deles." (Mateus 18:20)

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domingo, 20 de fevereiro de 2011

20 Investidas de um Catequista contra o Espiritismo

Dárcio A. Cintra

http://www.apologiaespirita.org/apologia/artigos/001_20_Investidas_de_um_Catequista_contra_o_Espiritismo.pdf



Este texto foi motivado por debates ocorridos no Orkut, após as investidas de um catequista numa comunidade de espíritas. Quanto ao Espiritismo, ele se manifesta da seguinte forma (colocações do catequista em negrito; na sequência de cada proposição, a resposta dos Espíritas):
1 - Torna você uma pessoa irresponsável, pois diz que você tem centenas de chances
de praticar o bem e não apenas uma vida.
Graças a Deus que é uma centena de chances de praticar o bem. Pior seria se fosse uma centena de chances de praticar o mal. Em contrapartida, o que nos oferece a Doutrina Católica e coirmãs? Um Deus que pune irrevogavelmente e que dá apenas uma chance ao Ser Humano para ir para o Céu ou para o Inferno. Que Deus é este que não estende sobre seus filhos Sua misericórdia? Que Deus é este que é parcial, pois dá a alguns felicidade e a outros a tristeza por uma vida inteira (e única vida)? E qual será o destino daqueles que não puderam fazer nem o bem, nem o mal? Se forem para o Céu, serão privilegiados. Se forem para o
Inferno, injustiçados. Argumentos como este só podem partir de pessoas que não se deram ao trabalho de raciocinar. Façamos assim, então, quando um de nossos adolescentes for reprovado na escola, não vamos lhe dar outra chance. Enviamo-lo diretamente ao Inferno. Se até nós somos capazes de dar outra chance, Deus não seria? Somos melhores que Deus, então? Raciocinem, meus amigos. Raciocinem. Não se percam em afirmações tolas.
2 - Distorce de maneira absurda os ensinamentos de Jesus, mudando completamente
os sentidos das palavras de Cristo e dos apóstolos.
Quem diz tal coisa desconhece completamente a Doutrina Espírita, que diz que se os Homens tivessem se guiado pelo aspecto moral do Evangelho, não haveria brigas, dissensões, nem guerras. Todos seguiriam sob a mesma bandeira, a Lei do Amor.
3 - Nega Hb 9,27: "27 Como está determinado que os homens morram uma só vez, e
logo em seguida vem o juízo".
Quem disse isso foi Paulo de Tarso, embora estudiosos afirmem o contrário, não teria sido Paulo o autor da carta aos Hebreus. Mas, seja como for, seja de quem for a opinião, é apenas a opinião do autor da carta. Jesus nunca disse isso, pelo contrário, Jesus disse que necessário é nascer de novo (Jo: 3,3) e comprovou a reencarnação quando deixou claro aos apóstolos que Elias voltara reencarnado como João Batista (Mt: 17, 12 e 13). Com quem vocês preferem ficar, com o autor da carta aos Hebreus ou com Jesus?
4 - Ensina a reencarnação, uma mentira doutrinária, que os povos primitivos usavam
para justificar os sofrimentos.
Ora, se até os povos primitivos já conheciam a verdade da reencarnação, isto deixa mesmo evidente que as verdades eternas pululam por todos os lados, por isto, até eles já estavam informados a respeito dela; aliás, muito mais bem informados que muitos doutores da lei por aí. Com muito mais justiça eles afirmavam estar nela a chave do sofrimento, embora ainda sem um conhecimento claro das causas atuais e anteriores das aflições, que o Espiritismo veio desenvolver e demonstrar com clareza.
5 - Diz que tudo é culpa do carma, se eu sofro, o meu sofrimento aumenta pois eu sei
que a culpa é minha, ou pelos meus pecados em uma vida anterior ou porque eu
escolhi isso ao reencarnar.
Não há outro ponto, além deste, para se combater o Espiritismo do que a velha tecla da reencarnação? Carma. Não há esta palavra na Codificação Espírita. Se a encontrarem nos livros de Allan Kardec, poderão ter direito a um doce. O que vamos encontrar é causa e efeito ou então ação e reação. A cada ação, uma reação! E o que nos lembra isto? As seguintes palavras de Jesus: "a cada um, segundo suas obras" (Mt: 16,27). Melhor atribuir a cada um segundo suas obras e sofrer a culpa dos próprios erros, mas com a motivação de que a reforma íntima nos conduzirá a Deus, do que aceitar que a cada um está imputado um pecado original, qual seja, o de Adão e Eva e que, se não formos batizados, não vamos para o céu.
6 - Diz que os problemas na família são culpas de reencarnações passadas, tirando
de nós a culpa por isso.
O Espiritismo não tira a culpa de ninguém. Diz que todos responderão pelo que tiverem feito, independentemente de seus atos estarem nesta ou em outras vidas. Portanto, isto não tira a responsabilidade pelos atos presentes, mas pode explicar muitas situações aparentemente sem resposta nesta vida.
7 - Nega que devemos adorar a Jesus na Santa Eucaristia.
Ninguém deve adorar a Jesus. Nem a Jesus, nem a ninguém, mas somente a Deus. Esquecem-se até de seus postulados, a fim de combater a Doutrina Espírita?
8 - Enfia na sua cabeça dogmas escrotos como a reencarnação.
Mais uma vez a mesma tecla. Parece mesmo não haver outro ponto a ser questionado. Sabemos que há outros, portanto, informem-se melhor. De qualquer modo, gostaria de saber o que é mais escroto: o dogma da reencarnação ou a falta de respeito pela crença das outras pessoas?
9 - Nos deixa preocupados quanto ao futuro, vai que se eu evoluir eu vou reencarnar
como marciano verde ou venusiano azul, e se eu não me adaptar ao clima de lá?
Quanta bobagem junta. Não haveria algo mais inteligente para se dizer? Preocupem-se com a sua religião, preocupem-se com os seus próprios narizes, pois quem diz o que não deve, com certeza ouvirá o que não quer. Só esperamos que as moradas prometidas por Jesus, quando diz que "há muitas moradas na Casa do Pai" (Jo: 14,2), não sejam em algum destes planetas, pois aí a coisa seria muito engraçada. Quem ri por último, costuma rir melhor.
10 - Temos a palhaçada da comunicação com os mortos, feitas por médiuns picaretas.
Obviamente, então, se os médiuns não forem “picaretas”, não haverá “palhaçada”? Podemos concluir assim? Poderíamos relacionar também muitas coisas que poderiam ser consideradas “palhaçada” na Igreja Católica e nas demais religiões, mas respeitamos as demais crenças. Vejam bem, dizemos, poderíamos relacionar muitas coisas, porque, na verdade, não há nada que consideremos como sendo em verdade “palhaçada”, afinal, agimos com respeito para com todos. Não agir assim é para pessoas pouco evoluídas, ignorantes, que
se julgam donas da verdade e que não aprenderam a amar e respeitar o semelhante como pediu Jesus. Por isso nos abstemos de falar. Tudo bem, enquanto nos preocupamos em juntar tesouros no Céu, o Vaticano os junta na Terra, por exemplo. Mas isto também já seria uma forma de julgamento e não estamos aqui para isto. Só a Deus cabe julgar. Ademais, em relação a esta questão de falar com os mortos, Jesus mesmo não falou com os mortos, quando transfiguraram-se diante dele Moisés e Elias? O próprio Moisés, que fizera tal proibição, foi o primeiro a aparecer. Bem, entende-se que, se Jesus é superior hierárquico a Moisés, devemos ficar com Moisés ou Jesus? Leiam Mateus, 17,3. E não nos venham dizer que Elias e Moisés
nunca morreram, mas foram arrebatados, pois isto se trata da maior mentira já inventada. Ora, se até Jesus morreu, por que os dois, que não eram santos nem nada, iriam ter tal privilégio? Não nos venham dizer também que Jesus era Deus, e que, portanto, poderia fazer o que quisesse. Ora, ainda que ele fosse Deus, ele mesmo nos garantiu que “aquele que crê em mim, esse também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas” (Jo, 14,12). Afora tudo isto, deve-se dizer, de passagem, se Moisés proibiu a comunicação com os mortos, era porque ela é possível, possibilidade esta comprovada, realizada e autorizada por Jesus.
11 - Nega que Jesus Cristo tenha perdoado os nossos pecados com a sua morte e
ressurreição.
Sem dúvida que sim, pois isto seria um grande absurdo, alguém pagar pelos erros de outros. E o que é pior: nossos pecados serem perdoados pura e simplesmente, numa total falta de justiça da parte de Deus. E onde ficaria o “a cada um, segundo suas obras”?
12 - Deixa as pessoas loucas com tanta distorção bíblica.
Deixa mesmo loucas as pessoas. Mas as pessoas das outras religiões, que ficam sem saber o que dizer quando são contrariadas naquilo em que acreditam cega e piamente, numa total falta de raciocínio e bom senso para separar o que deve e o que não deve ser levado em conta. Certa vez perguntamos a um evangélico, onde estava escrito que a Bíblia é sagrada. Ele não soube responder. Talvez só em sua capa esteja escrito, mas colocado ali pelos Homens, não por Deus. Sagrada, do ponto de vista Humano. Mas o será do ponto de vista Divino? Deus não escreveu a Bíblia. Os homens o fizeram. Porém, há que se considerar as verdades ali contidas, como os dez mandamentos e o Evangelho. Isto sim, pode ser considerado sagrado. Nada além disto. Assim, deve-se separar a essência.
13 - Impõe uma fé irracional, você tem que acreditar que a reencarnação é científica
e que o Consolador prometido por Jesus se atrasou um pouco, ao invés de chegar 50
dias após a ressurreição, chegou mais de 1853 anos depois.
Fé irracional? Fé irracional é acreditar em Adão e Eva, no pecado original, na Arca de Noé. A reencarnação com bases científicas é uma fé racional, fundamentada na justiça de divina. Quanto ao atraso do Consolador, antes tarde do que nunca. E o Consolador veio para a Humanidade, não somente para os doze apóstolos. Por isto veio na época certa, quando a Humanidade já estava pronta para recebê-lo.
14 - Esquece que a caridade tem que surgir da fé e não deve ser um meio para se
comprar a Deus.
Muitos também procuram comprar a Deus por meio da fé. Portanto, não importa se pela fé ou pela obra, o erro está na tentativa de barganha com o Pai. A sinceridade de ações, isto é o que conta. Mesmo assim, a caridade é mais importante que a fé. Leiam Mt: 25, 31 a 46 e nos digam, que está dito ali? O que será mais importante no juízo? A fé ou a caridade? Bem disse Tiago, em 2,26, que a “fé sem obras é morta”. Ora, não o disse à toa, pois Jesus mesmo colocou a caridade como condição única para a salvação, como vimos no texto de Mateus. Assim também o Espiritismo o faz. “Fora da Caridade não há Salvação”.
15 - Auxilia você a esquecer os ensinamentos de Jesus.
Sem comentários. Antes de dizer isto, é necessário ler o Evangelho Segundo o Espiritismo. E não argumentem: “para que precisamos de outro Evangelho?”, pois não se trata de outro Evangelho, mas o próprio Evangelho de Jesus de acordo com a interpretação do Espiritismo.
16 - Concede-lhe a certeza de que vamos reencarnar depois de morrer, pobre ilusão.
Melhor esta ilusão, que simboliza esperança, coisas compatíveis com atitudes divinas, que dormir até o juízo final com o Inferno podendo ser o destino após acordar. Principalmente para aqueles que se arvoram em donos da verdade, atacando os demais. Estes sim, deveriam preferir a reencarnação ao destino que, em função de tais atitudes, os espera segundo sua crença.
17 - Ensina que quando alguém fizer uma crítica à sua religião você deve ameaçar
esta pessoa, pois o espírita tem que ser intolerante.
Este é o maior absurdo que já tivemos o desprazer de ler. Muito provavelmente é esta sim a atitude de quem escreveu tais coisas. Aliás, deve ser bem intolerante mesmo tal pessoa, pois se deu ao trabalho de escrever um texto inteiro, criando 20 itens de ataques ostensivos e gratuitos.
18 - Ensina a você a considerar adversários todos os que mostram que Kardec estava
errado.
Mostrem-nos quem disse e quem escreveu tal coisa e o repreenderemos. Que argumentos mais chulos, incapazes de convencer a uma simples criancinha. Argumentos inteligentes é o que esperamos, não invenções fortuitas, desprovidas de qualquer cabimento.
19 - Ensina a amar Kardec e Chico Xavier acima de todas as coisas.
Ledo engano. Ensina, isso sim, a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Amar ao próximo. Amar a Kardec, a Chico, ao Papa e até, inclusive, a pessoa que se dignou escrever tais linhas.
20 - Nos afasta da verdadeira luz que é Jesus e nos leva para o caminho das trevas.
Isto na opinião de um catequista que analisa as coisas com parcialidade., Tal colocação é totalmente distorcida e desprovida de realidade. Uma Doutrina que ensina o amor incondicional a Deus e ao próximo como a si mesmo pode mesmo estar levando alguém às trevas? Só um tolo acreditaria num argumento destes para refutar o Espiritismo. Qualquer um que o analise de verdade e constate o trabalho por ele realizado, mudará de ideia rapidamente. Mas são poucos os que têm esta coragem, não é mesmo?

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