"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:35) "Onde estiverem reunidos, em Meu nome, dois ou três, lá estarei no meio deles." (Mateus 18:20)

Translate


Pesquisar

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Contradições e incongruências dos detratores

Vejamos algumas contradições e incongruências dos evangélicos e católicos ao atacar o Espiritismo:
  • Dizem: "A Bíblia condena a comunicação com os mortos porque logicamente (?) os mortos não se comunicam, são demônios enganadores". Ou seja, para eles faria sentido a proibição: "NÃO NADE NA GRAMA".
  • Nos ataques ao Espiritismo, citam versículos para "provar" que os mortos estão dormindo, e citam também a parábola do rico e lázaro, que se choca com essa idéia.
  • Dizem que a Bíblia é a "Palavra de Deus", é "infalível", é "perfeita", "não tem contradições". Mas, não tendo como negar que a Bíblia afirma com todas as letras que Samuel já "morto" se manifestou diante de Saul, dizem que é uma "mentira do diabo", que quem escreveu aquelas palavras confirmando que Samuel se comunicou não foi Deus e sim outra pessoa presente no lugar. Ou seja, é "palavra de Deus" apenas quando interessa.
  • Dizem que a Bíblia deve ser aceita literalmente ou de acordo com a "interpretação autorizada da igreja". Por isso, as igrejas sempre se apresentam como "autoridade única na interpretação da Bíblia". Só que há contradições insanáveis em que se afundam os hermeneutas religiosos. Vêem-se eles obrigados a perigosas ginásticas de raciocínio, apoiadas em fórmulas pré-fabricadas, para se safarem das contradições do texto. Mas não escapam jamais a contradição fundamental que é esta: consideram a Bíblia como a palavra de Deus, mas estabelecem, para sua interpretação, regras humanas. Dessa maneira, é o homem que faz "Deus" dizer o que lhe interessa. As supostas condenações ao Espiritismo pela Bíblia, por exemplo, decorrem das interpretações sacerdotais, até alterando os textos, moldando a "Palavra de Deus" segundo suas conveniências. Quando não tem mais jeito, quando ela afirma que Samuel, um "morto", se manifestou, então novamente o homem, não Deus, diz que foi o diabo enganando.
  • Onde fica aquilo que usam como regra de interpretação, "A Bíblia interpreta a própria Bíblia”, diante do fato de que a Bíblia afirma que Samuel depois de morto se comunicou? E a afirmação do Cristo de que Elias veio e não foi reconhecido, e os apóstolos entenderam que ele falava de João Batista? Por coerência, deveriam sempre aceitar o que está escrito, sem procurar explicações alternativas diante de algo que os contraria frontalmente.
  • Dizem que certos livros escritos pelos hebreus não são inspirados. Evangélicos, ainda por cima, rejeitam alguns aceitos pelos católicos, como Eclesiástico, Sabedoria, etc., só pelo fato desses livros contrariarem algumas das crenças deles - Eclesiástico, por exemplo, reafirma que era Samuel, e não o diabo, quem se comunicou depois de morto. Outra grande contradição dos que insistem que a Bíblia é perfeita e infalível, afinal quem escolheu o que é divino e inspirado e o que não é divino e inspirado? O homem ou o próprio Deus? O homem, certo? Então, cadê a história do "aceitar a Bíblia por inteiro" ? Mais uma vez, está evidente que o homem que faz "Deus" dizer o que ele quer.
  • Dizem que Jesus, aquele que nos disse para amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como amamos nós mesmos, que nos revelou um Deus que é puro amor, que nos ensinou que devemos perdoar sempre, é o mesmo "Deus"  homicida e cheio de ira do Antigo Testamento.
  • Acreditam em três deuses formando um só e ainda  insistem que não são politeístas, mesmo com passagens bíblicas se referindo ao Deus de Jesus, mesmo com Jesus orando e louvando a Deus, mesmo com Jesus dizendo que foi enviado por Deus, mesmo com Jesus dizendo que enviaria o Consolador Espírito Santo quando não estivesse mais entre nós e mais várias passagens onde vemos Deus, Jesus e Espírito Santo agindo como pessoas diferentes.
  • Dizem que "Deus é amor", "Deus é Pai", e como "nenhum homem é capaz de se livrar de seus pecados e salvar-se por conta própria" (apesar de estar bem claro que Jesus deixou seus ensinos como a "bússola" e foi contra a hipocrisia, contra os os fariseus que decoravam as escrituras mas não se esforçavam na direção do bem), Deus se fez homem para morrer na Terra, tirando nossos pecados, lavados com Seu sangue. Só que esse mesmo Deus "Pai", "amor" castiga seus filhos(a maior parte deles!!!) eternamente só por, mesmo sendo pessoas cheias de virtude, pessoas dedicadas ao bem, não aceitarem essa crença absurda da "lavagem dos pecados pelo sangue de Deus encarnado". Agora, imagine só o que vai acontecer com selvagens, hindus e outros que nem tiveram a chance de conhecer essa "maravilhosa redenção pelo sangue", alguns até se dedicando ao bem, como Gandhi, por exemplo. A maior parte da Humanidade(os selvagens, os orientais, etc.) nunca ouviu falar em Jesus, nunca tiveram acesso a essa salvação. Coitados! Eu que não quero um Deus "amor" e "pai" assim.
  • Igualam Hitler a Gandhi, Fernandindo Beira-Mar ao Chico Xavier, porque o que vale mais é a crença pessoal do que o caráter, a brandura e todos aqueles valores cristãos...
  • Todos os ensinamentos do Cristo, ao que parece, não servem para nada. Amar o próximo? Para que? Amar até os inimigos? Para que? Perdoar sempre? Para que? Ser manso e humilde? Para que? O que importa é adorar o Deus que se fez carne e azar de quem pratica aqueles ensinamentos e não adora esse Deus cruel e mesquinho...
  • Dizem, pra justificar a crueldade do Inferno, que "Deus é amor, mas também é justiça". Ora, mas como "justiça", se até nas leis dos homens a pena é sempre proporcional ao crime? Imagina alguém que rouba um pão pra comer pegando uma prisão perpétua? Isso seria justo?
  • Falam em "amor ao próximo" e "amor a Deus". Mas como fica o amor ao próximo de quem está no paraíso ocioso, aproveitando eternamente os prazeres celestiais, em relação a parentes e amigos queridos que penarão eternamente no inferno? Deverão todos se esquecer daqueles que amam e que sofrerão eternamente e pensar de forma egoísta somente na sua "salvação individual" ? Mas se não esquecermos daqueles que amamos, se houver amor ao próximo, como ter amor a um Deus que condenará eternamente seus entes queridos, sem nenhum direito ao perdão, apenas por não terem crido na idéia da "redenção através do sangue de Jesus", mesmo sendo pessoas que só se voltaram ao bem? Me parece impossível conciliar o amor a Deus e ao próximo quando se acredita em um "Deus" assim.
  • Dizem que nesse sacrifício Jesus lavou os pecados de todos. Dizem também que os batizados são "nascidos de novo". Mas o que vemos na realidade? Vemos que muitos são intolerantes, hipócritas e com a arrogância dos que se acham salvos e justificados, desprezando todos aqueles que não pensam da mesma forma. Que falta faz o esforço em direção do verdadeiro Evangelho, a prática dos ensinos cristãos de amor ao próximo e até aos inimigos, perdoar "setenta vezes sete", ser manso e humilde, "aquele que se exaltar será humilhado e aquele que se humilhar será exaltado" (parábola do fariseu e do publicano, um bom ensino para os fariseus de hoje em dia), etc.
  • Dizem que a reencarnação seria produto de "um Deus cruel, incapaz de perdoar e de amar", mas insistem ao mesmo tempo que Deus condena eternamente os que, mesmo praticando somente o BEM, rejeitem os dogmas da Trindade e do "sangue redentor".
  • Argumentam, quanto a parábola do bom samaritano - um claro ensino do Cristo contra o preconceito, hipocrisia, e a favor da "salvação" simplesmente pelo amor desinteressado e não por crenças pessoais, dogmas e apego as escrituras- dizendo que, a partir da  morte e ressurreição do Cristo, isso mudaria e a "salvação" se daria somente através da crença em Jesus como Deus que se sacrificou por nós. Mas o que significa isso? Que Jesus deu aquela bela lição, mas que a partir de sua ressurreição, seria ele próprio intolerante e preconceituoso, mandando para o fogo eterno homens como aquele samaritano só por não o idolatrarem como o Deus que se fez carne, morreu e ressuscitou?
  • Para eles,  após a crucificação e ressurreição do Cristo, valeria somente a tal "salvação pela graça", tendo a Trindade como regra de fé de todo verdadeiro cristão. Mas, veja só, homens como aquele samaritano, o Chico Xavier, o Gandhi, o Dalai Lama e tantos outros que não acreditam na Trindade e no sacrifício vicário mas sempre viveram de acordo com os preceitos cristãos, estão condenados, de acordo com o que pensam os católicos e evangélicos. Mas antes de Jesus seriam justificados, pela atitude que sempre tiveram para com o próximo. Antes do Cristo, bastava fazer o bem para ser salvo, algo possível para qualquer pessoa no mundo. Depois do Cristo, isso não basta, tem que acreditar que ele é Deus, se fez carne e morreu para nos salvar. Ora, então,  Jesus veio para salvar ou, como um Deus egoísta e cruel que exige uma adoração de tal e tal forma exigida (Deus que se fez homem para tirar o pecado do mundo  morrendo na cruz), CONDENAR a maior parte da Humanidade?
  • Cristo disse: “O espírito é o que dá a vida. A carne não serve para nada” (João 6: 63). Mas para os evangélicos e católicos o espírito é que não serve pra nada, pois no juízo final os mortos sairão dos túmulos e o corpo de carne e sangue ganhará características espirituais, como desmaterialização, poderá entrar em lugares fechados, etc, assim como aconteceu com Jesus.
  • Usam a parábola do rico e Lázaro e o episódio com o "bom ladrão" para atacar o Espiritismo sem perceber que contrariam a idéia do juízo final. E a parábola do rico e Lázaro, ainda por cima, contraria a idéia de que a "salvação" se dá através da crença no "Deus que se fez carne e morreu para nos salvar".
  • Evangélicos dizem sempre, para justificar a sua fé cega e irracional diante de uma das suas várias contradições, que devemos sempre apelar para que o "Espírito Santo" dê entendimento. E também dizem isso Católicos e as diversas igrejas evangélicas e todas tem suas divergências. Para ficar nos dogmas mais óbvios, evangélicos não acreditam na presença real do Cristo na Eucaristia, que o Papa é infalível em questões de fé, na existência do Purgatório e também não idolatram Maria, como os católicos. As várias igrejas evangélicas, cada uma se dizendo a mais cristã, divergem, por exemplo, quanto a idade certa para o batismo, quanto ao dízimo, ofertas, prosperidade, doação de sangue, etc. Com quem está esse "Espírito Santo", afinal?
Eu raciocino, penso, questiono, indago, e, por isso, o Espiritismo me parece mais lógico, racional, coerente e mais de acordo com o Deus que é realmente PAI e jamais condena eternamente seus filhos e também de acordo com o verdadeiro Evangelho, o do amor e não da busca egoísta por um "salvador pessoal" e em tentativas de conversões forçadas até com índios e enfermos. Se não fosse espírita iria preferir ser agnóstico, francamente...

Nenhum comentário:

Postar um comentário