"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:35) "Onde estiverem reunidos, em Meu nome, dois ou três, lá estarei no meio deles." (Mateus 18:20)

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segunda-feira, 14 de março de 2011

Ocultismo, magia, necromancia, macumba, NADA disso é Espiritismo.

Li uma vez em um site anti-espírita: "0 espiritismo que hoje se expande no Brasil e no mundo nada mais é do que a  continuação da necromancia e do ocultismo praticados pelos povos antigos".  Muitas vezes também o Espiritismo é associado a magia, feitiçaria,  etc.
    A mediunidade é um dom  natural. Muitos,  antes e depois do surgimento do Espiritismo, com Kardec, na França do século XIX, fizeram uso da mediunidade, sejam as pitonisas, os necromantes, feiticeiros, e, ainda, queiram ou não, muitos santos católicos, apóstolos e profetas dos tempos bíblicos..
        Américo Domingos escreveu no livro Porque Sou Espírita:   "É  preciso esclarecer que nem sempre mediunismo é Doutrina Espírita. Os profitentes da 'Terceira Revelação Divina' seguem, com muita vigilância e atenção, o ensinamento de João: 'Amados, não deis credito a qualquer espírito: antes, provai os espíritos se procedem de Deus' (1a Epístola 4:1)
    Ocultismo é  estudo e/ou práticas de fenômenos que parecem não  poder ser  explicados pelas leis naturais.  O objetivo de estudo da Doutrina Espírita é justamente   tornar o sobrenatural ou oculto em  natural e conhecido, dando fim a superstições e crendices, portanto não se trata de doutrina ocultista. Mesmo assim insistem em associar o Espiritismo a superstições. Nós acreditamos no que sabemos que existe. Mas há  quem veja um espírito materializando-se e continue a não acreditar na mediunidade; outros, recebem psicografias cheias de detalhes pessoais desconhecidos do médium e, às vezes, da própria pessoa e que são depois confirmados, e insistem em admitir qualquer explicação,exceto a espírita. Fatos como Experiências de quase-morte,  regressão a vidas passadasexperiências fora do corpo, a eficácia do passe e da água fluida., etc.,são explicados por alguns como obra de Satanás (pelos evangélicos) ou do inconsciente("parapsicólogos" católicos). Mas ainda é  mais do que se poderia ter quanto a muitos dogmas religiosos, sustentados somente pela fé, pois nunca soube de pesquisas relacionadas a ressurreição da carne, por exemplo. Ao contrário, é anti-científico.
A base fenomenológica no Espiritismo é  bem sólida, e, junta a  parte filosófica e moral constitui uma doutrina consistente e que tem levado muita gente a melhorar espiritualmente e até de saúde.
  Necromancia é  "adivinhação" através dos mortos.   O intercâmbio com os espíritos no Espiritismo é  feito por motivos sérios que visam o   consolo de  quem perdeu um ente querido, o auxilio ao espírito ignorante de sua nova situação e o estudo do mundo espiritual e não para a satisfação dos interesses pessoais como "adivinhações" que podem estar sujeitas as chacotas de espíritos brincalhões. Porque o povo hebreu se voltava para essas práticas, e ainda idolatravam os espíritos, que Moisés proibiu as comunicações. Mas foi uma lei para um determinado povo, numa determinada época.
   Quanto a associar Espiritismo a magia e feitiçaria, escreveu Kardec: "Em todas as épocas tem havido pessoas médiuns por natureza ou inconscientes que, por produzirem fenômenos insólitos e não compreendidos, são qualificadas de bruxos ou feiticeiros e acusadas de ter pacto com Satanás. O mesmo aconteceu à maioria dos sábios que possuíam conhecimentos superiores aos do vulgo. A ignorância exagerou-lhes os poderes e muita  vez essas próprias pessoas abusaram da credulidade pública, explorando-a; daí a justa reprovação de que foram  objeto.  Basta comparar o poder atribuído aos feiticeiros com a faculdade dos médiuns propriamente ditos, para se estabelecer a diferença. A maioria dos críticos, porém, não se dão  a esse trabalho.
   Longe de ressuscitar a bruxaria, o Espiritismo a destruiu para sempre, despojando-a do seu pretenso poder sobrenatural, de suas fórmulas, despachos, amuletos e talismãs, reduzindo as  suas devidas proporções os fenômenos possíveis e que em verdade não ultrapassam o âmbito das leis naturais.
 A semelhança que certas pessoas pretendem estabelecer decorre do erro em que incorrem, supondo que os Espíritos estão à disposição dos médiuns. Revoltam-se com a idéia de que possa depender, do primeiro pretensioso que apareça, o fazer voltar, ao seu bel prazer e onde bem entenda, o Espírito deste ou daquele personagem, mais ou menos ilustre.
   E nisto estão com toda a razão. Se, antes de condenar o Espiritismo, tomassem o trabalho de o conhecer melhor, ficariam sabendo que ele ensina terminantemente que os Espíritos não estão sujeitos aos caprichos humanos e que ninguém pode dispor deles, a seu bel-prazer e a sua revelia. Disso pode deduzir-se que os médiuns não são feiticeiros" - Allan Kardec, "Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita" 




Criaram  expressões como "alto espiritismo" e "baixo espiritismo", "espiritismo de mesa" e "espiritismo de terreiro" para dar de entender que  tudo é Espiritismo estabelecendo as suas subdivisões, do mesmo jeito que existem os vários segmentos  em  outras religiões,  como o Protestantismo,  por exemplo, que se subdivide em vários segmentos, contando-se no mundo atual mais de  quatrocentas denominações diferentes,  todas tendo na Bíblia  o manual  infalível  que seguir, de maneira que cada uma dessas acha-se dona absoluta da verdade.
 Escreveu Alamar Regis, na revista Visão Espírita:
      "Quando um religioso utiliza de uma câmera de televisão e microfone para afirmar que o Espiritismo promove matanças de animais e até crianças, despachos em encruzilhadas, que oferece bebidas alcoólicas para pessoas, que acende velas e defumações, que retira dinheiro do sustento das famílias pobres para pagar "trabalhos", certamente está, conscientemente, praticando uma calúnia, em atitude altamente desonesta.
        Não seria por ignorância, então ?
        Não. É por má fé, mesmo! Por que não tem sentido um grupo de pessoas que manipulam milhões e milhões de dólares, que possui até bancos, que investe altas somas para treinar o seu pessoal na área de marketing, não consegue, por questão de coerência com a verdade, se treinar, também, para conhecer a diferença entre o que é o verdadeiro e  único Espiritismo e certas práticas que promovem essas coisas que citamos. Não entramos aqui no mérito de julgar esses segmentos religiosos que utilizam a mediunidade da forma como lhes convém, porque não compete ao espírita julgar ninguém.
       O nível de calúnia vai a um ponto que chegam a afirmar, levianamente, que Allan Kardec, aquele que foi apenas o codificador e não o inventor do Espiritismo, morreu vítima de suicídio, quando a verdade está registrada em documento, na França, que a sua desencarnação se deu pelo rompimento de um aneurisma. Ressaltemos que, mesmo que ele houvesse morrido por suicídio, o fato não invalidaria o seu trabalho e nem modificaria o pensamento lógico e racional dos espíritas.
       Na verdade, todos sabem o que é verdadeiramente o Espiritismo, todavia, não tem o menor interesse em falar bem de uma doutrina que não obriga ninguém a nada, não proíbe ninguém de nada, respeita a liberdade de expressão, pensamento e ação das pessoas e sugere que se instruam, sempre, para que as consciências não sejam manipuladas por quem quer que seja!. Na verdade, isto incomoda!
       Observemos, amigos leitores:
       O Espiritismo é atacado! Entretanto, além de não revidar, não ataca ninguém!
       Os espíritas assistem, sem problema algum, os protestantes, assim como os católicos, fazerem os seus programas de televisão, de rádio, ou seja lá onde for, sem se incomodarem, sem interferir nos trabalhos deles, porém, quando toma a iniciativa de também realizar um programa de televisão ou de rádio, recebe ataques ferozes de protestantes, como se somente eles tivessem esse direito.
       Não há o menor respeito nem pela Constituição do País!
       Observe também, quem desejar visitar uma instituição espírita, que o Espiritismo não faz outra coisa no Centro que não seja o bem. Trata da evolução do homem, do seu aperfeiçoamento moral, sugerindo sempre observância aos ensinamentos de Jesus, quanto ao "fazei ao vosso próximo  o que gostaríeis que vos fosse feito"; "amai-vos uns aos outros"; "NÃO JULGUEIS!"; "amai até mesmo aos vossos inimigos"  e outras máximas do maior mestre que Deus já colocou na Terra.
       Acontece que, para determinados religiosos, as recomendações de Jesus provavelmente não devem valer nada, uma vez que o Velho Testamento recomenda matar, assassinar até mesmo os próprios filhos, destruir, vingar e não ter piedade de ninguém!     Quem atentar para a leitura, observará que o próprio Deus, segundo a Bíblia, é o maior praticante de todas as violências. Ele chega  a determinar que os pais assassinem os seus próprios filhos, quando em desobediência! Isso está escrito, gente!
       Desculpem, mas nós espíritas temos o direito de não aceitar esse tipo de ensinamento! Desculpem, mas nós espíritas temos o direito de não conceber o nosso Pai Celestial tão mesquinho, cruel, desumano, assassino, inconseqüente, sanguinário e destruidor, conforme mostra o Velho Testamento.
      Está escrito que as mulheres não têm o direito nem de falar em público. Elas não têm direito nem a genealogia, segundo a Bíblia. Elas foram feitas somente para servir ao homem. Elas são tidas como coisas, gente!
     Desculpem, mas nós espíritas temos o direito de não aceitar coisas desse tipo! Para o Espiritismo a mulher merece um pouco mais de respeito e os direitos sempre foram, são e sempre serão iguais.
    Ressaltemos que essas perseguições não partem de todos os segmentos protestantes, em absoluto. Que isto fique bem claro. Existem diversos religiosos que optaram por seguir uma filosofia de vida baseada na Bíblia, o que é um direito que tem que ser respeitado, mas  que vivem a sua vida sem se intrometerem na vida de ninguém. Esses são aqueles que podem ser chamados de Evangélicos.
     Apelamos para as autoridades do País, para que tomem providências agora, porque não se sabe o que pode acontecer amanhã, uma vez que o silêncio, a dignidade, a não-reação e a não-violência por parte dos espíritas, em vez de servir como exemplo, está irritando mais essa gente que vive no desequilíbrio absoluto, achando que estão sendo agradáveis a Deus e a Jesus."

Também escreveu Alamar Regis na Visão Espírita:
  "Os detratores do Espiritismo acusam os espíritas de receberem mensagens e instruções dos espíritos, às cegas, como se fôssemos irresponsáveis, insensatos e inconseqüentes. Talvez porque, em determinadas práticas religiosas, que também utilizam da via mediúnica, as pessoas seguem cegamente instruções de espíritos, sem passá-las pelo crivo do bom senso e da razão, acham que no Espiritismo a prática se processa assim também.
   É a insensatez de fazerem afirmações, baseados no achismo, o que se constituí numa tremenda irresponsabilidade por parte de quem acusa.
  Em primeiro lugar, é preciso que fique bem claro que o intercâmbio mediúnico não é a única prática que existe no Espiritismo. Muito pelo contrário, pratica-se muito menos do que imagina.
   Para você, que ainda não tem idéia do que seja o verdadeiro Espiritismo, informamos que o intercâmbio mediúnico, na Doutrina Espírita, é algo praticado dentro da mais rigorosa responsabilidade, bom senso e critério. Nenhuma mensagem é acatada se contiver qualquer proposta, por menor que seja, que venha de encontro aos ensinamentos básicos da moral cristã, contidos no Evangelho. Seja lá quem for o espírito, assine-o nome que assinar, não importa.
  Existe, inclusive, uma recomendação ao espírita que ensina o seguinte: "é preferível recusar 99 mensagens com probabilidade de serem corretas, do que aceitar uma equivocada".
  Portanto, são inconseqüentes aqueles que andam por aí a dizer que os espíritas se guiam por mensagens qualquer, como se fôssemos marionetes, nos deixando guiar pela cabeça de qualquer um.
(...)
Outra argumentação lamentável que utilizam é que quando a pessoa entra no Espiritismo ela fica presa às ordens, determinações e vontades dos espíritos. Mentira! Isto nunca aconteceu no Espiritismo. Os espíritos que temos como amigos e orientadores jamais obrigam os espíritas a alguma coisa. Não impõem os seus ensinamentos, não exigem nada e nem se aborrecem quando discordamos das suas idéias. Muito pelo contrário, fazem questão de nos orientar, sempre, a passar as suas próprias mensagens pelo crivo da razão, sugerindo-nos jogá-las no lixo caso não concordemos com elas.
  Isto é equilíbrio e bom senso."
 

Espiritismo é, acima de tudo, CRISTÃO. Conforme a resposta dada pelos espíritos à questão 625 de O Livro dos Espíritos, "Jesus é para o homem o tipo de perfeição moral a que pode aspirar a Humanidade na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ele ensinou é a mais pura expressão de sua lei, porque ele estava animado do Espírito divino e foi o ser mais puro que já apareceu na Terra.".
No Evangelho Segundo o Espiritismo:
- "verdadeiro espírita e verdadeiro cristão são uma só e a mesma coisa, dado que todos quantos praticam a caridade são discípulos de Jesus, sem embargo da seita a que pertençam. Paulo, o apóstolo. (Paris, 1860.)"
- "4. Bem compreendido, mas sobretudo bem sentido, o Espiritismo leva aos resultados acima expostos, que caracterizam o verdadeiro espírita, como o cristão verdadeiro, pois que um o mesmo é que outro."
"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más. Enquanto um se contenta com o seu horizonte limitado, outro, que apreende alguma coisa de melhor, se esforça por desligar-se dele e sempre o consegue, se tem firme a vontade."
 
 Espiritismo NÃO é:  magia; magia negra;  magia branca; mesa branca; baixo; alto;   leitura  de  futuro;   adivinhação;            preconceituoso; radical;  Umbanda;  Candomblé;  Quimbanda;  Rosacruz;  macumba;  de terreiro; de mesa;                         dono  da  verdade;  rotulador;  místico;  Esotérico;  Ocultista;  contraditório;  fraudulento;  misterioso;                         milagroso;  patológico;  panteísta;  paganizador;   Maçonaria;  curandeirismo;  litúrgico;  secreto;     sobrenatural;  opressivo;  idólatra;  diabólico.
O Espiritismo é: Cristão; crente em Deus; respeitador das religiões,  livros e opiniões alheias; divulgador da paz e do equilíbrio; auxiliar do ser humano; livre; racional;   libertador; praticante do amor (caridade) para  com os semelhantes;  uma  junção  inseparável  de  religião,  ciência e filosofia; praticante das lições do Cristo.
 Os espíritos se comunicam:
a) para serem auxiliados (no caso dos espíritos sofredores e necessitados).
Esse auxílio deve ser dado através do diálogo fraterno, em reuniões mediúnicas fechadas, dentro dos centros espíritas e sob a orientação de equipes (encarnadas e desencarnadas) seguras e treinadas para isso. Nunca em casa, onde o ambiente espiritual não é adequado.
b) para auxiliar, com mensagens de consolação e estudo (caso de amigos espirituais, como Emmanuel, André Luiz e tantos outros, que muito contribuem, com suas mensagens, para o nosso crescimento moral).
          Em ambos os casos, o que prevalece é o critério da utilidade. Se a comunicação mediúnica tem o fim de atender à mera curiosidade ou aos caprichos pessoais, não estará de acordo com o objetivo máximo da mediunidade, que é fazer com que o intercâmbio entre encarnados e desencarnados seja proveitoso para ambos, configurando-se oportunidade de aprendizado e auxílio.
         Toda e qualquer comunicação mediúnica deve ocorrer dentro da casa espírita, nas reuniões especialmente dedicadas a isso, contando com a experiência dos encarnados e com o apoio da equipe espiritual.
        Na casa do espírita,  há   o Culto Cristão  no Lar, onde, pelo menos uma vez por semana, o chefe da família, abre e encerra a reunião familiar com uma prece a Jesus e ao Pai Celestial,  e seus os filhos são convidados a emitirem suas opiniões nos estudos da noite, trocando conhecimentos. E  o habito da prece, em todas as horas do dia e em qualquer circunstância é fortemente recomendado e ensinado.

       
     Celso Martins, livro "Mediunidade ao seu Alcance" :
       "Os espíritos se comunicam com finalidades superiores, nobres, voltadas para o Bem,  orientando e consolando o homem aflito. Dentre estas altas finalidades, podemos ressaltar as seguintes:
 
1) Demonstração experimental da imortalidade.
2) Instrumento de auxílio e de proteção espiritual.
3) Meio de trazer ao homem o conhecimento da verdade.
4) Reafirmação da excelência maior dos ensinos e exemplos de Jesus.
5) Incentivo à reforma moral da criatura e da sociedade humana.
    Como se vê, a mediunidade  não deve ser movimentada  para resolver problemas de ordem pessoal da nossa vida diária, tais como arrumar um bom emprego, acertar a Loteria Esportiva, comprar ou vender imóveis, providenciar casamentos, prejudicar os vizinhos que não nos sejam  lá muito simpáticos e coisas deste gênero. Não e não; mediunidade é algo que permite consolar o coração que chora de saudade a perda de um ente muito querido. Permite esclarecer ao homem que a morte, como ponto final de tudo, é uma grande ilusão, de nada valendo pois o suicídio.  Permite doutrinar e evangelizar um espírito que nos possa estar prejudicando nos casos de perturbação ou obsessão espiritual. Permite socorrer as nossas dores físicas ou as nossas angústias existenciais, quando para tal sofrimento se mostram ineficazes os recursos da Medicina e da Psicologia em geral.
    Por falta de informações corretas, o povo tem às vezes um grande pavor dos fatos espíritas. Erradamente ditos espíritas porque o mais certo será chamá-los mediúnicos ou, como já vimos, anímicos. A Doutrina Espírita de modo nenhum  se resume aos fatos, aos fenômenos paranormais. Em Espiritismo a mediunidade  é apenas um meio, e não um fim em  si mesmo. Em matéria de Doutrina dos Espíritos, mediunidade é um meio de se alcançar um objetivo maior - quais sejam, o consolo e a orientação da Humanidade, ampliando-lhe os conhecimentos e sobretudo  melhorando-lhe os ensinamentos.
    Mas o povo (dizíamos) tem, às vezes, um grande pavor dos espíritos, tais como ver assombrações, visitar ou mesmo morar em casas mal-assombradas, etc. Ora, não há o que temer das almas de outro mundo! É que no ambiente existe alguém que é, sem o saber, médium de efeitos físicos, e como tal fornece ao espírito comunicante material fluídico ou energético para a ocorrência das pancadas, ruídos, movimentação de objetos, aparecimento de focos luminosos, combustão espontânea, etc.
     Merece este médium ser conscientizado de que poderá usar suas faculdades para o Bem, desde que freqüente uma casa espírita. Quanto àquela entidade espiritual que ali está atuando, merece preces sinceras para que possa esclarecer-se, o que poderá também ser administrado num centro espírita, nas chamadas reuniões de desobsessão.
 
(...)
 Tipos de Médiuns



Há diversos modos de ser feita a classificação dos médiuns. Kardec fala em médiuns de efeitos físicos e médiuns de efeitos inteligentes. Corresponde essa classificação da Doutrina Espírita ao que Charles Richet de certa forma  considerou telecinesia e ectoplasma, de um lado (fenômenos objetivos), e de outra parte a criptestesia (fenômenos  subjetivos).
    Em termos mais atuais da Parapsicologia, os efeitos físicos seriam as funções psi-kappa, e os efeitos inteligentes as funções psi-gama.
  Não esquecer, porém, o que já foi dito anteriormente: tais fenômenos podem ser realizados por um sensitivo, movimentando seus próprios recursos (animismo), ou então por um médium secundado por alguma entidade desencarnada (mediunismo propriamente dito).
   Outra maneira de classificar os médiuns é catalogá-los em:

  1) Facultativos ou voluntários e
  2) Naturais ou involuntários (inconscientes).

  1) Médiuns facultativos ou voluntários:
  Controlam as faculdades que possuem; permitem que o fenômeno se dê quando eles acham ser conveniente.
 2) Médiuns naturais ou involuntários (inconscientes);
   Não tem consciência das faculdades que possuem; isto ocorre com pessoas que não tem o conhecimento do que seja o Espiritismo. Assim sendo, o estudo e o exercício das faculdades mediúnicas devem ser feitos num centro espírita onde haja condições de orientação e educação das faculdades do médium.
   A mediunidade é uma faculdade natural de todas as criaturas humanas, nada havendo de sobrenatural ou de fantástico. O caso é que em algumas pessoas esta faculdade se torna mais pronunciada, mais ostensiva. Dentro desta compreensão mais ampla, o seu funcionamento independe das qualidades morais do médium. Este último não é obrigatoriamente uma pessoa moralizada, de bons costumes, de ilibada conduta moral. Infelizmente muita gente de maus hábitos, de deplorável comportamento social, poderá ser médium. Por isso mesmo, não se pode condenar o Espiritismo nem mesmo a mediunidade pelas atitudes e pelas ações desde ou daquele médium não moralizado.
 O uso, a aplicação da mediunidade vai depender então do médium, o qual poderá orientá-la para o Bem ou para o Mal, o que sem dúvida nenhuma terá uma profunda repercussão sobre a natureza dos espíritos que venham a se comunicar por seu intermédio.
  Bons médiuns atraem bons espíritos.
 Maus médiuns atraem maus espíritos.

Bons Médiuns
 1) grande  facilidade de comunicação; 2) assistência de espíritos bons; 3) cultivo das virtudes cristãs como a humildade, o amor, a caridade, a esperança, a alegria, a abnegação;  4) mediunidade aplicada sempre e somente para o Bem; 5) aplicação em si mesmo das boas comunicações dos guias espirituais; 6) dão de graça o que de graça receberam.
Maus Médiuns
 1) são orgulhosos e egoístas; 2) confiam cegamente nas mensagens que recebem; 3) julgam ter o privilégio da verdade; 4) consideram os seus guias sempre infalíveis; 5) não aceitam nenhuma crítica construtiva;  6) são vítimas fáceis dos elogios; 7) dão irrefletida importância a nomes famosos com que se  apresentam certos espíritos embusteiros; 8) procuram tirar lucro da mediunidade.
 O médium que não saiba usar sua mediunidade fica sujeito a mistificações, a obsessões, à fascinação (que é um caso muito lamentável de obsessão), podendo ter suspensas as suas faculdades e, mesmo, perdê-las. "

2 comentários:

EDER BORGES disse...

Belo artigo em defesa do espiritismo que é tão criticado .as pessoas e Religiões tentam mistificar e atribuir a mediunidade como pacto com o Demônio e etc.o espiritismo nada mais é do que a crença nos espíritos e em suas manifestações. E o médium e apenas um intermédio para tais comunicações.temos o único intuito de evoluir aprender,e ajudar aos que precisam tanto os espíritos e os nossos irmãos.
E em relação a passagens da Bíblia que falam mal das comunicação com os espíritos saibam que a bíblia não e a verdade absoluta, se pesquisarem saberiam que ela foi criada pelos homens da época e muita coisa foi adulterado com tempo por interesses políticos e religioso são livros montados em diferentes épocas com interesses particulares para transmissão da fé que eles tinham.resumindo todos aqueles que criticarem os Médiuns e o Espiritismo conheçam primeiramente sua própria Religião e depois a nossa doutrina .obg....

Estênio Bordon disse...

Os Espiritas kardecistas tem uma insistência em tentar justificar ou se qualificar sua existência. Toda forma de comunicação com os mortos é uma necromancia, não existindo nada de errado nisso.
Nas igrejas evangélicas, quando os fieis caem no chão "possuídos por espiritos" e os pastores conversando com as entidades, o que estão fazendo? Nos centros de Umbanda, Candoblé é necromancia. A comunicação com os mortos é muito mais antiga que qualquer religião, praticadas pelos Xamãs a milênios.

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