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sábado, 19 de março de 2011

Quevedo e Parapsicologia

Henrique Rodrigues - Revista Visão Espírita
  Quando o Quevedo apresenta-se como parapsicólogo, comete heresia, comportamento que a "Santa Igreja" pune com os rigores do inferno. Ainda bem que o Quevedo não acredita, como nós, espíritas, na existência dos "tinhosos", mas quando ele publicamente afirmou isso, foi punido pela Cúria do Rio e dos escalões superiores com a proibição de falar. Sofremos nós mais que ele, porque diz tantas mentiras e tolices que os espíritas ficaram privados de tão farto material para nosso divertimento. O que ele diz equivale  a esterco, que serve para alimentar as plantas através das raízes, e fortalece o Espiritismo em seus  magníficos frutos e coloridas flores. Tivemos a honra de receber dele a comunicação da "pena do silêncio" (que pena). As iras da Igreja foram engrossadas pela reação da líder católica em Belo Horizonte, Maria Isabel Adami Carvalho Potenza, que em coluna de testemunho cristão, num dos jornais mineiros, sem mencionar o nome do padre jesuíta, por caridade, identifica-o muito bem. Dentre outras coisas, ela recomenda que o "sapateiro não vá além do chinelo".
  Em São Paulo, no Anhembi, nos dias 15, 16 e 17 de agosto de 1992, estivemos, juntamente com os amigos Clóvis Nunes e Ney Prieto Peres, no 1.o Congresso Brasileiro de Parapsicologia e Religião,  para serem estudados, conforme o subtítulo dos certificados que temos, "os fenômenos parapsicológicos e a comunicação com os mortos". Participamos como palestrante  e debatedor  na mesa-redonda, na presença,  dentre outros, do Quevedo. Fomos por convite que inadvertidamente nos fizeram, por acreditarem que o Quevedo poderia calar-nos. No que me tocou, mostrei os slides que tenho e que cedi a alguns confrades
sobre o Museu das Almas do Purgatório (já abordado nesta revista), que há em Roma, no Lungo Travere Pratti, número 12, Igreja do Sagrado Coração do Sufrágio. . Lá existem 280 provas da manifestação dos chamados mortos, coletadas pela própria Igreja Católica, em igrejas, conventos, mosteiros...
e unicamente com padres cardeais, bispos, freiras, irmãs da mesma ordem... Quevedo viu, ouviu detalhes, imagens, nomes, locais... e silenciou! Porque, das duas uma: ou confirmava o fenômeno mediúnico, ou teria que classificar os envolvidos como tolos, charlatões, picaretas! Dolorosa situação. E teve que ouvir a declaração que tenho do jesuíta, como ele, Quevedo, Pe. Ernesto, que tinha o controle do museu, textualmente: "A Igreja condena a possibilidade de evocar os espíritos dos defuntos mediante a prática dos médiuns. Aqui se trata de outra coisa. São espíritos  que espontaneamente se manifestaram  para pedir sufrágios e deixaram marcas de sua passagem"
  Então, manifestam-se ou não ?
  Em matéria anteriormente publicada nesta revista, mostramos fotos do Museu das Almas, citando também o fenômeno das caras que se plasmavam na cozinha de D. Maria, no povoado de Belmez de la Moraleda, na província de Jaén, Espanha. Padre Quevedo nunca esteve lá, nem sequer de passagem, como afirma Don Manuel Rodrigues Rivas, alcaíde-presidente da villa. Pois bem, Quevedo foi logo dizendo que aquilo era uma fraude. Isso provocou a reação do professor Dr. Hans Bender, do Institut fur Grenzgebiete der Psychologie und Psychohygiene, da cidade de Friburgo, Alemanha. Uma das maiores autoridades em Parapsicologia do Real Madrid, da Espanha, que "não compreendo como o padre Oscar González-Quevedo pode permitir-se esse julgamento, porque jamais esteve em Belmez. Eu nunca o encontrei em nenhum congresso de Parapsicologia, nem na Europa nem nos Estados Unidos, e assim não posso fazer nenhuma idéia da atitude do padre Quevedo para formular tal julgamento.  As caras de Belmez são o que se chama um fenômeno  de teleplastia, espontâneo, "Terminando o documento, o professor afirma: "Se o padre González-Quevedo  continuar com a hipótese da fraude , que demonstre isso de forma contundente. Mas isso ele não pode demonstrar. Em vista disso, parece-me correto que, de agora em diante, ele se contivesse em seus julgamentos".
  Temos muita coisa, ainda, sobre o Quevedo. É só ele aceitar um debate público, mas disso ele foge, como fugiu quando estávamos em Córdoba e ele, em Buenos Aires. A televisão cordobeza o chamou, e ele apenas alegou que não iria porque nós éramos uns  "espiritistas fanáticos". Devia ter ido, para mostrar a falência do Espiritismo. Perdeu a oportunidade... Teve medo de se sair mal, como aconteceu num programa conosco, intitulado Bibi ao Vivo, apresentado pela atriz Bibi Ferreira, na extinta TV Tupi.
  Essa mania de apelar para o inconsciente, prática do Quevedo, a fim de justificar o que não se sabe, é  argumento velho.  O ser humano tem uma percepção sensorial do tempo, espaço e massa. No momento que conseguirmos provar, com a matemática,  que o Homem tem outra percepção que independe desse três fatores, então caracteriza-se a percepção extra-sensorial. Que contestem também com ela,  a matemática.  Garantimos que o Pe Quevedo  nada entende disso. É só colocá-lo à prova. Esse tal de "inconsciente"  é uma espécie de conta bancária que paga qualquer cheque. O cheque é sem fundos, e a conta bancária, também. Vamos mudar algumas palavras numa certa quadrinha para encerrar o assunto:
'Se ignoras, atribui ao inconsciente.
O inconsciente  é um sábio-mudo.
Atribui tudo ao inconsciente.
Que o inconsciente explica tudo."
 Não sabemos quem é o autor. Trocamos tempo por inconsciente e, como vêem, tudo está resolvido.
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   Uma criatura que devemos louvar é, sem dúvida, o padre Oscar Gonzalez Quevedo S.J. A ele eu devo certa projeção. Agredia o Espiritismo de todas as formas, em conferências pelo rádio e televisão. Salutar, a reação dos agredidos. Carlos Imbassahy, Herculano Pires, Hernani Guimarães Andrade, Dr. Lira e eu partimos para o contra-ataque.Eram ferozes seus anátemas contra a mediunidade e a reencarnação. Então, o nosso querido Chico era chamado de um mundo de adjetivos qualificativos, que descambavam para os desqualificativos. Foi chamado de tudo. Só que Chico cresceu, e Quevedo resvalou para o anedotário e desqualificação. 
   Ele usava a Parapsicologia para agredir, quando, na realidade, essa ciência é neutra e suas constatações, muito pelo contrário, abonam os postulados espíritas. Quevedo sumiu porque jamais se prendeu a ciência. Há um caso pitoresco que relatamos a seguir.
  Conforme fotos   comprovantes que tiramos no local, numa casa construída em terreno de antigo cemitério de igreja, de propriedade  de Dona Maria, na saleta de solo cimentado começaram a aparecer caras, rostos humanos. Isso principiou a suceder no pequeno povoado de Belmez de la Moraleda, na província Jaén, sul da Espanha. Padre Quevedo, dizendo ter estado lá, denunciou, na imprensa espanhola, o fenômeno como embuste, truques a fim de atrair curiosos ou adeptos do Espiritismo. Sabedor disso, quando estava também em Madrid, fui com o professor Dom Germán de Argumosa a esse povoado.
Ali estava eu, na porta da casa de D. Maria, tirando fotos no solo onde indiscutivelmente as caras aparecem. Lá esteve também o professor Hans Bender, do Institut fur der Psychologie und Psychohygiene, da universidade de Friburgo (Alemanha). Este cientista respeitável constatou a autenticidade não só das imagens, de suas formações e de várias idenficações de "defuntos do antigo cemitério". Em longa declaração que fez na Rádio de Madrid, em 3 de fevereiro de 1975, por carta lida por ele e da qual tenho uma cópia, dentre outras coisas dizia (faço a tradução):
"Nunca o encontrei, em nenhum congresso de Parapsicologia, nem na Europa nem nos EE.UU. Não compreendo como o padre Oscar Gonzales Quevedo pode permitir-se um julgamento (juízo) porque jamais esteve em Belmez. As caras de Belmez (teleplastias) são o que se chama um fenômeno espontâneo". A carta é longa, mas fica à disposição de quem a queira.
  Como espírita, tive que partir para aquilo que em Juízo se diz "o agravo". Tirei a foto que consta desta reportagem, com  D. Manuel Rodrigues Rivas, alcaide-presidente do Ayuntamiento de Belmez. E mais: a declaração, em papel timbrado, da qual não faço tradução, em que a autoridade local diz, entre outras coisas, que "o padre Oscar Quevedo S.I não esteve nesta cidade, em nenhum tempo, nem sequer de passagem" (no texto ni tan siquiera de paso).
 Que saudades tenho do Quevedo, dos tempos que ele ia malhar Chico, espíritas e o Espiritismo. Volte, padre Quevedo, agrida, porque na defesa vamos ficar mais fortes. Bons tempos aqueles. Num vídeo que o Hernani tem, ele, eu e o Dr. Lira, fizemos o Quevedo passar maus momentos. Tempos em que meu amigo Hernani me municiava, e eu partia para aqui e para além, com a munição 'made em H.G.A'".

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