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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Experiências de quase-morte

Revista Visão Espírita
O Globo Repórter mostrou. A Visão Espírita explica
Roberto Lúcio Vieira de Souza
Psiquiatra Belo Horizonte
É muito comum  dizer que "os que vão - 'morrem' - não voltam para contar'. Entretanto, alguns estudiosos da ciência e as doutrinas espiritualistas, em especial as que lidam com o mediunismo provam o contrário. O tema vem chamando a atenção de um público cada vez maior, tendo sido alvo, inclusive, de programas de TV como o "Globo Repórter" do dia 20 de novembro.
  Na oportunidade, foram apresentados casos interessantíssimos, como o da profissional médica, detalhando fatos ocorridos no ambiente do hospital, com sua participação, enquanto seu corpo permanecia em "estado de quase-morte", ou da sua visita a avó, numa localidade distante, sendo percebida (mediunicamente) pela mesma, quando lhe informava sobre seu estado físico.
Muitos dos relatos, pelas suas semelhanças (apesar da diferença de crenças dos entrevistados), tendem a demonstrar a universalização do fato, ou seja, como um ocorrido sistematizado no processo de desencarnação.
  Entre os mais conhecidos estudiosos sobre o tema, na atualidade, encontramos o Dr. Raymond A. Moody Jr. e a Dra. Elizabeth Kubler-Ross. Seus trabalhos, feitos através de uma pesquisa séria, mostram o significado da morte, apresentam as fases desse processo e indicam o caminho para a realidade da vida além da morte e da essência divina em cada criatura - o seu espírito.
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Existe Morte Antes da Vida ?
Carlos Bernardo Loureiro Souza
Aos 86 anos, Carl Jung chegou à conclusão de que existe vida depois da morte e que os espíritos procuram evoluir intelectualmente através de seus contatos com os vivos. Revendo os fatos insólitos da sua vida, seus sonhos, suas intuições, ele descobriu uma nova dimensão: A VIDA!
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O Dr. Raymond A. Moody Jr. é pioneiro no campo das pesquisas do fenômeno de quase-morte. Um dos seus livros mais conhecidos sobre o momentoso assunto é Vida depois da Vida, na verdade, um best seller. Ele inicia o capítulo I, perguntando: "Como é morrer ?".
Eis aí o mais crucial de todos os problemas que vêm desafiando o homem através do tempo. Quem no-la responde com absoluta coerência: o médico, o religioso, os místicos, os projeciologistas ? E os espíritas ? Será que nós temos condições de elucidar esta inquietante questão ? Sim, temos. Mas, antes, ficávamos sozinhos com nossas concepções a respeito, sofrendo os estigmas da zombaria, da descrença e até da comiseração. Entretanto, sempre estivemos certos. Desde eras imemoráveis que o fenômeno de quase-morte vem sendo observado.
No livro X da República há uma intrigante passagem sobre o inusitado processo. Trata-se do episódio de Er, filho de Armênio, originário de Danfélia:
"Er foi dado por morto em uma batalha. Dez dias depois, quando eram colhidos os cadáveres já em putrefação, o seu corpo foi encontrado intacto. Levaram-no para casa para ser cremado; mas, quando se achava estendido sobre a pira, retornou à vida. Após recobrar os sentidos, contou o que viu do lado de lá. Er explicou detalhadamente a sua caminhada, juntamente com outros que haviam morrido, até o lugar onde as almas dos mortos são julgadas por juízes divinos". E o relato em  a República de Platão assim se concluí:
"Porque não estava efetivamente morto,  Er retornou a seu corpo que então se achava sobre a pira, prestes a ser cremado". Despertou, sob o espanto de todos, e relatou aos parentes e amigos a sua extraordinária aventura, que o coloca como pioneiro, salvo melhor juízo, à testa das manifestações de quase-morte. O programa Globo Repórter, da Rede Globo, levado ao ar no dia 20 de novembro, sobre o fenômeno de quase-morte, revela-se de fundamental importância, conquanto a emissora se limitasse a apresentar os fatos com os seus prós e contras. Colhe o depoimento de pessoas que vivenciaram o processo, como detalha, o da Dra.  Ana Dulce, que, fora do corpo, em uma CTI no Rio de Janeiro, pôde "visitar" sua avó em Porto Alegre. Além disso, a médica relatou acontecimentos surpreendentes, registrando, na CTI, os trâmites da desencarnação de uma criança, assistida por espíritos socorristas.
Outro depoimento  não menos importante foi o da arquiteta Wilma Xavier. Durante a cirurgia a que se submetia, via-se, em princípio, como se estivesse colada ao teto. Em seguida, surgia à sua frente uma espécie  de túnel (fato já registrado pelos que passaram por um transe dessa natureza). Os relatos a respeito são, às vezes, contraditórios, dependendo dos fatores psicológicos, éticos e culturais. Mas, no fundo, todos são inusitadamente semelhantes.
O Dr. Raymond Mood Jr., em sua obra best seller Vida Depois da Morte, de posse de uma série de relatos sobre o fenômeno de quase-morte, chegou à seguinte conclusão, quanto aos seus trâmites:
" Um homem  está morrendo e, quando chega ao ponto de maior aflição física, ouve seu médico declará-lo morto. Começa a ouvir um ruído desagradável, um zumbido alto ou toque de campainhas, e ao mesmo tempo se sente movendo muito rapidamente através de um túnel longo e escuro.
  Depois disso, repentinamente se encontra fora do seu corpo físico, mas ainda na vizinhança imediata do ambiente físico, e vê seu próprio corpo a distância, como se fosse um espectador. Assiste as tentativas de ressurreição desse ponto de vista inusitado, em um estado de perturbação emocional. Depois de algum tempo, acalma-se e vai se acostumando a sua estranha condição. Observa-se que ainda tem um "corpo", mas um corpo de natureza muito diferente e com capacidades
muito diferentes daquelas do corpo físico que deixou para trás.
Surge, de repente, uma espécie de "visão panorâmica" (tratada por Ernesto Bozzano) em que o paciente assiste, como se fosse um filme, os principais acontecimentos de sua vida pregressa. É, estranhamente, um processo seletivo. O indivíduo vê, apenas, o que lhe marcou, efetivamente a sua existência.
Um dos médicos consultados pelo programa da Globo, um certo Dr. Cláudio, afirmou que o fenômeno da quase-morte pode ser rotulado como estados alucinados ou, então seria fruto de imagens liberadas pelo próprio cérebro. Adiante, porém o facultativo admite que "pouco se sabe do exato funcionamento do cérebro", sugerindo que se estimule a região lóbulo-temporal e que assim se poderia provocar uma situação parecida com o processo de quase-morte.
A verdade, prezados leitores, é que querem atribuir o cérebro como responsável por todos os fenômenos inhabituais (expressão de Charles Richet, fundador de METAPSÍQUICA); quer dizer - fenômeno que, até o momento, apesar dos avanços da Ciência, o homem se posta diante de suas manifestações, cheio de admiração, de terror, de expectativas, assim como os contemporâneos de Jesus ficaram no momento em que Lázaro retornou do estado de quase-morte. O Mestre, sem dúvida, conhecia tais mecanismos.
Os religiosos e cientistas tentam encontrar nesse fenômeno de quase-morte causas miraculosas ou de ordem cerebral, ditando, assim, concepções as mais absurdas, e até ridículas!
Enquanto isso, o Espiritismo, silencioso, observa esse digladiar entre Religião e Ciência oficial na sua eterna aspiração de desvendar os enigmas da existência tomando por base valores elaborados à luz difusa dos preconceitos. Elevassem seus olhos ao cume do Monte Tabot veriam extasiados um "morto-vivo", Moisés, posto ali por Jesus para demonstrar à Humanidade que os mortos não voltam, porque jamais partiram, porque a Vida, que é o Espírito, não fica ao sabor dos mecanismos espacial e temporal que caracterizam o existir do homem no plano corpóreo. Ao sair do corpo, o espírito projeta-se na dimensão que lhe é específica, assim acontece nos fenômenos de quase-morte, dedupla-vista, de bilocação, clarividência, de efeitos físicos e outros fenômenos pioneiramente estudados por Allan Kardec, que a Ciência do futuro o espera pra lhe prestar justa, ainda que tardia, homenagem, pela sua contribuição à Causa do Espírito.
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Experiência de Quase-morte
Hernani Guimarães Andrade
A partir dos fins do século XIX até meados do nosso século XX foram feitas inúmeras investigações sobre os fenômenos paranormais. Algumas dessas observações trouxeram fortes evidências de apoio à tese da existência do espírito e, por conseqüência, da sobrevivência da personalidade após a morte. Não obstante, o oficialismo científico, amplamente apoiado no materialismo, tem negado sistematicamente a validade da referida tese espiritualista, ou seja, a continuidade da vida após o decesso.
Atualmente têm surgido inúmeras modalidades de investigações dos fenômenos também portadores de consistentes demonstrações de que a criatura humana possui, além do corpo físico, uma outra soma de substância espiritual, imperecível e que continua vivendo após a destruição do veículo material. Entre esses vários fenômenos, está na ordem do dia a denominada EQM, sigla da expressão "Experiência de Quase Morte". Este tema fez parte do programa Globo Repórter da TV Globo, do dia 20 de novembro, provocando bastante repercussão entre os telespectadores que assistiram à apresentação.
Um Pequeno Histórico
Com o desenvolvimento da medicina de emergência, surgiram inúmeras técnicas para a ressuscitação de pacientes em estados de morte clínica. Aqueles que conseguem ser recuperados, em sua grande maioria, retornam à vida, trazendo a lembrança de cenas presenciadas durante o período  em que estiveram dados "como mortos". Tais visões apresentam uma estranha uniformidade, no tocante à diversidade dos ressuscitados. Seja qual for o grau de cultura, o sexo, a natureza das causas mortis, a idade, etc. as descrições mantêm-se dentro dos mesmos padrões.
     O principal divulgador dessas investigações é o Dr. Raymond A. Moody Jr., que em 1975, publicou um pequeno livro intitulado Life After Life.
     Moody foi inspirado a dedicar-se a essa investigação ao tomar conhecimento do caso ocorrido com o psiquiatra Dr. George G. Ritchie, que, em 1943 passou por uma experiência de EQM. Esse episódio de Ritchie está relatado na sua obra publicada em 1978 sob o título Return from Tomorrow, traduzida e publicada pela editora Nórdica, em 1980, sob o título Voltar do Amanhã.
      Retornando ao caso do livro de Dr. Raymond A. Moody Jr., depois de sua pequena e primeira edição o livro passou a ter grande procura, seguindo-se daí inúmeras outras edições e versões para outras línguas. Estima-se que já foram vendidos no mundo cerca de 14 milhões de exemplares do Life After Life, na língua original e incluindo as traduções.
      Esses primeiros trabalhos despertaram o interesse de diversos outros investigadores, uns visando encontrar uma explicação natural para o fenômeno, outros tentando reafirmar aquilo que fatos sugeriram, ou seja, a sobrevivência após a morte do corpo físico. Entre tais investigadores mencionamos como os mais conhecidos: a Dra Elisabeth Kubler-Ross, Dr. Kenneth Ring, Dr. Michael B. Sabom,  Dr. Maurice Rawlings e outros. Merecem citar-se os trabalhos do pediatra americano Dr. Melvin Rose, o qual se especializou, juntamente com sua equipe, na investigação dos casos de EQM ocorridos com crianças. Tais ocorrências são notavelmente semelhantes às relatadas por pessoas adultas.
As Características da EQM
Quando se lêem os relatos de EQM, nota-se imediatamente aquela uniformidade à qual aludimos no início deste artigo. São fases as quais os pacientes costumam descrever como uma sucessão de episódios da experiência de quem esteve clinicamente morto e conseguiu retornar à vida. Essas fases sucessivas não ocorrem obrigatoriamente em sua totalidade com todos os pacientes da EQM. Algumas podem faltar. Outras naturalmente aconteceram rapidamente, não tendo sido notadas pelos moribundos. Vamos dar resumidamente as características desses lances:
1. Sensação de estar morto.
Não são todas as pessoas que percebem imediatamente achar-se mortas, ainda que estejam fora do corpo. Todavia, a maioria se sente estranhamente flutuando sobre seu próprio corpo físico deitado no leito ou na mesa de operações. Nessa ocasião é comum ouvirem os médicos e enfermeiras comentando acerca da sua morte, no afã de efetuar a sua reanimação. Alguns nem mesmo chegam a identificar seu próprio corpo. Quase sempre os que se acham nessa situação sentem inicialmente grande confusão. Alguns tentam comunicar-se com médicos e enfermeiras, sentindo-se surpreendidos por notar que não estão sendo vistos ou percebidos pelas demais pessoas.
2. Sentimento de paz e alívio das dores.
Momentos antes de "morrer" o paciente pode estar sofrendo alguma dor, devido à sua moléstia ou ferimentos. No instante em que se dá o seu "desprendimento", toda dor ou mal estar cessam, sobrevindo uma agradável sensação de paz, tranqüilidade e bem estar.
3. Experiência Fora do Corpo (EFC)
Quase sempre o paciente se vê fora do seu corpo, quando é dado por morto pelos médicos. Nessa ocasião, sente-se flutuar e chega a ver o seu próprio corpo, lá embaixo.
   Uma grande maioria afirma que ainda se mantém em estado de consciência desperta, chegando mesmo a perceber que se acha em outro corpo.
   As descrições desse novo corpo variam.. Inúmeros pacientes sustentam que seu aspecto é diferente do nosso corpo carnal. Moody Jr. cita o caso de uma pessoa que havia examinado com cuidado as suas mãos, durante o tempo em que se achava fora do corpo. Ele descreveu como se fossem formadas de luz, com minúsculas estruturas no seu interior, inclusive apresentando as linhas de suas impressões digitais e tubos de luz dentro dos seus braços.
4. O Túnel
Essa experiência ocorre, segundo Moody Jr., depois que o paciente se sente fora do corpo e começa a dar-se conta de que está morto.
A descrição mais comum é a de ver-se impelido para o interior de um túnel escuro. Inicia-se, então, o percurso ao longo do túnel, que termina com a luz intensa.
Nem todos os pacientes vêem-se em um túnel. Há aqueles que se sentem subindo por uma escadaria. Outros atravessando portais ornamentados, arcos, etc., que repuseram passagens para outra realidade onde é avistada a luz.
5. Seres  de Luz.
Após a travessia do túnel ou de outras passagens, dá-se o encontro da pessoa com "seres de luz" que acolhem amorosamente. É freqüente a recepção pelos parentes e amigos já falecidos. São descritas, também, paisagens e cidades de rara beleza.
6. O ser de luz
Depois do encontro com os seres de luz, amigos e parentes já falecidos, aqueles que estão passando por uma EQM geralmente se deparam com um ser de luz mais elevado. Este ser irradia amor e compreensão de tal forma intensos, que o paciente sente profundamente vontade de ficar junto a ele para sempre.
Nessa ocasião, a pessoa passa por uma espécie de recapitulação dos atos praticados durante sua vida. A seguir, quando se trata de uma EQM, a pessoa é avisada que deve retornar ao seu corpo terreno.
7. A recapitulação
A recapitulação ocorre de tal forma, que os lances da vida passada do paciente surgem como se fossem revividos novamente e de uma só vez. Além disso, a pessoa sente os efeitos de suas ações boas ou más, como se tivesse no lugar daquelas pessoas que as experimentaram. Desse modo, o paciente tem uma perfeita e justa avaliação das conseqüências de seus atos, tornando-se o seu próprio julgador.
   O resultado dessa recapitulação sobre os que sofreram a EQM é uma mudança radical de comportamento, em que o paciente passa a valorizar imensamente o amor e o conhecimento.
   O curioso dessa experiência é que aqueles que a atravessam, depois que retornam, adquirem uma noção inteiramente nova acerca dos valores humanos. Em primeiro lugar o mais importante para elas é o amor. Em segundo lugar vem o conhecimento como assinala Moody Jr., em seu livro A Luz do Além.
   "Depois  que as pessoas retornam, elas adquirem uma verdadeira sede de conhecimento. Com freqüência, transformam-se em ávidos leitores, ainda que, anteriormente, não gostassem de livros; ou, então, matriculam-se em escolas ou faculdades, para estudar um campo totalmente diferente em que atuam."
8. Rápida ascensão para o espaço.
A passagem pelo túnel, frequentemente descrita pelos que sofreram a EQM, não é uma regra geral. Há aqueles que experimentam uma espécie de "flutuação", durante a qual ascendem rapidamente em direção ao alto do espaço físico, de onde chegam, alguns, a avistar o planeta Terra e os demais planetas.
    Em 1944, o conhecido psiquiatra Carl G. Jung sofreu um colapso cardíaco, durante a qual teve uma EQM. Naquela ocasião, Jung viu-se fora do corpo, elevando-se no espaço exterior acima da Terra, de onde pôde avistá-la como os astronautas tiveram oportunidade de vê-la.
9. Relutância em retornar.
Frequentemente as pessoas que passam pela EQM sentem-se de tal forma bem quando se encontram na condição de "morte clínica" que relutam em retornar. Essa atitude é compreensível, sobretudo da parte daqueles pacientes que se achavam sofrendo dores insuportáveis, na fase que precedia a sua morte. Repentinamente, sentem-se livres dos seus sofrimentos e invadidos por inefável sensação de bem estar. Naturalmente manifestam temor de voltar à situação anterior de padecimentos.
  Mas nem todos se comportam dessa forma, especialmente aqueles que têm filhos para criar ou pessoas amadas que irão deixar. Outros preferem voltar para continuar tarefas importantes que desejam ver concluídas.
Nem todas as EQM são agradáveis.
Pelas informações por nós oferecidas até agora, pode parecer ao leitor que todas as EQM têm um aspecto agradável de felicidade, repouso, visão paradisíaca, ambiente de beleza indescritível, etc. No entanto, nem todos os relatos de clínicos que observaram os episódios de EQM oferecem uma totalidade de casos aprazíveis. Assim, por exemplo, o Dr. Maurice Rawlings, especialista em moléstias cardiovasculares, descreve vários casos observados por ele em sua própria clínica. Há um livro desse médico intitulado Beyound Death's Door  no qual podem ver-se alguns casos de pacientes que se sentiram em regiões purgatoriais ou infernais, de lá voltando bastante mal-impressionados com os aspectos da vida pós-morte que eventualmente os estaria aguardando.
    Há uma obra da escritora Angie Fenimore, cujo título é Viagem ao Mundo das Trevas, da editora Best Seller. Nesse livro, a autora relata que assim que esteve morta devido a uma tentativa frustrada de pôr termo a sua própria vida, ela se viu em uma região intensamente escura cuja descrição faz lembrar os relatos acerca de umbral feitos pelo espírito de André Luiz e psicografado pelo nosso querido médium Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier).
A EQM e  a ciência oficial.
É justo que a ciência oficial não se tenha ainda pronunciado a favor ou contra essa questão da EQM. Entretanto, é natural, também, que alguns cientistas, digamos ortodoxos, se pronunciem acerca de tal fenômeno, quando para tanto são solicitados. Tem-se notado, como é de esperar-se, que alguns interpretam a EQM como uma evidência favorável à tese da sobrevivência da personalidade à morte do corpo físico. Por outro lado, alguns se mostram tendentes a explicar a quase morte como o resultado dos distúrbios cerebrais do paciente, oriundos de estado típicos ocorridos com o cérebro privado da circulação sanguínea e devido à anoxia e outros fatores decorrentes.
  Para nós, os espíritas, a EQM é uma das inúmeras evidências da existência do Espírito e da sobrevivência após a morte. Tal fato vem somar-se às outras evidências favoráveis às teses do Espiritismo, evidências essas que têm sido ultimamente amplamente divulgadas, entre elas as seguintes: visões em leito de morte; experiências fora do corpo; casos sugestivos de reencarnação, incluindo os êxitos da terapia de vidas passadas e transcomunicação instrumental.
  Todas essas evidências acima enumeradas vêm somar-se àquelas oferecidas pelos metapsiquistas do século XIX e começo do século XX.
  Acreditamos que  há perspectivas da aceitação, por parte da ciência oficial, da tese defendida pelo Espiritismo, ou seja: todo ser vivo possui um decorrer desse fato. Além de heranças genéticas, os seres vivos sofrem também os efeitos de uma herança de seu próprio espírito. Este último funciona como um domínio espaço-temporal  de informações registradas por ele ao longo da sua filogenia.

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