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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Por que Jesus foi pregar aos espíritos?

Do livro Porque Sou Espírita, de Américo Domingos:
'Jesus visitou e pregou aos espíritos em prisão' (1 Pedro 3:19)
   Este versículo liquida inteiramente com o chamado 'Suplício Eterno', porquanto o Mestre foi visitar aos que estavam em sofrimento desde o tempo de Noé (1 Pedro 3:20). O ato de visitar e pregar, explicitamente derruba a possibilidade de existência do inferno, porquanto o Cristo foi às regiões inferiores do Plano Espiritual para pregar, isto é, difundir uma doutrina, propagar idéias virtuosas, preconizar a melhoria espiritual de outrem.
   Certa feita, quando jovem, praticante do protestantismo, abordei o pastor da igreja que freqüentava, a respeito desse versículo. O reverendo teve a petulância de dizer-me que o Mestre foi ao inferno mostrar a Sua glória para os que lá estão definhando por todo o sempre. Com assaz infelicidade, o 'pastor de almas' enquadrou Cristo como um vulgar sado-masoquista, felicitando-se com o sofrimento alheio. Anteriormente, no meu tempo de infância, professava o Catolicismo. Lembro-me que quando indaguei, do sacerdote que ministrava as aulas de Catecismo, o seguinte: - Padre, se eu for para o céu e minha genitora para o inferno, como comportarei no paraíso, sabendo que minha mãe está sofrendo?
    O prelado foi muito infeliz e cruel na resposta, dizendo-me que os eleitos esquecem o que foram na Terra. De imediato, redargúi, afirmando-lhe não acreditar que Deus possa fazer uma lavagem cerebral nos que entram no Éden eterno.
  Logo me afastei dessa religião, que prega existir nenhum sentimento de piedade e de caridade, subsistindo naqueles que se encontram na beatitude celestial. Inclusive a 'Summa Theologia' de S. Tomás de Aquino; suplemento da parte III, quest. 95, arts. 1, 2 e 3, edição de Lião, 1685, T-II, pág. 425, traz a seguinte aberração:

   'Os eleitos, no céu, não conservam sentimento algum de amor e amizade pelos réprobos; não sentem por eles compaixão alguma e até gozam do suplício de seus amigos e parentes.
  'Os eleitos o gozam no sentido de que se sentem isentos de torturas, e que, por outro lado, neles terá expirado toda compaixão, porque admirarão a justiça divina'
(Retirado do livro 'Cristianismo e Espiritismo', pág. 247, 6a edição, FEB).

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