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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Espiritismo Não Afeta o Sistema Nervoso

Escreveu D. Estevão Bittencourt,  em folheto da série Nós e Nós:
" De fato, as sessões espíritas mexem fortemente com a fantasia ou a imaginação dos clientes, fazendo-os entrar num "mundo novo" ("o mundo do além"), induzindo-os a assumir um comportamento que não é orientado por critérios racionais, mas por critérios imaginados pelo médium e incutidos ao paciente.
     Ora tal atuação prejudica gravemente a saúde psíquica e os nervos do cliente já debilitado pela luta anterior contra o seu problema. Precisamente a grade difusão do espiritismo no Brasil faz que a nossa terra seja um dos países de maior índice de  doenças mentais do mundo… "
       A prática da mediunidade sem controle, sem o preparo moral necessário, pode levar de fato a obsessão. Mas o Espiritismo é, ao contrário do que diz o Dom Estevão, um remédio contra essa enfermidade. Várias pessoas estariam nos hospícios se não estivessem aprendido, com a Doutrina Espírita, a se livrarem desse mal e, acreditem, muitas estão nos hospícios como loucas, mas na verdade obsedadas, sem nem mesmo terem tido algum contato com o Espiritismo.
            O Espiritismo ensina o remédio, que consiste na oração, nos bons pensamentos, na boa conduta,  enfim, em procurar entrar em sintonia com as coisas mais elevadas. Não é por acaso o grande número de psiquiatras espíritas.
   Quanto a mexer "fortemente com a fantasia ou a imaginação..." e "comportamento que não é orientado por critérios racionais",  D. Estevão deve saber muito bem que o que atrai as pessoas para o Espiritismo é o fato de  ser uma Doutrina RACIONAL,  que veio para acabar com todas as superstições e fantasias. Tanto é verdade que a maioria dos espíritas tem curso superior.  E será que Chico Xavier, Divaldo P. Franco e tantos médiuns são,  para ele,  LOUCOS ??
  Abaixo, trecho do livro "Porque Sou Espírita",. em  que Américo Domingos responde a D. Bittencourt, que fez essa acusação a Doutrina Espírita também no seu livro Porque não sou espírita:
"Agora o prelado não se constitui em um agressor do Espiritismo, cita também outros adversários de nossa crença, definindo-os como 'grandes médicos do Brasil'. Alude ao responsável pelos infelizes depoimentos, o seu colega de batina, D. Boaventura, que somente publicou os testemunhos contrários a Doutrina Consoladora de Jesus.
     Posso frisar que, como médico, com mais de vinte anos de profissão, ao lado das minhas tarefas de profitente espírita praticante, nunca me deparei ou soube de algum caso de doença mental causada pelo exercício da mediunidade, dentro do âmbito espírita. O que já constatei foi, exatamente, o contrário: pacientes portadores de desordem mental serem curados, por intermédio de reuniões mediúnicas denominadas desobsessão.
   O clérigo talvez desconheça ou finja não saber que a máxima da Doutrina Espírita é: 'Fora da Caridade não há salvação'. Portanto, a solidariedade, a fraternidade, o amor, são praticados e exercidos por todos os espíritas, como um reflexo do mais puro Cristianismo.
    Uma religião que vivencia os ensinamentos do Cristo, na qual se trabalha avidamente sem nenhum interesse pessoal ou pecuniário (vive-se para a Religião e não da Religião), que revive o Cristianismo, em toda a sua pureza original, sem o dedo do homem eclesiástico a macular a sua sagrada essência, que se dedica avidamente a curar os enfermos, não pode
nunca 'tornar-se foco de doenças mentais'.
     Os espíritos que se comunicam, nas reuniões mediúnicas, são arautos do Cristo, constituindo a grande falange do Consolador ou Espírito da Verdade prometida por Ele a Humanidade.
      O Mestre disse que o Consolador  'não faria por si mesmo' (não é o próprio Deus), 'mas DIRÁ TUDO O QUE TIVER OUVIDO (é um mensageiro) e vos anunciará as coisas que hão de vir' (João 16:13)
        No meu entender: maior consolo, proporcionado pelas comunicações das falanges do Consolador com os homens, é exatamente a de dar a certeza da imortalidade da alma. Ministrar ao viajor do caminho terreno o alento necessário de que é um espírito imortal, reencarnado, e que o seu destino final é a perfeição, dentro do Universo'.
         Tudo isso é negado pelo Pe. Estevão, um religioso, crente em Deus e em Jesus. Já imaginou, caro leitor, o que pensam, então, do Espiritismo os ateus?
         A seguir, o sacerdote publica no seu opúsculo, os depoimentos dos 'grandes médicos do Brasil', começando pelo Dr. Luis Robalinho Cavalcanti:
         'Não é  aconselhável promover o desenvolvimento das faculdades mediúnicas, desde que se trata de fenômenos psicopatológicos prejudiciais ao indivíduo.
         'O médium deve ser considerado como uma personalidade anormal, predisposto a enfermidades mentais, ou já portador de psicopatias crônicas ou em evolução.
         'As práticas mediúnicas são prejudiciais a saúde mental da coletividade, retardando o tratamento dos pacientes, que muitas vezes chegam as mãos do médico com enfermidade já  cronificada.
         'O Espiritismo põe em evidência enfermidades mentais preexistentes e desencadeia reações psicopatológicas em predispostos.
         'São convenientes medidas que visem a evitar a prática de atividades médicas e terapêuticas, proibida pelas leis sanitárias, que só reconhecem ao médico com diploma devidamente registrado nos órgãos competentes o direito de tratar pessoas doentes'

         Rebatendo o que foi dito acima, mais uma vez utilizo-me de Chico Xavier. Além de ser o mais conhecido dos médiuns, pela farta documentação e laboriosa produção mediúnica, foi muito estudado e examinado por sinceros facultativos e experimentadores psíquicos do Brasil e do exterior.
         Os pareceres médicos concluíram que o Sr. Francisco Cândido Xavier não é portador de qualquer condição mental patológica. Ao mesmo tempo, já na década de oitenta, seus comentários são sóbrios, não apresentando sequer um grau pequeno de Esclerose Cerebral.
         O mesmo comentário, posso também atestar, como médico de todos os médiuns que conheci e conheço. São seres que primam pelo amor ao próximo, acima de qualquer conveniência pessoal.

         O segundo facultativo relacionado é  o Dr. Francisco Franco:
         'Provocar fenômenos espíritas é  desaconselhável porque danoso para o organismo; o médium torna-se um neurastênico, autômato, visionário, abúlico, antecâmara a esquizofrenia, um individuo perigoso para si e a sociedade.
          'O médium nunca pode ser normal pelas razões expostas acima.
          'O Espiritismo está colocado em primeiro lugar como fator de loucura e de outras perturbações patológicas, agindo sobretudo nas mentalidades fracas e particularmente sugestionáveis.
          'O Espiritismo é o maior fator produtor de insanos que perambulam pelas ruas, enquanto grande percentagem enchem os manicômios, casas de saúde, segundo a opinião de abalizados psiquiatras, como Austregésilo Juliano Moreira, Franco da Rocha, Pacheco e Silva...'

          Nenhum valor pode ser dado a uma afirmação que revela, acima de tudo, um sentimento antifraterno, anticristão, fazendo coro com mentes desestruturadas, aliadas das falanges que visam a desordem, a alienação dos seres e a manutenção de um estado vetusto de ortodoxia e de intolerância.
          Os mesmos anátemas de ontem, impregnados de ódio e de ignorância.
          O escritor católico, publicando tal ignomia, faz-me lembrar os mesmos sacerdotes do passado que, habilmente, se utilizavam das fogueiras e das torturas para impor seus dogmas.
           Em fins do século V, a Igreja assassinava dois médiuns, Patrício e Hilário, acusados de magia por se comunicarem com os Espíritos, através das mesas girantes e pelos 'raps'.
            Os sacerdotes de antanho, incapazes e indignos, opunham-se a liberdade de pensamento e, ligados ao poder temporal, totalmente contrários a Doutrina de um Cristo que dizia não ser a Terra o seu reino, tentavam abafar os clarões da inteligência, por meio dos métodos da Inquisição e de assalto aos bens alheios.
            O bispo Ário foi anatematizado por não concordar com a deificação de Jesus. O século IX é  conhecido pelos escândalos pontificiais. É o tempo em que os papas, sanguinários e mundanos, eram designados por mulheres dissolutas, como Teodora e Marozzia.
            Dando crédito ao Dr. Francisco Franco, os clérigos fazem-me recordar da comissão de sábios frades que, no início do século X, foi constituída pelo papa João XV, para viajar até o ponto em que a Terra e o Céu se unissem, tentando demonstrar que o mundo era chato, tentando ridicularizar os sábios que afirmavam sê-lo redondo.
            Cinco anos apos, os 'sábios' sacerdotes regressavam, afirmando que encontraram o local desejado, ao ponto de terem que abaixar as cabeças para não tocar no céu.
            Realmente, os parapsicólogos de batina estão muito bem acompanhados e estão fazendo todo o possível para reverenciar e homenagear seus ilustres colegas do pretérito.

            (...)
            Esclarecendo a todos os facultativos relacionados aproveito a excelente obra 'Reencarnação e Imortalidade', do confrade Hermínio P. Miranda, publicada pela FEB (Federação Espírita Brasileira), onde, nas pags. 66 e 67, estão inseridas as seguintes explicações, baseadas no livro 'Além do Inconsciente', do médico Jayme Cervino, também editado pela FEB: 'Respondendo com serenidade aos que ainda pregam a  desmoralizada doutrina de que o Espiritismo produz loucos, o Dr. Cervino lembra que, ao contrário, o que chamamos genericamente de mediumopatia, uma forma mórbida de mediunismo, muitas vezes incipiente... tende a normalizar-se pelo exercício ponderado e autocontrolado da própria faculdade' "
Celso Martins, livro "Mediunidade ao seu Alcance" :
"ALGUNS PROBLEMAS DA PRÁTICA DA MEDIUNIDADE
         A mediunidade oferece perigos e inconvenientes para os que se lançam à experimentação apenas movidos pela simples curiosidade em encontros de frívola diversão. Assim procedendo, apenas atrairão a aproximação de entidades inferiores, zombeteiras, brincalhonas, e este contacto com seus fluidos de baixa categoria pode provocar doenças nos incautos experimentadores.
        Cumpre, no entanto, ressaltar desde já que a faculdade mediúnica não leva a ninguém à loucura, não! O próprio Rhine, o criador da Parapsicologia, em seu livro Fenômenos e Psiquiatria, já reconheceu que nada indicou até hoje qualquer elo especial entre as funções psicopatológicas e as funções  parapsicológicas... Tanto que Robert Amadou, em seu livro Parapsicologia, admitia claramente que os fenômenos paranormais não são de maneira nenhuma patológicos!...
     Mentes predispostas a desequilíbrios mentais devem ser tratadas convenientemente, antes de se entregarem à prática da mediunidade.
     Em decorrência  de nossos pensamentos, de nossas ações, de nossas palavras, de nossos desejos ainda que mais secretos, atraímos entidades espirituais de igual padrão vibratório. Assim, ainda que nos queiram proteger contra as investidas destes espíritos inferiores, os nossos guias-espirituais não poderão livrar-nos desta influência, se nós não fizermos a nossa parte, quer dizer, se não  vivermos  de acordo com a moral emanada dos ensinos e dos exemplos de Jesus.
    Antes de atirar-se a prática, o iniciante deve previamente inteirar-se da teoria, lendo os livros que aqui foram mencionados. Tal estudo poderá ser feito com maior proveito no reduto de um centro espírita bem orientado.
     Nunca será demasiado declarar que o médium sempre exerce sua influência moral nas comunicações que recebe, pela simples razão de que ele atrai, pelo pensamento, os espíritos. Compreensivelmente ninguém é mesmo perfeito. Dentro do relativismo  do mundo em que vivemos, o médium, apesar das qualidades positivas que apresente, em seu desejo e empenho de  ser um homem de bem, não está isento de ocasionalmente ser intermediário  de espíritos inferiores, com os quais entrou em sintonia num momento de invigilância. Deve, no entanto, envidar esforços para evitar essas situações constrangedoras. Pois, se o médium se deixar arrastar voluntária e decisivamente para o Mal, os bons espíritos deixarão de usar suas faculdades; e o médium acabará servindo de instrumento de entidades malévolas e sofredoras que lhe podem causar uma série de desequilíbrios no campo muito doloroso das obsessões."

Kardec  - "Introdução a Doutrina Espírita ":
"V. - Certas pessoas consideram as idéias espíritas capazes de turbar as faculdades mentais. Por esse motivo julgam prudente sustar a sua propagação
A.K - O senhor conhece, por certo, o provérbio: 'Quem quer quebrar o  pote diz que está rachado'. Não é, pois, de admirar que os inimigos do Espiritismo se apóiem em todos os pretextos. O indicado pareceu-lhes a propósito para despertar temores e suscetibilidades, e dele logo lançaram mão, muito embora não resista ao exame mais superficial. Ouça, pois, a respeito desta loucura o raciocínio de um louco.  Todas as profundas preocupações do Espiritismo podem ocasionar a
loucura. As ciências, as artes, a própria religião oferecem seu contingente. A loucura origina-se de um estado patológico do cérebro, instrumento do pensamento. Desorganizado o cérebro, alterado está o pensamento. A loucura é, pois, um efeito consecutivo, cuja causa primária é uma predisposição orgânica, que torna o cérebro mais ou menos acessível a certas impressões: e isso é  tão certo, que o senhor encontrará sem dificuldade pessoas que pensam intensamente, sem se
tornarem loucas, e outras que perdem o juízo sob o influxo da mais insignificante superexcitação. Dada a predisposição para a loucura, esta tomará o caráter da preocupação dominante, convertendo-se em idéia fixa. Esta poderá ser a dos Espíritos, nos que com eles se tenham ocupado, como seria a de Deus, dos anjos, do demônio, da fortuna, do poder, de uma arte, de uma ciência, da maternidade, de um sistema político ou social. Muito provavelmente o louco religioso seria espírita, se o Espiritismo fosse a sua preocupação dominante.
É  verdade que um periódico publicou que, numa única localidade da América do Norte, de cujo nome não me recordo no momento, contaram-se quatro mil casos de loucura espírita. Nós, entretanto, sabemos que em nossos adversários é uma ideia fixa, o crerem-se exclusivamente os únicos dotados de razão, e isto não deixa de ser uma mania como outra qualquer. Na sua opinião, nós todos somos dignos de um manicômio e, consequentemente, os quatro mil espíritas da localidade em questão
devem ser, logicamente, outros tanto loucos.
Segundo este conceito, os Estados Unidos os contam as centenas de  milhares; e em maior numero ainda, os restantes paises do mundo. Esse exagero, porem, tem sido pouco empregado ultimamente, porque a discutível loucura conquistou a fina flor da alta sociedade.  Muito barulho se fez com um exemplo muito conhecido, o de Victor Hennequin. Esqueceu-se, porem, que, antes de se ocupar com os espíritos, esse cavalheiro já tinha dado provas de excentricidade. Se as mesas girantes não tivessem aparecido - essas mesas que, segundo o espirituoso trocadilho de nossos adversários, lhe puseram a cabeça a girar - a sua
loucura teria tomado um outro caráter.
    Afirmo, pois, que o Espiritismo não goza de nenhum privilegio neste sentido; e, ainda mais, digo que, bem compreendido, constitui um preservativo contra a loucura e o suicídio.  Entre as mais numerosas causas de superexcitação cerebral, devem-se
contar as decepções, as desgraças, os afetos contrariados, causas essas que são, também, as mais freqüentes do suicídio.
    Pois muito bem: o verdadeiro espírita vê as coisas deste mundo de um ponto de vista tão superior, que as tribulações são para ele apenas incidentes desagradáveis e de curta duração. O que abalaria violentamente a muitos, afeta o mediocremente. Por outra parte sabe que os desgostos da vida são provas que contribuem para seu adiantamento, se os suportar com resignação, pois que a recompensa virá na proporção da coragem com que forem suportados os reveses. Esta convicção dá-lhe, pois, a resignação que o preserva do desespero e, consequentemente, de uma causa constante de loucura e suicídio.
     Por outro lado, as comunicações com os Espíritos que lhe mostram a sorte deplorável dos que voluntariamente abreviam seus dias, abrem-lhe os olhos. O quadro é  bastante eloqüente para fazer refletir. Por isso é considerável o número dos que, por sua influência, detiveram-se na queda funesta.  Este é um resultado do Espiritismo.  No numero das causas determinantes da loucura deve-se também colocar o medo. O terror pelo diabo já  transtornou não poucas razões. Sabe-se, porventura, o número de vítimas produzidas pela impressão ferreteada nas imaginações fracas por essa figura, que procuram tornar mais hedionda através de horríveis minúcias? Dizem que o demônio só assusta as crianças, e que isto é um freio para as tornar ajuizadas. Sim, como a bruxa e a cuca. Mas quando se libertam do medo tornam-se piores do que antes. E por aquele magnífico resultado esquece-se o número dos males causados nos cérebros delicados.  Não se deve confundir a loucura patológica com a obsessão. Esta não procede de quaisquer lesões cerebrais e sim da subjugação exercida por Espíritos maléficos sobre certos indivíduos, e tem, as vezes, aparência de loucura propriamente dita. Esta afecção, que por sinal é muito freqüente, independe da crença no Espiritismo, e existia de todos os tempos.  A medicação ordinária é, neste caso, quando não impotente, nociva. Trazendo a luz esta nova causa de perturbação, o Espiritismo apresentou, também a única modalidade de cura, agindo não sobre o médium mas sobre o espírito obsessor.  O Espiritismo é o remédio e não a causa da enfermidade"

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