"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:35) "Onde estiverem reunidos, em Meu nome, dois ou três, lá estarei no meio deles." (Mateus 18:20)

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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Mediunidade é uma maldição?

Dizem que a mediunidade é uma maldição, e quem se comunica com os mortos tem um triste fim.
Se um médium como Chico Xavier nasceu com várias formas de  mediunidade, como condená-lo por ser médium, se não é culpa dele ter nascido com esse dom?  Muitos querem psicografar, ver espíritos, ouvir espíritos, mas não conseguem.  Por que alguém nasce com dom de vidência, audiência, mediunidade de efeitos físicos, etc.,   enquanto outras pessoas não nascem assim  ? Ora, por que condenar alguém que já nasceu com um "instrumento de perdição", em desvantagem em relação a outras pessoas ?? E de quem seria a "culpa"  dos médiuns nascerem assim, senão de DEUS, que cria todas as coisas, o mesmo Deus que dizem ter condenado a mediunidade ?? Não tem lógica!! Ele cria as pessoas com mediunidade e  depois as condena?? Então, foram os demônios que criaram a mediunidade? Então, eles tem tanto poder que até participam da criação? E como escolhem as pessoas que poderão vê-los, ouvi-los, psicografar mensagens deles,  etc. ?? As religiões cristãs superestimam demais os demônios. Um absurdo!!É óbvio que Deus fez as pessoas médiuns para que usem a mediunidade a favor do próximo, o que não acontecia entre aqueles onde houve a proibição bíblica.
Quanto ao “triste fim”, Chico Xavier teve uma passagem tranquila, e como ele havia dito que desejava: em um dia em que os brasileiros estivessem felizes. Desencarnou no dia em que a seleção foi campeã da Copa do Mundo de 2002.
Não existe Mediunidade má e boa, como não existe a faca boa e a faca má. Existe a FACA, e o USO bom ou mal que pode se fazer dela. A faca pode ser usada por um cirurgião ou por um assassino. A mediunidade pode curar,  pode levar pessoas em direção a reforma íntima, pode reforçar a fé da pessoa revelando um Deus justo e bom e demonstrando que a morte não existe. Mas, se mal  usada, pode levar as pessoas a obsessão.
Por que  motivo, então,  Deus proibiria qualquer manifestação mediúnica? Por que condenar as práticas espíritas, que são exercidas gratuitamente, respeitando o Evangelho que exorta o seu seguidor e profitente: "de graça recebestes, de graça dais"  (Mateus 10:8).  Jesus, que é Mestre por excelência e Guia maior da Humanidade, dizia que não tinha onde recostar a cabeça (Mateus 8:20).
  É imperioso também ressaltar o Seu nascimento, simples e humilde, e a anunciação do grande evento a modestos pastores que guardavam o seu rebanho de ovelhas, em uma noite tão especial. Em verdade,  foi a primeira noite de Natal, para júbilo daqueles homens do campo e para todos os espíritos que presenciaram esse grande acontecimento cósmico.
  Infelizmente, nas religiões ditas cristãs, o poder temporal é muito marcante. Nas protestantes, a atenção maior é dedicada ao ganho material, com a obrigatoriedade do pagamento do dízimo. Os pastores são muito bem remunerados, com todos os direitos trabalhistas garantidos como Fundo de Garantia, Férias, 13.o Salário, etc.
Fica evidente, então, porque o Espiritismo é tão ATACADO. É interessante chamar a atenção da preocupação contumaz dos sacerdotes, tanto protestantes quanto católicos, com o crescimento expressivo da Doutrina Espírita em nosso país. Estão sentindo-se ameaçados, desde que, no Espiritismo, não há ganho material de qualquer espécie. Muito pelo contrário, os profitentes da Terceira Revelação Divina, conscientizados da necessidade da evolução e aprimoramento espirituais, esforçam-se para crescer e dar grandes saltos diante da Imortalidade. O trabalho evangélico, estimulado por um bom salário, deixa a desejar em sua autenticidade e espontaneidade, não sendo mais um fator de redenção e resgate de nossas faltas e inferioridade.
    Portanto, soa estranho que um religioso bem aquinhoado financeiramente esteja a criticar a crença alheia, principalmente quando ela se apresenta refletindo a moral límpida e refulgente do Evangelho do Cristo, sem nenhuma preocupação em faturamento financeiro.
  Muitos livros já foram escritos  por padres e pastores, anatematizando a Religião dos Espíritos, enquanto a Codificação Kardequiana relata que o Espiritismo não veio para destruir as outras religiões; o seu propósito é renová-las e frutificá-las, fazendo-as despertar e ajudando-as a afastar o pesadelo do dogmatismo tiranizador que as envolve por milênios.
Citando Deut. 18 insistem que mediunidade é "abominação ao Senhor". Mas posso enumerar o que seja, verdadeiramente, detestável, no exercício de uma religião:
1 - Ser dirigente e propagador de uma crença cristã, ganhando dinheiro com esse trabalho, contrariando o Mestre Jesus, que  não tinha onde recostar a cabeça, e o Evangelho que ordena:" Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai. Não vos provereis de ouro, nem de prata, nem de cobre, em vossos cintos;  nem de alforje para o caminho, nem de duas túnicas, nem de alparcas, nem de bordão; porque digno é o trabalhador do seu alimento. (Mateus 10:8-10).
2 - Ser dirigente  e propagador de uma crença cristã, sendo intolerante, fanático e sectário, como também não respeitando a religião de outrem;
3 - Ser dirigente e propagador de uma crença cristã, designando de profanos os que lêem a Bíblia com raciocínio e lógica, quando é idólatra da "letra que mata", cultivando o literalismo bíblico e ensinando a crer nas Escrituras sem discutir e de "capa a capa" (fé cega).
4 - Ser dirigente e propagador de uma crença cristã, divulgando a crença em um "Deus"  que, a maneira de Hitler e seus asseclas, promove o extermínio de populações inteiras. Ainda por cima, um exímio glutão, saboreando animais sanguinolentos ofertados no altar;
5 - Ser dirigente e propagador  de uma crença cristã, pregando que os seres tenham sido criados pelo verdadeiro Deus, com tão infinito amor, e, ao mesmo tempo, corram o risco de um futuro "suplício eterno".
6 - Ser dirigente  e propagador  de uma crença cristã, querendo que Deus pertença a sua religião, quando, em verdade,  todos os crentes deveriam, cada vez mais, pertencer a Deus;
7 - Ser dirigente e propagador de uma crença cristã, tachando de malignos os trabalhos mediúnicos espíritas, enquanto a Bíblia está cheia de fenômenos paranormais, perfeitamente explicados e facilmente repetidos, no Espiritismo. Cito, apenas, um exemplo em forma de pergunta: Em qual denominação protestante há materialização de espíritos?;
8 - Ser dirigente e propagador de uma crença cristã, não querendo reconhecer a doutrina da reencarnação, tão bem ensinada pelo Cristo, proporcionando a todas as criaturas responsabilidade e provando-nos a justiça e o amor do Pai;
9 - Ser dirigente e propagador de uma crença cristã, ensinando erradamente que o ser espiritual é criado no momento da formação do seu corpo somático e viverá apenas uma existência física, na Terra. Ao mesmo tempo, atribui ao pecado original o nascimento de seres monstruosos, ao lado de outros normais, também descendentes de Adão.
    Não aceitando a reencarnação, oferecem um "Deus" sádico, divertindo-se ao formar indivíduos, sem alguma possibilidade de crescimento evolutivo espiritual;
10 - Ser dirigente e propagador de uma crença cristã, dizendo ser a Bíblia divina de capa a capa, quando tantas incongruências e deslizes são encontrados e revelados.
       O próprio Jesus, no Sermão da Montanha, revogou algumas coisas do Antigo Testamento, retificando o que era humano nas leis mosaicas: "Ouvistes que foi dito: olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo..." (Mateus 5)

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