"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:35) "Onde estiverem reunidos, em Meu nome, dois ou três, lá estarei no meio deles." (Mateus 18:20)

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O que é “crer em Jesus” ?

Citam inúmeros versículos em que está escrito que "crer em Jesus salva" . Mas o que é “crer em Jesus”?  Será que é simplesmente acreditar que Jesus é o filho de Deus enviado por Deus(por acaso, ele mesmo!) para morrer pelos nossos pecados? Então, o resto da Humanidade, por acaso a imensa maioria, está condenada?
"Falando ele estas coisas, muitos creram nele. Dizia, pois, Jesus aos judeus que nele creram: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos; " (João 8:30-32)
Tem que permanecer na palavra do Cristo, ou seja, acolher no coração os seus ensinos e passar a viver de acordo com os seus preceitos. E o que foi, realmente, que Ele ensinou? Quais os preceitos que ministrou? Ensinou a amar até mesmo nossos inimigos, a perdoar e esquecer as ofensas, a extirpar do coração o egoísmo e o orgulho, a fazer aos outros o que queremos que eles nos façam, a sempre retribuir o mal com o bem, a socorrer os irmãos em suas necessidades sem visar a qualquer recompensa, a compreender, servir, perdoar indefinidamente
    Cristo disse ainda:
   "Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? E  em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.
Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha."  (Mateus 7:22-24)
"Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a torrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa. " (Lucas 6:49)
   Não está evidente que é necessário colocar as palavras do Cristo (seus preceitos) em prática?
Jesus disse também: "Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros. " (João 13:35)
Isso que importa e não crenças em dogmas impostos pela Igreja.
"Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. " (João 14:21)
"Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. " (João 15:8)
"Portanto eu vos digo que vos será tirado o reino de Deus, e será dado a um povo que dê os seus frutos. " (Mateus 21:43)
Os apologistas cristãos citam versículos dos apóstolos, principalmente Paulo, que falam numa salvação através do sangue de Cristo, como em Romanos 5:8-9: "Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, tendo sido justificados pelo sangue, seremos por ele salvos da ira".
  Um inocente não paga pelos pecados dos outros:
" Naqueles dias não dirão mais: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram. Pelo contrário, cada um morrerá pela sua própria iniqüidade; de todo homem que comer uvas verdes, é que os dentes se embotarão. (Jeremias 31:29-30)
"Os pais não morrerão pelos filhos, nem os filhos pelos pais; cada um morrerá pelo seu pecado" (Deuteronômio 24:16)
"A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele. " (Ezequiel 18:20
Entendo versículos como esse do Paulo como apenas uma analogia entre os sacrifícios dos animais e o sacrifício do Cristo. Mas Cristo não morreu para limpar os pecados como mágica - afinal, a Humanidade continua a pecar da mesma maneira - e sim para deixar o exemplo a ser seguido, como os versículos abaixo deixam bem claro:
Porque  para  isso  fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vos, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas. (1 Pedro 2:21)
  38 E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.
  39 Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á.
  40 Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou.
  41 Quem recebe um profeta na qualidade de profeta, receberá a recompensa de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá a recompensa de justo.
  42 E aquele que der até mesmo um copo de água fresca a um destes pequeninos, na qualidade de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa. (Matheus 10:38:42)
  Está evidente que devemos seguir o exemplo de amor que Jesus nos deu. O Espiritismo diz: "Fora da caridade não há salvação", e podemos ver que isso está de acordo com o Novo Testamento. Mas para alguns aquele que der água a um pequenino, mesmo com o mais puro amor, será condenado ao fogo do inferno só por não aceitar certos dogmas inúteis.
"Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos, e não praticamos a verdade; mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado. " (I João 1:6-7)
  Portanto, temos que andar na mesma luz em que Ele está, ou seja, seguir seu exemplo,  e não apenas dizer que tem comunhão com  ele e dizer "Senhor, Senhor",  e ser hipócrita. Andando todos na luz, estaremos em comunhão uns com os outros, porque a paz se instalará na Terra e o Reino de Deus estará entre  nós. Assim, o "sangue de Jesus" - ou seja, seu sacrifício pela Humanidade  - irá tirar do mundo o pecado, e não como mágica.
  Até mesmo no Julgamento que vemos em Mateus (25:31-46), Jesus colocou como condição única da salvação a prática do amor nas relações com o próximo:
  31 Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;
  32 e diante dele serão reunidas todas as nações; e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos;
  33 e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda.
  34 Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
35 porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes;
  36 estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me.
  37 Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
  38 Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te vestimos?
  39 Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te?
  40 E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes.
  41 Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos;
  42 porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
  43 era forasteiro, e não me acolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo, e na prisão, e não me visitastes.
  44 Então também estes perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou forasteiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te   servimos?
   45 Ao que lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixaste de fazer a um destes mais pequeninos, deixastes de o fazer a mim.
   46 E irão eles para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna.
Dizem, citando a Bíblia: "Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer." João 15:5. Portanto, descartar Jesus do processo de regeneração do Homem, é ir contra o evangelho de Jesus Cristo."
Vamos ver os versículos anteriores e posteriores para entendermos o que é "estar em Cristo":
  4 Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não permanecer na videira, assim também vós,  se não permanecerdes em mim. 5 Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 6 Quem não permanece em mim é lançado fora, como a vara, e seca; tais varas são recolhidas, lançadas no fogo e queimadas.
  7 Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito. 8 Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. 9 Como o Pai me amou, assim também eu vos amei; permanecei no meu amor.
  10 Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. 11 Estas coisas vos tenho dito, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo.
  12 O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.
  13 Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. (João 15:4-13)
  Estar em Cristo é pôr em prática as suas palavras, guardando os seus mandamentos. Quem, realmente,  está em Jesus dá bons frutos, vivencia o Evangelho e coloca suas palavras em prática, palavras que se resumem em "Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei", ou seja, mais uma vez a confirmação de que o que prega o Espiritismo é o que prega o Evangelho: "Fora da caridade não há salvação". Mesmo que você não siga o Cristianismo dogmático, mesmo que nunca tenha ouvido falar em Jesus, mesmo que os homens o considerem um herege (como o samaritano na parábola),  você estará em Jesus se colocar em prática a sua palavra.
Dizem que "as obras são conseqüência do rio que flui a partir da nossa entrega a Cristo Jesus"
Então, basta "aceitar Jesus"  para que as boas obras venham??   Ora, Cristo mesmo disse que não basta dizer "Senhor, Senhor", mas praticar seus ensinos..
Citam esses versículos que comento abaixo como prova de que "as obras surgem como mágica pra quem aceita Jesus":
"E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra; .. "(2 Cor 9: 8)
  Veja versículos anteriores
6 Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará,
  7 Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.

Sem esforço, não há boas obras. É preciso semear, contribuir, pois só crer em Jesus como o Salvador não torna alguém melhor.
Vejamos como se processaria a "salvação pela fé", no entendimento dos evangélicos: Um incrédulo ouve o sermão, sente-se tocado pela comovente mensagem do pregador e se torna um "convertido", recebe Cristo no seu coração e acredita "nascido de novo", salvo pela graça do Senhor, e purificado dos seus pecados pelo sangue do Cordeiro. Em seguida, filia-se a congregação dos fiéis através do batismo e passa, ao menos em teoria, a viver sua existência dentro dos preceitos do Evangelho, podendo tornar-se até um dos "mensageiros da palavra", no afã de trazer outros pecadores aos braços do Salvador
.
É suficiente essa atitude tão simples para modificar uma vida e transformar substancialmente um caráter? Basta mesmo esse "pequeno passo" para o crente se credenciar a "comunhão dos santos" e ter assegurada a sua admissão a "eterna bem-aventurança" ? Então, por que só uns poucos, talvez os de espírito mais evoluído, permanecem realmente regenerados? A maioria ostenta um cristianismo de fachada, persistindo com os mesmos sentimentos íntimos de ‘homem velho’: egoísmo, desamor, intolerância, racismo, ausência de empatia e de fraternidade. Mesmo admitindo que os indivíduos se transformem, que efeitos tem produzido o Evangelho nos grupos sociais que se intitulam cristãos, tanto católicos como protestantes? Acaso o mundo foi transformado, após quase dois mil anos de catequese? Reinam paz e harmonia entre os povos cristãos? Foi implantado nos corações o ideal da solidariedade humana? Ou continuam os homens a digladiar-se, não raro trucidando os adversários em nome do próprio Cristo, como ocorreu nas "Cruzadas", nos tribunais da "Santa Inquisição", no massacre dos camponeses alemães (com o apoio do próprio Lutero), na matança dos huguenotes e nas lutas fratricidas dos nossos dias entre os cristãos irlandeses? Observe-se que o próprio Jesus preveniu: "Pelos frutos os conhecereis"... (Mat. 7:16)
     A doutrina da salvação pela fé suscita várias indagações que nunca nos pareceram satisfatoriamente respondidas: Como se salvaram os povos que antecederam Jesus?  Pela observância da Lei? Mas ninguém jamais cumpriu a Lei, a não ser o próprio Jesus. Além disso, a Lei era para o povo israelita. E os povos gentios, mais numerosos, e, naturalmente, entregues à idolatria, decerto que por ignorância, antes que por maldade?  Se eram também criaturas de Deus, por que estariam excluídos da salvação? E depois do Cristo, quantos milhões têm nascido e morrido no mundo inteiro sem conhecer o Evangelho? E até mesmo no seio do próprio Cristianismo, quantos milhões continuam sendo excluídos pela simples razão de, usando o raciocínio que Deus lhe deu, interpretarem o texto bíblico de maneira diversa da adotada pelas igrejas estabelecidas?
    Pretender condicionar a salvação eterna a uma determinada exegese da Escritura é desconhecer a extrema variabilidade dos critérios humanos de julgamento. Diante de um fato novo, cada ser reage de um modo peculiar ao seu senso íntimo de valores; cada um tira conclusões ditadas por sua inteligência, seu acervo de conhecimentos, sua evolução intelectual e moral.
    Não há e nem pode haver unanimidade no modo de pensar dos homens, daí a justeza do provérbio: "Cada cabeça, uma sentença". Vejam-se os Tribunais de Justiça, por exemplo: existem para examinar as questões legais que lhes chegam e decidir se confirmam ou reformam as sentenças proferidas em primeira instância. Seus membros são em geral figuras venerandas, magistrados que encaneceram, por 20, 30 ou até 40 anos, no estudo, interpretação e aplicação das leis. São, portanto, profundos conhecedores do ordenamento jurídico e seria de esperar pudessem resolver sumariamente as demandas em que se chocam pretensões conflitantes. Mas o que ocorre é que os "acórdãos" bem raramente exprimem a unanimidade, havendo quase sempre opiniões discrepantes, que figuram como "votos vencidos". Ora, se isso ocorre num campo restrito como o Direito, entre homens que passaram a vida inteira estudando as leis e suas aplicações, como pretender que na exegese do texto bíblico todos os homens adotem a interpretação que os evangélicos e/ou católicos entendem ser a correta?  E como admitir sejam condenados à perdição eterna todos os que divergirem dessa interpretação? A nosso ver, só a formulação de tal premissa denota uma estreiteza sectarista que de modo algum se coaduna com a pregação de amor, perdão e tolerância ministrada pelo Divino Mestre.
  Quem tiver olhos de ver e ouvidos de ouvir, por favor leia o Novo Testamento com os olhos bem abertos e a mente despida de preconceitos, e chegará  fatalmente a conclusão de que Jesus não desceu a este mundo para fundar nenhuma religião, e sim para trazer a noção de uma vida futura e da sobrevivência da alma, de recompensas e punições segundo as obras que os seres humanos tenham praticado, enfim, veio apresentar aos homens um Deus de amor e misericórdia, muito diferente daquele Jeová rancoroso do Velho Testamento.


Enquanto cada cristão procura egoisticamente salvar-se, todos decerto imbuídos das melhores intenções,  as gerações se vão sucedendo sem que nenhuma das religiões estabelecidas consiga eliminar os males que assolam a Humanidade, e o mundo vai afundando no vício, na depravação e na violência.
   Tudo isso por quê? Simplesmente porque continuam exibindo um Salvador místico, sem dispensar atenção ao acervo de regras que Ele estabeleceu. Por que se daria ele ao trabalho de prescrevê-las, se não era para serem observadas? Quando abrirem os olhos para perceber a sublimidade do ensino, os homens verão que a Humanidade toda é solidária e que o "Reino de Deus" se instalará na Terra quando estiver instalado em todos os corações(Lucas 17: 20/21). Quando cada ser humano aprender a perdoar e esquecer as ofensas, a amar até mesmo aqueles que tenha por adversários, já não existirão adversários, uma vez que todos serão irmãos e haverá paz na Terra. Foi isto o que Jesus ensinou e há de acontecer um dia. Por que traçaria Ele o programa, se o julgasse irrealizável?

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