"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:35) "Onde estiverem reunidos, em Meu nome, dois ou três, lá estarei no meio deles." (Mateus 18:20)

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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Os médiuns são todos “endemoniados” ?

Guardai-vos dos falsos profetas que vêm ter convosco cobertos de peles de ovelha e que por dentro são lobos rapaces. - Conhecê-lo-eis pelos seus frutos. Podem colher-se uvas nos espinheiros ou figos nas sarças? - Assim, toda árvore boa produz bons frutos e toda árvore má produz maus frutos. - Uma árvore boa não pode produzir frutos maus e uma árvore má não pode produzir frutos bons. - Toda árvore que não produz bons frutos será cortada e lançada ao fogo. - Conhecê-la-eis, pois, pelos seus frutos. " (Mateus 7:15-20)
Alguém ainda dirá que os frutos do Espiritismo são ruins?
Com o Espiritismo, o homem sabe de suas responsabilidades, sabe como é importante se esforçar para vencer o seu orgulho, seu egoísmo, e todos os seus vícios terrenos, percebendo como é  importante lutar não só para se regenerar mas para continuar evoluindo espiritualmente.
  Com o Espiritismo, o homem sabe que a justiça governa o mundo, e que cada um dos seus atos bons ou maus praticados,   recairá sobre ele através dos tempos. Nesse pensamento, encontra um freio para o mal, e um poderoso estímulo para o bem.
Os Espíritos se esforçam para desviar os homens do mal, nos ensinam  o valor da oração, até ditando preces, o valor do trabalho, nos ensina a servir a Deus, dizendo duras verdades a pessoas desregradas, obrigando essas pessoas a cair em si e orientando elas no caminho do bem.
Com o conhecimento da Doutrina Espírita, milhões de pessoas tem vencido o orgulho e o egoísmo, e se dedicado a prática do amor.
Pode uma Doutrina que só produz bons frutos e vive a relembrar os ensinos do Cristo ser obra do diabo?
Quando também acusado de trabalhar para Satanás, Cristo disse: "Se Satanás esta dividido contra si mesmo, como    subsistirá o seu reino?" (Lucas 11:18).
Disse Emmanuel, mentor  espiritual de Chico Xavier: "Nenhuma mensagem do mundo espiritual pode ultrapassar a lição permanente e eterna do Cristo, e a questão, sempre nova, do Espiritismo é, acima de tudo evangelizar...". E também: "Quando uma centésima parte do Cristianismo de nossos lábios conseguir expressar-se em nossos atos de cada dia, a Terra será plenamente libertada de todo o mal".
E Chico Xavier disse: "Os nossos guias espirituais traduzem a nossa insatisfação, no mundo inteiro, como sendo a ausência de Jesus Cristo em nossos corações "
Satanás se preocuparia com a ausência de Jesus no coração dos homens? Ele teria interesse em evangelizar ? Satanás teria interesse em libertar a Terra do mal?? Como disse Cristo, ele estaria contra seu próprio Reino.
Nem todos são médiuns. Se um homem consegue ver espíritos, ouvir espíritos, psicografar ou provocar efeitos físicos, quem pôs nele essa faculdade, esse dom, não foi outro senão Deus, como uma prova, nos obsedados, ou como uma missão, nos espíritos puros..
Ou  foram os demônios que criaram a mediunidade ? Então, eles tem tanto poder que até participam da criação? E como escolhem as pessoas que poderão vê-los, ouvi-los, psicografar mensagens deles,  etc. ?? As religiões superestimam demais os demônios. Um absurdo!!   Aliás, acreditamos ser a glândula pineal em nosso cérebro, responsável pela mediunidade, como pesquisas mostram. E ninguém a criou senão Deus!
Na Bíblia, e principalmente no Novo Testamento, vemos que  os "demônios" só causam o  mal as pessoas, até mesmo problemas físicos e loucura.  Vemos que  a prece e os bons  pensamentos repelem os maus espíritos - "orai e vigiai", disse Cristo. Também vemos isso acontecer hoje, é  o que o espírita chama de obsessão. Mas como  que  um médium  como o  Chico Xavier, que  cultivava bons pensamentos, que  praticava o amor, e que  vivia uma vida de felicidade e paz, amando a Deus sobre todas as coisas  e ao próximo como a ele mesmo, poderia estar acompanhado pelos demônios ? Para o espírita, nós apenas nos “sintonizamos” com aqueles espíritos com quem temos afinidade.
   Chico Xavier era  um modesto funcionário público aposentado. Com a saúde  debilitada e a visão quase extinta, seguia com seu trabalho, sem jamais receber um centavo, pois toda renda era  revertida em  favor das instituições de beneficência. E ainda ficava alta madrugada  psicografando mensagens pessoais para centenas de sofredores que, de todo o Brasil e até do exterior, o procuravam diariamente em busca de  lenitivo.
Em um  Globo Repórter sobre Chico Xavier,  quando ainda vivo, Jorge Rizzini mostrou uma filmagem feita por ele de Chico muitos anos atrás, atendendo a uma enorme fila de pessoas, principalmente favelados de Uberaba.
  Nas suas obras encontramos conceitos de grande elevação, tanto no campo  científico, como no filosófico ou no religioso, predominando as  mensagens da mais pura moral evangélica. Ele é  uma das provas da  comunicabilidade entre os dois mundos e,  acima de tudo,  um grande cristão, unanimidade entre todos os que o conheceram pessoalmente, que transmitia uma enorme paz aqueles que com ele se encontravam. Poderia o demônio transmitir a sensação de paz e até nos ditar orações a Deus? “Pelos frutos os conhecereis… a árvore má não pode dar bons frutos…”, disse o Cristo. Quem ousaria negar isso, afirmando que tanto as manifestações de luz quanto as trevosas(as obsessões) vêm da mesma “árvore”.
Jornal Mundo Espírita, tema “A prece e a obsessão”, por Carlos Bernardo Loureiro:
  “Na obra "Religião", no derradeiro Capítulo, registra-se um substancial estudo sobre a prece, estudo magnífico que o Dr. Carlos Imabassahy apóia na evidência dos fatos por ele mesmo observados e trazidos ao conhecimento do público.
Um desses fatos é o que nos permitimos reproduzir, sem omissão de uma vírgula. Ouçamos o beletrista baiano:
"Numa sessão, aliás teórica, falávamos sobre pontos evangélicos, quando uma jovem presente toma o aspecto de louca furiosa e quer rasgar-se.
Depois, investe contra os assistentes. Houve pânico, que aumentou quando a vimos querer atirar-se de uma janela.
Uns a seguravam; outros davam-lhe passes; outros traziam-lhe coisas para cheirar; cada qual alvitrava um meio, todos
inteiramente inúteis, todos lamentavelmente ineficazes.

Fizemos que se retirassem os curiosos; e nós, cercado de um grupo de médiuns, procuramos dar passes na possessa. Estes contribuíram para enfurecê-la ainda mais; ela se lançava a nós, dizendo-nos impropérios, arranhava-nos, esbofeteava-nos.
Já estávamos exaustos.
Os amigos entreolhavam-se pasmados, desanimados. Era preciso chamar uma ambulância. Mas seria o escândalo. Seria a confissão completa da falência de todos os nossos processos.
As lágrimas vieram-nos aos olhos. Compreendemos, então, a extensão imensa de nossas fraquezas. E apelamos para o Pai. E oramos.
E orávamos e chorávamos. Por que negar a nossa fragilidade? Éramos o responsável pela reunião. Chorávamos e orávamos.
E quando um dos médiuns já ia descer as escadas em busca de socorro psiquiátrico, diz a jovem, com voz mudada, com timbre masculino:
- Ah! Puderam mais do que eu, desta vez!
E se acalmou. Acordou. E perguntou-nos, sorridente, ingênua, ignorante de tudo que se passara:
- Que foi? Que houve? ...
Estava curada. Estava curada pela prece".
O caso que acabamos de transcrever faz-nos lembrar o que se conta nos Evangelhos, acerca de um moço possesso de um Espírito perverso, cujo genitor suplicara a Jesus que o curasse, depois de o terem tentado, sem nenhum sucesso, os próprios discípulos do Mestre de Nazaré.
Vendo estes que, a uma ordem de Jesus, o terrível obsessor deixara imediatamente o jovem, que dantes vivia metido em correntes, como louco indomável, aproximaram-se do Senhor, em particular, e indagaram:
"- Por que não pudemos nós expulsá-lo?"
"- Esta casta de Espíritos", respondeu Jesus, "só se consegue expelir à força da oração..."(Marcos, 9;14-29; Mateus,
17;14-21).”


Sobre a obsessão diz ainda Celso Martins em “Mediunidade ao seu alcance”:
“É a obsessão a ação persistente de um espírito mau sobre o indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e mesmo das faculdades mentais.
   No processo obsessivo as nossas energias se apresentam desajustadas, de modo que o pensamento se desgoverna assimilando as forças magnéticas da entidade sofredora do mesmo teor, daí aparecendo distúrbios como por exemplo: vícios, doenças estranhas, angústias, sexo desregrado, idéias de suicídio, fobias, tragédias passionais, desarmonias no lar, doenças mentais, loucura.
  Infelizmente, no mundo atual a obsessão constitui um desafio às terapêuticas oficiais e mesmo alternativas, fazendo-se um grande flagelo no seio da Humanidade. Muito pior que as mais variadas enfermidades que açoitam o organismo, ela desequilibra de tal sorte o homem que poderá levá-lo a um simples tique nervoso, até mesmo às raias da loucura, como já foi dito.
  Kardec classifica a obsessão em três graus, a saber:

1) Obsessão simples;  2) Fascinação e 3) Subjugação. Vejamos um por um:
1) Obsessão simples
  O espírito procura imiscuir-se nas ações humanas, perturbando a vida de sua vítima.
2) Fascinação
O espírito  age sobre o médium, iludindo-o, e o médium não admite sequer alguém lhe mostre esta influência de que está sendo vítima; ele não se dá conta de que o espírito impostor afirma ter sido grande vulto da História, dando-lhe as mais esquisitas comunicações, cheias de absurdidades que todos vêem, menos o médium fascinado.
3) Subjugação
    O obsessor pressiona constantemente o obsedado, paralisando-lhe a vontade numa espécie de dominação completa.
    Várias são as causas da obsessão. Dentre elas vale ressaltar: 1 - A vingança de antigos rivais (desta ou de vidas anteriores); 2 - A inveja de entidades inferiores; 3 - A invigilância do próprio obsedado; 4 - As imperfeições morais que não procuramos combater em nosso comportamento, como o orgulho, a vaidade, o egoísmo, o ciúme, o ódio, a impaciência, a cupidez, a avareza, a preguiça, a maledicência, a crueldade, a indiferença;  5 - a mediunidade não assumida; 6 - o comércio dos dons mediúnicos;  7 - o abuso das faculdades medianímicas.
    Claro que o Espiritismo dá algumas orientações seguras para o tratamento da obsessão.Há de ser levado em conta o tratamento tanto do encarnado como do desencarnado. O homem deverá procurar o médico, o psicólogo e a casa espírita, não só ele mas muitas vezes a sua família também. Ali, tanto os vivos como os mortos serão orientados, consolados, e a obsessão poderá ser curada na pauta do nosso merecimento individual.
  Nunca seria demasiado lembrar que muita gente é obsedada de si mesma, de seus desregramentos, de seus impulsos desgovernados, de seus excessos, de seus pensamentos malsãos, de seu palavreado chulo, grosseiro, rancoroso, não cabendo, depois, atribuir aos espíritos a razão de seus males.
  Além da água fluidificada, dos passes, das preces e das sessões de desobsessão, o encarnado que se vê as voltas com a obsessão deverá ocupar suas horas, suas mãos e sua mente com atividades úteis e leituras edificantes, vigiando o pensamento para o seu próprio bem.”

Disse ainda a escritora espírita Helena M. Craveiro Carvalho em entrevista:

“1 - Como saber se a pessoa está obsedada?
  R. Há sinais passíveis de serem percebidos pelos conhecedores do   assunto.
2 - Que tipos de reações costumam acompanhar os obsedados?
R. Reações orgânicas, psíquicas e, segundo Kardec, também mentais.
3 - Que reações orgânicas podem ser notadas em alguns processos obsessivos?
R. Certos sintomas próprios de doenças físicas e principalmente estados  físicos mórbidos: cansaço extremo com desânimo, urticárias, sono  excessivo, dores de cabeça, tonturas, alergias diversas, dispepsias,  colites, dores de estômago, pressão alta ou baixa e até paralisias.
4 - Então, as obsessões podem também ser a causa de certas alergias?
R. Não só de alergias mas de outros sinais de alteração fisiológica, promovendo os seguintes desequilíbrios devidamente relacionados pelo espírito Dr. Dias da Cruz, através da psicofonia de Francisco Cândido
Xavier e exarados no livro "instruções psicofônicas": dermatite atípica, dermatite de contato, coriza espasmódica, asma, edema, urticária, enxaqueca e alergia sérica (Cap XIX)

5 - Em havendo também outros sinais de obsessão, como se poderia  interpretar o sono excessivo de que sofre grande parte dos obsedados?
R. Como resultante da carga fluídica pesada que os obsessores 'despejam' continuamente sobre a pessoa. O magnetismo favorece o desprendimento do perispírito. Consequentemente, o corpo adormece.
6 - Poderia haver outros motivos?
R. Sim. Se o indivíduo estiver sendo vampirizado, o corpo perde suas  reservas de fluido vital e, enfraquecido, dorme para refazer-se. Todavia, nesse período em que não há resguardo vibratório por invigilância e desconhecimento do obsedado, poderá ter suas energias sugadas, ainda mais, pelo perseguidor.
7 - Que dizem alguns autores?
R. Que existe ainda a hipótese de sintonia mental e sentimental entre o obsessor e o obsedado, inclusive de caráter sexual (principalmente quando são de sexos diferentes), o que arrastaria de bom grado o obsedado para o sono, a fim de unir-se mais e melhor ao seu 'comparsa'.
8 - Que se passa com a mente do obsedado, em grande parte dos processos obsessivos?
R. A mente de alguém enovelado em processo obsessivo, geralmente não pára de trabalhar. Portanto, ocorre o cansaço mental. Esse trabalho é forçado por 'algo' que ele não pode controlar. Dia e noite a pessoa tem problemas, filosofa, busca argumentos, quer transmiti-los aos outros (geralmente para corrigir terceiros) procura quem possa escutar-lhes o raciocínio, liga um assunto ao outro, dando seqüência sem terminar qualquer deles, deixando-os aparentemente 'no ar', sem resolução. Refaz o caminho percorrido pelo raciocínio, milhares de vezes retorna ao ponto
de partida, as soluções comparecem mas sempre imperfeitas, não consegue resolver. É esse o panorama mental do obsedado.

(...)
13 - Outros sinais?
R. O arrastamento aos vícios. Os que formam dependência são os piores. (como o do álcool e dos tóxicos)
(...)
17 - Como seria impulsionado o perseguido?
R. Pela telepatia ou sugestão mental. O obsessor estabeleceria uma  infiltração perniciosa sobre o sistema nervoso do obsedado. E, com o  tempo, dominar-lhe-ia a mente, os pensamentos, a ação, a vontade.
18 - Nesses casos a cura é fácil ou difícil?
R. Muito difícil porque geralmente o doente nega-se a cooperar, apesar  de não ter havido verdadeira alteração mental. Por isso, também é  responsável. Dá-se uma permuta de afinidades. Trata-se de vampirismo de  duas faces, ou melhor, de vampirismo duplo. Um desfruta o outro.
19 - Tais 'arrastamentos' poderiam resultar em quê ?
R. Em casos de adultério, prostituição, aberrações sexuais, incluindo homossexualismo.
20 - Que dizer daqueles que perdem a voz ?
R. Há obsedados que permanecem longo tempo sem o som vocal. Expressam-se normalmente mas a voz não se faz ouvir.
21 - Ocorreriam casos mais graves, nesse sentido?
R. Geralmente tais fatos registram-se como processos de resgate (onde podem ser anotadas as presenças também de obsessores mas que nem sempre serão os verdadeiros causadores desses distúrbios de audição e fonação).
Tratar-se-ia de pessoas que cometeram faltas graves por calúnia,difamação, etc.

22 - A que leva a obsessão por influência fluídica direta?
R. Ao desequilíbrio mental, (com conseqüências físicas posteriores), principalmente se esse bombardeiro fluídico se fizer sobre as regiões 'mais altas' do cérebro.
23 - E o sugamento das energias ou vampirização?
R. Conduz ao enfraquecimento físico, com posterior desequilíbrio mental.
24 - Só esses sinais, já constituiriam a obsessão toda?
R. Não. Poderia cada um desses sintomas juntar-se a outras formas de perseguição.
25 - Como seriam elas?
R. Entraves materiais e perseguições sentimentais. De repente, tudo começa a ir para trás. Negócios, namoros, noivados, o próprio casamento. Se bem que grande parte dos fatos podem passar-se por nossa inabilidade
na conduta da vida diária. É preciso conhecer todas as possibilidades.

26 - É verdade que se pode perceber as obsessões no início? Haveria indícios?
R. Sim. A mudança de uma tradicional maneira de ser. Por exemplo. Uma criatura que fosse naturalmente reservada e que de um momento para outro passasse a rir-se frequentemente, sem razão lógica e sem o resguardo habitual, além de querer fazer gracinhas tolas.
27 - Só o riso? E quanto ao choro?
R. Com outras, poderia passar-se o oposto: as pessoas antes de bom ânimo, agora chorariam com freqüência, sem razão plausível, quer orgânica, psíquica ou moral.
(...)
33 - Os fanáticos encaixar-se-iam sob a mesma rotulação?
R. Sim, porque se revelam como força negativa. São os fascinados. Para impor seus pontos de vista e sua vontade, o fanático utiliza-se de meios impróprios. Peca pelos métodos, embora a intenção possa ser até positiva. Nesse caso, tal como ocorre no anteriormente descrito, são as pessoas que, demonstrando leviandade de caráter ou má educação, com comportamentos deficitários, praticamente abrem caminho para a ação de espíritos afins, os quais se aproveitam para se assenhorearem de suas vontades e passar a agir, eles próprios no comando, quando então, de
fascinados, passam a subjugados.

34 - Que é a fascinação?
R. Um estado obsessivo de grau mais avançado que o da obsessão simples. Pode atingir a um grupo todo e transformar-se, com freqüência, em obsessão coletiva.
35 - Qual o seu grau de perigo?
R. Muito grande porque, fascinadas, as criaturas perdem o senso crítico e tornam-se capazes de acreditar nos maiores absurdos que lhes impinge o 'guia' (falso). Núcleos e seitas particulares, isolados de contato com organizações  maiores que os possam orientar, poderiam estar expostos a tais riscos.   Também certos grupos espíritas, funcionando em casas particulares ou   não, mas desligados de entidades maiores e mais experientes, que lhes   ofereçam auxílio na estruturação e disciplina da prática doutrinária   podem correr perigo de fascinação.
(...)
36 - É verdade que as obsessões são mais fortes nos possuidores de mediunidade?
R. Sim. Geralmente, são as obsessões que terminam por arrastar os médiuns iniciantes (desconhecedores de sua mediunidade) aos centros espíritas. Sem saber explicar a razão, os candidatos (inconscientes) à mediunidade, registram perturbações nervosas e até mentais, no desabrochar de suas sensibilidades. Segundo o Codificador, podem ocorrer obsessões também em pessoas não-portadoras de sensibilidade mediúnica.
37 - Toda obsessão indicaria que a pessoa precisa desenvolver a mediunidade?
R. Não, absolutamente. Todos os obsedados precisam evangelizar-se, com certeza. Mas nem todos poderão desenvolver a mediunidade. Para alguns casos, essa abertura dos canais mediúnicos significaria verdadeiro
desastre. Mas isso não quer dizer que não devam conhecer a doutrina espírita. Essa questão é ponto pacífico e fundamental: o conhecimento do Espiritismo fortalece e equilibra todas as pessoas, com ou sem
mediunidade.

(...)
74 - Como os médiuns videntes costumam enxergar o coronário do obsedado?
R. Visualizam, com freqüência, sobre ele uma nuvem fluídica negra, resultante da ligação mental do obsedado com o obsessor.”
Jornal Boa Nova, tema Obsessão e desobsessão,  Março - Abril de 1998:
“Formulamos algumas perguntas e respostas relacionadas à obsessão  e desobsessão espiritual. Se você sofre de algum destes sintomas, procure seu médico e o auxílio de uma Casa Espírita. Saiba, devemos viver equilibradamente. Se vivermos fora da normalidade, alguma coisa está errada. Busquemos a solução, Deus nos criou para vivermos bem.
- O que é a obsessão ou perturbação espiritual?
A obsessão ou perturbação espiritual é a ação constante de um Espírito sobre uma pessoa encarnada. Esta ação inibi a vontade ou liberdade do  ser de pensar e agir. Ela manifesta-se como uma depressão, angústia, nervosismo, visões estranhas e mais uma série de comportamentos que fogem à normalidade.
- Todas as vezes que sentimos estes sintomas é sinal que estamos sendo vítimas de uma obsessão?
Nem sempre. Há causas físicas que nos levam a sofrer destes mesmos sintomas. Não devemos achar que tudo é espiritual. O ideal é que consultemos um médico que nos pedirá exames como o eletroencefalograma e outros. Assim, estaremos comprovando se não temos algum problema físico. Paralelamente, devemos buscar o auxílio espiritual em uma casa que desenvolve um trabalho sério.
- Quando se fala em obsessão parece que estamos falando de algo novo.Muitos religiosos não acreditam na ação de um ser que já morreu. Há passagens bíblicas que comprovam que a obsessão sempre existiu?
Sim, sempre existiu, apesar de o estudo da obsessão ser uma coisa nova quando comparado com a história da humanidade. Podemos fazer uma comparação lógica: quando não sabíamos que a Terra  era redonda há poucos séculos, não significava que ela tinha outro formato. Com a obsessão foi igual, apenas não tínhamos conhecimento. Há um século e meio ficamos sabendo que ela existe e tomamos conhecimento de suas nuanças. Isso graças ao trabalho da Codificação Espírita realizado por Allan Kardec, que veio trazer luz ao que o próprio Jesus fez e falou. Quanto há fatos bíblicos que comprovem a obsessão existem diversos. Um deles se encontra no evangelho de S. Marcos, cap. V, vers. de 1 a 20. Narra Marcos que havia um homem que vivia entre os sepulcros e há muito tempo parecia um louco, pois não existia cadeia e nem correntes que podiam dominá-lo. Tendo se aproximado de Jesus que passava próximo do local onde ele vivia, foi logo perguntando: "Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes". Jesus vendo que por trás daquela aparente loucura existia um Espírito, imediatamente expulsa a entidade que diz chamar-se legião, pois eram em muitos. O evangelista prossegue a narrativa dizendo que os Espíritos pedem para  entrarem numa manada de porcos que estava próxima dali. Jesus permite e aquele homem fica curado. Há muitos outros trechos em que o Mestre expulsa os maus Espíritos. Jesus chamava-os de demônios, espíritos imundos, satanás, e nós os chamamos de Espíritos ou entidades, uma questão de palavras. Na verdade, são a mesma coisa.
- Se estes Espíritos ou Espíritos imundos como Jesus os chamava, habitam o mundo espiritual, quer dizer que podemos ser vítimas de uma obsessão a qualquer momento?
Não necessariamente. Só se instala uma obsessão quando ambas as partes estão sintonizadas entre si. Ou seja, temos total liberdade para agirmos como quisermos. Se temos uma boa conduta moral não há como um mau Espírito encontrar acesso em nossa vida, causando-nos algum mal espiritual. Ensina-nos a Doutrina Espírita com base no evangelho de Jesus que tudo que fazemos causa-nos algum resultado. Se temos o vício da bebida, por exemplo, estaremos sempre ao lado de pessoas que gostam de beber. É óbvio que nossas companhias espirituais sejam deste nível. Assim acontece com o violento, com o adúltero, com o desonesto etc.

- Qual o meio para nos libertarmos da obsessão?
Devemos mudar nossa conduta. Como se faz isso? Através de um esforço íntimo. Não basta só querer, temos que realizar. Se queremos viver bem devemos saber que nada e ninguém pode nos impedir. No entanto, esta  certeza deve se fazer presente em nossa vida. A religião é quem pode nos oferecer condições. Toda religião Cristã traz bons ensinamentos. Busquemos aquela que mais temos afinidade. Analisemos se ali existe seriedade. Se o padre, o pastor ou o dirigente espírita têm amor na causa que abraçou. O que podemos afirmar é que o Centro Espírita tem meios e recursos para nos libertar das obsessões, das perturbações e o que é melhor, ensinar-nos a viver de forma a termos uma conduta que fará com que estejamos mais prevenidos contra estes ataques.

- Notamos que o Espiritismo tem um grande papel no campo da soluções das obsessões. Seria esta a função maior da D. Espírita?
Não resta duvida que ela ajuda na solução das obsessões. Porém, este auxílio prestado pela Doutrina Espírita é apenas uma conseqüência do seu trabalho de espiritualização. Seu papel principal é fazer o homem tomar consciência de seu verdadeiro objetivo neste mundo, ensinando-o a se conduzir melhor, transformando-o moralmente, preparando o ser para uma nova realidade, a do Espírito liberto de sua própria ignorância e do sofrimento causado por ela.”

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Depois desses textos, que fique claro que para nós há 2  forças contrárias no mundo espiritual e os espíritos se aproximam da gente de acordo com a afinidade. No caso das obsessões, há total analogia com o que vemos na Bíblia sobre as possesões, e Kardec já afirmava em “A Gênese”, em uma nota de rodapé: “Os inúmeros fatos contemporâneos de curas, aparições, possessões, dupla vista e outros, que se encontram relatados na Revue Spirite e lembrados nas observações acima, oferecem, até quanto aos pormenores, tão flagrante analogia com os que o Evangelho narra, que ressalta evidente a identidade dos efeitos e das causas. Não se compreende que o mesmo fato tivesse hoje uma causa natural e que essa causa fosse sobrenatural outrora; diabólica com uns e divina com outros. Se fora possível pô-los aqui em confronto uns com os outros, a comparação mais fácil se tornaria; não o permitem, porém, o número deles e os desenvolvimentos que a narrativa reclamaria.”
Então, deixamos a pergunta: o que seriam as obsessões para os que dizem que no Espiritismo, que traz somente a luz do Evangelho(o Evangelho do AMOR conforme ensinado e praticado por Jesus, e não da intolerância contra qualquer crença religiosa diferente da nossa) há apenas “endemoniados”?
Com tantos exemplos nas casas espíritas de pessoas dedicadas ao bem, aos ensinos puramente cristãos ( podemos citar alguns nomes mais ilustres, de biografia de fácil acesso como  Chico Xavier, Bezerra de Menezes, Divaldo Franco e outros), só resta aos detratores da Doutrina Espírita dizer que seus frutos são ruins porque, mesmo levando as pessoas a fazerem o bem, a buscarem a paz interior, a amarem seu próximo e a Deus, faz o homem perder a sua alma por ensinar, por exemplo, que Jesus não é Deus. Ou seja, colocam o apego as escrituras como mais importante do que nossas atitudes e a vivência dos ensinos que o Mestre deu ao mundo. Essa era justamente a atitude dos fariseus, uma atitude de apego aos escritos e ainda de intolerância para com quem não se apegava aos escritos.  E Cristo dedicou-se a combater esse pensamento, como mais do que claro em sua parábola do bom samaritano, onde justamente alguém tido como herege é colocado como , para vermos que Cristo não se importa com crenças pessoais e sim com o interior de cada um.

"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:35)
Américo Domingos diz, no livro "A Verdade Mais Além":
"Conforme já disse anteriormente, ao Cristo foi lançada também a pecha pelos fariseus de trabalhar com o mal.
   Se o Espiritismo já conseguiu dividir o "diabo", prestou um grande serviço à Humanidade, porquanto o lema dos seus seguidores é: "Fora da Caridade não há salvação".
   Se a Doutrina Espírita obra com o diabo, o espírito satânico exemplifica rigorosamente as palavras do seu 'contendor', o Mestre Jesus, pois cura enfermos; distribui gêneros alimentícios aos necessitados; doa cadeiras de rodas, pernas mecânicas e carrinhos de trânsito; constrói escolas, orfanatos, asilos, creches  e hospitais; fornece  gratuitamente  assistência médica e odontológica; ministra de graça cursos profissionalizantes aos jovens;  dá hospedagem a quem necessita e muitas outras coisas, fazendo com que o amor seja esparguido para todos (inclusive pessoas de outros credos religiosos).
  Quantos seres desesperados, descrentes de qualquer tipo de crença dogmática, recebem através do Espiritismo, a verdade libertadora?
  Posso falar de cátedra, porquanto sou um deles.
  Quantos ateus tiveram suas convicções abaladas por meio da minha religião?

Muita falta de criatividade corresponde em relacionar o 'diabo', como mentor  de tantas coisas boas, revivendo o Cristianismo primevo em toda  a sua exuberância e autenticidade.
   Parece piada que os dirigentes  espirituais das crenças tradicionais, muito bem remunerados, vivendo da religião, venham afirmar que a Doutrina Espírita é regida pelo 'diabo'.

  Lembro-me com tristeza, quando protestante ainda era, de ouvir uma pessoa da seita batista afirmar: 'Vim do culto de natal da minha igreja, precisavam ver que carro lindo, zero quilômetro, o pastor recebeu dos seus membros".
Naquele instante lembrei-me do Mestre, nascendo em uma estrebaria, sendo colocado em uma manjedoura, numa atmosfera simples e pobre, enquanto o 'seu'  representante é contemplado com tão 'honrado e digno' presente.
   Em verdade, digo, com sinceridade, a todos os queridos leitores, nunca tal fato aconteceria em uma casa espírita, apesar do 'maligno' dirigir todos os seus trabalhos, conforme afirmam os defensores perpétuos do literalismo bíblico. "

Alamar Regis, na revista Visão Espírita:
"É outra argumentação infantil e inconseqüente que utilizam, generalizando todos os espíritos que se comunicam conosco como se fossem demônios e mal intencionados.
     Pense agora, você que tem pelo menos um pouquinho de inteligência:
     Seria sensato você agredir, violentar ou chamar a polícia para prender uma pessoa que durante anos e anos vem dando demonstrações de ser uma pessoa honesta, carinhosa, caridosa, meiga, terna, fraterna, sincera, sensata, leal e amiga fiel a você?
    Sinto muito, mas se você for capaz de uma coisa desta, você está em profundo processo de loucura e maluquice total. Pirou de vez! Está precisando de internação em um manicômio.
   Acham alguns religiosos que devemos considerar todos os espíritos como se fossem bandidos, mesmo se o conteúdo das suas mensagens for edificante, sugestiva ao bem, ao amor ao próximo e à fraternidade sugerida por Jesus.
   Se não devemos  agredir nem mesmo aos nossos inimigos, que sentido existe em agredir quem nos faz bem ? Só doido age assim.
    Argumentam que todos os espíritos são demônios que se apresentam com boas conversas para depois levarem as pessoas a seguirem as suas propostas maléficas.
    Queremos deixar bem claro que o segmento espírita não é composto de idiotas, de imbecis e nem de pessoas que, também, tenham "cérebro de minhoca". O dia em que um espírito, seja ele quem for, que nos vinha trazendo boas mensagens, apresentar qualquer "proposta indecente", seremos os primeiros a chamá-lo a atenção e orientá-lo a "tomar juízo".
  Não são apenas os desencarnados que orientam os encarnados, só porque são espíritos nessa condição. O contrário acontece também, e muito."

Pra terminar, dois casos comprovando tudo o que foi dito:
1-   Era uma reunião de estudo do Livro dos Espíritos no centro em que meu pai era presidente, e ele comandava a reunião. Entrou uma senhora bastante perturbada para assistir a reunião, dizendo coisas sem nexo. Estava visivelmente obsedada. Todos sentiram o ambiente pesado. Meu pai sentia um mal estar e isso poderia perturbar seu trabalho. Mas de repente ele sentiu um enorme paz, uma boa vibração e sentiu em seguida aquela entidade trevosa se afastar dele. Enfim, todos sentiram que a má influência passara... Eram os bons espíritos, enviados por Deus, responsáveis por manter a  paz do ambiente, que estavam ali a espalhar LUZ no ambiente. Meu pai fez um excelente trabalho e sentiu-se guiado pelos espíritos ao falar. E a senhora foi também aos poucos se libertando da ma influencia espiritual, daquela OBSESSÃO...
2-   Uma amiga minha não é espírita. Mas estava enfrentando problemas de OBSESSÃO, Dizia coisas sem nexo, pensavam que ela estava louca, já que não há espíritas na família, então não sabiam eles o que acontecia .   Minha mãe e minha irmã foram visitá-la e comprovaram  que eram espíritos, que só falavam em sangue e morte e diziam que estavam com ela há tempos. Pois foi  orando muito e procurando entrar em sintonia com coisas mais elevadas, que ela se libertou aos poucos daquilo. Também modificou sua conduta, pois os espíritos se aproximam de acordo com a afinidade. E ela antes batia até na mãe.  Há muitos loucos no sanatório, que na verdade sofrem de OBSESSÃO...
  Portanto, há boas e más influencias espirituais, como, aliás, JÁ ACONTECIA NOS TEMPOS BÍBLICOS. E "demônios" nada têm a ver com a  PAZ ESPIRITUAL de um Chico Xavier.

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