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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sobre as ressurreições realizadas por Jesus

Evangelho Misericordioso - Paulo Alves Godoy
"Esta enfermidade não é de morte, mas é para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja glorificado por ela" (João, 11::4).
   O Evangelho, segundo Marcos (5:38-42), nos dá conta da ressurreição da filha de Jairo, príncipe da Sinagoga. Nesse ato, vemos Jesus afirmar solenemente: A menina não está morta, mas dorme.
  O Evangelho de João, por sua vez (11:11-43), descrevendo a Ressurreição de Lázaro, também afirma que o Mestre disse: nosso amigo Lázaro dorme, mas vou despertá-lo do sono.
   Os que procuram o miraculoso  em todas as coisas encaram as ressurreições de Lázaro, do filho da viúva de Naim e da filha de Jairo, como autênticos milagres, o que não sucede com os que tudo submetem à lógica e à razão, para quem nada existe de milagroso nos fenômenos produzidos por interferência de Jesus Cristo, fatos esses enquadrados e regidos por leis eternas e imutáveis.
  O Mestre deu ênfase à afirmação de que a filha de Jairo não estava morta, mas apenas dormia. No caso de Lázaro, além de afirmar que a sua enfermidade não era de morte, acrescentou: Nosso amigo Lázaro dorme, mas vou despertá-lo do sono.
   Tanto Lázaro, como a filha de Jairo e o filho da viúva de Naim foram vítimas de ataques catalépticos, que dão toda a aparência de morte, sem que haja a decomposição do corpo. Muitos casos similares têm ocorrido, pois não são poucas as narrações de pessoas sepultadas vivas, ou que voltam à vida física após terem sido consideradas e tidas como mortas, fisicamente.
   A morte de Lázaro, aparente para Jesus, era considerada real pelo povo. A comprovação da verdade reside no fato de Lázaro ter permanecido na sepultura durante quatro dias (João, 11:43), quando a voz imperativa de Jesus Cristo: "Lázaro, sai pra fora", se fez ouvir, estando seu corpo sem nenhum resquício de decomposição.
  As curas materiais, operadas por intermédio de Jesus, eram secundárias, no conjunto dos objetivos fundamentais  do seu Messiado. Curando cegos, paralíticos, leprosos, ou fazendo com que três espíritos semilibertos voltassem aos corpos carnais, tinha o Cristo o objetivo de demonstrar a autoridade com que fora investido pelo Pai, bem como o poder que o aureolava como Filho Ungido de Deus, tudo isso, em face de considerar que as criaturas humanas eram e são imediatistas, pretendendo vantagens a curto prazo, o que constituía obstáculo à tarefa de Jesus em falar das coisas espirituais, que propiciam vantagens a longo prazo.
   Sem a prática das curas materiais, O Mestre não conseguiria reunir muita gente para ouvir os seus ensinamentos espiritualizantes. Operando fatos considerados como extraordinários ou supranormais, ele conseguia atrair imensas multidões, que, esperando benefícios de ordem material, tinham a oportunidade de receber o pão espiritual dos ensinamentos evangélicos.
É lógico que, sabendo das ressurreições ocorridas, muitos pais e mães procuraram o Cristo, para que também fizesse voltar a vida física os seus entes queridos. Discorrendo sobre o Messiado de Jesus, os Evangelhos não falam de quaisquer outras ocorrências dessa natureza, o que prova, de forma decisiva, que, nos três casos em apreço, não havia ocorrido a morte real, pois, do contrário, ele teria ensejo de produzir outros fenômenos dessa espécie.
  A ressurreição de Lázaro era um imperativo do momento, objetivando dar maior destaque à missão santificante de Jesus Cristo, no seio do povo, e confirmar a sua autoridade de Messias. Por isso, ele exclamou: E esta enfermidade não é de morte, mas é para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja glorificado por ela.
     Se Jesus não tivesse surgido quatro dias após o sepultamento do corpo de Lázaro, é óbvio que teria ocorrido a morte real. Os discípulos, entretanto, julgaram que não passava de um sono comum; que carecia do concurso do Mestre a volta do Espírito de Lázaro ao corpo. O Cristo destruiu essa falsa idéia dos apóstolos, afirmando que Lázaro não estava apenas submetido a um  sono, pois somente o concurso de um Espírito elevado, da ordem de Jesus, poderia evitar a morte real, que ocorreria infalivelmente, se a ordenação "Lázaro sai pra fora!" não se fizesse ouvir, ordenação essa reforçada por uma autoridade ímpar e por uma moral incomparável.

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