"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:35) "Onde estiverem reunidos, em Meu nome, dois ou três, lá estarei no meio deles." (Mateus 18:20)

Translate


Pesquisar

sábado, 19 de março de 2011

CLAP - Parapsicologia de batina

O CLAP (Centro Latino Americano de Parapsicologia) se auto-denomina referência na América Latina em se tratando de Parapsicologia. Para os incautos e tendenciosos, isso poderá parecer verdade. Mas veremos que não corresponde a realidade da comunidade científica.
   Para inicio de conversa, a Parapsicologia é uma ciência, não uma religião e que tem por objeto o estudo e a pesquisa dos fenômenos paranormais.
  Ela não defende ou ataca a questão "reencarnação ou vida espiritual". Mas deixa aberta a possibilidade ou não, pois ainda está longe de definir se "isso ou aquilo" é  somente mental ou não. Lembremos dos chamados "paradigmas", que se modificam constantemente. Logo não podemos afirmar que algo é  absurdo, se o mesmo não foi comprovadamente desmentido.
   Segundo Valter da Rosa Borges (Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas - I.P.P.P), o parapsicólogo ideal deve apresentar as seguintes características:
a) sólida cultura geral, visto ser a Parapsicologia uma ciência de extensa interdisciplinaridade;
b) espírito aberto a concepções arrojadas, devidamente contrabalançado por uma atitude permanentemente crítica;
c) diálogo permanente com cientistas de outras áreas, visando o enriquecimento de temas pertinentes à investigação parapsicológica;
d) consciência lúcida dos problemas específicos da Parapsicologia e a busca incansável de estratégias para a sua solução;
e) orientação sempre centrada no homem para a compreensão e utilização, cada vez maior, de suas potencialidades.

DESTACAMOS ESTE
f) neutralidade operativa no trato dos fenômenos sem se deixar influenciar por suas convicções filosóficas ou crenças religiosas;
   O CLAP por esta diretiva, deveria (mas não o é) ser isenta no que tange a usar de dogmas ou preceitos religiosos para negar evidências que fogem a compreensão humana. Mas no entanto, não  se verifica isso. Ao invés de usar argumentos científicos, verificamos que ao contrário, as crenças contam mais que a razão, a lógica ou o bom-senso.
 Marcia Regina Cobero, professora do CLAP, diz que "toda doutrina de Cristo sobre o destino do homem, após a morte é radicalmente contraria a invencionice da reencarnação. Quem aceitar a reencarnação não pode ser cristão. A oração é a única maneira de nos comunicarmos com Deus e com o além. Mas, não se trata de comunicação entre vivos e mortos. Quando pedimos um favor a um santo ou parente já falecido, não são eles que intervém no nosso mundo. Não podem. É Deus que nos socorre em atenção aos méritos e intercessão dos mortos perante Ele."
Michel Dias Rosa, Colaborador do CLAP, diz : "É a ciência que pertence, através de um estudo profundo, separar do catolicismo a superstição, o espiritismo, o teosofismo, o ocultismo e outras tantas interpretações cientificamente equivocadas de fatos, muitas vezes reais."
O CLAP por conta desta tendência religiosa, encabeçada pelo conhecido padre Quevedo ("Milagres podem acontecer, mas somente em lugar sagrado" ou em outras palavras, dentro de uma igreja católica, já o vi dizendo no programa Sem Censura - TVE, Rio de Janeiro.  Em entrevista no site do CLAP ele diz: "...o que outrora atribuído a entidades do além, a Parapsicologia provou serem de origem humana, isto é, trata-se de faculdades ou "poderes" do próprio homem vivo. Menos os verdadeiros milagres, exclusivos de Deus. A ciência vê o ambiente do fenômeno supranormal (milagre), e constatou: só em ambiente religioso divino.")  é  considerada desatualizada perante a Parapsicologia mundial. Inclusive nem é  convidada para congressos, exceto aqueles criados pelo próprio CLAP, onde a maior parte dos integrantes é de católicos, que deveriam usar de ciências e não de "biblismos" perante a opinião pública.
O Padre Oscar Quevedo, com sua teoria da hiperestesia indireta do pensamento  (precursora daquelas da superesp e da super-pk, e irmã da  prosopopese metagnômica de René Sudre, que Bozzano reduziu a  trapos há décadas e décadas) e sua técnica de "psicanálise" com o fenômeno paranormal, terminaram por situá-lo num limbo de comprometimento com a verdade. Já são tão conhecidas e acham-se tão desacreditadas, que nem mais merecem comentários.  Nenhum estudioso bem formado e nenhum pesquisador sério lhe dá uma palha de credibilidade.

Outra coisa. Vejam na Home Page do CLAP a definição para HIP:
"HIPERESTESIA INDIRETA DO PENSAMENTO (HIP) - Leitura do pensamento (através da linguagem corporal, capacidade de "ouvir" o pensamento à curta distância, poucos metros)." (o grifo é meu)
  É conhecido o caso do rapaz que se comunicou através de Chico para dizer que não havia sido assassinado, absolvendo seu amigo. O Chico recebeu essa mensagem em sua casa, longe de qualquer parente de quem pudesse fazer uma "telepatia", como gostam de insistir. E então ? Leram de QUEM essa informação ? Aliás, segundo o juiz,  uma das coisas que o impressionaram,.o levando a absorver o réu, foi que o depoimento do desencarnado confirmava o  do réu, quase com as mesmas palavras...
 Os médiuns receitistas também costumam psicografar distante da pessoa que pediu a receita, tendo apenas alguns dados como nome, idade, endereço. O que dirão agora ? Uma outra hipótese surgirá ? Então, que formulem melhor suas hipóteses, de preferência citando pesquisas que foram feitas e porque chegaram a essa conclusão, pois não convencerão os espíritas com sofismas.

Lemos em "As Vidas de Chico Xavier", do jornalista Marcel Souto Maior:
"Bem humorado, (Chico) recebeu  uma visita ilustre  no Centro Luiz Gonzaga: o professor italiano Pietro Ubaldi, autor de um dos livros de cabeceira de Chico na época, A Grande Síntese. O anfitrião surpreendeu o visitante com uma série de revelações. A mãe dele, Lavínia, já morta, estava ali e, após abraçar o filho, se referiu a ele como mio garofanino (meu pequeno cravo). Ubaldi confirmou o apelido de infância. Em seguida, Chico assinalou a presença do filho do escritor, Franco Ubaldi, morto na Segunda Guerra, no norte da África.
 Tudo ia muito bem até o momento em que o mineiro anunciou a presença do espírito  de uma irmã do professor, Maria. Ubaldi se desculpou e, sem graça, garantiu: ele tinha mesmo uma irmã com este nome, mas ela estava viva na Itália. Chico ficou em silêncio. A hesitação durou segundos. Tempo suficiente para o mineiro trazer uma explicação do além: Maria era o nome de outra irmã sua, mas ela tinha morrido quando ele ainda era bebê. Ubaldi se lembrou, aliviado. Teve sorte.
   Exatos  vinte anos depois, Chico criaria o mesmo constrangimento ao anunciar ao presidente da Federação Espírita do Paraná, João Guignone:
  - Sabe quem está aqui ao meu lado, cheia de emoção e querendo abraçá-lo? Sua mãe.
  Para não contrariar, o rapaz fingiu alegria. E confidenciou a um amigo:
    - Chico não está regulando bem. Minha mãe está viva em Curitiba.
    Ao chegar ao hotel, recebeu um interurbano do Paraná. O enterro estava marcado para a manhã seguinte."
 E agora, Quevedo? Como Chico poderia saber dessas coisas? Qual o psiquismo do Chico que  trabalhou dessa vez a favor da idéia de que os mortos se comunicam?

A Bíblia contém vários relatos mediúnicos e  Quevedo explica da seguinte forma o acontecimento bíblico com Elias e Moisés(já mortos) conversando com Jesus:
  "Moisés é um símbolo da Lei e Elias é um símbolo dos profetas. Cristo, ao transfigurar-se, num magnífico Milagre, simbolizou o despertar dos apóstolos que estavam como que dormindo.Foi quando São Pedro disse: "Façamos três tabernáculos e comentem o Evangelho". Isto aconteceu porque os apóstolos naquele momento, estavam completamente em transe, sem saber o que diziam- e a aparição de cristo para eles representou, simbolicamente, a Lei e os Profetas. Foi uma metáfora. É preciso que se saiba que, tomar os ensinamento da Bíblia ao pé da letra é falta de respeito. A transfiguração de Cristo foi um Milagre, mas as "presenças"(visões) de Moisés e Elias naquele episódio simbolizavam claramente a Lei e os Profetas, o que Cristo queria que os apóstolos se lembrassem. "
   De fato, foram visões. Os apóstolos tiveram visões dos espíritos Elias e Moisés materializados e estavam realmente em transe, pois cediam energia para aquela manifestação de efeitos físicos.Mas essa é a "ciência" do Padre Quevedo. Vale aceitar  milagres conforme a fé católica e nem devemos buscar explicações científicas e racionais para eles, mas para a explicação espírita sempre devemos buscar outras alternativas, quando sabemos que o que ali houve é análogo ao que o Espiritismo sempre estudou. Kardec em "A Gênese, os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo":  "Os inúmeros fatos contemporâneos de curas, aparições, possessões, dupla vista e outros, que se encontram relatados na Revue Spirite e lembrados nas observações acima, oferecem, até quanto aos pormenores, tão flagrante analogia com os que o Evangelho narra, que ressalta evidente a identidade dos efeitos e das causas. Não se compreende que o mesmo fato tivesse hoje uma causa natural e que essa causa fosse sobrenatural outrora; diabólica com uns e divina com outros. Se fora possível pô-los aqui em confronto uns com os outros, a comparação mais fácil se tornaria; não o permitem, porém, o número deles e os desenvolvimentos que a narrativa reclamaria".
Ou seja, não mudou nada. A mediunidade existe hoje, existia nos tempos do Cristo, SEMPRE existiu.
E, ao contrário do que ensina o padre, transfiguração também não é "milagre", mas um fenômeno natural, como a Doutrina Espírita esclarece.
A  "bilocação" de Santo Antônio de Pádua,  é aceita sem nenhuma  explicação científica, enquanto buscam explicações forçadas para o mesmo fenômeno, estudado pelo Espiritismo, quando ocorrido com médiuns espíritas, como Eurípedes Barsanulfo, que fazia partos a noite enquanto seu corpo dormia,  e o próprio Chico Xavier, que já foi visto também por várias pessoas, estando seu corpo em outro lugar.


Assim dizia o site do CLAP, com grifo meu:

"A Parapsicologia também estuda os Milagres (também chamados de Fenômenos Supranormais). O Milagre é superior às leis(forças) da Natureza e não tem explicação científica (é superior). 
 Devem ser estudados por todos os ramos da Ciência e a conclusão, para ser um Milagre autêntico, é de não ter explicação. Se tiver explicação natural, não é Milagre "


Dizem mais absurdos, em se tratando de gente que insiste em dizer que está do lado da Ciência(os grifos. em vermelho,são meus):
"A Parapsicologia não estuda a explicação de como são realizados os milagres; e sim estuda suas características e ambiente em que ocorrem. Com esse estudo se chegou a conclusões Fantásticas."
"Deus e somente Deus PROVA(assina) sua Doutrina, com Milagres que são Sobrenaturais (Superiores à Natureza)."
"MILAGRE é um acontecimento SUPERIOR a qualquer Lei da Natureza, e que NENHUMA CIÊNCIA consiga explicá-lo ou encaixá-lo dentro de suas Leis. Assim sendo, Jesus realizou muitos milagres fantásticos ( Exemplo: Do nada  fez surgir milhares de pães, Curas verdadeiramente milagrosas ( diferente das falsas curas das seitas- que é mera sugestão), acalmou tempestade com uma só ordem, revitalizou um  morto depois de 4 dias, já em putrefação e ele próprio Jesus, Ressuscitou, vencendo a Morte; além de muitos outros..."
 
 Vejam a incoerência !!! As curas de Jesus, pela imposição das mãos, são idênticas as dos médiuns com os passes. Mas no caso destes últimos são "sugestões", enquanto as curas de Jesus são "milagres"  e não cabe a Ciência explicar, aliás, como lemos ali, eles nem se preocupam em estudar uma explicação para esses "milagres" !!!  São "milagres" e ponto. Essa "Parapsicologia" é mesmo Ciência ou RELIGIÃO ? Possui uma metodologia, pesquisa, estuda ou é apenas FÉ CEGA?


Depois, os clapianos ficam dizendo que o Espiritismo é que prega a superstição. Ora, para o Espiritismo tudo tem uma explicação natural. O que católicos consideram "milagre"  já foi explicado várias vezes por  Espíritos, por estudiosos espíritas e pelo próprio Allan Kardec como fenômenos naturais.
 O Jornal de Brasília escreveu: "para o padre Quevedo, milagre mesmo só os  realizados por inspiração divina, dentro da Igreja Católica. Tudo o mais, para ele, é enganação e charlatanismo. A preocupação do padre Quevedo é muito mais defender a visão da Igreja Católica do que a ciência. 
Ele é sério, mas preconceituoso. Considera o fenômeno das outras religiões como falso e a crença dele como manifestação divina;, afirma o professor Silas Guerreiro, chefe do Departamento de Teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo."

Quanto aos fenômenos de Poltergeist, na Home Page do CLAP de Portugal afirmavam que os fenômenos são causados inconscientemente por moradores da casa, principalmente adolescentes problemáticos. Segundo eles, está provado que não é mediunidade, pois, tirando da casa a pessoa que causa inconscientemente aquele fenômeno, este cessa. E lançam o desafio: que o fenômeno ocorra sem a presença de pessoas numa distância de 50 metros.  O Espiritismo não descarta também alguns fenômenos anímicos, ou seja, a ação do próprio espírito do médium. Mais sendo também a ação de um desencarnado,  é preciso um médium . No caso dos efeitos físicos, mesmo inconscientemente o médium está  cedendo  energia  para que o fenômeno ocorra. Portanto, afastando todos da casa não poderia mesmo haver o fenômeno, já que não haveria mediunidade.

Como me disse  o físico espírita Carlos Imbassahy,  em um e-mail para mim: "De fato, sem a presença do médium, não pode haver nenhum fenômeno dessa natureza e as casas assombradas, com espíritos batedores (como o nome alemão indica) deixam de existir com o afastamento do médium que o produza.    Todo médium, até que eduque (no sentido pôr em prática) seus dotes, ele é um indivíduo perturbado.   O que essa gente quer fazer é tumultuar os fatos."
 Claro que é possível também um espírito encarnado mover objetos(telecinesia), pois para o Espiritismo existem as duas coisas.  Mas certas manifestações inteligentes não poderiam jamais vir de um encarnado.   A tiptologia, no site da CLAP,  é confundida com qualquer pancada em uma casa, e citam vários relatos. Mas não é isso, não, e sim   sinais  por meio de pancadas, formando palavras e frases inteligentes, mediante código estabelecido entre os vivos e os mortos, como nas mesas girantes,  fenômeno que levou Kardec a estudar os fenômenos mediúnicos. Um fenômeno deste não pode vir de uma pessoa na casa, como um adolescente problemático, conforme a CLAP coloca em sua pagina. Evidente que um fenômeno de efeitos físicos, requer um médium de efeitos físicos. Mas como explicar as RESPOSTAS de forma que nem passavam pela cabeça dos presentes ?
Enquanto o Quevedo e seus seguidores continuam com seus sofismas, sem estudar nada, entidades do primeiro mundo como a S.P.R.( Society for Psichical Research) A.S.P.R (American Society for Psichical Research), situadas na Inglaterra e Estados Unidos, com mais de um século de estudos parapsicológicos, são frontalmente contrárias aos "quevedismos".

O  que escreveu o GEAE sobre Chico Xavier:
 " As comunicações geralmente ocorrem  de forma espontânea e os parentes nem precisam se identificar no  inicio da  reunião pois o próprio Chico os chama pelos nomes afim de entregar aquilo que Divaldo Franco chama de "o correio de luz". As  pessoas que procuram  a  ajuda  do Chico representam todas as  classes  sociais  e muitas  percorrem milhares de quilômetros ate' Uberaba e `as  vezes  o esforço  e' recompensado com uma missiva de um ente querido que  quase
sempre se expressa em tom consolador.
(...)
               Os  que negam a possibilidade de comunicação com  os  "mortos" recorrem   a  verdadeiros  "malabarismos  cerebrais"  para  explicar   o
fenômeno.  O  exemplo mais ilustre e' o jesuíta espanhol Oscar Quevedo que  lançou  a  teoria  da  "pan-mnesia"  que  literalmente  significa
"memória  de  tudo".   Segundo  o  religioso,  Chico  Xavier  teria  a capacidade  de "ler as mentes" das pessoas que o procuram e então  ele
retém  as informações necessárias para ilustrar suas comunicações  num prodigioso  mecanismo de acumulo de informações.  Difícil e'  explicar
como Chico Xavier faria a "varredura" mental de uma certa pessoa  numa reunião  onde  DEZENAS de pessoas se comprimem num salão  de  modestas
proporções  e torna-se ainda mais difícil e embaraçoso explicar como o médium retiraria informações desconhecidas dos próprios  familiares!  A
questão  da  assinatura  por  si  só  e'  mais  que  suficiente  para autenticar  o fenômeno.  Mesmo que a teoria do padre Quevedo estivesse
correta,  o  fenômeno  Chico  Xavier ainda seria  um  caso  no  mínimo formidável  que mereceria toda a atenção da comunidade cientifica.  No
entanto,  Quevedo  apenas  da'  um  verniz novo  `a  velha  teoria  do "inconsciente"  criada pelos metapsiquistas no século passado e  ainda
assim não consegue explicar todos os fenômenos.

        "A  explicação  espírita  se  impõe  pela  sua  simplicidade", confessou  o  premio Nobel Charles Richet apos anos  de  pesquisas  no
campo  da Metapsiquica.  De fato,  basta ler o segundo capitulo de  "O Livro dos Mediuns" onde Allan Kardec deixa bem claro que a comunicação
mediúnica  não e' nada de sobrenatural ou miraculoso.  Trata-se de  um fenômeno  NATURAL,  inerente `a condição humana,  que sempre existiu e
nunca  deixou de ocorrer.  A historia da cultura antropológica  mostra que  através  dos  séculos  o homem  sempre  manteve  contato  com  os
espíritos que assumiram nomes variados como "daimon",  gênio,  deuses, "espírito-santo"  e  assim por diante.  O Espiritismo NÃO  INVENTOU  a
mediunidade  apenas propôs uma sistemática para seu desenvolvimento  e controle dentro de padrões elevados de moral crista.

        Chico Xavier e' para nos um dos mais perfeitos médiuns que já existiu.  Sua  fidelidade  a  Kardec,  seu carisma,  sua  humildade  e sobretudo  sua dedicação aos trabalhos de caridade na seara crista~  o tornam  personalidade  respeitadíssima em qualquer  circulo.  Ate'  os adversários da Doutrina Espírita o respeitam e o veneram pelo trabalho monumental  de difusão das idéias cristas desde a década  de  30!  Seu nome  já'  foi  lembrado para o premio Nobel da Paz e ele  e'  cidadão honorário de varias cidades brasileiras.  Seus livros são best-sellers ha.' anos, talvez apenas superados em numero de vendagem pelas obras de
Jorge Amado e vale a pena lembrar que Chico Xavier NÃO recebe direitos autorais.  Ele vive de uma pensão de funcionário publico aposentado  e
suas posses se resumem a uma humilde casa em Uberaba.

        No  mês de Abril e' comemorado o aniversario de Chico Xavier e este trabalho que hoje se encerra e' dedicado a este grande homem  que
ha.'  mais  de 60 anos consola os infelizes,  esclarece os sedentos  de conhecimento e ilumina os corações de milhões de pessoas que já' leram
qualquer uma de suas 350 obras. Muito obrigado Chico Xavier! "







Assim explica Quevedo os casos de obsessão:

"Aconselho a indicar um tratamento psicológico ou psiquiátrico para esta senhora em questão, pois esta "possessão",na verdade se trata de distúrbios psicológicos, e se por acaso ela for a um centro espírita ou umbanda, ou até mesmo se um padre lhe fizer um exorcismo( que já está proibido pela igreja), poderá piorar mais a situação, pois estará estimulando seu Inconsciente a levar a sua confabulação(fantasia) adiante"
Ora, mas como explicar o caso em que até médiuns que NUNCA tiveram contato com Espiritismo passam a dizer coisas que,  para quem não sabe o que se passa, não faz sentido? Conheci uma garota que não era espírita, mas recebia espíritos de uma hora para outra. Espíritos que DIZIAM QUE ERAM ESPÍRITOS, e que estavam ali com ela desde que ela era criança. Há muita gente assim, inclusive muitos nos hospitais psiquiátricos. Sabemos bem, por experiência própria, o quanto o Espiritismo liberta pessoas que estariam  loucas, no hospício, pois nenhum psiquiatra sem o conhecimento do Espiritismo sabe explicar isso E ainda vem um "Parapsicólogo de batina"  dizer que o  Espiritismo pode piorar a situação ! Não adianta, a experiência nos prova o contrário.  Para o Espiritismo está muito bem explicado. A garota era  uma obsedada. Ela batia até na mãe e com esse comportamento entrava em sintonia com entidades trevosas. Não é por acaso que há um grande número de psiquiatras no Espiritismo.
Mas Quevedo ainda acha que sabe mais do que os outros, que os outros estão desinformados. Assim ele disse em debate com Clóvis Nunes na Globo: "com a humildade (sic) que me caracteriza, digo que meus livros são citados como os  mais importantes DO MUNDO" - com a ênfase na última frase dada por ele mesmo.
  Ora, mesmo que fosse realidade, esta arrogância é, ao meu ver, pouco científica  e uma tremenda mostra de orgulho, já que, por mais sábio que se julgue, o ilustre parapsicólogo não deixou de ser humano, e, por isso mesmo, incapaz de  tudo saber, ainda mais adotando uma pretensa detenção exclusivista da "verdade"
e um extraordinário espírito de combatividade contra os que não compartilham de  sua visão de mundo. 
Este comportamento beligerante e vaidoso é algo que mancha a própria respeitabilidade da Igreja Católica, que tão sérios homens teve e tem em seus
meios, como Teilhard de Chardin, Frei Betto, Dom Hélder Câmara, Dom José Maria Pires e tantos outros, que buscavam e continuam a buscar o diálogo e, como João XXIII, todas as coisas que unem os homens e não o que os separam... Homens, enfim, de elevada estatura moral que procuram resgatar a mensagem evangélica de fraternidade e buscam reparar os erros institucionais do passado, erros estes também causados por presunção, orgulho e vaidade (não nos esqueçamos dos casos de Galileu, Joana D'Arc, Giordano Bruno e outros) de uma elite intelectual, a mais instruída de sua época, mas que, nem por isso, deixou de errar feio. Aliás, embora reconheçamos a extraordinária inteligência e o grande conhecimento de nosso Padre parapsicólogo, não aceitamos sua atitude belicosa e desrespeitosa na forma como usa seu conhecimento para menosprezar a busca espiritual, os valores e as crença de outros, seja em relação a aspectos propriamente religiosos, seja ao trabalho científico e admirável de vários outros pesquisadores em parapsicologia. Ainda que seja justo e mesmo útil que exponha as suas idéias, a forma como o faz é, no mínimo, pouco ética. Suas hipóteses, levando a crença de que todos os psiquismos humanos conspiram a favor da idéia da mediunidade,  não explicam nada. E mesmo que fossem boas hipóteses, seriam apenas isso: hipóteses. Mas o CLAP e Quevedo costumam insistir que comprovaram que a comunicação com os mortos é impossível. Como veremos mais adiante, Quevedo e seus seguidores chegam até a mentir afirmando que certas entidades não consideram mais a comunicação com mortos como hipótese, pois essa já foi totalmente descartada. Também insistem em dizer que eles é que fazem um trabalho sério e os parapsicólogos que comprovam os fenômenos mediúnicos, não. Mas que tal comparar o currículo do Quevedo com os dos parapsicólogos que concordam com as idéias espíritas ? 
Já na época em que Quevedo chegou ao Brasil, existiam estudiosos profundos sobre Parapsicologia, caso do Professor Hernani Guimarães
Andrade, engenheiro e escritor, pesquisador incansável que, inclusive - e sendo  citado por inúmeros artigos, além dos próprios, em revistas especializadas do exterior - ampliou o campo de análise dos estudos Parapsicológicos ao formular a disciplina de Psicobiofísica (atualmente aceita por centros de excelência e
pesquisa, como a tradicional USP, por exemplo). O Professor Hernani Guimarães Andrade, quando já tinha mais de 80 anos, mantinha rico intercâmbio com os maiores centros de pesquisa das Universidades da Europa e da América, recebendo publicações e artigos sobre os quais freqüentemente é solicitado a
opinar. Manteve contato com o criador da Parapsicologia, Joseph Banks Rhine, da Universidade de Duke, e foi um dos mais atuantes divulgadores do seu trabalho no Brasil. É o autor da teoria do Modelo Organizador Biológico - MOB, que ele apresentou mais de vinte anos antes de que o biólogo britânico Rupert Sheldrake
fizesse o mesmo com a sua teoria dos Campos Morfogenéticos, que guarda grande similaridade com a teoria do pesquisador brasileiro.
Convicto da realidade da continuidade da vida após a morte, ou seja, da existência do espírito - o que nosso querido padre nega - e da possibilidade de
comunicação dos chamados mortos com os vivos, Guimarães Andrade foi o primeiro a fazer pesquisas sistemáticas, dentro dos mais rigorosos critérios metodológicos, de fenômenos paranormais pelo Brasil. Seu três livros, "Morte, Renascimento, Evolução"; "Espírito, Perispírito e Alma" e "Psi Quântico", juntamente com o valioso "Parapsicologia Experimental", publicado pela primeira vez em 1967, constituem marcos do pensamento e pesquisa Parapsicológica no Brasil. Educador incansável, o professor Hernani fundou o Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas que mantêm intercâmbio com a USP, e que formou os primeiros pós-graduados em Psicobiofísica do Grupo de Pesquisas Psicobiofísicas da USP em 1997.
Podemos citar, igualmente, a atuação do Professor Henrique Rodrigues, engenheiro eletrônico e Parapsicólogo. Conferencista internacional, membro ativo de diversas universidades e instituições que se atêm ao estudo da Parapsicologia, como a Universidade Kennedy, de Buenos Aires, a Sociedade Espanhola de Parapsicologia e a Sociedade Italiana de Metapsíquica, só para citar algumas delas. Foi ele - e não o orgulhoso padre, - o único parapsicólogo estrangeiro convidado oficialmente para apresentar suas teses e inventos na ex-União Soviética, no Museu Arqueológico de Moscou e no Auditório Hermilton de Leningrado. Foi laureado em 1975 no Congresso Internacional de Parapsicologia, em Gênova, Itália, com o "PRÊMIO ERNESTO BOZZANO". É autor do livro "A Ciência do Espírito" e de inúmeros artigos. O professor Henrique comunga das mesmas opiniões que seu colega Hernani Guimarães Andrade, como também o fazem o Dr. Alberto Lyra e o engenheiro Clóvis Nunes e o Psicólogo Pierre Weil, isso para citar apenas os estudiosos da Parapsicologia no Brasil, deixando de fora os nomes dos pesquisadores internacionais como Stanislav Grof, Elizabeth Kubler-Ross, Raymond Moody, Abraham Maslow, James Fadiman, Stanley Krippner, etc., isso sem contar os nomes de pesquisadores conhecidos do início do século, como William James, Charles Richet, Ernesto Bozzano e o discreto apoio de Carl Gustav Jung. 
O fato é que as tentativas de nosso amigo sacerdote - e reconhecemos sua inteligência brilhante, perspicácia e notável saber - esbarrou diante de estrelas de grandeza ainda maior que a sua, e, para seu desgosto, de espíritas bastantes competentes nas áreas da Medicina, Psiquiatria e Psicologia.
  Não foram poucas as discussões entre o "caçador de enigmas" e outros parapsicólogos (sintomaticamente não reconhecidos como tais por nosso amigo) e com psicólogos, muitos dos quais espíritas, em que ele se saiu muito mal, frequentemente partindo de uma atitude de deboche para a franca agressividade. 
No Rio Grande do Sul, recentemente, ele debateu com o espírita Nelson Santana e como sempre foi massacrado no debate. Na época era o "Caçador de Enigmas" do Fantástico, e dizem que justamente por esse massacre que perdeu seu emprego.
Mas isto tudo, é claro, não é divulgado pela mídia comercial,  e muito menos é de interesse da ala  mais conservadora da Igreja, que, aliás, voltou a estar atuante nos últimos anos, gozando do "revival" da popularidade - antes ameaçada pelo avanço dos evangélicos - pelos movimentos da Renovação Carismática, Encontro de Casais e de Jovens e outros, ao par do declínio de popularidade da Igreja Progressista (mais intelectualmente madura e aberta à troca civilizada de idéias, mas que exigia uma consciência da responsabilidade pessoal que a ala atual atenuou) com nomes veneráveis como Leonardo Boff (este já desligado da Igreja em virtude das sanções impostas por ela às suas idéias, em especial à Teologia da Libertação) e Frei Betto, pessoas que não têm o costume de menosprezar o trabalho alheio e que pregam o entendimento fraterno entre os homens. Hoje, porém, se pode mostrar um sapo com a boca costurada na televisão, desde que se possa causar o efeito desejado na população, como o fez nosso "Parapsicólogo" em seu primeiro programa, misturando uma inócua superstição popular com parapsicologia... Enfim, algo que acabou sendo uma piada feita para impressionar, mas de gosto questionável.
Há tempos, um dos principais argumentos da Igreja Católica tradicional, e que nosso parapsicólogo teórico tanto grita aos quatro ventos, é que tudo o que
se diz serem fenômenos espíritas são fraudes. Porém, mesmo que hajam fraudes - o que nem é de se espantar - diante dos progressos em Parapsicologia fora do
Brasil, e das pesquisas em Psicologia Transpessoal (já adiantadas pelo gênio do Psicanalista suíço Carl Gustav Jung) e dos primeiros passos em Transcomunicação
Instrumental, ou seja, o registro eletrônico de comunicações de origem  paranormal  (sendo o grande pioneiro na área, Friedrich Jürgerson, inclusive
agraciado com a Comenda da Ordem de São Gregório, em 1969 pelo Papa Paulo VI!) diante das quais não se podia contrapor,  a Igreja - e seus baluartes mais
belicosos - passou a dizer que os fenômenos existiam sim, mas que tinham causas lógicas, explicadas pela Psicologia. Mas os espíritas nunca disseram que as
causas dos fenômenos espíritas fossem sobrenaturais. Além do mais, fica difícil chamar de ignorantes os espíritas, sabendo que cerca de 70% dos espíritas
possuem curso superior e muitos são professores universitários e artistas de renome. Fica difícil chamar Monteiro Lobato ou Augusto César Vanucci de ignorantes. Além do mais, os programas sociais levados a cabo pelos "iludidos"espíritas (e olhe que o ilustre "Caçador de Enigmas" costuma designar os espíritas por outros termos menos diplomáticos, como sabe quem já ouviu qualquer de suas palestras), mesmo que sejam frutos de pessoas com "crenças equivocadas", são amplos e muito reconhecidos, não se exigindo cobrança pecuniárias, dízimos ou contribuições quaisquer além do auferido pela venda de livros e doações espontâneas da comunidade, o que ensejou o reconhecimento até mesmo de organismo internacionais, como, por exemplo, os trabalhos assistenciais levadas a cabo pela Casa do Caminho, em Salvador, cujo dirigente, Divaldo Pereira Franco, é detentor de vários títulos de Doutor Honoris Causa por universidades internacionais, e muitos outros. E se é pelos frutos que se reconhece a qualidade de uma árvore, que se tire neste ponto conclusões mais equilibradas, pois não sabemos a que trabalho de ação social ou de filantropia o Pe. Quevedo se dedica.
Claro que não dando margem aos outros estudiosos, o senhor "Caçador de Enigmas" logo enquadra os resultados e pesquisas em Transcomunicação Instrumental como outro grande engodo, ainda que os pesquisadores desta área tenham pouco ou nenhum interesse em terem seus nomes associados ao espiritismo, por exemplo. Entre estes estudiosos estão engenheiros eletrônicos e cientistas de grandes laboratórios de eletrônica, nos Estados Unidos e na Europa. E, entre os interessados, pasmem, estão alguns sacerdotes católicos, sendo um dos mais conhecidos no Brasil o Padre François Charles Antoine Brune, grande estudioso da tradição cristã do Oriente e professor de várias faculdades na França . É autor dos livros Os Mortos nos Falam e Linha Direta para o Além.
Além do mais, o Padre Quevedo e seus discípulos adotam uma postura, para dizer o mínimo, bem pouco científica, pois eles já se adiantam ante os problemas parapsicológicos com a certeza de que não existem as tais entidades chamadas espíritos (na concepção tradicional do termo, ao menos). E o que dá esta certeza
a eles? Apenas a crença e a conveniência de que não seja assim, pois nada demonstra a não existência destes. Usam de todo um discurso cientificista, calcado na psicopatologia para chamar os médiuns de lunáticos ou esquizofrênicos, caindo no mesmo erro já apontado esplendidamente por  Carl Jung, Stanislav Grof,  R.D. Laing, Pierre Weil e vários outros psicoterapeutas mais competentes, ou seja, o de se usar de um saber para rotular - e com isso, estigmatizar e marginalizar - certas pessoas, o que desmascara este tipo de discurso como preconceituoso, quando não visivelmente tendencioso, o que já era apontado por
William James ainda no século passado e que Michel Foucault tão bem expôs como tática de domínio e manipulação social em seu livro História da Loucura. Mas, insisto, a equipe do jesuíta espanhol (como espanhóis jesuítas eram os mais agressivos inquisidores da Igreja Católica) se sente particularmente feliz
diante das câmeras de televisão e das páginas impressas das revistas populares  para passar sua mensagem pseudo-sábia sem que este outro lado, mais profundo, venha à baila do grande público e lhes arrisquem a fraca posição em que se arvoram.
Por várias vezes,  espíritas como Jorge Rizzini e Herculano Pires desmascararam Quevedo em programas de TV em São Paulo.  Quevedo, então, ministrava cursos de "Parapsicologia" na capital paulista e em outros estados brasileiros com a duração de uma semana. Quer dizer: em cinco dias ele transformava
um leigo em "Parapsicólogo". E dava certificados ! E  os clapianos se julgam mais esclarecidos, mais estudiosos do assunto, mais cientistas, do que gente como Bozzano, Richet, Rhine, Willian Crooks, Hernani Guimarães Andrade  e outros que vem estudando e confirmando as verdades espíritas!

O que Quevedo ensinava em seus cursos de "Parapsicologia" não era Ciência. Além de passar quase todo o tempo falando  mal do Espiritismo,  aprendeu uma série de mágicas e passou a fingir ser dotado de poderes extra-sensoriais. Até o dia em que o Núcleo Mágico de Niterói  fez a denúncia, salvaguardando, assim, os mágicos honestos. Mas, o esperto jesuíta, não abandonou a cartola e os pombos. Continuou a apresentar-se na TV e adquirir aparelhos mágicos, a fim de imitar alguns fenômenos mediúnicos e, assim, sempre ridicularizando a Doutrina Espírita, chamar para si mais alunos, mais dinheiro !
  E a essa farsa, ao estrelismo teatral,  ele chama de "Parapsicologia". Evidentemente,  Padre Oscar Quevedo ganhou muito dinheiro a ponto de montar uma instituição "parapsicológica" com sede própria em vasto terreno em São Paulo.
 Como era de esperar-se, o exemplo comercial de Padre Quevedo estimulou o surgimento de outros clérigos no setor parapsicológico. De todos os clérigos que comercializam  temos de reconhecer que o mais sagaz é frei Albino Aresi. Ele observou que as curas  paranormais são muito procuradas pelo povo e, pois, poderiam transformar-se em mina de ouro. Mas o Código Penal Brasileiro era uma ameaça aos médiuns curadores... Que fazer, então ? Exatamente o que Aresi fez: criar uma instituição dotada de um "corpo clínico" e, assim, explorar com tranqüilidade o fenômeno mediúnico. E fundou a Associação "Mens Sana" em São Paulo com filiais no Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e colocou no "corpo clínico", ao lado de médicos,  ministros em várias religiões para atrair adeptos diversificados.
  A Parapsicologia é recente entre nós e, todavia, já está desmoralizada. Qualquer indivíduo pode em nossa terra abrir um instituto de Parapsicologia e correr de ponta a ponta o país, ministrando cursos... Isto é incrível, mas é fato. E o charlatão será chamado de "doutor" ou "professor"... Poucos são os parapsicólogos
autênticos no Brasil. Herculano Pires  informa em seu livro Parapsicologia Hoje e Amanhã que os aventureiros, "até mesmo nas instituições científicas, dedicadas exclusiva e rigorosamente ao tratamento científico da nova disciplina, têm conseguido infiltrar-se, defendendo teses absurdas, sustentando hipóteses duvidosas como verdades comprovadas".
 De fato, por má-fé ou falta de informação, os clapianos insistem que no mundo todo comprovaram que a mediunidade não existe. Como ? Quando? Por quem? Com "achismos", acumulando hipóteses, usando o "inconsciente" como tábua de salvação(igual o "diabo" para os protestantes) não comprovam nada.
Na lista de discussão por e-mail  do CLAP que eu frequentava(e fui expulso por duas vezes por não aguentarem os fatos) me disseram o absurdo de que "
 os espíritas europeus são mais esclarecidos do que os daqui, aceitam a Ciência e negam a Reencarnação e os fenômenos". A Ciência nega a reencarnação? Cadê as provas contra a reencarnação? Evidências há várias, como as lembranças em terapias de regressão de memória e até lembranças espontâneas. Não citam uma prova sequer contra esses fenômenos  - e não adianta pedir essas provas contrárias ao Espiritismo  e citar nomes e mais nomes de pesquisadores dos fenômenos mediúnicos e regressão de memória, pois só sabem vir com  afirmações superficiais, fajutas, puro sofismas. E, convenhamos,  não faz sentido haver espíritas que neguem fundamentos  básicos da Doutrina Espírita. Insistem em citar os espíritas anglo-saxões, por serem "mais esclarecidos e negarem a reencarnação", ignorando que isso é passado e já  a aceitam hoje.


E também me disseram: "A própria fundação espírita criada por AK, BANIU a referência "espírita" de seu nome. Chamava-se "Union Spirite Française" e em 1976 mudou de nome  para 'Union des Sociétés franchophones pour l'investigation psychique  et l'étude de la survivance' (USFIPES). Bem como como da revista oficial  'Revue Spirite', fundada por Allan Kardec em 1858, e que hoje se chama "Renaitre 2000".
 A  Union Spirite  Francaise hoje tem o nome de Union Spirite Francaise et Francophone, como prova o seu blog.

Diz o boletim do GEAE  número 279:
   "Com o correr dos anos vemos o Espiritismo  perdendo  gradualmente  sua vitalidade em solo francês, vitima dos turbulentos períodos  das  duas guerras mundiais e da guerra fria. Esse processo, que culminou em 1976 com a retirada da identificação  "Spirite"  e  "Spiritisme"  dos  seus órgãos oficias, quase  encerrou  a  vida  da  Revue  (rebatizada  como "Renaitre 2000"). A importância do já  centenário órgão de comunicação levou  a  "Federação  Espírita   Brasileira"(FEB)   a   tentar   obter autorização para continuá-la sob sua responsabilidade.
     1977 marca a retomada do Movimento Espírita Francês com a  criação  da "Union Spirite Francaise et Francophone" (USFF) e  com  seu  sonho  de reativar a revista fundada por  Kardec.  Finalmente  em  1989,  com  o pronunciamento da justiça francesa, e' reiniciada a  publicação.   Nos nossos dias a "Revue Spirite"  e'  novamente  veiculo  da  comunicação Espírita em língua francesa."

Como sempre,os "parapsicólogos de batina" estão desatualizados.
CLAP, como órgão de Parapsicologia é tendencioso e se presta a "esclarecer a Parapsicologia as pessoas", desde que sigamos a linha católica materialista-perniciosa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário