"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:35) "Onde estiverem reunidos, em Meu nome, dois ou três, lá estarei no meio deles." (Mateus 18:20)

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O caso do cego de nascença contraria a reencarnação?

Apologistas cristãos insistem que os seguintes versículos contrariam a reencarnação:
"E passando Jesus, viu um homem cego de nascença.   Perguntaram-lhe os seus discípulos: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?  Respondeu Jesus: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi para que nele se manifestem as obras de Deus." (João 9:1-3)
Nem sempre alguém é deficiente físico por causa de algo que tenha feito em outra vida. Como não é uma regra, então isso não contraria o Espiritismo. Um espírito pode simplesmente optar por isso ao reencarnar. Pode ser, por exemplo, para não ser vencido pela vaidade. Chico Xavier passou toda a sua vida com uma catarata nos olhos, que certamente foi escolha sua. Um espírito de luz, um missionário, pode escolher até morrer para ajudar na evolução de quem ama. Jesus morreu na cruz e não tinha débitos. Uma missão por amor a Humanidade. Morreu daquela forma para marcar seu nome na História da Humanidade e atrair as pessoas para seus ensinamentos e o exemplo que deixou. 
Um espírito também pode  escolher vir ao mundo com algum defeito físico para ajudar na evolução de seus pais, principalmente. Seria uma prova para eles, sofrendo com um filho deficiente a quem precisam dedicar atenção e amor. Por isso a pergunta dos apóstolos: "quem pecou, ele ou seus pais para que nascesse cego?". Notem que não seria um castigo divino,  um inocente pagando pelos pecados dos outros, mas sim a escolha, o sacrifício de um espírito, para que aqueles que ele ama (seus pais nesta vida atual seriam pessoas a quem esse espírito estaria ligado por laços afetivos desde vidas passadas) evoluam espiritualmente.
   E essa pergunta  dos apóstolos prova que eles acreditavam ser possível um cego de nascença ter pecado. Os apóstolos acreditavam na reencarnação. Outras passagens, como aquela em que eles reconhecem que Jesus falava de João Batista como o "Elias que havia de vir", comprovam isso. E Jesus em momento algum negou essa idéia, coisa que com certeza faria se fosse uma "heresia" como muitos insistem.
   Jesus negou a existência do pecado naquele caso. Aquele homem nasceu cego para que nele se manifestassem as obras de Deus, ou seja, para que Jesus o curasse. Dos versículos 13 a 41 há a explicação para a missão daquele homem, que é confrontado pelos fariseus que lhe perguntam quem o havia curado, revoltados com o fato da cura ter sido em um sábado.
Outras falas de Jesus confirmam que os defeitos físicos muitas vezes são devidos ao que fizemos em uma vida passada, ou seja, lei de causa e efeito:
"E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Jesus, pois, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Tem ânimo, filho; perdoados são os teus pecados. E alguns dos escribas disseram consigo: Este homem blasfema. Mas Jesus, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Por que pensais o mal em vossos corações?   Pois qual é mais fácil? dizer: Perdoados são os teus pecados, ou dizer: Levanta-te e anda? " Mateus 9:2-5
Kardec no livro A Gênese:  "Que significariam aquelas palavras: «Teus pecados te são remitidos» e em que podiam elas influir para a cura? O Espiritismo lhes dá a explicação, como a uma infinidade de outras palavras incompreendidas até hoje. Por meio da pluralidade das existências, ele ensina que os males e aflições da vida são muitas vezes expiações do passado, bem como que sofremos na vida presente as conseqüências das faltas que cometemos em existência anterior e, assim, até que tenhamos pago a dívida de nossas imperfeições, pois que as existências são solidárias umas com as outras.
    Se, portanto, a enfermidade daquele homem era uma expiação do mal que ele praticara, o dizer-lhe Jesus: «Teus pecados te são remitidos» eqüivalia a dizer-lhe: «Pagaste a tua dívida; a fé que agora possuís elidiu a causa da tua enfermidade; conseguintemente, mereces ficar livre dela.» Daí o haver dito aos escribas: «Tão fácil é dizer: Teus pecados te são perdoados, como: Levanta-te e anda.» Cessada a causa, o efeito tem que cessar. É precisamente o caso do encarcerado a quem se declara: «Teu crime está expiado e perdoado», o que eqüivaleria a se lhe dizer: «Podes sair da prisão.»"

Em outra passagem diz Jesus: “Eis-te curado; não peques mais, para que te não aconteça algo pior” (Jo 5:14)


Além de relacionar aquela enfermidade ao pecado, Cristo afirma que novos pecados trarão mais problemas.
E ainda vemos aqui que o perdão do Cristo não significa  passaporte direto para o céu, como acreditam.

E pra encerrar:


'Se a tua mão ou o teu pé  te faz tropeçar, corta-o, e lança-o para fora de ti: melhor é entrares na vida manco ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno'.  'Se um dos teus olhos te faz tropeçar, corta-o, e lança-o para fora de ti: melhor é entrares na vida com um só dos teus olhos, do que, tendo dois, seres lançado no inferno de fogo' (Mateus 18:8-9)

Mais do que claro. Melhor entrar na vida, ou seja,  REENCARNAR, com alguma deficiência do que tornar a pecar.

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