"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:35) "Onde estiverem reunidos, em Meu nome, dois ou três, lá estarei no meio deles." (Mateus 18:20)

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A prática da invocação dos mortos

“Quem acredita em mim, mesmo que morra, viverá”. (Jesus, em Jo 11,25)
Introdução
Esse nosso texto tem o objetivo de refutar o artigo intitulado “O Espiritismo e a prática da invocação dos mortos”, cujo autor, que nem se deu ao trabalho de assinar, o disponibilizou na Internet pelo link http://www.cacp.org.br/invocacao_mortos.htm.

Vamos, para efeito de melhor aproveitamento, fazer nossa refutação item a item, conforme a seqüência colocada por esse autor.
Refutando os argumentos
Vejamos então os argumentos contrários.

O ESPIRITISMO E A PRÁTICA DA INVOCAÇÃO AOS MORTOS
Reencarnação, que já falamos acima, e invocação de mortos são as duas principais estacas de sustentação de toda a fraude espiritista. Se ambas forem removidas, o Espiritismo rui irremediavelmente. Mostramos nos textos anteriores como a teoria da reencarnação não suporta ser provada pela Bíblia. Neste texto, porém, trataremos da não menos fraudulenta invocação de mortos.

Embora temos visto os fanáticos sempre dizerem que o Espiritismo é uma fraude, ainda não encontramos um que seja honesto o suficiente para provar suas alegações. São cópias pioradas, vamos assim dizer, do “parapsicátolico” Pe. Quevedo. Aliás, até mesmo achamos que esses dogmáticos de carteirinha nem mesmo devem saber o que significa uma fraude.
Seria bom que pudessem refutar principalmente todos os pesquisadores do psiquismo humano, dentre os quais podemos citar, por exemplo, o Dr. Ian Stevenson, da Universidade de Virgínia, nos EUA, que coletou cerca de 2.600 (duas mil e seiscentas) ocorrências de memória reencarnatória em crianças, observadas no mundo todo. Sua obra “Reincarnation and Biology: A Contribution to the Etiology of Birthmarks and Birth Defects”, (Reencarnação e Biologia: Uma Contribuição para a etiologia das marcas e defeitos de nascença) em dois volumes, que possuem nada mais nada menos que 2.300 páginas (ANDRADE, H. G. Você e a Reencarnação, Bauru, SP: CEAC, 2002, pp. 63 e 100), vê-se, portanto, que se trata de uma obra monumental sobre o assunto, que está à disposição dos “iluminados” para contestação, embora saibamos que esses “iluminados” nunca contestarão coisa alguma com caráter científico, pois só enxergam e só lêem a Bíblia.
Na questão da prova da realidade da comunicação com os mortos, citamos William Crookes, físico inglês, que teve à sua disposição uma médium de efeito físico, pela qual ocorreram inúmeras materializações do espírito Katie King. E ainda poderemos citar, para os que tiverem a coragem ler livros que não os de sua corrente religiosa, o Pe. François Brune, autor de “Os mortos nos falam”, de onde transcrevemos a sua opinião:
“Interrogar sobre as origens, no pensamento ocidental, desta recente ideologia do nada, não é o meu propósito. O mais escandaloso é o silêncio, o desdém, até mesmo a censura exercida pela Ciência e pela Igreja, a respeito da descoberta inconteste mais extraordinária de nosso tempo: o após vida existe e nós podemos nos comunicar com aqueles que chamamos de mortos.
Escrevi este livro para tentar derrubar esse espesso muro de silêncio, de incompreensão, de ostracismo, erigido pela maior parte dos meios intelectuais do ocidente. Para eles, dissertar sobre a eternidade é tolerável; dizer que se pode vivê-la torna-se mais discutível; afirmar que se pode entrar em comunicação com ela é considerado insuportável.
O padre e teólogo que sou quis, como se diz, certificar-se completamente da verdade. Por que todos esses testemunhos deveriam ser, a priori, considerados suspeitos? Quando o conteúdo das mensagens e das comunicações gravadas reúne, como eu o demonstro, os maiores textos místicos de diversas tradições, existe nisso mais que uma simples coincidência. Eu acompanhei, pois, e estudei apaixonadamente os resultados das pesquisas mais recentes nesse campo. As conclusões deste trabalho ultrapassam minhas previsões: não somente a credibilidade científica das experiências de comunicação com os mortos encontra-se confirmada e não pode ser mais posta em dúvida, mas a prodigiosa riqueza dessa literatura do além reanimou em mim o que os séculos de intelectualismo teológico haviam extinguido.
(...)
Todos sabem, a Igreja nutre a maior desconfiança em relação a esse tipo de fenômenos: Ela prega a eternidade, é verdade, mas não aceita que se possa vivê-la e entrar em comunicação com ela. Eu mostro que não foi sempre assim. (....)”. (BRUNE, F, Pe. Os Mortos nos Falam, Sobradinho-DF: Edicel, 1991, pp. 15-16).
Qualquer fiel que se libertar da viseira imposta pelas religiões dogmáticas verá que é grande o número de pessoas que vem trazendo a sua contribuição, seja em pesquisas, seja de ordem filosófica, quanto à comprovação desses dois pontos aceitos pelo Espiritismo. Dia virá em que a Ciência ratificará tais princípios, quem sobreviver verá. Pedimos a Deus para que possamos estar vivos quando isso acontecer, só para ter o prazer de ver a derrocada dessas religiões dogmáticas.

O que diz a Bíblia: “Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás para com o Senhor teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém, quanto a ti, o Senhor teu Deus não te permitiu tal coisa” (Deuteronômio 18:9-14). (grifo nosso).

Mas a Bíblia diz tanta coisa, não é mesmo? Por que então não a cumprem integralmente, já que apregoam ser ela a palavra de Deus? Vejamos algumas determinações interessantes, que ninguém faz questão de cumprir, o que faz dela inevitavelmente uma palavra que não é de Deus:
Ex 21,7: Se um homem vender sua filha para ser escrava, esta não lhe sairá como saem os escravos.
Ex 21,12: Quem ferir a outro de modo que este morra, também será morto.
Ex 21,15: Quem ferir a seu pai ou a sua mãe, será morto.
Ex 21,17: Quem amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe, será morto.
Ex 22,19: Quem tiver coito com animal, será morto.
Lv 20,13: Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram cousa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles.
Lv 20,18: Se um homem se deitar com a mulher no tempo da enfermidade dela, e lhe descobrir a nudez, descobrindo a sua fonte, e ela descobrir a fonte do seu sangue, ambos serão eliminados do meio do seu povo.
Dt 21,18-21: Se alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedece à voz de seu pai e à de sua mãe, e, ainda castigado, não lhes dá ouvidos, pegarão nele seu pai e sua mãe e o levarão aos anciãos da cidade, à sua porta, e lhes dirão: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz: é dissoluto e beberrão. Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; assim eliminarás o mal do meio de ti: todo o Israel ouvirá e temerá.
Dt 23,1: Aquele a quem forem trilhados os testículos, ou cortado o membro viril, não entrará na assembléia do Senhor.
Dt 25,11-12: Quando brigarem dois homens, um contra o outro, e a mulher de um chegar para livrar o marido da mão do que o fere, e ela estender a mão, e o pegar pelas suas vergonhas, cortar-lhe-ás a mão: não a olharás com piedade.
Ao que nos parece, será a nossa missão ficar sempre repetindo essa lista, já que a maioria dos fanáticos não a conhece, mas, apesar dela ser muito maior, o que está aqui colocado já dá para provar, de forma irrefutável, a incoerência dos que dizem ser a Bíblia a palavra de Deus, já que não a seguem por inteiro.
É por isso que dizemos: “Não faça de sua Bíblia uma arma, a vítima poderá ser você”.
Uma coisa que ainda não conseguimos entender é porque essa determinação divina não consta dos Dez Mandamentos, já que são eles realmente o que podemos aceitar como oriundo da divindade, abstenção feita de qual povo os tenha recebido primeiro, já que, por outros estudos que fizemos, não foram os hebreus certamente.
Essa legislação é mosaica, tão evidente que, na Arca da Aliança, a única coisa que colocaram dentro dela foram os Dez Mandamentos (1Rs 8,9), nada mais que isso, o que vem corroborar esse nosso pensamento. Vejamos as passagens que comprovam isso:
“... o Senhor escreveu nas tábuas, ... os dez mandamentos,... e pus as tábuas na arca ... como o Senhor me ordenou”. (Dt 10,2-5)
“Também o Senhor me ordenou ao mesmo tempo que vos ensinasse estatutos e preceitos, para que os cumprísseis...” (Dt 4,13-14)
“... tendo Moisés acabado de escrever num livro todas as palavras desta lei, deu ordem... ponde-o ao lado da arca do pacto do Senhor...” (Dt 31,24-26)
Como a Arca da Aliança era objeto sagrado, dentro dela só poderia ser colocado o que provinha de Deus, foi por esse motivo que Moisés colocou do lado de fora da Arca aquilo que ele mesmo reputava não provir de Deus, ou seja, tudo quanto estava fora das duas tábuas com a Lei.
Nós, os espíritas, apesar da intolerância religiosa não querer admitir, nos consideramos cristãos, e como tal, só seguimos a Jesus e a ninguém mais, deixamos aos incoerentes seguir a quem quiserem, é problema deles, não nosso.
Observando as determinações de Moisés constantes do Dt 18,9-14, apresentadas como prova da proibição de evocar os mortos, veremos que todas elas se resumem à questão de adivinhação, incluindo aí o motivo pelo qual se faziam consultas aos mortos. Quem pesquisou o Espiritismo sabe muito bem que isso nada tem a ver com as práticas espíritas, os que dizem o contrário ou agem de má-fé ou por pura ignorância, mas mesmo que o motivo seja esse último, ainda sim é lamentável, pois o reputamos contrário à ética de uma crítica séria, uma vez que ninguém deveria falar daquilo que não conhece.
Esse autor não estudou Kardec, pois se o tivesse feito teria visto a grande diferença entre o texto que apresenta do Dt 18 com aquele citado pelo codificador, leiamos:
“Quando houverdes entrado na terra que o Senhor vosso Deus vos há de dar, guardai-vos; tomai cuidado em não imitar as abominações de tais povos; - e entre vós ninguém haja que pretenda purificar filho ou filha passando-os pelo fogo; que use de malefícios, sortilégios e encantamentos: que consulte os que têm o Espírito de Píton e se propõem adivinhar, interrogando os mortos para saber a verdade. O Senhor abomina todas essas coisas e exterminará todos esses povos, à vossa entrada, por causa dos crimes que têm cometido. (Deuteronômio, cap. XVIII, vv. 9, 10, 11 e 12.)”. (KARDEC, A. O Céu e o Inferno, Brasília, FEB, 1995, p. 156)
Observar que está dito, sem margem a ambiguidade, qual era a situação da consulta aos mortos, leiamos: “se propõem a adivinhar, interrogando os mortos para saber a verdade”. Ora, isso é coisa tão ridícula se aplicada ao Espiritismo, que esperamos que os que assim pensam possam trazer-nos as suas provas para comprovar isso.
O escritor Severino Celestino da Silva, autor do livro Analisando as Traduções Bíblicas, estuda essa questão no Capítulo intitulado: Deuteronômio 18 – Proibição, de onde transcrevemos os seguintes trechos:
“E acompanhe agora, a análise do Deuteronômio 18, o mais citado dos textos contra o Espiritismo”:

Texto Hebraico Transliterado
“ki atá bá él-haaréts asher Iahvéh Eloheichá noten lach lô tilmad la’assôt kto’avôt hagoim hahém. Lô-imatzê bechá ma’avir benô-uvitô baêsh kôssen ksamim me’onem umnachêsh umchashêf: vchover chaver vshoêl ôv veid’oni vedorêsh el-hametim”.
Tradução Literal:
ki = quando; atá = tu; bá = fores, chegares ou entrares; él-haárets = na terra; asher = a qual; Iahvéh = nome próprio dado a Deus; Eloheichá = teu Deus; noten lach = te dá; lô tilmad = não aprendas; la’assôt = fazer;kto’avôt = sujeiras, manchas, abominações; hagoim hahém = daquelas nações estrangeiras; lô-imatzê bechá = não se achará em ti; ma’vir benôuvitô = quem faça passar seu filho ou sua filha; baêsh = pelo fogo;kossen = nem encantador; ksamim = nem feiticeiros; me’onem = nem agoureiro; umnachêsh = nem cartomante; umchashêf = e nem mágico, bruxo ou feiticeiro; vchovêr = nem mago; vechavêr = e semelhante;vshoêl ôv = nem quem consulte o necromante, o mágico ou feiticeiro; veid’oni = e o mágico e o adivinho; vedorêsh = e quem exija a presença; el-hametim = dos mortos.
Agora segue o texto traduzido e desprovido de qualquer intenção pessoal ou preconceituosa. Compare-o e veja que está de acordo com o original.
“Quando entrares na terra que Iahvéh, teu Deus, te dá, não aprendas a fazer as abominações daquelas nações. Não se achará entre ti quem faça passar seu filho ou sua filha pelo fogo, nem adivinhador, nem feiticeiros, nem agoureiro, nem cartomante, nem bruxo, nem mago e semelhante, nem quem consulte o necromante e o adivinho, nem quem exija a presença dos mortos”.
Agora observe a tradução da 35ª edição da Bíblia, realizada pelo centro Bíblico Católico Editora Ave Maria: “Quando tiveres entrado na terra que o Senhor, teu Deus, te dá, não te porás a imitar as práticas abomináveis da gente daquela terra. Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou a evocação dos mortos. (tradução incorreta).
Está de acordo, caro leitor, com os textos hebraicos traduzidos acima?
Observe ainda o que coloca a Bíblia “Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas” dos nossos irmãos Testemunhas de Jeová:
“Quando tiveres entrado na terra que Jeová, teu Deus, te dá, não deves aprender a fazer as coisas detestáveis dessas nações. Não se deve achar em ti alguém que faça seu filho ou sua filha passar pelo fogo, alguém que empregue adivinhação, algum praticante de magia ou quem procure presságios, ou um feiticeiro, ou alguém que prenda outros com encantamento, ou alguém que vá consultar um médium Espírita, ou um prognosticador profissional de eventos, ou alguém que consulte os mortos”. (tradução incorreta). (SILVA, S. C., Analisando as Traduções Bíblicas, João Pessoa, PB: Idéia, 2001, pp. 83-87).
É lamentável como a palavra de Deus é alterada, ou melhor, adulterada mesmo, para justificar dogmas pessoais, quando o motivo não é pior ainda, qual seja o de combater especificamente a uma filosofia religiosa.
Só que acontece uma coisa muito interessante: é que não há na Bíblia qualquer lugar em que se possa encontrar a proibição dos mortos evocarem aos vivos. É esse o grande detalhe que fanático nenhum havia pensado, mas é importantíssimo para elucidar de vez essa questão.
As ocorrências que deram origem ao Espiritismo são as que aconteceram no vilarejo de Hydesville, estado de New York, EUA, quando a família Fox passou a registrar várias pancadas, no assoalho e nas paredes, sem que pudesse encontrar a causa delas. Na noite de 31 de março de 1848, as filhas do casal Fox, Kate e Margareth, resolveram desafiar o que ou quem causava tais pancadas. Foi o responsável por elas quem se disse ser um espírito, dando inclusive o seu nome, Charles B. Rosma, que segundo ele, havia sido assassinado naquela casa. Seu esqueleto foi encontrado 56 anos depois. Então perguntamos: quem evocou quem nessa história? Sim, foi o próprio espírito, até mesmo porque isso não teria sido feito por alguém daquela família de metodistas, religião que proíbe tal coisa. A questão seguinte é: ele, o espírito, veio contrariando a vontade de Deus ou foi Deus que o permitiu? Ficamos com a segunda hipótese, pois “até os fios de cabelo de sua cabeça estão contados” (Mt 10,30), ou seja, não há nada, absolutamente nada que aconteça sem que Deus o tenha permitido.

Com base nestas palavras de Moisés, no seu livro “O Céu e o Inferno”, aduz A. Kardec: “... Moisés devia, pois, por política, inspirar aos hebreus aversão a todos os costumes que pudessem ter semelhanças e pontos de contato com o inimigo”.
Alegar que Moisés se opunha aos costumes pagãos dos cananeus, simplesmente por razões políticas, como afirma Kardec, é demonstração de ignorância quanto às Escrituras. A proibição divina de se consultar os mortos não prova que havia comunicação com eles. Prova apenas que havia a consulta aos mortos, o que não significa comunicação real com eles. Era apenas uma tentativa de comunicação. Na prática de tais consultas aos mortos, sempre houve embuste, mistificação, mentira, farsa, comercialização de cartas do além e manifestação de demônios. É o que acontece nas sessões espíritas, onde espíritos demoníacos, espíritos enganadores se manifestam, identificando-se com os nomes de pessoas amadas que já falecera (leia Lucas 16:19-31). Alguns desses espíritos têm aparecido, identificando-se com os nomes de grandes homens, ministrando ensinos e até apresentando projetos éticos e humanitários, que terminam sempre em destroços. É o caso do engenheiro que se passava pelo Dr. Fritze (a fraude terminou no ano de 1999). Aquele cidadão enganou a milhares, deixou gente gravemente enferma e até há denuncias de casos de mortes – Isso é o Espiritismo. São espíritos que se prestam a serviço do pai da mentira (João 8:44), Satanás.


A palavra política aqui empregada tem o significado de “habilidade no relacionar-se com os outros tendo em vista a obtenção de resultados desejados” (Houaiss). Exatamente como observa Kardec em relação a Moisés, que tinha objetivos determinados, e por isso fez o que fez.
Mas devemos, por dever de consciência, colocar as considerações de Kardec citadas pelo crítico, de forma completa, pois os detratores do Espiritismo são mestres em retirar uma frase de um texto, que fora do contexto pode dar uma idéia equivocada do pensamento do autor. Transcrevemos a fala de Kardec, colocando em negrito, destacando o que o crítico apenas pincelou:
3. - Se a lei de Moisés deve ser tão rigorosamente observada neste ponto, força é que o seja igualmente em todos os outros. Por que seria ela boa no tocante às evocações e má em outras de suas partes? É preciso ser conseqüente. Desde que se reconhece que a lei moisaica não está mais de acordo com a nossa época e costumes em dados casos, a mesma razão procede para a proibição de que tratamos.
Demais, é preciso expender os motivos que justificavam essa proibição e que hoje se anularam completamente. O legislador hebreu queria que 'o seu povo abandonasse todos os costumes adquiridos no Egito, onde as evocações estavam em uso e facilitavam abusos, como se infere destas palavras de Isaías: "O Espírito do Egito se aniquilará de si mesmo e eu precipitarei seu conselho; eles consultarão seus ídolos, seus adivinhos, seus pítons e seus mágicos." (Cap. XIX, v. 3.)
Os israelitas não deviam contratar alianças com as nações estrangeiras, e sabido era que naquelas nações que iam combater encontrariam as mesmas práticas.
Moisés devia pois, por política, inspirar aos hebreus aversão a todos os costumes que pudessem ter semelhanças e pontos de contacto com o inimigo. Para justificar essa aversão, preciso era que apresentasse tais práticas como reprovadas pelo próprio Deus, e dai estas palavras: - "O Senhor abomina todas essas coisas e destruirá, à vossa chegada, as nações que cometem tais crimes."
4. - A proibição de Moisés era assaz justa, porque a evocação dos mortos não se originava nos sentimentos de respeito, afeição ou piedade para com eles, sendo antes um recurso para adivinhações, tal como nos augúrios e presságios explorados pelo charlatanismo e pela superstição. Essas práticas, ao que parece, também eram objeto de negócio, e Moisés, por mais que fizesse, não conseguiu desentranhá-las dos costumes populares.
As seguintes palavras do profeta justificam o asserto: - "Quando vos disserem: Consultai os mágicos e adivinhos que balbuciam encantamentos, respondei: -Não consulta cada povo ao seu Deus? E aos mortos se fala do que compete aos vivos?" (Isaías, cap. VIII, v. 19.) "Sou eu quem aponta a falsidade dos prodígios mágicos; quem enlouquece os que se propõem adivinhar, quem transtorna o espírito dos sábios e confunde a sua ciência vã."(Cap. XLIV, v. 25.)
"Que esses adivinhos, que estudam o céu, contemplam os astros e contam os meses para fazer predições, dizendo revelar-vos o futuro, venham agora salvar-vos. - Eles tornaram-se como a palha, e o fogo os devorou; não poderão livrar suas almas do fogo ardente; não restarão das chamas que despedirem, nem carvões que possam aquecer, nem fogo ao qual se possam sentar. - Eis ao que ficarão reduzidas todas essas coisas das quais vos tendes ocupado com tanto afinco: os traficantes que convosco traficam desde a infância foram-se, cada qual para seu lado, sem que um só deles se encontre que vos tire os vossos males." (Cap. XLVII, vv. 13, 14 e 15.)
Neste capítulo Isaías dirige-se aos babilônios sob a figura alegórica "da virgem filha de Babilônia, filha de caldeus". (v. 1.) Diz ele que os adivinhos não impedirão a ruína da monarquia. No seguinte capítulo dirige-se diretamente aos israelitas.
"Vinde aqui vós outros, filhos de uma agoureira, raça dum homem adúltero e de uma mulher prostituída. - De quem vos rides vós? Contra quem abristes a boca e mostrastes ferinas línguas? Não sois vós filhos perversos de bastarda raça - vós que procurais conforto em vossos deuses debaixo de todas as frontes, sacrificando-lhes os tenros filhinhos nas torrentes, sob os rochedos sobranceiros? Depositastes a vossa confiança nas pedras da torrente, espalhastes e bebestes licores em sua honra, oferecestes sacrifícios. Depois disso como não se acender a minha indignação?" (Cap. LVII, vv. 3, 4, 5 e 6.)
Estas palavras são inequívocas e provam claramente que nesse tempo as evocações tinham por fim a adivinhação, ao mesmo tempo que constituíam comércio, associadas às práticas da magia e do sortilégio, acompanhadas até de sacrifícios humanos. Moisés tinha razão, portanto, proibindo tais coisas e afirmando que Deus as abominava.
Essas práticas supersticiosas perpetuaram-se até à Idade Média, mas hoje a razão predomina, ao mesmo tempo que o Espiritismo veio mostrar o fim exclusivamente moral, consolador e religioso das relações de além-túmulo.
Uma vez, porém, que os espíritas não sacrificam criancinhas nem fazem libações para honrar deuses; uma vez que não interrogam astros, mortos e augures para adivinhar a verdade sabiamente velada aos homens; uma vez que repudiam traficar com a faculdade de comunicar com os Espíritos; uma vez que os não move a curiosidade nem a cupidez, mas um sentimento de piedade, um desejo de instruir-se e melhorar-se, aliviando as almas sofredoras; uma vez que assim é, porque o é - a proibição de Moisés não lhes pode ser extensiva.
Se os que clamam injustamente contra os espíritas se aprofundassem mais no sentido das palavras bíblicas, reconheceriam que nada existe de análogo, nos princípios do Espiritismo, com o que se passava entre os hebreus. A verdade é que o Espiritismo condena tudo que motivou a interdição de Moisés; mas os seus adversários, no afã de encontrar argumentos com que rebatam as novas idéias, nem se apercebem que tais argumentos são negativos, por serem completamente falsos.
A lei civil contemporânea pune todos os abusos que Moisés tinha em vista reprimir.
Contudo, se ele pronunciou a pena última contra os delinqüentes, é porque lhe faleciam meios brandos para governar um povo tão indisciplinado. Esta pena, ao demais, era muito prodigalizada na legislação moisaica, pois não havia muito onde escolher nos meios de repressão. Sem prisões nem casas de correção no deserto, Moisés não podia graduar a penalidade como se faz em nossos dias, além de que o seu povo não era de natureza a atemorizar-se com penas puramente disciplinares. Carecem portanto de razão os que se apóiam na severidade do castigo para provar o grau de culpabilidade da evocação dos mortos. Conviria, por consideração à lei de Moisés, manter a pena capital em todos os casos nos quais ele a prescrevia? Por que, então, reviver com tanta insistência este artigo, silenciando ao mesmo tempo o principio do capítulo que proíbe aos sacerdotes a posse de bens terrenos e partilhar de qualquer herança, porque o Senhor é a sua própria herança? (Deuteronômio, cap. XXVIII, vv. 1 e 2.)
5. - Há duas partes distintas na lei de Moisés: a lei de Deus propriamente dita, promulgada sobre o Sinal, e a lei civil ou disciplinar, apropriada aos costumes e caráter do povo. Uma dessas leis é invariável, ao passo que a outra se modifica com o tempo, e a ninguém ocorre que possamos ser governados pelos mesmos meios por que o eram os judeus no deserto e tampouco que os capitulares de Carlos Magno se moldem à França do século XIX. Quem pensaria hoje, por exemplo, em reviver este artigo da lei moisaica: "Se um boi escornar um homem ou mulher, que disso morram, seja o boi apedrejado e ninguém coma de sua carne; mas o dono do boi será julgado inocente"? (Êxodo, cap. XXI, vv. 28 e seguintes.)
Este artigo, que nos parece tão absurdo, não tinha, no entanto, outro objetivo que o de punir o boi e inocentar o dono, eqüivalendo simplesmente à confiscação do animal, causa do acidente, para obrigar o proprietário a maior vigilância. A perda do boi era a punição que devia ser bem sensível para um povo de pastores, a ponto de dispensar outra qualquer; entretanto, essa perda a ninguém aproveitava, por ser proibido comer a carne. Outros artigos prescrevem o caso em que o proprietário é responsável.
Tudo tinha sua razão de ser na legislação de Moisés, uma vez que tudo ela prevê em seus mínimos detalhes, mas a forma, bem como o fundo, adaptavam-se às circunstâncias ocasionais Se Moisés voltasse em nossos dias para legislar sobre uma nação civilizada, decerto não lhe daria um código igual ao dos hebreus. (KARDEC, A. O Céu e o Inferno, Brasília: FEB, 1995, pp. 156-160).

Ainda está para nascer um fanático que pense que alguém sabe de Bíblia mais que ele, pois orgulho e prepotência não lhes faltam para isso. E para falar a verdade preferimos continuar na ignorância de Bíblia a ter que dizer tolices iguais a essa: “A proibição divina de se consultar os mortos não prova que havia comunicação com eles. Prova apenas que havia a consulta aos mortos, o que não significa comunicação real com eles. Era apenas uma tentativa de comunicação”. Ora, pois, então, na visão desse crítico, Deus proibiu uma coisa que não acontece, agindo de forma tão ilógica, que nem mesmo um homem sensato o faria. Preferindo a lógica, diremos que é pela própria proibição que se justifica que de fato tais coisas acontecem, já que só louco proibiria algo que não acontece.
O nosso crítico, por coerência, não estranharia se na entrada de algum Zoológico encontrar-se uma placa com o seguinte: É PROIBIDO ALIMENTAR OS DINOSSAUROS.
Também é uma característica de um fanático, desses de carteirinha e tudo, não conseguir relacionar passagens bíblicas. Se os mortos não se comunicam, então quem foram os que apareceram a Jesus no monte Tabor, cujas testemunhas foram Pedro, Tiago e João? Quem se apresentou depois da morte de Jesus no lugar dele, se os mortos não se comunicam?
Em 1Sm 28, 1-35, há uma narrativa em que se conta o caso do rei Saul indo à pitonisa (médium) de Endor para se comunicar com o espírito de Samuel, fato comprovado pela própria Bíblia: “Mesmo depois de sua morte, ele [Samuel] profetizou, predizendo ao rei o seu fim. Mesmo do sepulcro, ele levantou a voz, numa profecia, para apagar a injustiça do povo”. (Eclo 46,20). Ou será que aqui nesse passo a Bíblia deixa de ser a palavra de Deus?
Como o nosso crítico afirma, sem meias palavras, que “Na prática de tais consultas aos mortos, sempre houve embuste, mistificação, mentira, farsa, comercialização de cartas do além e manifestação de demônios”, esperamos que nos apresente alguma passagem bíblica em que se baseia essa sua afirmativa, pois em nenhuma delas é dito que os demônios aparecem no lugar dos mortos, mas sim que “à lei e ao testemunho! Se eles (os mortos do verso anterior) não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles” (Isaías 8, 20). Ou seja, é fato de que eles se comunicavam, independente se suas idéias eram ou não verdadeiras.
Não satisfeito, ainda estabelece uma relação entre isso e as práticas espíritas, dizendo “É o que acontece nas sessões espíritas, onde espíritos demoníacos, espíritos enganadores se manifestam, identificando-se com os nomes de pessoas amadas que já falecera (leia Lucas 16:19-31)”. Falar sem provar é coisa de fanático mesmo, já que não há nele nenhum senso crítico. Apresenta Lucas para apoiar suas tolices, tão cego, que nem percebeu que nada se encontra nessa passagem para justificar o que disse, vejamos:
"Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho fino, e dava banquete todos os dias. E um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, que estava caído à porta do rico. Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E ainda vinham os cachorros lamber-lhe as feridas. Aconteceu que o pobre morreu, e os anjos o levaram para junto de Abraão. Morreu também o rico, e foi enterrado. No inferno, em meio aos tormentos, o rico levantou os olhos, e viu de longe Abraão, com Lázaro a seu lado. Então o rico gritou: 'Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque este fogo me atormenta'. Mas Abraão respondeu: 'Lembre-se, filho: você recebeu seus bens durante a vida, enquanto Lázaro recebeu males. Agora, porém, ele encontra consolo aqui, e você é atormentado. Além disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, nunca poderia passar daqui para junto de vocês, nem os daí poderiam atravessar até nós'. O rico insistiu: 'Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa de meu pai, porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não acabem também eles vindo para este lugar de tormento'. Mas Abraão respondeu: 'Eles têm Moisés e os profetas: que os escutem!' O rico insistiu: 'Não, pai Abraão! Se um dos mortos for até eles, eles vão se converter'. Mas Abraão lhe disse: 'Se eles não escutam a Moisés e aos profetas, mesmo que um dos mortos ressuscite, eles não ficarão convencidos'." (Lc 16,19-31)
Se por ela o crítico não consegue, como é o seu desejo, provar que os espíritos enganadores, os demônios se manifestam identificando-se com nomes de pessoas conhecidas, nós vamos provar outra coisa que, com certeza, não irá gostar. Mas o que se há de fazer? Vamos lá. Se não se acreditasse que os mortos pudessem voltar para fazer recomendações aos vivos o pedido do rico, numa boa lógica, não teria sentido algum. Mais ainda, pelo texto Abraão não disse que isso não poderia ocorrer, mas argumentou que era inútil, pois as pessoas nem ouvem os vivos que vêem muito menos dariam ouvidos aos “mortos”, que não vêem. Fato incontestável, já que é justamente isso que está acontecendo com o Espiritismo. Quantos “irmãos de rico” não existem por aí, a começar desse crítico de agora?
E completando o seu raciocínio, disse: “Alguns desses espíritos têm aparecido, identificando-se com os nomes de grandes homens, ministrando ensinos e até apresentando projetos éticos e humanitários, que terminam sempre em destroços. É o caso do engenheiro que se passava pelo Dr. Fritze (sic) (a fraude terminou no ano de 1999). Aquele cidadão enganou a milhares, deixou gente gravemente enferma e até há denuncias de casos de mortes – Isso é o Espiritismo. São espíritos que se prestam a serviço do pai da mentira (João 8:44), Satanás”.
O que temos afirmado, por inúmeras vezes, e, a contragosto parece que teremos que ficar repetindo sempre a mesma coisa, é que o fato de tartaruga botar ovos não faz dela uma ave. Se alguém é médium e realiza, através de espíritos, qualquer coisa, isso não o torna Espírita, já que a mediunidade é uma faculdade humana e todos a possuem. Para ser Espírita há que se seguir as obras e a metodologia de Kardec. Inclusive, diga-se de passagem, não aprovamos tais fenômenos mediúnicos que são realizados com cortes, mas quem sabe se não é por esse meio que os mortos procuram acordar os vivos para a verdade, a exemplo da passagem já citada de Lc 16,19-31.
Fraude? Apresente as provas que até as aceitaremos de bom grado, pois não é comportamento ético de espírita algum compactuar com fraudes. É até um favor que nos faz qualquer detrator que as apontarem.
Se tudo é fraude como alega, uma vez que os mortos não se comunicam, então devemos convir que Jesus foi enganado. Como? Quando? Bom, quem estuda o Evangelho sabe muito bem que há uma passagem em que Moisés e Elias aparecerem e entram em colóquio com Jesus (Mt 17,1-9). Só que na cegueira esse fanático de agora se esqueceu desse pequeno, mas importante detalhe, de que ambos estavam mortos. E por mais que queira safar-se disso, dizendo que Elias não morreu, mas foi arrebatado – quem acredita nisso pode até acreditar em saci-pererê, mula-sem-cabeça, lobisomem, etc – tudo bem se é no que crê, em relação a Moisés não há como fugir, pois ele morreu mesmo. Mas, seguindo a linha de raciocínio do crítico, forçosamente teremos que admitir que Jesus esteve novamente cara a cara com o pai da mentira que se fez passar por Moisés e Elias, contrariando a Bíblia que diz taxativamente que foram Moisés e Elias e não satanás disfarçado. Voltamos a essa passagem para ver como ficam de “saia justa” aqueles que negam a comunicação com os mortos atribuindo tais fatos como sendo satanás se disfarçando em pessoas humanas que já morreram. Esperamos que a lei seja para todos, evidentemente.
Quanto à fala de Jesus (Jo 8,44) ditas às autoridades religiosas de sua época, ela cabe como uma luva nessa liderança religiosa dos dias atuais que finge se preocupar com a salvação dos fiéis, quando, na verdade, se preocupa apenas com o seu próprio estomago. Para ela o nome do mestre é escrito da seguinte forma:
Je$u$.
Os que acreditam piamente em forças diabólicas deveriam ler mais para não perder o rumo da história, já que, por exemplo, satanás não é o que querem que ele seja, senão vejamos:
Satanás
Satanás é uma figura muito controvertida na Bíblia. A palavra "Satã" significa acusador.
Aparece, pela primeira vez no livro de Jó, sendo como um promotor celestial. A sua intimidade com Deus e o direito de entrar no "Céu", de ir e vir livremente e dialogar com Ele, toma-o uma figura de muito destaque. Veja o livro de Jó 1: 6 "Um dia em que os filhos de Deus se apresentaram diante do Senhor, veio também Satanás entre eles".
O livro de Jó foi escrito depois do Exílio Babilônico. Sabemos que o povo judeu, tendo retomado a Israel com a permissão de Ciro, rei persa, no ano 538 a. C., assimilou muitos costumes dos persas. Isto ocorreu devido à simpatia e apoio que receberam do rei, que inclusive permitiu a construção do Segundo Templo judaico e ainda devolveu muitos de seus tesouros, que haviam sido roubados.
A religião dos persas, o Zoroastrismo, influenciou sobremaneira o judaísmo.
No Zoroastrismo, existe o Deus supremo "Ahura-Mazda" que sofre a oposição de uma outra força poderosa, conhecida como "Angra Mainyu, ou Ahriman", "o espírito mau". Desde o começo da existência, esses dois espíritos antagônicos têm-se combatido mutuamente [72].
O Zoroastrismo foi uma das mais antigas religiões a ensinar o triunfo final do bem sobre o mal. No fim, haverá punição para os maus, e recompensa para os bons.
E foi do Zoroastrismo que os judeus aprenderam a crença em um "Ahriman", um diabo pessoal, que, em hebraico, eles chamaram de "Satanás" . Por isso, o seu aparecimento na Bíblia só ocorre no livro de Jó e nos outros livros escritos após o exílio Babilônico, do ano 538 a.C. para cá. Nestes livros, já aparece a influência do Zoroastrismo persa. Observe ainda que a tentação de Adão e Eva é feita pela serpente e não por Satanás, demonstrando assim, que o escritor do Gênesis não conhecia Satanás. Os sábios judaicos interpretando o Eclesiastes 10:11, afirmam (Pirkei de Rabi Eliezer 13), que na verdade, a cobra que seduziu Adão e Eva era o Anjo Samael que apareceu na terra sob a forma de serpente. E que Ele é conhecido como o "dono da língua". O Anjo Samael, que apareceu sob a forma de serpente, usou sua língua para seduzir Adão e Eva ao pecado. O poder do mal está em sua língua, e este poder pode ser usado somente para dominar o sábio. Ele não pode prevalecer sobre um ignorante [106].
Uma outra observação interessante é que o livro de Samuel foi escrito antes da influência persa no ano de 622 a. C. e, no II livro de Samuel em seu capítulo 24: 1, você lê com relação ao Recenseamento de Israêl o seguinte: "A cólera de IAHVÉH se inflamou novamente contra Israêl e excitou David contra eles, dizendo-lhe: Vai recensear Israêl e Judá".
Agora veja esta mesma passagem no I livro das Crônicas, que foi escrito no começo do ano 300 a. C., portanto, já sob a influência do Zoroastrismo persa, com o já conhecimento de "Ahriman", - "Satanás". No capítulo 21:1 desse livro, está escrito: Recenseamento: "e levantou-se Satã contra Israêl, e excitou David a fazer o recenseamento de Israêl". Portanto, o que era IAHVÉH no livro de Samuel aparece agora no livro das Crônicas como SATANÁS. (Confira em sua Bíblia).
Assim, está evidenciado que Satanás não é um conceito original da Bíblia, e sim, introduzido nela, a partir do Zoroastrismo Persa.
Passa a existir a partir daí, "uma lenda" entre o povo judeu de que Satanás é considerado como o rei dos demônios, que se rebelara contra Deus sendo expulso do céu. Ao exilar-se do céu, levou consigo uma hoste de anjos caídos, e tomou-se seu líder. A rebelião começou quando ele, Satanás, o maior dos anjos, com o dobro de asas, recusou prestar homenagem a Adão. Afirmam ainda que esteve por trás do pecado de Adão e Eva, no Jardim do Éden, mantendo relação sexual com Eva, sendo portanto, pai de Caim. Ajudou Noé a embriagar-se com vinho e tentou persuadir Abraão a não obedecer a Deus no episódio do sacrifício do seu filho Isaac.
Muitas pessoas acreditam muito no poder de Satanás e até o enaltecem em suas igrejas, razão pela qual, acharmos que seriam fechadas muitas igrejas se os seus dirigentes deixassem de acreditar em Satanás.
Para seu maior esclarecimento, Kardec faz uma observação sobre Satanás que descrevemos a seguir: "com relação a Satanás, é evidentemente a personificação do mal sob uma forma alegórica, pois não se poderia admitir um ser mau a lutar, de potência a potência, com a Divindade e cuja única preocupação seria a de contrariar os seus designos. Precisando o homem de figuras e de imagens para impressionar a sua imaginação, ele pintou os seres incorpóreos sob uma forma material, com atributos lembrando suas qualidade e seus defeitos".
E conclui Kardec: ''Modernamente, os anjos ou Espíritos puros são representados por uma figura radiosa, com asas brancas, símbolo da pureza; Satanás com dois chifres, garras e os atributos da animalidade, emblema das paixões inferiores. O vulgo, que toma as coisas pela letra, viu nesses emblemas um indivíduo real, como outrora vira Saturno na alegoria do Tempo".
Precisamos compreender e acreditar na misericórdia divina e no amor de Deus por nós. Um Deus onisciente, onipresente, infinitamente justo e bom e sobretudo AMOR que jamais colocaria entre nós, suas criaturas, alguém com os atributos que o homem colocou em Satanás.
_____________
72 – McDowell, J. e Stewart, D. Entendendo as Religiões não Cristãs.. São Paulo: Candeia, 1992.
106 – Wasserman, A. O Eclesiastes-Kohélet. Traduzido e comentado. São Paulo: Maayanot, 1998.
(todos os grifos são do original)
Fonte: SILVA, S. C. Analisando as Traduções Bíblicas, João Pessoa - PB: IDÉIA, 2001, pp. 277-280.
Continuando a análise da fala do crítico.
O povo de Deus, porém, possui a inigualável revelação de Deus pela qual disciplina a sua vida: “Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? Acaso a favor dos vivos consultará os mortos?” (Isaías 8:19).
Severino Celestino, também fez uma análise desse passo, que para elucidar a questão transcrevemos:
Isaías e consulta aos mortos
Em Isaías 8:19, encontramos uma citação em favor da consulta aos “mortos”. Expressamente Isaías questiona: Por que não consultar os mortos em favor dos vivos? Observe a tradução do texto literal e veja o que realmente significa. Isaías demonstra que não existe motivo para não se receber daqueles que estão do outro lado as suas experiências, os seus fracassos e suas vitórias. Isto, é claro, em favor dos que se encontram na matéria, para que se modifiquem e mudem suas condutas e procedimentos em favor de si mesmos, a fim de conseguirem sua evolução espiritual.
“Se vos disserem: ‘Ide consultar os feiticeiros e adivinhos, cochichadores e balbuciadores’, acaso não consultará o povo os seus Deuses, e os mortos a favor dos vivos”?

Texto Hebraico Transliterado
Vechi-imru aleichém dirshu el-haovot veel-haid’onim hamtsoftsfim vehamahguim halô-‘am el-elohaiv idrosh be’ad hachaim el-hametim.
Tradução Literal
Vechi-imru= e vos disserem; aleichém= para vocês; dirshu= imperativo do verbo darash= exigir, consultar, investigar, predicar, interpretar, aqui significa consulte ou exija; el-haovot= os antepassados, os patriarcas;veel-haid’onim= e os adivinhos; hamtsoftsfim= cochichadores; vehamahguim= balbuciadores; halô-‘am= acaso não? O povo; el-elohaiv= os seus deuses; idrosh= exigirá, consultará, investigará; be’ad= em favor de; hachaim= os vivos; el-hametim= os mortos.
Texto Traduzido
E se vos disserem consulte ou exija a presença dos antepassados ou dos patriarcas (el-haovot) e dos adivinhos, cochichadores e balbuciadores. Por acaso o povo (halô-‘am) não poderá exigir a presença dos seus deuses? Consultar os “mortos” em favor dos vivos?
Após essa tradução literal, fica evidente que o profeta Isaías não via nada demais na consulta aos que estão do outro lado ou “mortos”. E ainda questiona: Por acaso o povo (halô’am) não deve exigir a presença dos seus “mortos” (hametim) em favor dos vivos? (hachaim). Chamamos ainda atenção para o fato de que Isaías generalizou essa consulta, quando se referiu ao povo e não a uma minoria ou mesmo aos sacerdotes ou profetas a quem poderia se atribuir esse direito.
Os esclarecimentos de Kardec, no capítulo XXV do Livro dos Médiuns, que fala das evocações, estão de pleno acordo com esta citação de Isaías. Kardec mostra que os espíritos podem se comunicar espontaneamente ou por evocação, atendendo o nosso chamado. Havendo um objetivo impessoal e superior, qualquer espírito pode ser evocado, dentro de um princípio de seriedade e respeito. Se soubermos que nem todos os espíritos evocados podem comparecer a nossa convocação, por que não evocar somente aqueles que podem nos atender? O que fazem os católicos com suas promessas e orações aos santos? Estão, na verdade, consultando e solicitando a ajuda dos “mortos”. Como muito bem se expressa Isaías: “Por acaso o povo não pode consultar os seus deuses e seus mortos em favor dos vivos”? (Grifos do original) .
(SILVA, S. C. Analisando as Traduções Bíblicas, João Pessoa, PB: Idéia, 2001, pp. 205-208)
Finalmente chegamos às últimas considerações desse crítico.

O Estado dos Mortos: O testemunho geral das Escrituras é que os mortos, devido ao estado em que se encontram, não têm parte em nada do que se faz e acontece na terra. Veja, por exemplo, o que disseram grandes figuras da Bíblia:
1) – Salomão: - “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos... Não têm eles parte em cousa alguma do que se faz debaixo do sol”. (Eclesiastes 9:5,6).
2) – Davi: - “Mostrarás tu maravilhas aos mortos? ou levantam-se os mortos para te louvar? Será anunciada a tua benignidade na sepultura, ou a tua fidelidade no Abadom (abismo)? Serão conhecidas nas trevas as tuas maravilhas, e a tua justiça na terra do esquecimento? (Salmos 88:10-12).
3) – Ezequias –“Pois não pode louvar-te o Seol, nem a morte cantar-te os louvores; os que descem para a cova não podem esperar na tua verdade. O vivente, o vivente é que te louva, como eu hoje faço; o pai aos filhos faz notória a tua verdade” (Isaías 38:18-19).
4) Jó - “Tal como a nuvem se desfaz e some, aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar o conhecerá mais (Jó 7:9-10).
5) Jesus na história do rico e Lázaro – “Respondeu ele: Não! pai Abraão; mas, se alguém dentre os mortos for ter com eles, hão de se arrepender. Abraão, porém, lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (Lucas 16:30-31). A história do rico e do Lázaro mostra a impossibilidade de se sair do lugar dos mortos, pois o rico, que fora ímpio em vida, queria alertar os seus parentes vivos para que não praticassem as mesmas ações dele e, por conseqüência, acabassem no mesmo lugar que ele – o inferno, mas foi a ele negado.

Nenhum dos textos bíblicos, até aqui citados, contradiz-se com o estado intermediário do homem ou a esperança bíblica da ressurreição dos mortos, uns para a vida eterna, outros para vergonha e perdição eterna (Daniel 12:2). Os citados textos mostram, sim, que o homem após a morte, na sepultura, jamais poderá voltar a viver a vida de antes, e que na sepultura nada poderá fazer por si mesmo e muito menos pelos vivos.
Vejamos alguma coisa dessas grandes figuras da Bíblia.
Salomão, por exemplo, o homem que adorava ouro, teve setecentas esposas e trezentas concubinas (1Rs 11,5), seguiu a deusa dos sidônios, Astarte e o ídolo dos amonitas, Melcom, para quem fez um santuário, também construiu um para Camos, ídolo dos moabitas, deixou suas mulheres oferecerem sacrifícios aos deuses delas. (1Rs 11,5-8). Até que “Javé ficou irritado contra Salomão, porque este havia desviado o seu coração para longe de Javé, o Deus de Israel, que lhe tinha aparecido duas vezes e havia proibido expressamente que Salomão seguisse outros deuses”(1Rs 11,9-10).
Salomão, por sabedoria e por experiência própria, disse o seguinte sobre as mulheres:
“Então descobri que a mulher é mais amarga do que a morte, porque ela é uma armadilha, o seu coração é uma rede e os seus braços são cadeias. Quem agrada a Deus consegue dela escapar, mas o pecador se deixa prender por ela”. (Ecl 7,26).
Será que aqui também Salomão estava falando em nome de Deus?
E foi ótimo que se tocasse no nome de Salomão, pois como todos sabemos, ele reinou até a sua morte, então como explicar que ele tenha dito “Eu, Coélet, fui rei de Israel em Jerusalém” (Ecl 1,12)? Pela lógica, Salomão só poderia ter dito “fui rei” depois de morto, obviamente, uma vez que morreu rei. Está aí, segundo nos parece, mais uma comunicação com os mortos, para fanático nenhum botar defeito.
Fato estranho é alguém tomar Salomão para provar que os mortos não sabem de mais nada, pois esse autor bíblico não acreditava em vida após a morte, para ele é o morreu acabou, leia:“porque no mundo dos mortos, para onde você vai, não existe ação, nem pensamento, nem ciência, nem sabedoria” (Ecl 9, 10). Não ficou claro? Não seja por isso, aqui temos mais uma: “Os vivos estão sabendo que devem morrer, mas os mortos não sabem nada, nem terão recompensa, porque a lembrança deles cairá no esquecimento. Seu amor, ódio e ciúme se acabam, e eles nunca mais participarão de nada que se faz debaixo do sol”. (Ecl 9,5-6). Ora que coincidência é exatamente a passagem que nosso crítico citou, só que pela metade, não é mesmo? Então se depois da morte os mortos “não terão recompensa” isso é conflitante com a teoria do céu aos eleitos, já que ninguém foi excluído desse destino.
E Davi? Bom, ao que nos parece pelos relatos bíblicos, ele deve ter tido um caso com Jônatas, filho de Saul, seu sogro, pois quando este morre, Davi lhe faz um cântico de lamentação que ordenou fosse ensinado aos filhos de Judá (2Sm1,18), que entre outras coisas diz: “Como sofro por você, Jônatas, meu irmão! Como eu lhe queria bem! Para mim, o seu amor era mais caro do que o amor das mulheres!” (2Sm 1,26).
Antes de ser consagrado rei de Israel, Davi se tornou um bandoleiro, tinha um grupo de quatrocentos homens (1Sm 22,2) - ou seriam seiscentos homens? (1Sm27,2) - saqueando as cidades matando seus habitantes (1Sm 27,8-12). Manda para a guerra um soldado (2Sm 11,14-17) somente para ficar com a esposa dele, com a qual já havia se deitado antes. Inclusive, desse adultério, Betsabéia, a mulher de Urias, ficou grávida. (2Sm 11,2-5). Em seguida a toma por esposa, atitude não aprovada por Deus (2Sm 11,27), pois ele já tinha como mulher a filha de Saul (1Sm 18,27). Depois ainda tomou como mulher a Abigail (1Sm 25,42) e a Jezrael (1Sm 25,43), fora as suas concubinas, cuja quantidade não conseguimos precisar.
O próximo da lista é Ezequias, que foi realmente fiel a Javé. Mas vejamos o que disse: “A sepultura não te pode louvar, nem a morte glorificar-te; não esperam em tua fidelidade os que descem à cova. (Is 38,18). Ressaltamos a frase “não esperam em tua fidelidade os que descem à cova”, então nem mesmo um juízo final para nos mandar para o céu ou para o inferno podemos esperar? Que bom, estávamos ficando preocupados.
Como se diz: cada um acredita no que quiser. A história de Jó, por exemplo, é uma lenda aberta a todos que nela quiserem acreditar. Tal qual as histórias de carochinha, inicia desse modo:era uma vez um homem chamado Jó, que vivia no país de Hus...” (Jó 1,1). Tudo bem, todos têm o direito de não aceitar isso, mas então que nos provem citando, para dirimir as dúvidas, qual o nome da mulher de Jó, dos seus pais, de cada um de seus filhos. Que também nos explique se o dragão descrito em Jó 40,25-41,25 ainda existe ou é só daquela época.
Na passagem citada pelo crítico há uma comparação interessante “... eu já não existirei. Como nuvem que passa e se desfaz” é a pregação do morreu acabou, exatamente como outros autores bíblicos.
A passagem citada em que Jesus conta a parábola do rico e Lázaro é ótima para contradizer as “verdades” desse crítico. Primeiro, não há nada afirmando que os personagens estejam dormindo ou inconscientes e sem saber do que acontece aqui na terra, o que tem é justamente o contrário de tudo isso. Abraão conversa com o rico, coisa que inconscientes não fazem. O rico se preocupa com os seus irmãos, demonstrando que tem consciência do que ainda acontece no plano terreno. Segundo, o pedido do rico só tem lógica se ele acreditasse que os mortos pudessem voltar para avisar aos irmãos, crença que só poderia ter adquirido quando vivo, pelo costume da época ou por ser uma crença geral.
Já que essa passagem não serviu para provar a ideologia do crítico, que alguém nos aponte uma só passagem em que Jesus tenha dito que morreu acabou, que estejamos inconsciente após a morte ou qualquer coisa parecida com isso.
Tempos atrás o pastor Neemias Marien, respondendo se há alguma passagem bíblica que prova a comunicação com os mortos, ele citou aquela em que Jesus ressuscita seu amigo Lázaro. “Se não houvesse comunicação com os mortos Lázaro não teria atendido ao pedido de Jesus” foi o que ele disse, se a nossa memória não nos tiver traindo.
Quase todas essas passagens citadas pelo crítico estão para o morreu acabou. Nenhuma fala em ressurreição dos mortos para uma vida eterna, conforme quer levar a concluir os que forem ler seu texto.
Ainda perguntamos: se quem desce à sepultura jamais poderá voltar a viver a vida de antes, o que aconteceu com a filha de Jairo (Lc 8,40-56), o filho da viúva de Naim (Lc 7,11-17) e a Lázaro (Jo 11,1-44)? Se em relação aos dois primeiros casos alguém quiser apelar que “não desceram à sepultura”, seria uma boa tentativa para sair do embaraço, mas quanto a Lázaro ficaria sem ter onde se agarrar, não é mesmo? Fora o caso de um defunto que foi colocado no túmulo de Eliseu, que depois voltou a reviver (2Rs 13,21).
Em uma coisa devemos dar a mão à palmatória e aderir com o que pensa o nosso crítico. Diz ele: “na sepultura nada poderá fazer por si mesmo e muito menos pelos vivos”. Concordamos em gênero, número e grau, já que na sepultura somente há o corpo físico em decomposição e como disse Jesus: “O Espírito é que dá a vida, a carne de nada se aproveita” (Jo 6,63).
Conclusão
É sempre a mesma história em relação aos críticos do Espiritismo, não o conhecem, se metem a falar asneiras e ainda acham que estão certos. Usam da Bíblia à sua conveniência, mas negam isso de pés juntos e de mãos-postas, quando esta lhes contradiz, e rebatem que somos nós que fazemos isso. Pobres coitados, deles certamente Jesus diria: “São cegos, guiando cegos” (Mt 15,14).
Paulo da Silva Neto Sobrinho
Out/2005
Referências Bibliográficas:
ANDRADE, H. G. Você e a Reencarnação, Bauru, SP: CEAC, 2002
BRUNE, F, Pe. Os Mortos nos Falam, Sobradinho-DF: Edicel, 1991
KARDEC, A. O Céu e o Inferno, Brasília, FEB, 1995
SILVA, S. C., Analisando as Traduções Bíblicas, João Pessoa, PB: Idéia, 2001
Bíblia Sagrada Edição Pastoral, São Paulo: Paulus, 1990.
Bíblia Anotada. São Paulo: Novo Mundo, 1994.
http://www.espiritismogi.com.br/colunistas/invocacao_mortos.htm

3 comentários:

Paula S disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paula S disse...

Amigo, o próprio Jesus venceu a morte, como não poderia ele trazer alguém de volta a vida? a verdade é que o mundo espiritual, não é um lugar onde Deus quer que fiquemos nos aventurando sem a permissão e proteção dele. A biblia diz que o diabo se disfarça de anjo de luz. Como saber se os espíritos que vocês acreditam são de humanos? e para que proposito então, Jesus teria vindo onde claramente anunciou o reino dos céus, salvação e que ele estava aqui justamente para nos dar esse direito através do seu sangue, se poderíamos "reencarnar"? não existe lógica em vocês se utilizarem da bíblia, se é justamente ela que os contradizem em todas as suas crenças. Sempre aberta a dialogo, se desejar
grande abraço

Bruno Reis disse...

Texto esplêndido, magnífico! Parabéns ao autor! Estou profundamente cansado de ataques gratuitos ao Espiritismo vindos de ignorantes, cegos, fanáticos religiosos. Mal sabem eles o que os aguarda no pós morte. Mal sabem eles que a Bíblia, fora as inúmeras alterações a bel-prazer dos ''tradutores'',está repleto de espiritismo! Está repleto de verdades que provém de um só lugar: O mundo espiritual. As parábolas e metáforas de Jesus possuem total explicação Espiritual, mas os ignorantes fanáticos são doentes! Me desculpe pela revolta, mas estou profundamente cansado e com vontade de fazer algo para defender o Espiritismo dessa corja de hipócritas cegos!

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