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sábado, 19 de março de 2011

Museu das Almas do Purgatorio - Prova da mediunidade dentro da Igreja Católica

No Fantástico, Rede Globo:

Parte I:



Parte II:


Revista Visão Espírita - A Igreja Católica e a Codificação (por Henrique Rodrigues)

Se é verdade que as manifestações mediúnicas levaram Kardec a, estudando-as e num trabalho árduo, científico, longo e, com a colaboração do Espírito da Verdade, brindar-nos com a Codificação, que é a base do Espiritismo, não é menos verdade que, antes dele, os mesmos fenômenos foram oferecidos à Igreja Católica Apostólica Romana. Vejamos:
    Guy Tarade, em seu livro "Os arquivos do insólito", diz na página 254, com o título "Um Inquérito aos fantasmas":  "Muito antes do Espiritismo tal como é compreendido e praticado hoje, existia o Cristianismo. Ora, sabemos que esta religião se baseia sob certo aspecto na sobrevivência da alma, tal como acontecia com a religião egípcia". E mais adiante: "Um missionário apostólico francês, o padre Jonet, fundou em Roma, no final do século passado, o Museu das Almas do Purgatório, no N12 do Lungo Tevere Prati".
     Esse museu está no subsolo da Igreja do Sagrado Coração do Sufrágio, onde estivemos, mas que é muito difícil que permitam visitá-lo, mesmo sacerdotes, e muito menos permitam fotografá-lo. Como estas e outras fotos em meu poder foram conseguidas, não podemos dizer. Temos 20, 12 delas perfeitas e identificadas. Lá estão expostas as peças oriundas dos fenômenos. Em algumas molduras nas paredes, elas estão em quadros grossos, protegidos por vidros. Ao todo são 280, com a identificação de nomes, datas, lugares em que os fatos aconteceram. Mais de 40 % acontecidos antes da Codificação.
     É possível, não afirmamos, que o Espírito da Verdade e seus colaboradores tenham oferecido uma oportunidade para que a Igreja Católica evoluísse e atualizasse seus ensinamentos. Afinal ela se considerava, mesmo competindo com ortodoxos e protestantes, a herdeira dos sábios ensinamentos de Jesus. O problema é que, pelos próprios relatos dos fenômenos passados dentro dos conventos e igrejas, com freiras, irmãs, confessores e até padres e bispos, eles vinham suplicar socorro, em preces, orações e missas. O fenômeno mediúnico acarretava e patenteava a existência das leis da Eternidade, Causa e Efeito e, obviamente, a Reencarnação. Teriam que fazer uma reforma total das bases até a cúpula.
      Que fez a Igreja ?
      Pretendendo acabar com as manifestações fenomênicas, "enclausurou" o que já tinha e o que continuou vindo depois. E com essa atitude negou um ensinamento de Jesus: conhecereis a Verdade e ela vos libertará.
       É dito popular: pretenderam "tapar o sol com a peneira". Não aceitaram tão gloriosa missão, e a Espiritualidade Superior procurou o nosso querido Kardec. E agora, como ficam ? Continuar negando, alegando fraude, é acusar a Igreja de fraudulenta também.
       No Anhembi, num debate que tivemos com o Padre Quevedo, acompanhados que estávamos com o Clóvis Nunes e Ney Prieto Peres, exibimos os slides, o que emudeceu o nosso querido  Quevedo, que nem ousou qualquer contestação, para um auditório quase católico. Como refutar ? Com que argumento ?
      Indiscutivelmente, os católicos com exceção dos carolas fanáticos, costumam pela manhã ir à missa e, à noite, aos terreiros de Umbanda, Centros Espíritas, Ciências Ocultas, Alternativas Filosóficas ou Curas por Vias Alternativas. Alguns dizem: "-  Sou católico a minha maneira". É salutar esse comportamento que revela inquietações. Questionei um amigo católico que, após mandar rezar uma missa pela falecida esposa, encontrei-o num Centro Espírita para saber notícias dela.
      - Você aqui ? Perguntei. Não é católico ?
      -  Sei lá... respondeu. Na dúvida, quero estar de bem com todas.
       Sujeito inteligente. Talvez sem saber esteja naquele precioso ensinamento, creio que de Paulo: "- Tome conhecimento de tudo e aceite o que for bom".  Ninguém chega ao pico  sem que a escalada comece na base. Sejam bem vindos a nossa seara...
       A Igreja Católica pagou e continuará pagando alto preço pela recusa aos apelos da Alta Espiritualidade. Seu gigantesco rebanho de ovelhas está acéfalo.  Muitos são lobos na pele delas. Aprovam o aborto, a pena de morte, corrupção, orgias carnavalescas, drogas no uso e no tráfico, a violência e maquiavelismo em vários matizes.
        Quando saí do museu, um tanto estupefato com o que nele vi, diante de tantas provas   da sobrevivência do espírito após a morte do corpo físico, ouvi o Padre Ernesto, sacerdote a quem estava a cargo o museu, dizer-me: "A Igreja condena a oportunidade de evocar o espírito dos defuntos mediante a prática dos médiuns. Aqui se trata de outra coisa. São espíritos que espontaneamente se manifestaram para pedir sufrágios e deixaram marcas de suas passagens como comprovações".
      E o monsenhor Benedetti, um dos sacerdotes que teve também o controle do museu, atestou a validade dos documentos e testemunhos do que lá se encontra encerrado, a fim de justificar a proibição de fotos e de visitas, inclusive de sacerdotes católicos.
     "- É preciso evitar pessoas que limitam a se encolher nos ombros e sorrir incredulamente diante das manifestações do além, negando de forma total os fatos. Elas se comportam com leviandade. Na realidade, não é justo rechaçar, sem o prévio exame, o testemunho de pessoas dignas de crédito cujas virtudes foram reconhecidas pela própria Igreja".

   Que tal ?
   O material que tenho e a visão que tive dentro do museu permitiram-me longas considerações. Os testemunhos estão gravados. e em palestra pessoal o padre Andrea Resh, que em 1972 era tido como o supervisor do Vaticano para assuntos parapsicológicos, em momento algum negou os fenômenos mediúnicos manifestados dentro dos recintos e com elementos de seu clero. Tenho uma foto do Papa VI condecorando Jungerson, o iniciador das gravações das vozes do além, com a medalha de São Gregório. Mas como acabar com as penas eternas do inferno ? Como acabar com as delícias de um céu de eternas contemplações e de anjos alados ?  Até que o Purgatório poderia ser acomodado nos labirintos dos nossos umbrais. Aí reside o problema. Teriam que demolir tudo e reconstruir algo novo.
    Meu saudoso amigo Newton Boechat, para mim, a maior autoridade sobre o Velho e o Novo Testamento, e que Chico Xavier, em minha frente, disse ter sido em encarnação passada, um pastor em Belfast, cansou de enumerar-me fatos mediúnicos nesses livros, tidos como sagrados... Lá está que "a Verdade sopra onde quer".
Parece-me até que soprou até pela boca da besta de Balaão (Vero ?) Essa verdade soprou para o Catolicismo em Roma e em outras partes. O "sopro"  não foi aceito.Então a verdade foi soprar em outros lugares, especialmente, aos ouvidos da inteligência e bom senso do nosso querido Allan Kardec e seus colaboradores.
   O jornal  "Imortal", de Cambé, Paraná, edição de março de 1998, cita com propriedade a opinião de Frei Boaventura Kloppenburg, antigo opositor do Espiritismo e "precursor"  do Pe. Quevedo, em seu livro "Espiritismo e Fé". O frade afirma que católicos e espíritas admitem de igual forma que: a) A vida depois da morte depende de como aproveitamos a vida no corpo; b) Os falecidos não rompem seus laços com  os que ainda vivem na Terra; c) Os espíritos podem nos socorrer e ajudar; d) Os espíritos imperfeitos e maus assim se fizeram por seu próprio arbítrio (grifo nosso); e) Os espíritos podem nos perturbar e prejudicar.
  É, antes tarde do que nunca. Com um pouquinho mais de estudo ele acatarão também a reencarnação.
  Por sua vez, o padre católico François Brune, autor do livro "Os Mortos nos Falam", diz: "As conclusões deste trabalho ultrapassam minhas previsões". E, mais adiante: "A comunicação com os mortos não pode mais ser posta em dúvida".
  Finalmente, a excelente entrevista de Alamar Régis com o padre Miguel Fernandes Martins, que é o fidelíssimo médium do espírito de Frei Fabiano de Cristo, esgota o assunto.
  Mais provas ?  Que provas ? Provas não convencem ninguém, pois do contrário nenhum médico fumaria, e não é o que se vê. O que convence é a capacidade de entender, a maturidade do espírito, conquistada ao longo do processo evolutivo.
  E mais não digo, para não alongar o artigo.
   Nota - Alguns aspeados são originados de Guy Tarade e de meu amigo Ramos Pereira Molina, presidente da Sociedade Espanhola de Parapsicologia, que redigiu um excelente artigo na revista ASTROGUIA, intitulado "Os espíritos podem orações em Roma", em março de 1974.

 
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