"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:35) "Onde estiverem reunidos, em Meu nome, dois ou três, lá estarei no meio deles." (Mateus 18:20)

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Comunicação com os mortos, o inconsciente a explica?

Basta um único corvo branco para provar que
nem todos são negros. (LOEFFLER).
Introdução

Há tempos vimos querendo encontrar pelo menos um   só caso que fosse de comunicação com os mortos acontecido fora do meio Espírita que viesse a contradizer  a hipótese em que atribuem ao inconsciente como a sua causa geratriz.
Hoje é a Parapsicologia que estuda os fenômenos psíquicos e sobre ela diz-nos Herculano Pires: “Parapsicologia é o processo científico de investigação dos fenômenos inabituais, de ordem   psíquica e psicofisiológica. É uma disciplina científica, mas não
propriamente uma ciência, pois o seu lugar científico é nos quadros da Psicologia”. (PIRES,1987, p. 21).
A   Parapsicologia possui duas correntes. Uma, a que se pode chamar de verdadeiramente científica, sob inspiração de J. B. Rhine, tem  em seus seguidores pessoas totalmente abertas sem qualquer tipo de preconceito, aceitam ser possível a existência desses fenômenos, assim   realizam as suas pesquisas partindo dessa premissa. Os que a segue
esperam  que essas pesquisas possam   chegar a um  bom   termo, estão dispostos a aceitar qualquer tipo de resultado que possa vir delas, seja ele o que for. Na outra corrente se encontram agregados os discípulos de Robert Amadou, convicto católico ortodoxo, que não admitia a comunicação com os mortos. Infelizmente, muitos religiosos seguem esse francês,
cuja posição paradoxalmente caberia mais a um materialista que a um  espiritualista, como obviamente deveriam ser todos os religiosos.
Alguns pseudo-parapsicólogos que vivem   em   solo brasileiro, tendo como base essa escola francesa, ficam a vociferar para todos os cantos que as comunicações com os mortos são produto do inconsciente, que se não for o da própria pessoa, seria do inconsciente coletivo. Admitem que todos nós possuímos a capacidade de acessar esse inconsciente para retirar as informações que irão compor a mensagem do “morto”. Até o presente momento tudo é retórica, já que ninguém provou cientificamente isso, portanto, tudo fica à conta do subjetivismo e conjecturas, coisas incompatíveis com os princípios de uma verdadeira ciência.
Gostaríamos até que explicassem, por exemplo, como agiu o inconsciente, qualquer um deles, para redigir uma mensagem em inglês recebida por um médium escrita de trás para frente, que para ser lida necessita-se do auxílio de um espelho como aconteceu, por exemplo com  o Chico Xavier, Divaldo P. Franco e outros.
A Parapsicologia se fundamenta na pesquisa científica de laboratório,
arduamente realizada, com todos os rigores necessários do controle científico,
obtendo resultados que são submetidos a tratamento matemático para que
possam ser legitimamente avaliados. Fora disso, o que temos é simples
empirismo, charlatanismo ou ingenuidade. (PIRES, 1987, p. 24).

Na fala acima, J. Herculano Pires dá-nos a exata dimensão daquilo que se pode realmente chamar de Parapsicologia, não é mesmo o que alguns querem que ela seja, já que a têm como instrumento de perseguição religiosa aos que não comungam com seus postulados dogmáticos.
Como as coisas não acontecem por acaso, recentemente estivemos numa livraria e  o título de um dos livros expostos nos chamou a atenção, acabamos por comprá-lo. Qual não foi a nossa surpresa ao ver que o autor que está defendendo a comunicação com os mortos  é nada mais nada menos que um católico, ou seja, continha justamente o que estávamos  à
procura. Esse livro tem o título  Conversando com   os Espíritos,  em   cujas páginas estão relatadas as experiências pessoais do médium norte-americano James Van Praagh, oportuno que o recomendemos aos interessados nesse assunto. James descreve, nesse livro, os casos mais importantes que lhe aconteceram quando exercia a sua mediunidade em benefício do
próximo. Sobre a sua Igreja, tem o seguinte pensamento: “A Igreja Católica mantém um sistema de crenças extremamente arcaico. Em vários aspectos, sustenta uma mentalidade do século XV. E a vida está sempre mudando e evoluindo”. (VAN PRAAGH, 1998, p. 27)
Ele se sente plenamente feliz com o seu trabalho mediúnico, tendo em vista o consolo e o alívio que proporcionou especialmente aos inconformados com a perda de algum ente querido. Inúmeros desesperados mudaram de ponto de vista que possuíam, entre os quais vários que se sentiam culpados pela morte da pessoa amada, fazendo-as ver que existe uma força superior que rege tudo no Universo e que absolutamente nada acontece sem   Sua permissão.
O caso
James dá o título de  Não é o que você pensa ao caso que iremos transcrever literalmente do seu livro:
 
Quando estava escrevendo este livro, precisei rever muitos anos de minha
atividade, um número incontável de sessões, com o objetivo de apresentar  o
que considerava como sendo os tipos mais comuns de encontros entre pessoas
saudosas e aqueles que haviam atravessado o véu da morte. Nessa minha
pesquisa, deparei-me com determinadas sessões que se destacavam das
demais. Talvez por serem muito particulares, ou por demonstrarem certos
poderes miraculosos dos espíritos, ou porque a comunicação mantida durante
essas sessões trouxera fatos ou revelações surpreendentes.
A sessão a seguir exemplifica magnificamente esse último caso. É  a
história de um casal cuja vida foi despedaçada pela morte de seu filho. Foi uma
morte que provocou mais perguntas do que respostas. O espírito de seu filho
ficou extremamente agradecido pela oportunidade de esclarecer seus pais  a
respeito dos incidentes controversos que cercaram sua morte. Ao final da
sessão, foi  não só apenas capaz de restabelecer a paz de espírito de seus pais
como também, o mais importante, sua alma, finalmente, pôde descansar.
Allan e Sandra vieram até mim por recomendação de amigos. Pareciam
muitos céticos e muito inseguros quanto a se envolverem em algo tão insólito
(para eles) quanto o espiritualismo. Eu fiz a minha introdução de costume,
explicando como recebo as informações, o que se pode e o que não se pode
esperar. Eles escutaram com atenção e entenderam que deveriam estar
preparados para o que quer que fosse acontecer.
A primeira pessoa que captei foi a mãe de Sandra. Eu avisei:
- Sandra, sua mãe está aqui. Ela a acompanha muito de perto e diz para
você ter cuidado com aquela faca na cozinha.
- Meu Deus! – exclamou Sandra. – Eu a estava afiando hoje e quase cortei
meu dedo. Ela estava me observando?
Eu respondi:
- Só podia ser a sua mãe, porque eu não estava na sua cozinha. Sandra
sorriu e sua mãe continuou me enviando mensagens.
- Sua mãe diz que gostou muito dos novos móveis do pátio.
- Sim, isso mesmo. Acabamos de comprar alguns móveis. Minha mãe
gostava muito de sentar-se no pátio quando morava conosco.
- Ela tem muito senso de humor. Acabou de dizer que se sentava ali
esperando a morte.
Subitamente, fui interrompido pelos pensamentos de outro espírito que
insistia em ser ouvido.
- Sim, eu escuto você... – disse ao espírito. – Há alguém com sua mãe,
Sandra. É um jovem... alguém que viveu muito pouco. Sua mãe me diz agora
que você esteve chamando por ele.
Os olhos do casal encheram-se de lágrimas. Prossegui, perguntando:
- O nome Steven quer dizer alguma coisa para vocês?
Eles ficaram pálidos e começaram a chorar. Steven era o filho do casal e,
aliás, a principal razão de terem vindo me ver.
- Steven está muito agitado! – continuei. – Ele não se sente em paz. Tem
tentado chegar a vocês há algum tempo. Ele teria falecido há dois anos,
aproximadamente?
- Não... faz apenas dez meses, quase um ano.
- Hum... Ele diz que sabe que sua morte destruiu a vida de vocês também
e diz que lamenta muito pelo que passaram. Ele tentou corrigir um erro... Não
sei do que está falando. Vocês entendem?
- Acho que sim – disse Allan. – O que mais ele está dizendo?
- Nossa... Ele está me enviando uma sensação fortíssima de ardência.
Sinto como se minha cabeça fosse estourada... reduzida a pedaços. Sinto muito,
mas essa é a sensação que ele está me transmitindo. Ele levou um tiro? Foi
isso?
- Sim...
- Steven diz que foi encontrado morto em seu quarto...
- Foi isso mesmo!
Ambos enxugaram os olhos.
- Sinto muito ter que lhes contar isso... Mas creio que seu filho estava
envolvido com drogas... ou pelo menos que as vinha experimentando.
- Nós descobrimos isso também! – afirmou Sandra.
- Seu filho é muito forte. Ele está gritando... foi Ronnie! Quem é Ronnie?
- Era um de seus amigos.
Foi então que transmiti a informação que mudou completamente  a
atmosfera daquela sala, não apenas os sentimentos do casal, mas mesmo os
meus.
- Seu relógio. Ele está falando sobre seu relógio de ouro...
- Não conseguimos encontrá-lo, depois que Steven morreu – explicou
Allan. – E procuramos em todos os cantos.
- Seu filho o deu a Ronnie, como pagamento. Ronnie estava muito
zangado. Sabem se houve alguma briga entre eles?
- Não...
- Steven está gritando para mim: “Eu não me matei. Foi  Ronnie. Foi ele
que fez isso comigo!”
Baixou um silêncio quase mortal  entre nós. Não conseguíamos acreditar
no que havia sido dito. É muito raro um espírito vir até nós para revelar o nome
de seu assassino. Nesse caso, Steven queria justiça. Recostei-me em minha
cadeira e tentei me recompor, antes de continuar.
- Steven está dizendo alguma coisa sobre suicídio. Vocês acreditam que
ele cometeu suicídio?
Ambos confessaram que sim...
- Seu filho está tentando dizer que estão enganados. Ele não se mataria.
A polícia chegou a questionar a hipótese de suicídio?
- Não – disse Sandra. – Foi o que todos acreditamos. Que Steven se
matou porque estava envolvido com drogas. Acharam drogas em suas roupas.
- Estou captando com muita clareza que seu filho e esse garoto chamado
Ronnie tiveram uma briga a respeito de drogas e de dinheiro. Allan, você possui
uma pistola? Uma arma pequena?
- Sim... foi essa a arma utilizada...
- Ele me disse que a apanhou de uma gaveta do fundo do armário. É isso
mesmo?
- Jesus Cristo! Como é que você poderia saber disso? Sim, foi   isso
mesmo.
- Sabem se esse Ronnie tem antecedentes criminais?
- Acho que não... – falou Sandra.
- Seu filho continua a me mostrar uma briga, por causa de dinheiro.
Steven devia dinheiro a Ronnie. Este rapaz estava realmente perturbado, sob
efeito de alguma substância, na hora. Seu filho agora está me mostrando uma
garagem. É uma garagem de tijolos, com uma porta branca. Tem três janelas
pequenas. Ele a abre e vai em direção a uma parede lateral, para a esquerda.
- Mas nós não temos uma garagem. O que quer dizer isso?
- Não sei. Mas guardem isso... Por favor. Pode fazer sentido mais tarde.
Seu filho está bem e feliz agora, por ter lhes contado isso. Ele disse que vocês
compreenderão tudo, algum dia. Peguem o tal Ronnie. Steven está mencionando
um nome... Sharon, ou Sherry...
- É a irmã de Ronnie – informou Allan.
- Ela acabou de ter um bebê, por acaso?
- Não...
- Bem, não sei o que significa. Mas guardem a informação e verifiquem se
fará sentido, mais tarde. Sua mãe está  entrando de novo. Ela diz que vocês
ajudaram muito ao Steven. Ele está bem, agora.
- Obrigada... – murmurou Sandra.
- Está me mostrando agora alguma coisa... que tem a ver com descascar
batatas...
- Eu estava fazendo ontem uma sopa de batatas. A receita é da minha
mãe. Pensei muito nela.
- Ela me disse que ficou uma delícia.
Ambos sorriram. A sessão prosseguiu por mais um pouco. Steven falou a
respeito do seu funeral e quanto desejou que sua mãe não sofresse tanto,  à
beira do túmulo. Enfim, encerramos e nos despedimos. O casal estava
convencido de que fizera contato com seu filho. Garantiram que escutariam  a
fita outra vez para tentar entender melhor a incrível informação recebida.
Muitos meses mais tarde, recebi  um telefonema de Sandra. Ela queria
agradecer a ajuda que sua família recebera de mim e me pôr a par de tudo o
que acontecera, nesse ínterim. Eles haviam contatado a polícia e conversaram
com um detetive que sabia da morte do seu filho. O detetive foi investigar  a
história de Ronnie. Quando visitou a casa de Ronnie, encontrou a garagem de
tijolos com as três janelas. À esquerda, por trás de um painel de parede, havia
um quilo de heroína escondida, além de outras drogas, e o relógio de ouro de
Steven. O detetive levou Ronnie em custódia e, depois de interrogado, o rapaz
finalmente admitiu que Steven lhe devia algum dinheiro, por compra de drogas.
Steven ofereceu-lhe seu relógio como pagamento. Ronnie ficou com ele, mas
ainda exigia mais – queria dinheiro. Certo dia, Ronnie foi   à casa de Steven
querendo receber, e Steven pegou o revólver de seu pai para se proteger.
Quando Steven disse a Ronnie que não tinha mais dinheiro, Ronnie tomou-lhe a
arma e disparou-lhe um tiro na cabeça. Ronnie admitiu também que estava sob
efeito de drogas, na ocasião. Ele foi julgado e está cumprindo sentença de prisão
perpétua em uma penitenciária estadual. (VAN PRAAGH, 1998, p. 74-78).

Considerações sobre o caso
Um fato interessante é que o casal, Allan e Sandra, buscou o médium para tentar entrar em contato com  o filho que já havia morrido, segundo todos pensavam, por suicídio. Mas  o primeiro espírito que se apresenta à sessão é o da mãe de Sandra, estranho, pois ela não foi ali para isso.
A questão que podemos colocar é: será que após a morte nós deixaremos de pensar em nossos filhos? Se isso acontecer, devemos pressupor que não seremos mais, no outro lado da vida, a mesma individualidade que se encontrava encarnada ou que então passaremos a ser indiferentes com  os que amávamos quando vivos. Assim, perguntamos: de que valeriam  as
relações de amor que estabelecemos com os nossos familiares e amigos, se depois da morte não nos lembrarmos mais deles? Se é verdade isso, seria muito mais prático nascermos  e vivermos como alguns animais, sem qualquer vínculo um com o outro, nem mesmo o familiar.
Mas o relato nos diz que a mãe de Sandra apesar de desencanada continua a se preocupar com a filha, por isso a acompanhava em seus afazeres e que as duas mantinham-se sempre ligadas pelo pensamento, uma vez que, nem mesmo com a morte, os laços de amor se rompem. E, em  princípio, ficaremos com   essa hipótese até que alguém possa nos provar
cientificamente o contrário.
 
Vejamos agora a manifestação de Steven, filho do casal. Percebemos claramente que o médium passa a sentir as sensações que esse espírito estava vivenciando naquele momento.Observar que a certa altura relata o médium James sobre Steven: “Ele não se sente em paz”, ao final, após o desabafo dele, volta a esse assunto, dizendo aos pais: “Seu filho está bem e feliz agora, por ter lhes contado isso”. Será que o inconsciente produziria uma coisa assim? Será que essa atitude é consciente ou inconsciente?
Em que pese todos acreditarem que Steven tenha se suicidado, ele revela que isso não ocorreu, mas que foi o seu amigo Ronnie quem o teria matado, após brigarem por dinheiro relacionado a pagamento de drogas. Será que isso foi captado do inconsciente de Ronnie? Que mesmo em condições inexplicáveis ele, o inconsciente de Ronnie, estaria delatando-o aos
genitores do seu amigo? Alguém em sã consciência faria uma coisa desta? Não seria mais provável que o instinto de conservação iria inconscientemente nos defender de qualquer acusação, mesmo que tenhamos praticado um crime?
Como foram passadas as informações da garagem de tijolos e da parede lateral  à esquerda? Em que inconsciente teria isso sido captado, senão na informação da própria vítima, Steven? Por que motivo foi citado o relógio de Steven, que os pais achavam  perdido e que segundo ele, foi entregue a Ronnie como pagamento de droga, fato depois confirmado por Ronnie à polícia? De que inconsciente essa informação foi tirada?  A questão do lugar onde  o revólver se encontrava guardado, também foi tirada do inconsciente dos pais de Steven? Se alguém disser que sim, poderá provar isso? Mas por que não do próprio Steven?
Enfim, inúmeras questões não seriam respondidas pela hipótese do inconsciente, entretanto todas seriam perfeitamente explicáveis se aceitarmos que o próprio Steven veio pessoalmente em espírito para dizer-lhes tudo isso, bem como o que mais lhe amargurava  o coração. Dizem que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, isso nos leva à conclusão
que somos espíritos já que  “Deus é espírito” (Jo 4,24). Entretanto quando o Espiritismo vem dizer a todos que é exatamente assim, aparecem os contraditores materialistas, entre eles, por estranho que pareça, vários líderes religiosos, juntamente seguem-lhes a maioria dos seus fiéis.
Conclusão

Hoje sabemos perfeitamente ser possível a telepatia, inclusive é fato já comprovado cientificamente. A telepatia é a transmissão ou comunicação extra-sensorial de pensamentos e sensações, à distância, entre duas ou mais, não tendo, consequentemente, qualquer articulação verbal, podendo acontecer mesmo se as pessoas envolvidas estiverem a milhares de quilômetros umas da outras.
Como a ciência ainda não pode afirmar que o espírito não sobrevive à morte do corpo físico e até que essa prova em  contrário apareça, podemos aceitar por intuição, por fé ou qualquer outra coisa, que o espírito sobrevive à morte do corpo físico. Esse princípio  é defendido por todas as correntes espiritualistas, entre elas, as religiosas. Se há telepatia entre os vivos, por que não haveria também entre um vivo e um “morto”, considerando que nossa individualidade continue a existir na dimensão espiritual? O que na verdade nós somos? Somos um   espírito habitando temporariamente um   corpo físico. É o espírito que transmite o seu pensamento a outro, pouco importa a condição que este outro se encontra, quer esteja encarnado ou não.
A hipótese do inconsciente cai como uma luva para um materialista convicto, mas, por coerência, não deveria existir no meio dos que acreditam que em nós há algo mais que só um corpo físico. Mas apesar disso, ainda encontramos pessoas que se nos afiguram de muita religiosidade, abdicando dessa espiritualidade para se aliarem  aos materialistas no combate ferrenho contra qualquer ideia que possa ter cunho espiritual.
Poderíamos até apresentar um outro interessantíssimo caso: o do advogado italiano Dr. Lino Sardos Albertini, que segundo seu currículo foi presidente da Academia de Estudos Jurídicos e Econômicos “Cenáculo Triestino”, presidente da Junta Diocesana de Ação Católica de Trieste, vice-presidente nacional da União Pan-europeia Italiana e presidente do Arqueoclube de Trieste, mas teríamos que indicar o seu livro  O Além Existe, Testemunho extraordinário rigorosamente documentado. É mais um católico, como dito na apresentação do livro; praticante, que teve contato com um filho, quem nem sabia exatamente da morte, pois desapareceu misteriosamente após sair, sem rumo certo, para uns dias de férias. Entretanto seria difícil para um leitor comprovar, já que esse livro só foi editado aqui no Brasil em uma única edição. A editora (Edições Loyola) eminentemente católica ao cair em si sobre o que tinha realmente publicado, preferiu jogar a verdade para debaixo do tapete a aceitar algo que
viesse colocar em contradição princípios religiosos de sua Igreja. Fato importante é que  a apresentação do livro está assinada por Pe. Pascoal Magini, teólogo, epistemólogo e escritor. Além deste, devemos citar mais um   outro que é o texto A Igreja ante os fenômenos paranormais que leva a assinatura de Pe. João Martinetti, estudioso da paranormalidade, que ao final diz:
Os inúmeros e significativos reflexos positivos nas consciências, obtidos
por meio de  O Além existe, demonstram a necessidade que tem o homem de
sinais exteriores e de provas objetivas que ajudem a Fé, hoje mais difícil, e  o
dever para nós que acreditamos, de estudar este caso relevante e todo o imenso
e complicado campo paranormal, deixando a atitude de desinteresse e de
estranheza que, no último século, por influência do positivismo dominante,
caracterizou boa parte da cultura católica.

Encerramos repetindo essa frase de Jesus:  "Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!" (Mc 4,9).
Paulo da Silva Neto Sobrinho
Mar/2004.

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