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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sobre o pseudônimo “Allan Kardec”

Revista “Visão Espírita”:
Alguns acusam o Espiritismo, argumentando o fato do professor Denizard Hipollyte Léon Rivail, ter adotado o pseudônimo Allan Kardec, para assinar as obras básicas do Espiritismo.
       Maliciosamente atribuem o fato a uma fraude, a um ato de desonestidade.
       Mas não sabem, ou fingem que não sabem, a verdade sobre o fato.
       Imagine você se o consagrado escritor brasileiro Paulo Coelho, aquele que consegue vender milhões de livros, consagrado internacionalmente, recebesse, de uma hora para outra, um belo livro psicografado e lançasse com o seu famoso nome.
       Claro que seria sucesso ! Não resta dúvida de que seria sucesso, como são todos os livros que ele escreve.
       O nome do homem é consagrado, já é sinônimo de grandes vendas, assim como os discos que Roberto Carlos lança no Brasil, todos os finais de ano.  Não importa o conteúdo, a força é do nome dele.
       O mesmo acontece com Jorge Amado, Sidney Sheldon e vários outros nomes em todo o mundo.
       O professor Rivail possuía fama semelhante na época, em toda a Europa. O que ele escrevia era certeza de sucesso. Ele era respeitado, querido e honrado tanto pela sociedade parisiense quanto pela sociedade européia.
       Aí verifica-se gesto de grandeza desse notável educador francês, longe de ser um gesto de desonestidade, como tentam caracterizar  os inimigos gratuitos do Espiritismo.
       Consciente de que "O Livro dos Espíritos", assim como os demais que constam das obras básicas do Espiritismo, não era uma obra sua, ele julgou não ser honesto colocar o seu nome como autor do trabalho. Mas foi mais longe ainda.
        Sabendo que, se o lançasse com o seu nome famosíssimo, certamente seria "best seller" facilmente, optou pela coerência. Em vista da responsabilidade que pesava sobre seus ombros, ou melhor, sobre a sua consciência, pelo fato de ser o codificador de uma obra que poderia sugerir uma mudança moral de toda a Humanidade, procurou um meio de dar conhecimento à sociedade européia mas de uma forma que a obra proliferasse pelo seu conteúdo e não pelo seu nome famoso.
       Foi daí que adotou o pseudônimo Allan Kardec, nome esse revelado por um espírito amigo, chamado Zéfiro, como tendo sido seu em encarnação anterior.
       Veja bem gente. Um gesto de grandeza é deturpado pela má fé de muitos religiosos, na tentativa de ser passado para a cultura das pessoas como um gesto de desonestidade.

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