"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:35) "Onde estiverem reunidos, em Meu nome, dois ou três, lá estarei no meio deles." (Mateus 18:20)

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domingo, 27 de março de 2011

Os 20 erros da Doutrina Espírita apontados por um adventista fanático II

LEIA AQUI A PARTE I


12o Erro da Doutrina Espírita Claramente Definido: A idéia de salvação dever-se às
obras humanas, uma impossibilidade que contraria o TEOR GLOBAL do seu ensino,
sobretudo diante da exposição clara, didática, insofismável de Paulo [o "codificador dos
evangelhos"] quanto ao papel da graça de Deus como única fonte de salvação, sendo as obras
mera demonstração da genuinidade da fé salvadora. Qualquer noção de que obras humanas,
imperfeitas como sempre serão, "contem pontos" para a salvação é uma afronta ao Senhor e
Salvador Jesus Cristo. É o mesmo que dizer-Lhe que o Seu supremo sacrifício expiatório foi
incompleto, daí precisamos acrescentar algo de nossa própria experiência à experiência Dele, num
impossível paralelo do humano e imperfeito com o divino e absolutamente perfeito. 



Mas é exatamente essa a grande diferença, porquanto Jesus nunca disse tal absurdo; é
Paulo quem vem com essa de salvação de graça, que nos parece mais coisa de pão-duro.
Temos não um cristianismo, mas um “paulinismo”, pois o que se segue por aí são os
ensinamentos de Paulo, o “desvirtuador dos Evangelhos”; não os de Jesus, certamente. Na
parábola do bom samaritano (Lc 10,25-37), bem como, na do juízo final (Mt 25,31-46), fica
claro o que devemos praticar e qual será o critério de julgamento.
Podemos citar, para corroborar nosso pensamento:




Pesquisas recentes relevaram que muitas das epístolas mais tarde atribuídas a Paulo não
passavam de pura invenção ou foram produzidas a partir de uns poucos fragmentos autênticos. As
epístolas a Timóteo, a Tito e aos Hebreus são consideradas totalmente espúrias, enquanto as
epístolas aos Efésios e aos Colossenses, e a segunda carta aos Tessalonicenses, são muito
discutíveis. De acordo com as descobertas da pesquisa, os ensinamentos religiosos
apresentados nas epístolas de Paulo são fundamentalmente diferentes das autênticas
afirmações de Jesus, que serão detalhadamente analisadas neste livro.
O que hoje conhecemos como cristianismo não é o ensinamento contido nessas
autênticas palavras; é a teologia disseminada por Paulo e pelos doutrinadores de suas
Epístolas – a teologia do pecado original, do sacrifício de Deus na cruz e da administração de seu
corpo (e portanto da redenção) por uma hierarquia eclesiástica. Com sua lição sobre o sacrifício do
primogênito de Deus e da distribuição de seu corpo aos fiéis em comunhão, essa teologia não se
fundamenta mais nas palavras de Jesus sobre o amor ao próximo, mas nas idéias de antigos
cultos tribais mediterrâneos e semíticos, que exigiam do pai o sacrifício sangrento de seu
primogênito.
O teólogo Eduard Grimm escreveu: “Não importa com que profundidade esse ensinamento
possa ter se enraizado entre os cristãos, o verdadeiro Jesus nada sabia sobre isso”(1) Wilhelm
Nestle, um historiador da religião, assim se expressou: “O Cristianismo é a religião fundada por
Paulo, que substitui a palavra de Jesus pela palavra sobre Jesus”(2) – uma religião que
poderia ser chamada de paulinismo. Esse paulinismo é uma interpretação enganosa e uma
falsificação dos verdadeiros ensinamentos de Jesus – um fato que também tem sido reconhecido
pela moderna pesquisa teológica: “Tudo o que há de belo no cristianismo está ligado a Jesus, e
toda a falta de beleza, a Paulo”.(3).
(1) Grimm (1917).
(2) Nestle (1947), p. 89
(3) Overbeck (1919).
(KERSTEN e GRUBER, s/d, p. 20-21). (grifo nosso).


Diz-nos ainda o teólogo Holger Kersten:
(...) A insistência na interpretação literal da Bíblia e na cega observância dos dogmas propiciou
o declínio do cristianismo eclesiástico, mesmo entre aqueles que não tinham uma postura
frontalmente anti-religiosa ou anticristã.
Realmente, o que chamamos hoje de cristianismo tem pouco a ver com os preceitos de
Jesus e as idéias que ele desejava difundir. O que temos atualmente seria melhor designado
pelo nome de "paulinismo". Muitos princípios doutrinários não se conformam absolutamente com
a mensagem de Cristo. São, na verdade, antes de tudo, um legado de Paulo, que tinha um
modo de pensar radicalmente oposto àquele de Jesus. O cristianismo que conhecemos
desenvolveu-se a partir do momento em que o "paulinismo" foi aceito como religião oficial. O
teólogo protestante Manfred Mezger cita, a respeito, Emil Brunner: "Para Emil Brunner a Igreja é
um grande mal-entendido. De um testemunho construiu-se uma doutrina; da livre comunhão, um
corpo jurídico; da livre associação, uma máquina hierárquica. Pode-se afirmar que, em cada um
dos seus elementos e na sua totalidade, tornou-se, exatamente, o oposto do que se esperava".
Por isso é válido questionar as bases que alicerçam a legitimidade das instituições vigentes. Uma
pessoa que freqüenta uma igreja cristã não pode deixar de assumir uma postura crítica
frente à proliferação de obscuros artigos de fé, e dos deveres e obrigações que a envolvem.
Sem termos tido outros conhecimentos, e por termos crescido sob a única e exclusiva influência do
estabelecido, somos levados a acreditar que, por subsistirem há tanto tempo, devem,
necessariamente, ser verdade.

(...)
Hoje já não ouvimos diretamente a voz de Jesus em sua forma natural. Ela é mediada por
especialistas privilegiados e pela arbitrariedade de um corpo profissional. Jesus foi gerenciado,
mercadejado, codificado e virou livro. Onde a fé viva e verdadeira foi substituída por crenças
mesquinhas e intolerantes, baseadas num racionalismo clerical, os mandamentos de Jesus,
de tolerância e amor ao próximo, desapareceram, assomando, em seu lugar, o dogmatismo
e o fanatismo. A luta pela supremacia de uma "fé verdadeira" exclusiva deixou um rasto de
revezes, violência e sangue no caminho percorrido pelas igrejas. Luta sem tréguas, desde o tempo
dos apóstolos até nossos dias, e que ainda constitui o maior empecilho à reconciliação entre os
vários credos cristãos". (KERSTEN, 1988, p. 12-13). (grifo nosso).


1Pe 4,8: “... o amor cobre uma multidão de pecados”.
Tg 1,27: “Religião pura e sem mancha diante de Deus, nosso Pai, é esta: socorrer os
órfãos e as viúvas em aflição, e manter-se livre da corrupção do mundo”.
Tg 5,19-20: “...a pessoa que reconduz um pecador do caminho errado, salvará a si
mesma da morte e cobrirá uma multidão de pecados”.
Mt 5,16: “Assim também: que a luz de vocês brilhe diante dos homens, para que eles
vejam as boas obras que vocês fazem, e louvem o Pai de vocês que está no céu”.
O “teor global” nos aponta para a caridade ou o amor como forma de salvação e,também, como uma maneira de pagarmos os nossos pecados.

13o erro da Doutrina Espírita Claramente Definido: O apego à experiência sobrenatural, o “ver” e o “sentir” como base da fé, quando Jesus louvou os que creram sem ver ou sentir: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (João 20:29). Muitos gostam de sentir-se “especiais”, “usados por Deus”, e espíritas convertidos ao evangelho de Jesus Cristo contam que uma das coisas que os atraíram a essa religião foi justamente a vaidade que lhes é incutida de terem dons de “mediunidade”, ou uma “missão a cumprir” entre os homens. Paulo acentuou, citando um profeta bíblico, que “o justo viverá pela fé”.




Quem trata os fenômenos espíritas como algo sobrenatural ou não estudou Espiritismo ou nunca esteve em suas fileiras ou, finalmente, age de má-fé. Vejamos o que Kardec disse a respeito:


Demonstrando que esses fenômenos repousam em leis naturais, como os fenômenos
elétricos, e em que condições normais se podem reproduzir, o Espiritismo derroca o império do
maravilhoso e do sobrenatural e, conseguintemente, a fonte da maior parte das superstições. Se
faz se creia na possibilidade de certas coisas consideradas por alguns como quiméricas, também
impede que se creia em muitas outras, das quais ele demonstra a impossibilidade e a irracionalidade. (KARDEC, 1995, p. 33). (grifo nosso).
Uma vez que estão no quadro dos da Natureza, os fenômenos espíritas se hão produzido em todos os tempos; mas, precisamente, porque não podiam ser estudados pelos meios materiais
de que dispõe a ciência vulgar, permaneceram muito mais tempo do que outros no domínio do
sobrenatural, donde o Espiritismo agora os tira. Baseado em aparências inexplicadas, o
sobrenatural deixa livre curso à imaginação que, a vagar pelo desconhecido, gera as crenças
supersticiosas. Uma explicação racional, fundada nas leis da Natureza, reconduzindo o homem ao
terreno da realidade, fixa um ponto de parada aos transviamentos da imaginação e destrói as
superstições. Longe de ampliar o domínio do sobrenatural, o Espiritismo o restringe até aos
seus limites extremos e lhe arrebata o último refúgio. Se é certo que ele faz crer na
possibilidade de alguns fatos, não menos certo é que, por outro lado, impede a crença em diversos
outros, porque demonstra, no campo da espiritualidade, a exemplo da Ciência no da materialidade,
o que é possível e o que não o é. Todavia, como não alimenta a pretensão de haver dito a última
palavra seja sobre o que for, nem mesmo sobre o que é da sua competência, ele não se apresenta
como absoluto regulador do possível e deixa de parte os conhecimentos reservados ao futuro.
(KARDEC, 1995, p. 263-264). (grifo nosso).


Resultem, porém, ou não esses fenômenos de um ato da vontade, a causa primária é
exatamente a mesma e não se afasta uma linha das leis naturais. Os médiuns, portanto, nada
absolutamente produzem de sobrenatural; por conseguinte. (KARDEC, 1995, p. 266).
As comunicações entre o mundo espírita e o mundo corpóreo fazem parte da natureza
das coisas e não constituem nenhum fato sobrenatural, razão pela qual encontramos seus
vestígios entre os povos e em todas as épocas. Hoje elas são gerais e patentes para todo o
mundo.. (KARDEC, 2006, p. 63).


Se tivesse estudado o Espiritismo não falaria coisas desse gênero, atitude que só depõe
contra ele, porquanto demonstra que não sabe do que fala, o que é totalmente antiético.
Quanto à vaidade dos médiuns pelos seus dons, isso é cada um exercendo o seu livrearbítrio;
nada poderá ser imputado à Doutrina Espírita, uma vez que ela recomenda a
humildade em todos os atos. Deveria olhar para o próprio umbigo, pois no protestantismo
existem inúmeras pessoas que dizem receber “revelações” do “Espírito Santo” e, ao falar disso,
estufam o peito de tanto orgulho e vaidade. Com isso, queremos apenas dizer que em todos os
lugares, onde há seres humanos, haverá os que não entendem o sentido real das coisas; não é
mesmo?
E em relação aos “espíritas convertidos ao evangelho de Cristo”, mais uma gafe do
crítico, uma vez que, nos é recomendado que diariamente estudemos o Evangelho de Jesus;
mais do que isso: alerta-nos para que o coloquemos em prática, de tal forma que todos os
nossos pensamentos e ações o reflitam. Pelo que pudemos perceber, esses “convertidos”
poderiam ser qualquer coisa, menos espíritas. Aliás, temos repetido milhares de vezes: “o fato
de tartaruga botar ovos não faz dela uma ave”; da mesma forma, o fato de uma pessoa ser
médium e “receber” espíritos não faz dela um Espírita; só o será quem segue as obras da
codificação do Espiritismo.

É linda a frase “o justo viverá pela fé”, mas a fé sem obras é morta (Tg 2,17) ou a fé
sem obras não tem valor (Tg 2,20), pois até mesmo os demônios acreditam em um só Deus
(Tg 2,19). Isso, sem precisarmos citar de Jesus o “a cada um segundo as suas obras” (Mt
16,27).

14o Erro da Doutrina Espírita Claramente Definido: A noção típica de todos os povos pagãos, do presente e do passado, de que o homem é um ser dualístico, formado por um corpo material e uma alma imortal, que prossegue viva e consciente na morte, quando o ensino bíblico é de que Deus criou o homem para viver com um ser físico, num paraíso físico, e que por conseqüência do pecado passou a experimentar a morte. A única forma de restaurar a vida é pela RESSURREIÇÃO DOS MORTOS, que representa a vitória sobre a morte e a sepultura, como diz Paulo em 1 Cor. 15:54, 55. Entre a morte e a ressurreição nada existe, pois os que morrem, como no sono, nada sabem do que se passa, não têm conhecimento de coisa alguma e adentram o mundo do silêncio (Ecl. 9:5, 6, 10; Sal. 6:5 e 115:17).





Aqui é que percebemos que os adventistas continuam com a crença de alguns judeus, que, outrora, não concebiam vida do espírito separado da carne (Bíblia de Jerusalém, p. 798).
Aliás, pelo valor que dão ao Antigo Testamento, embora não aceitem o que é dito em 1 Samuel 28, parecem mais judeus do que qualquer outra coisa; também não poderemos chamá-los de cristãos, senão estaremos contrariando sua doutrina apoiada em Paulo.
Vamos analisar algumas passagens bíblicas para elucidar essa questão.
Gn 5,1-3: ... Quando Deus criou Adão, ele o fez à semelhança de Deus. Homem e
mulher ele os criou, os abençoou e lhes deu o nome de "Homem", no mesmo dia em
que foram criados. Quando Adão completou cento e trinta anos, gerou um filho à sua
semelhança e imagem, e lhe deu o nome de Set.


Interessante a relação entre a criação divina e a do homem; ambos criaram seres à sua semelhança. Quanto ao homem não há dúvida que somos a imagem e semelhança uns dos outros; muda-se, algumas vezes, a cor da embalagem. Entretanto, quanto a Deus, qual seria a nossa semelhança para com ele? Física? Certamente não seria, porquanto “Deus é Espírito” (Jo 4,24) e sabemos que também Ele é “Deus dos espíritos de todos os seres vivos” (Nm 16,22; 27,16) e, ainda, que “Deus é Pai dos Espíritos” (Hb 12,9). Disso não há outra conclusão, senão a de que a nossa semelhança para com Deus é a de sermos igualmente espíritos.
É certo que o povo hebreu não tinha mesmo, no princípio, uma noção da vida após a morte, o que foi aos poucos se desenvolvendo em sua crença. Para se ter uma idéia, podemos citar os Dez Mandamentos, cujas recompensas e penas para quem, respectivamente, os seguissem ou não, eram, todas elas, para situações do dia-a-dia; nenhuma coisa se pensava para a vida após a morte. Isso só ficaria mais claro no futuro, quando da evolução do seu pensamento religioso.


Zc 12,1: Oráculo. Palavra de Javé a respeito de Israel - oráculo de Javé, que estende o céu, firma as bases da terra e forma o espírito dentro do homem: 

Nessa passagem de Zacarias está dito, de maneira irrefutável, que Deus forma o espírito dentro do homem; então, qual é a dúvida? Isso, inclusive, já é a evolução do
pensamento sobre a realidade dualística do homem.


Ml 2,14-15: E vocês ainda perguntam: "Por que isso?" Porque Javé é testemunha entre você e a mulher de sua juventude, à qual você foi infiel, embora ela fosse a sua companheira, a esposa unida a você por uma aliança. Por acaso, Deus não fez dos dois um único ser, dotado de carne e espírito? ...



Embora esteja-se falando do casamento, o que se diz, ao final, é realmente desconcertante para os que dizem que não acreditam que no homem há também um espírito.

Mc 14,38. Vigiem e rezem, para não cair na tentação! Porque o espírito está pronto para resistir, mas a carne é fraca.



Espírito e carne, palavras que confirmam o ser dualístico que somos; portanto, isso é conceito bíblico.


Lc 8,40-42.49-56: “Quando Jesus voltou, a multidão o recebeu; porque todos o estavam esperando. E eis que veio um homem chamado Jairo, que era chefe da sinagoga; e prostrando-se aos pés de Jesus, rogava-lhe que fosse a sua casa; porque tinha uma filha única, de cerca de doze anos, que estava à morte... veio alguém da casa do chefe da sinagoga dizendo: A tua filha já está morta;... Jesus ... tendo chegado
à casa, a ninguém deixou entrar com ele, senão a Pedro, João, Tiago, e o pai e a mãe
da menina... tomando-lhe a mão, exclamou: Menina, levanta-te. E o seu espírito voltou, e ela se levantou imediatamente; e Jesus mandou que lhe desse de comer...”


Será que aqui somente somos nós quem enxerga a questão do espírito? Acreditamos que sim, pois não estamos presos aos dogmas absurdos criados pelas lideranças religiosas, a fim de se manterem no poder ou para arrancarem dinheiro dos fiéis. “O seu espírito voltou” éuma expressão tão explícita que impede seja negado o dualismo do ser humano.


At 7,59-60: Atiravam pedras em Estevão, que repetia esta invocação: "Senhor Jesus,
recebe o meu espírito." Depois dobrou os joelhos e gritou forte: "Senhor, não os condenes por este pecado." E, ao dizer isso, adormeceu.

Mais uma passagem em que fica clara a questão de sermos corpo e espírito.

1Cor 2,11: Quem conhece a fundo a vida íntima do homem é o espírito do homem que está dentro dele...

Qual a dúvida? Ainda resta alternativa de interpretar ao gosto do freguês; mas se ocorrer isso não muda os fatos.

Tg 2,26: De fato, do mesmo modo que o corpo sem o espírito é cadáver, assim também a fé: sem obras ela é cadáver.


Precisava ser mais claro que isso? Deixemos os bibliólatras negarem essa realidade, já que, com isso, acham que estão justificando os seus dogmas.
Considerando todas essas passagens, ou seja, o “teor global”, podemos dizer que também entre os judeus a idéia dualística do ser humano foi-se tornando uma realidade.
Para quem acredita em vida após a morte, há uma outra coisa que está intimamente ligada a isso, que é a preexistência. Teríamos alguma passagem bíblica que nos leve a ela?
Vejamos:


Sl 51,7: Eis que eu nasci na culpa, e minha mãe já me concebeu pecador.

Para alguém ter sido concebido pecador há que ter havido uma existência anterior para que isso pudesse ter ocorrido, já que o nascimento decorre da concepção. Entretanto, se quiserem atribuir essa culpa ao “pecado” cometido por Adão e Eva, irão contrariar: “O filho nunca será responsável pelo pecado do pai...” (Ez 18,20; Dt 24,16).

Jr 1,4-5: Recebi a palavra de Javé que me dizia: “Antes de formar você no ventre de sua mãe, eu o conheci; antes que fosse dado à luz eu o consagrei, para fazer de você um profeta das nações”.

Se Deus conhecia Jeremias antes de formá-lo no ventre da mãe, é porque ele já existia como espírito, antes de seu corpo ser formado. Certamente que, para que Deus depositasse confiança nele, deve ter ocorrido situações em que ele demonstrou que era alguém de confiança; isso, obviamente, sucedeu numa vida anterior.

Sb 8,19: Eu era um jovem de boas qualidades e tive a sorte de ter uma boa alma, ou melhor, sendo bom, vim a um corpo sem mancha.


É tão evidente essa passagem, que não precisamos de outra, principalmente pela expressão reforçada “ou melhor”, a qual nos leva a deduzir que, por ser uma boa alma, veio a um corpo sem mancha, para demonstrar, claramente, a lei do carma. Pena que os adventistas não possuam esse livro em sua Bíblia; mas o tomamos pelo seu valor histórico, se lhe negarem o de o ser a palavra de Deus. Aqui, fazemos uma perguntinha: será eu foram passagens desse tipo que motivaram a exclusão desse e de outros livros da Bíblia adotada pelos evangélicos?




Um outro ponto que nos leva a aceitar a questão da sobrevivência do espírito é a tão
propalada proibição de evocar os mortos, já que é inconcebível que alguém vá proibir algo que
não possa acontecer; assim, a própria proibição, na qual tanto se apega, é a prova bíblica de
que os mortos se comunicam. E mais: como admite que tal ordem é de origem divina, por
coerência há obrigação moral de se ter que aceitar que os mortos se comunicam com os vivos.
Por outro lado, não bastasse isso, ainda temos passagens bíblicas informando que os
mortos se comunicaram, embora se faça uma tremenda ginástica verbal para desmerecê-las.
A primeira é narrada no primeiro livro de Samuel, capítulo 28, na qual se conta o caso do rei
Saul indo a Endor à busca da pitonisa (médium) para ela evocar o espírito Samuel, fato
acontecido, senão não estaria lá. Uma outra que podemos citar é quando Jesus, na presença
de Pedro, Tiago e João, estabelece colóquio com os espíritos Moisés e Elias, na narrativa da
transfiguração (Mt 17,1-9; Lc 9,28-34). Como esta última passagem vem contrariar seus
dogmas, os adventistas a negam como manifestação de espíritos, admitindo até o absurdo de
Moisés ter ressuscitado e de Elias ter se manifestado corporalmente, justificando que ele foi
arrebatado fisicamente; entretanto, parecem esquecer-se do seu “mestre” Paulo que disse
categoricamente: “a carne e o sangue não podem herdar o reino dos céus” (1Cor 15,50).


E por fim, ainda, convém citar o fato do qual quase ninguém fala: é a respeito das aparições de Jesus depois da morte. Curioso é que, como querem, se não há em nós um espírito, então colocam Jesus numa situação contraditória, pois, ainda com o corpo pregado à cruz, disse: “Pai em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46).
Tudo isso também prova que não ficaremos inconscientes depois da morte, o que é corroborado pela parábola do rico e Lázaro (Lc 16,19-31), que confirma a possibilidade da comunicação entre os dois planos, já que, se não acreditassem nisso, naquela época, não haveria sentido algum do rico ter pedido a Abraão para enviar Lázaro para avisar a seus irmãos, ao que obteve como resposta: como eles não ouviram nem aos vivos, que mesmo que um dos mortos ressuscitasse eles não lhes dariam ouvidos.




Jesus ao dizer, de certa feita, que “É de João que a Escritura diz: 'Eis que eu envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante de ti'”. (Mt 11,10),evidentemente, relaciona a profecia de Malaquias sobre a vinda de um mensageiro para lhe preparar o caminho (Ml 3,1), o que, mais à frente, ele o identifica como sendo o profeta Elias (Ml 3, 23 ou 4,4). Assim, não é outra coisa que Jesus está afirmando, senão que João Batista é Elias, coisa que faz logo a seguir (Mt 11,14).


Sim, há os negadores da reencarnação, nós o sabemos; entretanto, é fato que o fazem
para sustentar seus dogmas, mesmo que isso contrarie a evidência de que Jesus afirmou ser
João Batista a reencarnação do profeta Elias. Inclusive, há uma singularidade naquilo que ele
diz, que normalmente passa desapercebido por muita gente, quando assevera “Desde os dias
de João Batista até agora, o Reino do Céu sofre violência, e são os violentos que procuram
tomá-lo”. Ora, sendo João Batista contemporâneo de Jesus, essa frase fica sem sentido, se
não a entendermos naquilo que ele quis mesmo dizer, ou seja: “Desde os tempos em que João
Batista era Elias, e até o momento em que Jesus disse isso, o reino do céu sofria violência...”
Tão claro que só cego não vê!
Mas, falar em reencarnação é falar em imortalidade; então, há que se combater essa idéia, como se isso fosse revogar uma lei criada por Deus, apenas para atender interesses particulares de determinados seguimentos religiosos, o que nos parece brincadeira...


O “mestre” Paulo, instruiu os coríntios sobre com qual dos corpos iremos ressuscitar, sem precisar se isso só acontecerá no soar da trombeta final, já que, certamente, quando voltamos ao mundo espiritual, estaremos ressuscitando em espírito, assumindo o corpo espiritual (1Cor 15,44), o corpo incorruptível (1Cor 15,53), uma casa não feita por mãos humanas (2Cor 5,1).
Entretanto, já que se usa Paulo para a ressurreição, por que então não se o usa contra a idéia da ressurreição da carne, porquanto ele disse: “... a carne e o sangue não podem herdar o reino dos céus” (1Cor 15,50), o que prova ser o espírito independente da matéria; esta sim, retorna ao pó.
A questão é: será que os judeus, no tempo de Jesus, já acreditavam na imortalidade? Recorramos ao historiador hebreu Flávio Josefo (37 a 103 d.C.), que dividindo os judeus em três classes, fala sobre cada uma delas. Duas nos interessam mais de perto. São elas:


a) fariseus
A maneira de viver dos fariseus não era nem mole nem cheia de delícias; era simples...
Eles julgavam que as almas são imortais, que são julgadas em um outro mundo e
recompensadas ou castigadas segundo foram neste, viciosas ou virtuosas; que umas são
eternamente retidas prisioneiras nessa outra vida e que outras voltam a esta. (JOSEFO, 2003, p.
416).

b) essênios

Os essênios, a terceira seita, atribuem e entregam todas as coisas, sem exceção, à
providência de Deus. Crêem que as almas são imortais, acham que se deve fazer todo o
possível para praticar a justiça... (JOSEFO, 2003, p. 416).
[...] acreditam firmemente, que, como nosso corpo é mortal e corruptível e nossas
almas, imortais e incorruptíveis, de uma substância aérea, muito sutil, encerrada no corpo, como
numa prisão, onde uma inclinação natural as atrai e retém, mas apenas se vêem livres destes
laços carnais, que as prendem em dura escravidão, elevam-se ao ar e voam com alegria...
Esses mesmos essênios, julgam que as almas são criadas imortais, para se darem à virtude e se afastarem do vício; que os bons se tornam melhores nesta vida pela esperança de serem
felizes depois da morte e que os maus, que imaginam poder esconder neste mundo suas más
ações, por isso são castigados com tormentos eternos (JOSEFO, 2003, p. 555).


Para completar as informações de Josefo, ele diz que a outra classe é a dos saduceus,
os materialistas daquela época, pois acreditavam que as almas morriam juntamente com o
corpo (JOSEFO, 2003, p. 416).
Bom, se essa questão tem origem pagã, pouco importa, pois, se formos a fundo nisso,
veremos que a Bíblia está impregnada de idéias oriundas do paganismo como, por exemplo:
relato da criação do mundo, Adão e Eva, a serpente falante, o paraíso, o dilúvio, o céu como
morada de Deus, o nascimento e salvamento de Moisés, os querubins, os serafins, o demônio
como deus do mal, o inferno, etc.


Paulo afirmou que Jesus trouxe à luz, a vida e a imortalidade pelo Evangelho (2Tm
1,10); não estaria ele dizendo daquilo que somente na sua época ficou mais claro, ou seja, a
imortalidade da alma? Jesus, ao esclarecer que “Deus não é Deus de mortos, mas Deus de
vivos” (Mt 22,32), quando se referia a Abraão, Isaac e Jacó, dizia certamente da imortalidade
da alma, porquanto esses personagens bíblicos já haviam deixado as vestes físicas há muito
tempo.

Em Ecl 9,5.6.10 e Sl 6,5 percebe-se que os seus autores não acreditavam na vida após
a morte, ou seja, nem mesmo numa ressurreição futura; daí, não nos serve de apoio a tese de
que a alma não é imortal. Só fanático para usá-las para isso. Aliás, naquela época se
acreditava que, tanto os bons quanto os maus, iam para o xeol, sem qualquer tipo de
distinção; nem mesmo recompensa teriam (Ecl 9,5).

Recorrer ao autor de Eclesiastes para justificar alguma coisa é pura falta de bom senso, senão; vejamos estes seus pensamentos:
“De fato o destino do homem e do animal são idênticos: do modo que morrem estes, morrem também aqueles. Uns e outros têm o mesmo sopro vital, sem que o homem tenha vantagem nenhuma sobre o animal, porque tudo é fugaz”. (Ecl 3,19)
“Então descobri que a mulher é mais amarga do que a morte, porque ela é uma armadilha, o seu coração é uma rede e os seus braços são cadeias. Quem agrada a Deus consegue dela escapar, mas o pecador se deixa prender por ela”. (Ecl 7,26).
Só que, certamente, ele era uma pessoa materialista, que não acreditava que houvesse, no homem, outra coisa senão a carne e o sangue; daí, julgava que o ser humano não é imortal (Ecl 17,25). Quem quiser segui-lo é livre; mas nós não iremos aceitar tamanho disparate somente porque está escrito; não abdicar da lógica é o melhor remédio.


"E eu lhes declaro: Usem o dinheiro injusto para fazer amigos, e assim, quando o dinheiro faltar, os amigos receberão vocês nas moradas eternas”. (Lc 16,9). Se os amigos podem nos receber nas moradas eternas, então três coisas podemos concluir disso: 1ª) não haverá um juízo final com ressurreição dos mortos; 2ª) que
os mortos não ficam dormindo; e 3ª) que o espírito sobrevive à morte física. E atenção:
moradas eternas significa vários lugares; nesse caso não é o céu, pois este é um só.

15o Erro da Doutrina Espírita Claramente Definido: A noção de reencarnação, negando
o claro ensino bíblico de que só mediante a ressurreição dos mortos, bem
detalhadamente descrita em várias passagens, como Ezequiel 37, 1 Coríntios 15, 1 Tessal. 4:13-
16, é que alcançaremos a vida eterna, que é apresentada na Bíblia como um dom de Deus aos
que se habilitarem a para sempre habitarem nos lugares que Cristo prometeu preparar para os
Seus fiéis, e que iriam ser ocupados quando Ele retornasse para vir buscar os Seus (ver Rom. 2:7;
2a. Tim. 1:10 e João 14:1-3).


Aí a coisa fica apenas na questão de como se interpreta as passagens, pois, para nós,
por exemplo, Jesus, ao dizer que João Batista era Elias, estava falando de reencarnação. A
Nicodemos afirmou: “É necessário nascer de novo” (Jo 3,3), reafirmando isso. Mas não iremos
falar neste assunto, pois esses argumentos são os velhos e já surrados de sempre; apenas
deixaremos links para os nossos textos, caso alguém queira pesquisar: “João Batista é mesmo Elias?”, “Reencarnação na Bíblia”, “Reencarnação no contexto histórico”, “Reencarnação no Pentateuco”, Ressurreição, significado bíblico” e “Ressurreição ou reencarnação?”.

A reencarnação só “não consta da Bíblia” porque isso representaria demonstrar a completa inutilidade dos líderes religiosos que afirmam que nos “darão” o reino dos céus, pois, se ela for admitida, a nossa salvação estará em nossas próprias mãos. Por esse motivo negá-la-á até à morte.




16a Erro da Doutrina Espírita Claramente Definido: A negação da volta de Cristo,
embora citem textos como Mateus 16:27 que fala claramente dessa volta, e muitos
outros claros versos das Escrituras. E Sua volta é a única saída para tirar o homem do "aperreio"
em que se acha, em decadência moral e espiritual clara e evidente, e não o progresso rumo a um
róseo futuro, como indicado pelo espiritismo.





Leiamos: Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e
então retribuirá a cada um de acordo com a própria conduta. (Mt 16,27); só gostaríamos de
saber se foi dito que voltaria fisicamente... Nem nessa, nem em nenhuma outra passagem diz
isso. Para nós, o “virá na glória” significa que virá em espírito. Aliás, é bem certo que se
fizesse isso, ou seja, voltasse num novo corpo, seria execrado pelos líderes religiosos atuais,
que possuem “verdades” “demais” e amor de menos. Por essa passagem também
demonstramos a contradição em que se mete ao afirmar que a salvação é de graça, quando
aqui, da boca do próprio Mestre Jesus, está dito que “a cada um segundo suas obras”.


Apressado em ler ou, quem sabe, buscando textos amiúde, não viu, na seqüência, o seguinte: “Eu garanto a vocês: alguns daqueles que estão aqui, não morrerão sem terem visto o Filho do Homem vindo com o seu Reino." (Mt 16,28). Se quer pegar a passagem anterior ao pé da letra, então que também pegue essa, porquanto ela está no mesmo contexto. Assim, de duas uma: Jesus já veio ou há grave erro bíblico.




Além disso, há um problema a ser resolvido, pois naquela época já se pensava estar vivendo o fim dos tempos, conforme, para exemplo, citamos essas passagens:
1Cor 10,11: Tais coisas aconteceram a eles como exemplo, e foram escritas para nossa
instrução, a nós que vivemos no fim dos tempos.
1Ts 4,15: Eis o que declaramos a vocês, baseando-nos na palavra do Senhor: nós, que
ainda estaremos vivos por ocasião da vinda do Senhor, não teremos nenhuma
vantagem sobre aqueles que já tiverem morrido.
1Pe 1,5: que, graças a fé, estão guardados pela força de Deus para a salvação que
está prestes a revelar-se no final dos tempos.
1Pe 1,20: Ele era conhecido antes da fundação do mundo, mas foi manifestado no
fim dos tempos por causa de vocês.
1Pe 4,7: O fim de todas as coisas está próximo





Numa outra passagem Jesus afirmou: “ensinando-os a observar todas as coisas que eu
vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos
séculos.” (Mt 28,20); em princípio, poderíamos dizer que Jesus nunca deixou os discípulos;
portanto, não havia como voltar; mas, lendo uma outra passagem, percebemos que também
nessa passagem se fala do fim dos tempos, no qual achavam já estar vivendo. Vejamo-la:
“doutra forma, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas
agora, na consumação dos séculos, uma vez por todas se manifestou, para aniquilar o
pecado pelo sacrifício de si mesmo” (Hb 9,26).
Finalmente, se o que está nessas passagens não reflete o entendimento de que naquela
época já se vivia o final dos tempos, e considerando a inerrância da Bíblia, conforme propalam
os evangélicos, pedimos, então, que nos mostre onde estão morando aqueles a quem Jesus se
dirigiu afirmando que não morreriam “sem terem visto o Filho do Homem vindo com o seu
Reino”...

17o Erro da Doutrina Espírita Claramente Definido: A própria idéia de que graças às
contínuas reencarnações a humanidade só tem melhorado e só haverá de melhorar
mais e mais no futuro, quando isso não só está inteiramente fora da realidade, com negam as
profecias bíblicas, proferidas pelo próprio Cristo, que fala que os tempos que antecederiam Sua
volta literal e visível seriam uma repetição da maldade de Sodoma e Gomorra, ou dos dias
anteriores ao dilúvio. Isso é confirmado por Paulo, Pedro e outros autores bíblicos.


Conforme demonstrado no item anterior, o fim dos tempos já passou há muito tempo;
atualizar-se não faz mal a ninguém...
Uma coisa que não percebe é que, se a humanidade está tão ruim assim, podemos
debitar isso às religiões tradicionais, que não conseguiram, e jamais conseguirão, agindo como
agem, moralizar o ser humano.
Ainda preferimos ficar com: “Tu amas tudo o que existe, e não desprezas nada do que
criaste. Se odiasses alguma coisa, não a terias criado”. (Sb 11,24), pois assim estaremos mais
próximos do Deus que Jesus nos apresenta: um Pai, aquele que, muito mais que nós, dará
boas coisas a seus filhos que Lho pedirem. (Mt 7,11).
O estreito pensamento de que os seres criados por Deus se resumem aos que vivem
aqui na terra, é algo comparável a alguém julgar que a população toda do Rio de Janeiro está
na baixada fluminense, e que age e vive como os que lá residem. Sem mais comentários...



Não ignoramos nada sobre os tempos em que os homens iriam “de mal a pior, enganando

e sendo enganados”, apenas buscamos ser coerentes, pois se Jesus disse que “os mansos
possuirão a terra” (Mt 5,5) nós confiamos nessa passagem, por isso não entendemos de forma
equivocada outras que trazem linguagem metafórica. Para nós ainda vale: “Se vocês, que são
maus, sabem dar boas coisas a seus filhos, quanto mais o Pai de vocês...” (Mt 7,11).
Se o quadro é esse, então temos por provada a completa incompetência das igrejas em
moralizar aos homens; daí ser mesmo necessário algo de novo; é aí que se encaixa o
Espiritismo, buscando mostrar a instituição de dogmas com o objetivo de usar os
ensinamentos de Jesus como suporte aos interesses materiais da liderança religiosa, que nada
de “santinha” possui.



18o Erro da Doutrina Espírita Claramente Definido: A possibilidade de comunicação
entre vivos e mortos, sendo que a proibição divina é clara a respeito, tanto em Deut.
18:9-11 como séculos depois confirmada em Isa. 8:19, 20. Sendo que não há uma "alma imortal"
que tenha consciência após a morte do corpo, e permanecerá como num sono inconsciente até a
ressurreição, qualquer suposta comunicação entre vivos e mortos é claramente suspeita, e
proibida por Deus que quis proteger o Seu povo de terríveis enganos satânicos nessa linha.


É até deveras interessante a linha de raciocínio de um fundamentalista que não se dá
conta da besteira que diz, pois é justamente essa proibição que é o maior atestado de que
essa comunicação pode acontecer, sob o ponto de vista bíblico. A não ser que tenhamos Deus
proibindo algo que não possa acontecer, tipo uma placa em pleno alto mar com os seguintes
dizeres: “É PROIBIDO ESTACIONAR ÔNIBUS E CAMINHÃO”. Só louco para fazer isso, e outro
para admitir a utilidade da advertência!

Ficamos a pensar no que seria mais fácil para Deus: não criar a possibilidade da
comunicação com os mortos, ou criá-la, mesmo sendo-Lhe uma coisa abominável, só para ter
o prazer de se irritar e castigar os que usarem o intercâmbio entre o mundo físico e o
espiritual? Qual das hipóteses é a mais viável? Qualquer pessoa de bom senso, não incluímos
aqui os fundamentalistas, verá que é a primeira opção. Se essa possibilidade existe é porque
Deus a criou; então, se assim procedeu, é porque viu nisso uma coisa boa, embora o homem
possa estar usando esse intercâmbio de maneira equivocada; mas o fato é que: se não fosse
útil, não a teria criado. Tanto isso é verdade que Jesus entrou em colóquio com os espíritos
Moisés e Elias, conforme já citamos anteriormente; e ele próprio se comunicou com os
discípulos depois de sua crucificação, numa clara demonstração de que naqueles casos, já sob
outras circunstâncias, a comunicação com os mortos não era proibida.

Mas vamos, só por um momento, dar-lhe razão, ou seja, é algo proibido por Deus.
Então, por que não cumpre todas as outras determinações contidas no Deuteronômio, só
pegando essa a dedo? Coerência! É o que lhe pedimos! Citaremos apenas três para
exemplificar:
Dt 21,18-21:Se alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedece à voz
de seu pai e à de sua mãe, e, ainda castigado, não lhes dá ouvidos, pegarão nele seu
pai e sua mãe e o levarão aos anciãos da cidade, à sua porta, e lhes dirão: Este nosso
filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz: é dissoluto e beberrão. Então
todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; assim eliminarás o
mal do meio de ti: todo o Israel ouvirá e temerá.
Dt 22,23-24: Se houver moça virgem, desposada, e um homem a achar na cidade e
se deitar com ela, então trareis ambos à porta daquela cidade, e os apedrejareis,
até que morram; a moça, porquanto não gritou na cidade, e o homem, porque
humilhou a mulher do seu próximo; assim eliminarás o mal do meio de ti.

Dt 25,11-12: Quando brigarem dois homens, um contra o outro, e a mulher de um
chegar para livrar o marido da mão do que o fere, e ela estender a mão, e o pegar
pelas suas vergonhas, cortar-lhe-ás a mão: não a olharás com piedade.


Já que sempre se apóia na Bíblia, que nos apresente a passagem onde pode ser
encontrada alguma coisa que diz que “os satânicos” se manifestam no lugar dos mortos,
quando os evocamos, pois sabemos ser isso apenas argumento para enganar os incautos. Nos
parece muito estranho Deus permitir que “os satânicos” manifestem para nos tentar, sem, em
contrapartida, dar permissão para que os bons espíritos (anjos) venham nos ajudar.
Agora, poderemos mostrar que a ciência, a cada dia, prova justamente que os espíritos podem
se comunicar com os mortos. Citamos, por exemplo, um laudo técnico emitido pelo perito em
grafoscopia Carlos Augusto Perandréa, que atestou, sobre uma comunicação recebida por
Chico Xavier, ser da mesma pessoa quando viva. Podemos, ainda, falar da pesquisadora Sonia
Rinaldi que possui um laudo científico emitido por uma instituição italiana dizendo que a voz
paranormal gravada por ela, é da mesma pessoa que gravou, na sua secretária eletrônica,
enquanto ainda vivia.


Is 8,16-20: “Feche esse atestado e lacre essa instrução junto aos meus discípulos. Eu
confio em Javé, que esconde a sua face à casa de Jacó, e nele espero. Agora, eu e os
filhos que Javé me deu, somos para Israel sinais e presságios de Javé dos exércitos,
que mora no monte Sião. Quando disserem a vocês: "Consultem os espíritos e
adivinhos, que sussurram e murmuram fórmulas; por acaso, um povo não deve
consultar seus deuses e consultar os mortos em favor dos vivos?", comparem com a
instrução e o atestado: se o que disserem não estiver de acordo com o que aí está,
então não haverá aurora para eles.


Mas aqui não há condenação alguma; o que encontramos é Isaías já prevendo o que se
não respondessem conforme a instrução e o atestado não haveria aurora para eles. E aqui,
está provado que àquela época consultavam aos mortos e que Isaías não via nenhum mal
nisso. A proibição é de Moisés, não de Deus, repetimos pela enésima vez. Aliás, Jesus, no
monte Tabor, quando conversa com os espíritos Moisés e Elias “desconfirma” essa proibição.
Seguimos a Jesus, portanto...


Não há má exegese bíblica de nossa parte; somos nós que buscamos separar o joio do
trigo, embora a contragosto dos fundamentalistas. Há duas leis na Bíblia, uma humana e outra
divina. A primeira varia com o tempo, a outra é invariável. É por isso que não vemos sentido
algum em querer aplicar o Dt 18,9-14 a nós, já que não o consideramos lei divina. O crítico
separa as leis; no entanto, na prática, sempre diz que tudo é a mesma coisa, que devemos
cumpri-las, não demonstrando coerência alguma.
Apenas um lembrete: quando das comunicações com os espíritos temos o cuidado de
seguir o conselho contido em 1Jo 4,1.

19o Erro da Doutrina Espírita Claramente Definido: A noção de que o espiritismo
moderno, desde o século XIX, seria a promessa do Cristo de que o Consolador seria
enviado (João 16:7), quando o verso seguinte diz que tal Espírito teria a função de convencer o
mundo “do pecado, e da justiça e do juízo”. E o vs. 13 declara que “quando vier aquele Espírito de
verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que
tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir”. Mas os espíritas NEM CRÊEM em “pecado”, nem
em “juízo”, pois o sentido é claramente o que se harmoniza com o TEOR GLOBAL do ensino
bíblico, e não reinterpretações extrabíblicas criadas para ajustar-se a pressupostos realmente
alheios ao ensino de Jesus Cristo e Seus apóstolos. Nem os sinceros servos de Deus passaram a
ser convencidos da “verdade, da justiça e do juízo” só a partir de Allan Kardec.




Como acontece com todos os evangélicos, ele se esquece de que Jesus afirmou “ainda
tenho muitas coisas para dizer, mas agora vocês não serão capazes de suportar” (Jo 16,12), o
que nos leva à conclusão de que Jesus não ensinou tudo; portanto, não adianta se apegar ao
que consta no evangelho como se só isso bastasse de revelação divina.
Será melhor colocar a passagem citada para evitar mal entendidos:
Jo 16,7-11: “Mas eu vos digo a verdade: ‘Convém-vos que eu vá, porque se eu não
for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei.
Quando ele vier convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado,
porque não crêem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais;
do juízo, porque o príncipe desse mundo já está julgado’”.






Vejamos as definições dadas por Jesus a respeito do que o Consolador convencerá o

mundo; a) do pecado, porque não crêem em mim; b) da justiça, porque vou para o Pai; c) do
juízo, porque o príncipe desse mundo já está julgado. Pelo que podemos sentir, não é
exatamente isso o que o crítico queria dizer.
Mas o Espiritismo vem para dizer: “pecamos” quando não colocamos os ensinamentos
de Jesus em prática, pois prova que não cremos nele; “justiça”, porque todos também irão ao
Pai, como diz acontecer, não apenas um bando de fanáticos sectários; “juízo”, que dá a cada
um segundo suas obras, não porque obedece aos dogmas da igreja que segue. Portanto,
restabelece os ensinamentos de Jesus em plenitude. Mas vejamos o que Kardec disse a
respeito:


37 - Esta predição, não há contestar, é uma das mais importantes, do ponto de vista religioso,
porquanto comprova, sem a possibilidade do menor equívoco, que Jesus não disse o que tinha a
dizer, pela razão de que não o teriam compreendido nem mesmo seus apóstolos, visto que a eles
é que o Mestre se dirigia. Se lhes houvesse dado instruções secretas, os Evangelhos fariam
referência a tais instruções. Ora, desde que ele não disse tudo a seus apóstolos, os sucessores
destes não terão podido saber mais do que eles, com relação ao que foi dito; ter-se-ão
possivelmente enganado, quanto ao sentido das palavras do Senhor, ou dado interpretação falsa
aos seus pensamentos, muitas vezes velados sob a forma parabólica. As religiões que se
fundaram no Evangelho não podem, pois, dizer-se possuidoras de toda a verdade,
porquanto ele, Jesus, reservou para si a completação ulterior de seus ensinamentos. O
princípio da imutabilidade, em que elas se firmam, constitui um desmentido às próprias palavras do
Cristo.
Sob o nome de Consolador e de Espírito de Verdade, Jesus anunciou a vinda daquele que
havia de ensinar todas as coisas e de lembrar o que ele dissera. Logo, não estava completo o seu
ensino. E, ao demais, prevê não só que ficaria esquecido, como também que seria desvirtuado o
que por ele fora dito, visto que o Espírito de Verdade viria tudo lembrar e, de combinação com
Elias, restabelecer todas as coisas, isto é, pô-las de acordo com o verdadeiro pensamento de seus
ensinos.
38 - Quando terá de vir esse novo revelador? É evidente que se, na época em que Jesus
falava, os homens não se achavam em estado de compreender as coisas que lhe restavam a
dizer, não seria em alguns anos apenas que poderiam adquirir as luzes necessárias a entendê-las.
Para a inteligência de certas partes do Evangelho, excluídos os preceitos morais, faziam-se mister
conhecimentos que só o progresso das ciências facultaria e que tinham de ser obra do tempo e de
muitas gerações. Se, portanto, o novo Messias tivesse vindo pouco tempo depois do Cristo,
houvera encontrado o terreno ainda nas mesmas condições e não teria feito mais do que o mesmo
Cristo. Ora, desde aquela época até os nossos dias, nenhuma grande revelação se produziu que
haja completado o Evangelho e elucidado suas partes obscuras, indício seguro de que o Enviado
ainda não aparecera.
39 - Qual deverá ser esse Enviado? Dizendo: “Pedirei a meu Pai e ele vos enviará outro
Consolador”, Jesus claramente indica que esse Consolador não seria ele, pois, do contrário,
dissera: “Voltarei a completar o que vos tenho ensinado”. Não só tal não disse, como acrescentou:
A fim de que fique eternamente convosco e ele estará em vós. Esta proposição não poderia referirse
a uma individualidade encarnada, visto que não poderia ficar eternamente conosco, nem, ainda
menos, estar em nós; compreendemo-la, porém, muito bem com referência a uma doutrina, a qual,
com efeito, quando a tenhamos assimilado, poderá estar eternamente em nós. O Consolador é,
pois, segundo o pensamento de Jesus, a personificação de uma doutrina soberanamente
consoladora, cujo inspirador há de ser o Espírito de Verdade.
40 - O Espiritismo realiza, como ficou demonstrado (cap. 1, nº 30), todas as condições do
Consolador que Jesus prometeu. Não é uma doutrina individual, nem de concepção humana;
ninguém pode dizer-se seu criador. É fruto do ensino coletivo dos Espíritos, ensino a que preside o
Espírito de Verdade. Nada suprime do Evangelho: antes o completa e elucida. Com o auxílio das
novas leis que revela, conjugadas essas leis às que a Ciência já descobrira, faz se compreenda o
que era ininteligível e se admita a possibilidade daquilo que a incredulidade considerava
inadmissível. Teve precursores e profetas, que lhe pressentiram a vinda. Pela sua força
moralizadora, ele prepara o reinado do bem na Terra. (KARDEC, 1995, p. 386-387). (grifo nosso).
30 - O Espiritismo, partindo das próprias palavras do Cristo, como este partiu das de Moisés, é
conseqüência direta da sua doutrina. A idéia vaga da vida futura, acrescenta a revelação da
existência do mundo invisível que nos rodeia e povoa o espaço, e com isso precisa a crença, dálhe
um corpo, uma consistência, uma realidade à idéia. Define os laços que unem a alma ao corpo
e levanta o véu que ocultava aos homens os mistérios do nascimento e da morte. Pelo Espiritismo,
o homem sabe donde vem, para onde vai, por que está na Terra, por que sofre temporariamente e
vê por toda parte a justiça de Deus.
Sabe que a alma progride incessantemente, através de uma série de existências sucessivas,
até atingir o grau de perfeição que a aproxima de Deus. Sabe que todas as almas, tendo um
mesmo ponto de origem, são criadas iguais, com idêntica aptidão para progredir, em virtude do
seu livre-arbítrio; que todas são da mesma essência e que não há entre elas diferença, senão
quanto ao progresso realizado; que todas têm o mesmo destino e alcançarão a mesma meta, mais
ou menos rapidamente, pelo trabalho e boa-vontade.
Sabe que não há criaturas deserdadas, nem mais favorecidas umas do que outras; que Deus a
nenhuma criou privilegiada e dispensada do trabalho imposto às outras para progredirem; que não
há seres perpetuamente votados ao mal e ao sofrimento; que os que se designam pelo nome de
demônios são Espíritos ainda atrasados e imperfeitos, que praticam o mal no espaço, como o
praticavam na Terra, mas que se adiantarão e aperfeiçoarão; que os anjos ou Espíritos puros não
são seres à parte na criação, mas Espíritos que chegaram à meta, depois de terem percorrido a
estrada do progresso; que, por essa forma, não há criações múltiplas, nem diferentes categorias
entre os seres inteligentes, mas que toda a criação deriva da grande lei de unidade que rege o
Universo e que todos os seres gravitam para um fim comum que é a perfeição, sem que uns sejam
favorecidos à custa de outros, visto serem todos filhos das suas próprias obras. (KARDEC, 1995,
p. 28-29).










Uma coisa ele acertou em cheio: no sentido que se dá à palavra pecado não acreditamos; até mesmo porque “a palavra de Deus” diz: “Sua maldade só pode afetar outro homem igual a você. Sua justiça só atinge outro ser humano como você” (Jó 35,8). Quanto ao juízo, acreditamos que a nossa consciência é o nosso juiz e que, de tempos em tempos, a humanidade passa por um juízo global, vamos assim dizer, para que os maus sejam lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes (planetas primitivos).



20o Erro da Doutrina Espírita Claramente Definido: A prática comum de espíritas não só
se considerarem “superiores” por não terem profissionais da religião, como porem-se a
julgar com generalizações aéticas os demais religiosos como exploradores do povo, por causa do
sistema de dízimos e ofertas nas Igrejas, atribuindo indiscriminadamente rótulos negativos a seus
pastores, além de também tratarem os evangélicos em especial como “bibliólatras”,
“fundamentalistas”, “bitolados” e outros títulos dessa linha, esquecendo-se do mandamento do
Cristo, "não julgueis para que não sejais julgados" (Mat. 7:1).


Enfim, creio que por ora já temos destacado esses claros enganos da doutrina espírita. Mas
certamente haverá outros mais que poderemos mais adiante acrescentar a esta lista.







O grande problema é que sempre ao final se pousam de vítimas; mas, antes atacam,





caluniam, usam de má-fé, falam do que não conhecem e depois, ainda, na maior cara-de-pau,
dizem “não julgueis”. Ora, faça-nos o favor, seja coerente! E, de mais a mais, se a carapuça
lhe serve; use-a sem chiar! Nós, os espíritas, não atacamos ninguém, somente usamos o
direito de defesa; quer nos tirá-lo? Sem chance!...





Conclusão


Acreditamos que os dez erros da Doutrina Espírita, se esvoaçaram como pássaros
assustados, quando nos aproximamos deles para apreciá-los, e tudo isso por absoluta
falta de consistência de quem os apresentou. Se soubesse mais do Espiritismo, talvez
poderia até encontrar alguma coisa de errada, pois nunca nos consideramos donos da
verdade. Mas Kardec deixou bem claro que o dia em que a ciência viesse a provar que
estamos errados em algum ponto, devemos abandoná-lo e abraçar a ciência. O que se
vê é justamente a ciência vindo, gradativamente, comprovando os postulados
Espíritas. Por isso, não nos preocupamos quando dizem que nossos princípios não se
encontram na Bíblia, porquanto ela não é um compêndio de ciência, e a ciência, por
inúmeras vezes, já demonstrou os seus erros.
Paulo da Silva Neto Sobrinho
Dez/2006.

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