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sábado, 19 de março de 2011

Irmãs Fox

http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=3902&cat=Reda%E7%E3o&vinda=S


OS DEPOIMENTOS DAS IRMÃS FOX. SUAS DECLARAÇÕES CONTRÁRIAS E FAVORÁVEIS AO ESPIRITISMO. OS FATOS QUE OS PADRES E OPOSITORES DO ESPIRITISMO NÃO REVELAM. ENFIM, A CONTROVÉRSIA É EXPLICADA. 





O relato a seguir foi obtido do Livro "espiritismo à Luz da Crítica", de Autoria de Deolindo Amorim ,o qual pode adquirido no conceituado Site da Loja Virtual Candeia Net : www.candeianet.com.br . Na Página principal, selecione a opção "AUTOR" e digite os dois primeiros nomes do mesmo ( Deolindo Amorim ), no campo abaixo do termo "BUSCAR".


Temos neste Site Usina de Letras, mais uma ataque frenético do ingênuo Turatti sobre esse caso, intitulado : "Irmãs Fox, As “Messias” – Retrataram-Se!". Esse elemento, Turatti, limitou-se, é claro, às declarações divulgadas pelo seu maior ídolo, o Padre Quevedo, omitindo, por ignorância ou má fé, todo o contexto dos fatos. Mas, vamos aos esclarecimentos que se fazem necessários. Desculpe-me seu "Turatti", mas a revelação de TODA a verdade, às vezes, não é conveniente, incomoda e contraria "certos" interesses, não é mesmo ???


Comecemos a nossa refutação pelas irmãs Fox. O grupo compunha-se do chefe da familia, Sr. John D. Fox, da esposa D. Margareth Fox e mais duas filhas; Kate, com 7 anos e Margareth, com 10 anos. O casal possuia mais filhos e filhas. Entre estas, convém destacar Leah, que morava em Rochester, onde lecionava música. Devido aos seus casamentos, foi sucessivamente conhecida como Mrs. Fisch, Mrs. Brown e Mrs. Underhill.

Leah escreveu um livro, "The Missing Link", New York, 1885, no qual ela faz referencia as faculdades paranormais de seus parentes anteriores.

Inicialmente, tomaram parte nos acontecimentos somente Kate e Margareth, mas posteriormente Leah juntou-se a elas e teve participacao ativa nos episodios subsequentes ao de Hydesville.



Conquanto a participação das irmãs Fox na origem do movimento Espírita já tenha sido muito discutida, muito reprisada na maioria dos livros e estudos relativos aos "raps" de Hydesville, não podemos deixar sem réplica algumas passagens em que o Padre Negromonte incide em falhas evidentes, tanto na parte narrativa, como na parte interpretativa dos fatos. Se é certo que o escritor católico cita incidentes cuja veracidade não negamos, também é certo que esconde passagens das mais elucidativas no caso das irmãs Fox. Calculadamente ou não, o Padre Negromonte sacrifica a parte mais importante de toda a história das irmãs Fox e dos fenômenos de Hydesville, uma vez que, tendo apontado um episódio realmente contraditório, deixou de citar os documentos em que se prova, depois, a reabilitação moral de Margareth Fox, através de fatos posteriores.

Diz o Padre Negromonte que Margareth Fox se retratou, negou publicamente a autenticidade dos fenômenos. Vamos provar, no entanto, com documentos da época, que Margareth destruiu cabalmente a retratação de que fala o Reverendo. Sob a pressão das circunstâncias, sem boa cultura filosófica, não pode Margareth resistir às insinuações de seus exploradores, como não pode neutralizar a persuasão dos que sobre ela exerciam influência religiosa. Utilizou-se o Padre Negromonte apenas de uma declaração negativa de Margareth Fox, declaração feita, aliás, muito depois dos fenômenos de Hydesville, mas não levou em consideração os fatores psicológicos que preponderaram na momentânea decisão da Sra. Fox. O Padre Negromonte sabe muito bem que, por meio de processos psicológicos, tanto é fácil arrancar uma confissão, como é possível forçar uma atitude ou até um testemunho falso. Nem é necessário recorrer à psicologia forense para saber que nem sempre se pode dar crédito a certos depoimentos, ainda que aparentemente espontâneos, desde que haja qualquer influência persuasiva. Uma das condições de validade do testemunho é a inteira liberdade de quem depõe, sem insinuações, sem interferências exteriores. Assim também são os depoimentos de ordem histórica.

Quando Margareth Fox escreveu as suas palavras de condenação e negação do Espiritismo, não estava inteiramente livre, psicologicamente falando. Não havia condições psicológicas favoráveis à tranqüilidade e à reflexão. Vamos provar o que estamos afirmando. É verdade que Margareth Fox assinou a declaração transcrita pelo Padre Negromonte, em seu livro (pág. 11), mas está provado também, que a citada declaração foi anulada pouco depois, pelo próprio punho de Margareth Fox, e de modo categórico, quando reafirmou a exatidão dos fenômenos. Não convém ao Padre Negromonte contar o resto da história...

Seja por desencargo de consciência, seja por exigência de ordem cronológica, nunca se deve desprezar qualquer documento elucidativo, principalmente quando está em discussão um fato que já pertence ao domínio da História. O Padre Negromonte citou a primeira declaração de Margareth Fox, exatamente porque interessa ao ponto de vista católico tudo quanto possa constituir elemento favorável à negação dos fatos Espíritas ; não citou, entretanto, a segunda declaração, que é um depoimento positivo, mais cauteloso, mais pormenorizado e, por fim, inteiramente favorável ao Espiritismo. Este critério entretanto, não se ajusta às boas normas de qualquer discussão histórica, porque não é recomendável transcrever ou aproveitar simplesmente o que convém, e deixar à margem o que não convém, desde que haja seqüência de fatos, como no caso das irmãs Fox. O Padre Negromonte omitiu, aliás, um ponto importante, um elemento de indiscutível expressão documental, isto é, o depoimento em que Margareth Fox vem a público para desfazer todas as calúnias de que fora vítima, desde o começo das manifestações.

Eis aqui a declaração em que Margareth Fox nega os fenômenos Espíritas :



"O Espiritismo é uma maldição ... (sic) Nenhuma pessoa equilibrada pode pensar de outro modo. Tive sempre plena certeza de que todos os fenômenos produzidos por minha irmã e por mim eram pura fraude. Não obstante tentei explorar o desconhecido, tanto quanto é dado aos homens. Fui aos mortos, para ver se me podiam dizer alguma coisa. Nada consegui, nada. Procurei obter algum sinal, mas nunca obtive resultado". 





Este documento, à primeira vista, parece esmagador, definitivo, suficiente para liquidar o Espiritismo. O Padre Negromonte não hesitou em lhe dar primazia entre as maiores provas contrárias aos fenômenos Espíritas. Fê-lo euforicamente, como se aí estivesse a última palavra sobre a questão. Tendo-se firmado neste documento, que é apenas uma parte mínima da história, o Reverendo não tomou conhecimento dos fatos que se seguiram à primeira declaração. Pelo menos, é o que parece.

Vamos provar, agora mesmo, que a própria Margareth Fox, logo no ano seguinte, em estado de serenidade, com inteira liberdade, destruiu tudo o que aí está, uma vez que sustentou claramente a realidade dos fenômenos Espíritas. O Padre Negromonte leu muito sobre as irmãs Fox, mas não viu ou não quis ver esta parte... Louvou-se o Reverendo, em grande parte, no livro do Padre Herédia “O Espiritismo e o Bom Senso”, assim como, em livros de outros escritores católicos, o que lhe permitiu, sem dúvida, fazer tábua rasa de fontes respeitáveis e bem documentadas, como se nada existisse fora da bibliografia católica. Citou escritores Espíritas, é certo, mas o fez exclusivamente para extrair frases soltas.

No terreno da documentação histórica, o critério do Padre Negromonte peca pela omissão e pela falta de senso analítico. Ora, uma vez que houve duas declarações antagônicas, porque uma afirma e a outra nega, é claro que as duas deveriam ser confrontadas, com a indispensável indicação das datas, para que o leitor, de posse dos dois documentos, pudesse apreciar os fatos. Que fez, entretanto, o Padre Negromonte ? Citou apenas uma declaração. Logo, pecou por omissão. A primeira declaração pública de Margareth é de 1888. Por Espírito de prudência, porque é assim que se deve proceder em qualquer pesquisa histórica, o nosso digno opositor deveria investigar cuidadosamente os documentos e as circunstâncias posteriores, para verificar se, passada a situação em que se encontrava naquele ano, Margareth ainda manteve a mesma opinião ou se retificou alguma coisa do que dissera.

Tal como se procede na pesquisa de fontes bibliográficas, também na pesquisa de documentos originais, é sempre necessário senão indispensável ir além do primeiro achado, precisamente porque, conforme seja o caso, um documento encontrado ou descoberto posteriormente pode reduzir muito e, em última hipótese, pode até anular todo o valor do primeiro documento em pesquisa de fontes portanto, nem sempre se deve dar o brado de eureca, logo no primeiro passo. Foi isto, exatamente, o que fez o Padre Negromonte, porque se deu por satisfeito com um documento apenas, e não levou em consideração pelo menos a possibilidade, muito admissível de aparecerem depois, documentos anulatórios. No caso das irmãs Fox, especialmente de Margareth, o Reverendo não demonstrou senso analítico em matéria histórica.

Vejamos, por exemplo, o que acontece com os chamados livros de consulta. Qualquer escritor ou tratadista, que defende uma tese ou Doutrina, suponhamos, na primeira edição de um de seus livros, pode modificar parcialmente ou, às vezes, totalmente, as suas idéias básicas na segunda ou na terceira edição, desde que as circunstâncias o imponham. No intervalo de um, dois ou cinco anos, certas eventualidades podem sugerir modificações profundas no pensamento de um autor, como podem determinar a substituição integral de opiniões consideradas inabaláveis. Na pesquisa bibliográfica – que nos permita o inteligente e respeitável opositor a recordação desta regra elementar – quando há duas ou mais edições de uma obra, notadamente quando o autor ainda está vivo, sempre se deve procurar a última edição, e por uma razão muito simples : é que a edição mais nova está em dia com o pensamento do autor, no caso de haver alteração, acréscimo ou exclusão de algum ponto já considerado caduco na última edição. De uma edição para outra, embora a regra não seja absolutamente obrigatória, há sempre modificações ou acréscimos.

No caso de Margareth Fox, por força de maiores razões, o segundo depoimento, que o Padre Negromonte não indicou em suas citações, deveria ter significação muito maior, porque o primeiro fora escrito sob a coação de influências pessoais, como ela mesma viria dizer, pouco depois. Pela delicadeza da pesquisa, uma vez que se trata de matéria sujeita a controvérsia religiosa, dever-se-ia fazer o indispensável confronto entre os dois depoimentos, escritos em condições diferentes, a fim de que, à luz de tais elementos, se pudesse conhecer todo o fio da história. Não foi isto o que se deu ; o Padre Negromonte não procedeu assim. Eis aqui a prova :


I - Primeira declaração de Margareth Fox CONTRA o Espiritismo (*)


"Quando o Espiritismo principiou, Katie e eu éramos crianças, e esta velha, minha irmã, serviu-se de nós como instrumentos. Nossa mãe era simplória e fanática. O Espiritismo surgiu de um nada. Éramos crianças inocentes. Que é que sabíamos ?"

( Esta declaração é de 24 de setembro de 1888 ).






II - Segunda declaração de Margareth Fox FAVORÁVEL ao Espiritismo (*)



"Minhas acusações eram completamente falsas. Minha crença no Espiritismo continua incólume. Os fenômenos se apóiam sobre fatos incontestáveis."
( Esta declaração é de 16 de novembro de 1889 ).




O Padre Negromonte, como estamos demonstrando, transcreveu apenas o primeiro documento, isto é, o de 1888, porque este contém expressões em que Margareth Fox nega a realidade dos fenômenos Espíritas. Por que, então, o Padre Negromonte não transcreveu também o outro documento, o de 1889, em que Margareth, um ano depois, reafirma a veracidade dos fenômenos e ainda acrescenta que a crença no Espiritismo continua incólume ? Isto, sim, é o que seria correto, até mesmo por exigência da ética intelectual. É claro que a divulgação da segunda entrevista de Margareth poria por terra tudo quanto ela mesma dissera anteriormente, forçada por motivos íntimos.

Fica provado, portanto, que Margareth Fox destruiu, com as suas próprias palavras, a declaração em que ela se vira na contingência de condenar o Espiritismo. Agora, outro aspecto, e muito importante : Margareth arrependeu-se de haver escrito a ruidosa declaração contrária ao Espiritismo. Ela mesma confessa o arrependimento, e o faz em termos incisivos, sem deixar a menor dúvida. Não se trata de mera conjectura nem de simples hipótese : São os documentos que o demonstram. Vamos apresentar as provas concretas. Entrevistada pelo jornal “New York Herald”, em 1889, como já vimos, depois de haver negado a exatidão dos fenômenos, no ano anterior, o redator perguntou-lhe de propósito o seguinte: “Havia alguma coisa de verdadeiro nas acusações que V. fez ao Espiritismo ?” Eis a resposta imediata de Margareth :




"Quando fiz aquelas declarações não era responsável por minhas palavras." 





Que querem mais ? A que declarações se refere ? Justamente àquelas em que, constrangida, acusara o Espiritismo. Eis aqui, finalmente, a confissão do arrependimento :



“Queira Deus que eu possa reparar o dano causado ao movimento Espírita quando, sob o poderoso influxo de seus adversários, me permitiu acusações que não se apóiam em fatos reais”. 





Tão abatida ficara a sua alma, tão inquieta ficara a sua consciência, por haver cedido às insinuações dos inimigos do Espiritismo, que Margareth chegou a manifestar o desejo de vir a público, pela tribuna, reparar o mal que fizera à causa Espírita. Provemo-lo com as suas palavras textuais. Perguntou-lhe o jornalista do “New York Herald” se, depois de tudo o que ocorrera, ainda pretendia fazer sessões mediúnicas. Que respondeu Margareth ?



“Não – disse ela – pretendo dedicar-me a trabalhos de propaganda na tribuna pública, porque assim poderei refutar melhor as calúnias lançadas por mim contra o Espiritismo”. 




Não se diga que esse documento fora forjado ou preparado por meios sugestivos, uma vez que a própria entrevistada lhe ratificou a legitimidade, quando disse :



“Tendo lido a anterior resenha desta entrevista, nada encontro que não seja fiel expressão de minhas palavras e de meus sentimentos”. 





Tudo isso prova, acima de qualquer sofisma, que não tem valor algum, tanto sob o ponto de vista puramente documental, como sob o ponto de vista psicológico, aquilo que fora dito anteriormente, por insistências de terceiros interessados em desmoralizar o Espiritismo. Margareth Fox ainda foi mais positiva quando, completando as suas idéias, afirmou :



“Está fora da força dos falsários produzir qualquer materialização, e desafio a quem quer que seja para produzir um “golpe” nas condições em que eu fiz. Não há ser humano na Terra capaz de produzir os “golpes” da mesma maneira por que se produziram por meu intermédio”. 





OBS.: Os golpes ou “raps” são os fenômenos que, em 1848, na cabana de Hydesville, revelaram a mediunidade de Margareth Fox e demonstraram a presença de um Espírito que, como homem, havia sido assassinado e enterrado misteriosamente naquele local.


Até aqui, à luz de provas documentais, apreciamos apenas o aspecto histórico do problema. Dentro do ponto de vista puramente histórico, já demonstramos que não tem consistência alguma o documento de que se serviu o Padre Negromonte, porque tal documento perdeu toda a expressão de segurança, uma vez que veio outro documento, e o anulou em termos claros, sem reticência nem vacilação. (...).


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[*] Para as pessoas que não conhecem a literatura relativa às Irmãs Fox, figuras principais deste capítulo, parece-nos indispensável acrescentar algumas informações comuns, naturalmente já desnecessárias para os Espíritas. As três irmãs Fox – LEAH, MARGARETH e KATE – passaram a figurar na história do Espiritismo, como elementos, aliás, de citação obrigatória, a partir de 1848, quando se verificou em Hydesville, nos Estados Unidos, os célebres fenômenos de ruídos e pancadas (‘raps”), cuja repercussão deu motivo a uma bibliografia hoje numerosa. As irmãs Fox eram de origem protestante, pois a família, pelo menos em parte, pertencia à denominação metodista. Quando surgiram as primeiras provas da mediunidade, no seio da família Fox, através dos inesperados e surpreendentes fenômenos de Hydesville, ainda não existia a Doutrina Espírita. Os fenômenos, a princípio, foram objeto de curiosidade popular, mas a verdade é que, depois, passaram a ser motivo de interesse científico tanto na América do Norte como na Europa. A Doutrina Espírita, com base nos fenômenos, veio mais tarde, com o conjunto de livros que constituem a Codificação de Kardec. Criou-se, assim, a palavra Espiritismo juntamente com o corpo de Doutrina organizado por Allan Kardec.

Das três irmãs Fox, como teremos ocasião de ver, a que teve situação de mais evidência, notadamente na imprensa, em razão das campanhas que contra ela se levantaram, foi Margareth. Eram ainda bem jovens quando ocorreram os fatos de 1848 : Margareth tinha 14 anos, Catarina estava apenas com 11 anos, Lea ensinava piano, e era a mais velha. Catarina casou-se, na Inglaterra, em 1872, com o advogado H. Jencken, jurista conceituado, autor de um Compêndio de Direito Romano, e Secretário Geral da “Associação para a Codificação do Direito Internacional”. Jencken foi um dos primeiros adeptos do Espiritismo na Inglaterra. Margareth contraiu núpcias, nos Estados Unidos, com o Dr. Elisha Kane, médico, mas ficou viúva logo em 1857. Margareth e Catarina faleceram em 1890 e 1900, respectivamente. Lea casou-se um Underhill, homem de recursos, e teve divergências domésticas muito sérias com Margareth. Lea escreveu, mais tarde, um livro sobre os acontecimentos de Hydesville, publicado em 1885, por Knox & Cia., de N. York, mas de pouca divulgação. Calcula-se que a sua desencarnação tenha ocorrido no fim do século passado ou no começo do século XX.

Dos fenômenos de Hydesville, com a participação direta das irmãs Fox, surgiu o movimento denominado Moderno Espiritualismo (“Modern Spiritualism”), embora a História registre fenômenos extra-humanos desde os tempos mais primitivos. O movimento norte-americano, entretanto, não chegou a corporificar a Doutrina. Até hoje, por exemplo, os espiritualistas norte-americanos, ingleses, nórdicos, etc. (escola anglo-saxônica) dizem “moderno espiritualismo” ou simplesmente “espiritualismo”, uma vez que não adotam a orientação de Allan Kardec. A Doutrina Espírita saiu da França, com a Codificação de Allan Kardec, e não dos Estados Unidos. Indiscutivelmente, porém, as irmãs Fox tiveram, no campo mediúnico, papel importantíssimo na história do Espiritismo. Devemos-lhes o mais justo reconhecimento.

Para melhor e minucioso conhecimento da vida e ação das irmãs Fox, apesar de se encontrarem referencias na maioria das obras Espíritas, indicamos a seguinte bibliografia :

“El Espiritismo (su historia, sus doctrinas, sus hechos)” – CONAN DOYLE – Edição Argentina de “Shapire”. A edição inglesa é muito rara.

“Origem Del Espiritismo y su doctrina” – Carlos Chiesa – Editora “Constancia”, de Bueno Aires.

“As heroínas de Hydesville” – Alfredo Miguel – (Monografia) – Bahia.


(*) NOTA – Todos os documentos aqui transcritos estão na obra de Conan Doyle, já citada. 

Mais informações de acordo com Wikipédia. 

Na edição de 23 de novembro de 1904 do Boston Journal foi notificada a descoberta do esqueleto de um homem  cujo espírito se supunha ter ocasionado os fenômenos na casa da família Fox em 1848. Alguns meninos de uma escola achavam-se brincando na adega da casa onde residiram os Fox, casa que tinha a fama de ser mal-assombrada. Em meio aos escombros de uma parede que existira na adega, os garotos encontraram as peças de um esqueleto humano.
Junto ao esqueleto foi achada uma lata de um produto costumeiro usado por mascates. Esta lata encontra-se agora em Lily Dale, na sede central regional dos Espiritualistas Americanos, para onde foi transportada da velha casa de Hydesville.

Abaixo o texto original do Jornal de Boston, em inglês:


from the
Boston Journal
November 22, 1904
  ROCHESTER, N.Y., 1904: The skeleton of the man supposed to have caused the rappings first heard by the Fox sisters in 1848 has been found in the walls of the house occupied by the sisters, and clears them from the only shadow of doubt held concerning their sincerity in the discovery of spirit communication.
    The discovery was made by school children playing in the cellar of the building in Hydesville known as the "Spook House," where the Fox sisters heard the wonderful rappings. William H. Hyde, a reputable citizen of Clyde, who owns the house, made an investigation and found an almost entire human skeleton between the earth and crumbling cellar walls, undoubtably that of the wandering pedlar who it was claimed was murdered in the east room of the house, and whose body was hidden in the cellar.
    Mr. Hyde has notified relatives of the Fox sisters, and the notice of the discovery will be sent to the National Order of Spiritualists, many of whom remember having made pilgrimage to the "Spook House," as it is commonly called. The finding of the bones practically corroborates the sworn statement made by Margaret Fox, April 11, 1848.
   


"There was discovered a pedlars tin box as well as the bones, and this box is now preserved at Lillydale, the central country head-quarters of the American Spiritualists, to which also the old Hydesville house has been transported."
    from The History of Spiritualism by Arthur Conan Doyle


Mais:
De acordo com http://www.survivalafterdeath.info/mediums/foxsisters.htm  a data exata da publicação da segunda entrevista com Margareth Fox é  20 de Novembro de  1889



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