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sábado, 19 de março de 2011

Regressão a vidas passadas

 "Memória extra-cerebral" (MEC) é o que a Ciência convencionou chamar o tipo de memória cuja existência real tem sido constatada e cuja localização evidentemente não esta no cérebro, pois é claro que este só pode registrar os fatos de sua vida física, ao passo que a "MEC" se reporta a lembranças de possíveis encarnações pretéritas.
 O fenômeno tanto pode ocorrer de maneira espontânea (reminiscências de eventos não pertencentes a vida atual, principalmente em crianças), como  pode ser provocado por sugestão hipnótica, esta modalidade conhecida nos meios científicos como "regressão de memória", ou, mais propriamente, regressão de idade, segundo a expressão inglesa "age regression".
     Muitos médicos empregam a hipnoterapia para induzir seus pacientes a regredirem na idade até a infância (para a localização de traumas e neuroses) e as vezes até o período fetal. Em inúmeros casos em que a sugestão foi estendida além desse período, os operadores se depararam com uma personalidade completamente diversa, referindo acontecimentos e pessoas inteiramente estranhos a sua vida atual. É  bem conhecido o caso Bridey Murphy, nos Estados Unidos, que deu lugar a um livro muito vendido naquele pais ('The Search for Bridey Murphy').
    Até há pouco negavam validade científica a esse tipo de fenômeno; contudo tem aparecido provas concludentes da sua realidade, como resultado de intensivas pesquisas realizadas simultaneamente nos Estados Unidos, na Índia e na União Soviética.
     O pioneiro no terreno da 'regressão de memória' foi o Engenheiro Cel. Albert de Rochas, professor na escola politécnica de Paris. Ele chegou a publicar um livro, em 1924 ('Les Vies Sucessives'), contendo um razoável acervo de experiências, comprovadas através de rigoroso controle.  Vários outros cientistas se empenharam na pesquisa da "memória extra-cerebral', dois dos quais se destacam por serem mais conhecidos e acatados mundialmente por sua idoneidade profissional e moral. São eles o Dr. Hamendras Nat Banerjee, catedrático na Universidade de Jaipur, Índia, e o Dr. Ian Stevenson, professor na Universidade de Virginia, Estados Unidos.
     Mas em vez de seguirem a técnica da sugestão hipnótica, esses dois pesquisadores inferiram dedicar-se aos casos de lembranças espontâneas de vida anteriores reveladas por crianças, o que, embora incomum, não é tão raro quanto se pode supor.
     "Em seguida", diz Herculano Pires, "promovem a verificação objetiva das lembranças nos locais e meios, social e familiar, em que teria vivido a personalidade anterior, que agora aparece como reencarnada. Essa verificação, quando de resultados positivos, configura-se tanto mais significativa quanto menos as atuais pessoas em cujo meio vive o reencarnado, tiveram informações sobre os fatos lembrados' (Herculano Pires, em 'Parapsicologia Hoje e Amanhã', 6a edição, pg 95)
 O Dr. Banerjee vem efetuando desde 1954 pesquisas rigorosas e sistemáticas no campo da "memória extra-cerebral". Ele conta no seu arquivo com mais de 1000 casos catalogados, tendo publicado diversos livros sobre o assunto, e afirma ter reunido provas de que cerca de 500 crianças demonstraram conservar recordações de uma vida anterior, aduzindo que "os seus relatos foram objetivamente comprovados, pelas pesquisas realizadas".
     O Dr. Stevenson publicou em 1966 um alentado volume intitulado "Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação" (traduzido no Brasil pela "Edicel" em 1970), casos esses selecionados entre mais de 600 por ele investigados. Na parte final de seu livro (onde aparecem dois casos por ele pessoalmente pesquisados no Brasil), ele analisa com isenção as objeções geralmente levantadas a hipótese da reencarnação, como, por exemplo, a da "memória genética" (ressurgimento de experiências de ancestrais do paciente), a qual refuta lembrando que, na quase totalidade dos casos pesquisados, não constatou qualquer parentesco entre a personalidade atual e a anterior. Ele não teme afirmar que "alguns casos são mais que sugestivos, chegando a evidência":
    "Em minha discussão, ao final do livro, sustento que alguns dos casos fazem muito mais do que sugerir a reencarnação; parecem-me fornecer uma considerável evidência da mesma." (página 20)
     Em 1.997, o Dr. Ian Stevenson  lançou uma obra-prima, em três volumes, totalizando quase 6.000 (seis mil) páginas: "A Contribution to the Study of Birthmarks and Birth Deffects", sumariados num pequeno volume de 203 páginas, intitulado "Where Reincarnation and Biology Intersect", publicação seguida, compreensivelmente, por um silêncio, a um só tempo, constrangido e constrangedor.
     Em 1999, Ian Stevenson lançou "1200 Casos QUE COMPROVAM a Reencarnação", levando a crer que esta amostra lhe permitiria uma conclusão real e verdadeira da existência do fenômeno reencarnatório.
 As  reminiscências de vidas anteriores têm sobre a regressão por sugestão hipnótica a vantagem da espontaneidade, mas não há dúvida de que são métodos complementares, que comprovam cientificamente a "memória extra cerebral", e, portanto, a preexistência da alma e, consequentemente, a realidade das vidas sucessivas.
 O psiquiatra Brian Weiss escreveu "Muitas Vidas, Muitos Mestres", onde conta o caso de regressão feito em sua paciente, Catherine. Abaixo um trecho do livro:
    (Um  resumo do que aconteceu até então: Catherine, a paciente do psiquiatra, tinha medo de água, de engasgar, a ponto de não conseguir engolir uma pílula, medo de escuro, de avião, e terror de morrer. O psiquiatra, que até então não acreditava na reencarnação, fez com que ela regredisse, através da hipnose até a infância, para buscar a causa daqueles sintomas. Ela recordou, aterrorizada, quando, aos 5 anos de idade, alguém a empurrou de um trampolim pra dentro da piscina. Na época, ela sentiu-se sufocada e engasgou, engolindo água. Ao falar sobre isto, ela começou a sentir falta de ar. O psiquiatra fez ela voltar ao presente e a falta de ar passou. Ela continuou em transe. Aos três anos, ocorreu o pior: ela foi violentada sexualmente pelo pai. O psiquiatra achou que tinha descoberto a chave e que os sintomas passariam rapidamente. O psiquiatra a ajudou a assimilar o "novo" conhecimento, o trauma com o pai. O psiquiatra pensou que ela estivesse curada, mas, na semana seguinte ela retornou ao consultório e disse que os sintomas permaneciam inalterados, tão graves quanto antes. O psiquiatra não compreendia. Teria acontecido algo antes dos três anos? Tinha descoberto motivos mais do que suficientes para o seu medo de sufocar, da água, do escuro, de sentir-se presa, e ainda assim os sintomas continuavam. O psiquiatra resolveu regredir ainda mais a sua idade. E teve uma grande surpresa)
    "Lentamente, fui levando Catherine até a idade de dois anos, mas ela não se lembrou de nada importante. Disse-lhe, em tom firme e claro: 'Volte para a época em que surgiram os seus sintomas'. Eu estava totalmente despreparado para o que veio em seguida.
    'Vejo uma escadaria branca, que sobe até uma construção, um grande prédio branco com colunas, aberto na frente. Não tem portas. Estou usando uma roupa comprida... Uma túnica feita de pano grosseiro. Meus cabelos estão trancados, cabelos longos e louros'.
    Fiquei confuso. Não tinha certeza do que estava acontecendo. Perguntei-lhe em que ano estava e qual era o seu nome. 'Aronda...Tenho dezoito anos. Vejo um mercado em frente ao edifício. Cestas... Pode se carregá-las nos ombros. Vivemos num vale... Não há água. O ano é 1863 A.C. A região é árida, quente e  arenosa. Existe um poço, nenhum rio. A água vem das montanhas até o vale'. 

    Depois que ela descreveu mais detalhes topográficos, eu disse-lhe para avançar no tempo vários anos e dizer o que via.
    'Árvores e uma estrada de pedras. Vejo fogo e comida cozinhando. Meus cabelos são louros. Estou usando uma roupa marrom longa, de tecido áspero, e sandálias. Tenho vinte e cinco anos. Tenho uma filha chamada Cleastra... Ela é Raquel (Raquel era atualmente sua sobrinha; as duas sempre se deram extremamente bem). Está muito quente'. 

    Eu estava assombrado. Tinha um nó no estômago e sentia a sala fria. Aquilo que ela visualizava e lembrava parecia muito preciso. Ela não hesitava. Nomes, datas, roupas, árvores - Tudo tão claro! O que estava acontecendo? Como é que a filha que ela teve naquela época podia ser agora sua sobrinha? Estava cada vez mais confuso. Eu examinara centenas de pacientes psiquiátricos, muitos sob hipnose, e jamais deparara com fantasias como essa - nem mesmo nos sonhos. Disse-lhe para ir até a época de sua morte. Não sabia muito bem como entrevistar alguém em meio a uma fantasia tão explícita (ou lembranças?), mas buscava acontecimentos traumáticos que pudessem fundamentar seus medos ou sintomas atuais. Os fatos relacionados com a época da morte poderiam ser especificamente traumáticos. Ela descreveu a destruição da aldeia pelo que parecia ser uma enchente ou maremoto: (...) 
    "Meu conhecimento clínico me dizia que ela não estava fantasiando tudo aquilo, que ela não inventava. Seus pensamentos, expressões, a atenção com determinados detalhes, tudo era diferente do seu estado consciente. Toda a gama de possíveis diagnósticos psiquiátricos me veio a mente, mas seu quadro psiquiátrico e sua estrutura de caráter não explicavam essas revelações. Esquizofrenia? Não, ela jamais demonstrou qualquer distúrbio cognitivo ou de pensamento. Nunca tivera alucinações auditivas ou visuais, não ouvia vozes nem tinha visões quando acordada, ou quaisquer outros tipos de estados psicóticos. Não delirava nem se desligava da sociedade. Não tinha personalidade dupla ou múltipla. Havia apenas uma Catherine e, conscientemente, ela sabia disso. Não apresentava tendências sociopatas ou anti-sociais. Não era uma atriz. Não fazia uso de drogas, nem ingeria substâncias alucinógenas. O uso de álcool era mínimo. Não tinha doenças neurológicas ou psicológicas que explicassem essa experiência tão intensa e imediata quando hipnotizada." 
    Muitos vêem como farsa as lembranças de Catherine, devido ao fato dela falar em uma lembrança no ano 1863 A.C, quando naquele tempo não se contavam os anos como antes e depois de Cristo. Mas, como diz  Hermínio Miranda, "As narrativas produzidas em estado de transe hipnótico ou magnético são, a meu ver, devidas a um fenômeno anímico, ou seja, uma comunicação ou relato do próprio espírito (encarnado) da pessoa em transe que, em vista do desdobramento, tem acesso a memória integral. (...) Em suma, o sensitivo sob hipnose profunda é o médium  de seu próprio espírito.". 
 Ela falava como o somatório de suas várias personalidades, conhecimentos e experiências.  E isso, guardado no seu inconsciente, pode ser despertado.  Incluindo as  experiências e conhecimentos também adquiridos durante os intervalos entre as várias vidas. Catherine, espírito, sabia o ano em que passara uma das suas existências, assim como sabia que sua sobrinha havia sido sua filha.
    No livro, Brian também analisa alguns dos argumentos contrários a idéia da reencarnação:
    "E a idéia de Jung sobre o inconsciente coletivo,  um reservatório de todas as memórias e experiências humanas que poderiam, de algum modo, ser interceptadas? Culturas divergentes muitas vezes contém símbolos semelhantes, mesmo nos sonhos. Segundo Jung, o inconsciente coletivo não é adquirido individualmente, mas herdado de alguma forma dentro da estrutura mental. Ela inclui os motivos e as imagens que ressurgem em todas as culturas, sem um fundamento na tradição ou disseminação histórica. Achei que as lembranças de Catherine eram muito específicas para serem explicadas pelo conceito de Jung. Ela não revelava símbolos, imagens ou motivos universais. Eram descrições detalhadas de pessoas e lugares específicos. As idéias de Jung pareciam vagas demais. E era preciso ainda considerar o estado intermediário (Nota: Catherine se via entre uma encarnação e outra, do "outro lado").
      Levando-se tudo isso em conta, era a reencarnação o que fazia mais sentido"...

      Sobre a hereditariedade, diz:  "Esta possibilidade é  cientificamente remota. A memória genética requer uma passagem ininterrupta do material genético de geração a geração. Catherine vivera pelo mundo inteiro e sua linha genética fora interrompida repetidamente. Ela morria numa enchente com sua filha, ou era estéril, ou morria ainda jovem. Seu reservatório genético terminava e não era mais transmitido. E o que dizer de sua sobrevivência, após a morte e o estado intermediário? Não havia um corpo e, certamente, nenhum material genético e, no entanto, a lembrança continuava. Não, a explicação genética podia ser descartada."
    Digo ainda que, se o caso fosse hereditariedade, então o hipnotizado deveria ter lembranças de parente vivos - os pais, principalmente - ou que viveram na mesma época. Isto não ocorre.
     Outro caso mais interessante ainda está no livro "Regressão a Vidas Passadas", de Florence Wagner McClaim, em que a parapsicóloga, especialista em regressão, conta diversos casos. Em um deles, um homem descrevia sua vida como uma jovem holandesa que fazia parte de uma família só de mulheres: varias irmãs, a mãe, uma tia e a avó. Ele era uma das irmãs. A parapsicóloga percebeu que já tinha ouvido aquela história contada por uma das irmãs. Após consultar os arquivos, a Parapsicóloga localizou a transcrição da experiência de uma vizinha, feita alguns anos antes. A Parapsicóloga chamou a vizinha pelo telefone, e, quando ela chegou segundos depois, os dois sentiram que se conheciam de algum lugar. Após dar a transcrição de um para o outro, se reconheceram imediatamente e passaram a conversar alegremente sobre fatos que aconteceram há. séculos, como se tivessem acontecido ontem.
     O  assunto foi tema de reportagem do Fantástico e a seguir eu faço um resumo dos casos apresentados:
    Um piloto tinha um trauma de vidas passadas e por isso não conseguia pilotar. Na regressão, ele se viu como um piloto, morrendo na II Guerra Mundial.
   - As sensações que eu tive - diz o piloto - as sensações físicas de calor, frio, vento no rosto, e sabendo conscientemente que eu estava numa sala fechada, isso ninguém pode tirar de mim, isso eu senti, e isso eu acho que é  mais difícil de você contestar.
   Mãe e filha tinham problemas de relacionamento. A mãe fez a regressão e se viu como uma menina de 3 anos caindo dentro de um poço e morrendo.
    A mãe não contou nada do que havia visto na regressão para a filha, apenas  pediu a ela que também fizesse a regressão. E a filha viu a mesma cena, só que no lugar da mãe, achando a filha muito feia e a jogando para a morte. Tudo isto, em concordância com a Doutrina Espírita, que diz que é  muito comum antigos inimigos nascerem na mesma família para resgatarem as dívidas do passado.
     O caso mais surpreendente é o de um rapaz de 20 anos. Ele já esteve internado, após abandonar o trabalho e a escola, e precisou tomar remédios pesados para controlar a esquizofrenia, considerada o último estágio na doença mental. Tudo isto devido a uma vida no passado que o perturba ainda nos dias de hoje.  Na regressão, ele viu a própria morte, como um cavaleiro bárbaro na Europa Medieval. E disse coisas numa língua estranha. Conversando com o reporter, ele disse que a sua intuição lhe diz que é uma língua  russa, mas um idioma antigo.
     Levaram a gravação a uma especialista em línguas eslavas, uma professora da USP e da Unicamp, que recorreu até a velhos manuscritos, e chegou a uma surpreendente conclusão: o que o rapaz disse são palavras, que constituem frases, numa língua falada, provavelmente, em algum lugar da Europa Central, onde hoje existem as repúblicas tcheca e slovaka.
    - "Irmãos, basta de mentiras!" - traduziu a professora - Isto tudo é dito com muita ênfase. Depois, muito nervoso, ele diz: "Não mintam! Ide para as valas".
    - A senhora acha - disse o repórter - que um jovem paulistano, de 20 anos, que cursa o 2o colegial, poderia aprender um idioma desses?
   - Não acredito.
 - Por quê? As pessoas aprendem línguas.
 - Aprendem línguas vivas, línguas faladas.
 - A senhora acredita que uma pessoa possa efetivamente visitar vidas passadas e falar em uma língua morta como essa?
 - Como cientista descrente, eu não me convenço. Mas eu estou diante de um fato. Então, eu não sei se é vida passada, eu não sei explicar. Mas o fato esta ai, cientificamente comprovado!!
     O físico francês Patrick Drouot  tem relatado suas experiências em vários livros como, por exemplo, "Nós Somos Todos Imortais". Nele encontramos suas experiências pessoais de regressão, quais as técnicas por ele usadas e explicações de como tudo isso é possível.
     Vejamos três casos deste livro que demonstram a influência de natureza psíquica, física e até mesmo cármica  dos traumas ocorridos em outras vidas. O primeiro é o relato de uma mulher, assistente médica, que tinha grande aversão por perfumes, a tal ponto de necessitar orientar os pacientes do médico para quem trabalhava, pedindo-lhes que não se perfumassem para a consulta. Esta aversão lhe causava muitos problemas na vida diária, tanto profissional quanto particular. Durante uma regressão, essa mulher reviveu uma vida de esquimó, durante a qual tinha sido molestada e violentada por caçadores de foca. Um deles tinha posto em sua boca a mão besuntada de âmbar, óleo que serve de base para quase todos os perfumes. A reminiscência dessa cena penosa de seu passado imprimira nela essa aversão pelos perfumes em seu presente. Sabendo agora a causa, tornou-se possível lidar com o efeito, e, após certo tempo, aquela aversão por perfumes desapareceu totalmente.
     O segundo caso é também de uma mulher, que já havia 17 anos apresentava uma tosse incessante e rebelde a qualquer tratamento. A menor contrariedade provocava acessos que se acalmavam cada vez mais dificilmente. Após uma série de regressões, delineou-se a história de uma jovem mulher que durante a 2° Guerra Mundial, por esconder crianças judias, foi com elas condenada à morte por asfixia em câmara de gás. Dois meses depois dessas seções, a tosse desapareceu. Marianne - este era seu nome -, fez questão de voltar com seu marido ao local onde teria vivido, reconhecendo tudo perfeitamente e dando, inclusive, informações sobre peculiaridades já desaparecidas do local, que depois foram confirmadas em conversas com os moradores locais.
     O terceiro caso é o de um homem de 30 anos de idade, que às vezes era dominado por violentos acessos de cólera. Essas crises, que sobrevinham duas ou três vezes por semana, duravam por volta de cinco minutos e o deixavam estupefato, pois normalmente era um homem afável, doce, e nada em seu comportamento deixava prever um tal descontrole emocional. Efetuadas algumas regressões, descobriu-se que em uma de suas vidas passadas havia sido um Inquisidor da Idade Média, condenando vários indivíduos à fogueira. Na vida seguinte, porém, viveu no corpo de uma mulher que acabou na fogueira, condenada como feiticeira. Mas o que o teria mais marcado foi, na verdade, o fato de que, apesar de seu sofrimento na fogueira, reinava em seu redor uma atmosfera de quermesse. À sua volta, na praça, as pessoas riam, gritavam impropérios, faziam caretas, etc. Morreu, então, dominado por uma cólera incomensurável para com as pessoas que ali se divertiam com sua infelicidade, cólera esta que se fazia presente em sua vida atual através daqueles acessos incontroláveis. Aqui também, passado certo tempo, os acessos de cólera foram diminuindo paulatinamente até desaparecerem por completo.
       Segundo Drouot, o sofrimento, a agonia, a dor revivida pelo paciente nas seções de regressão são tais, que é difícil crer serem apenas fruto da imaginação.
      No ano de 1983, na Inglaterra, foi revelado um dos casos mais convincentes da História. O doutor Joe Keeton já havia conduzido várias regressões através da hipnose quando conheceu o jornalista Ray Bryant. O Evening Post, jornal em que Bryant trabalhava, havia encomendado a ele uma série de artigos sobre o tema da paranormalidade. Em um desses artigos, Ray pretendia enfocar as evidências de reencarnação. Para dar à matéria um enfoque pessoal, o jornalista propôs a Keeton que o hipnotizasse. Embora Bryant jamais tivesse sido hipnotizado, Keeton estava interessado em pôr à prova suas próprias habilidades. Sob efeito hipnótico, Bryant lembrou de várias identidades que teve no passado, inclusive a do soldado Reuben Sttaford, que lutou na Guerra da Criméia e, ao retornar à Inglaterra, passou os últimos anos da vida trabalhando como barqueiro no Tamisa. De acordo com as lembranças de Bryant durante a regressão, a vida de Sttaford começou em em 1822, quando ele nasceu em Brighthelmston, e terminou no ano de 1879, quando morreu afogado em um acidente em Londres. Em sua personalidade anterior, o jornalista londrino adquiriu um acentuado sotaque da região de Lancashire, detalhe que refletia o fato de que Stafford passara grande parte de sua vida no norte da Inglaterra. Ainda que se tratasse de algo impressionante, o fato em si não constituía prova de nada, sendo assim, após testemunharem a manifestação do soldado vitoriano, dois membros da equipe de Keeton, Andrew e Margaret Selby, foram buscar evidências da existência real daquele
homem. Em Londres, na biblioteca Guildhall, o casal teve a sorte de encontrar uma lista com nomes de vítimas da Guerra da Criméia. Dela constava o sargento Reuben Stafford, que servia no 47º Regimento de Infantaria de Lancashire, e fora ferido na mão, na Batalha dos Quarries - um combate de pouca importância ocorrido durante o cerco de Sebastopol. O documento também fornecia detalhes da carreira posterior do sargento, que havia recebido condecorações por bravura antes de ser reformado. Na sessão de hipnose seguinte, essas informações saíram espontaneamente da boca de Ray Bryant. A data, o local, e o nome da batalha foram recordados por 'Sttaford', assim como outros fatos da sua carreira militar. Todos absolutamente corretos. Mas a pesquisa do casal Selby não terminou aqui. Trabalhando alguns dias nos registros do cartório, descobriram a certidão de óbito de Reuben Sttaford, e puderam verificar que o militar morrera por afogamento, tendo sido enterrado em East Ham...

 Perguntam muitas vezes: "Por que será que só tem gente famosa nos consultórios desses terapeutas? Em qualquer livro desses é um tal de fui rei, fui doutor, fui mandachuva... Será que nós, o comum dos mortais, não teremos vidas futuras?????


  Não sei porque insistem nesse argumento, pois isso não é verdade, é coisa de quem não se deu ao trabalho de pesquisar os casos. A maioria das lembranças são de gente comum. Nunca vi casos em que a pessoa descobriu que era rei, rainha ou alguém conhecido. São pessoas comuns e geralmente com lembranças de sofrimento, já que procuram a terapia para se livrar de traumas e lá descobrem a origem dos traumas.
    Perguntam também, querendo provar que a regressão nada mais é que sugestão do hipnotizador: "se as afirmações sob hipnose fossem provas de vidas passadas e de reencarnações, o que são as descrições de vidas futuras, se o hipnotizador para aí encaminhar o seu sujeito?"
       Essa é outra historia.  Se for sugerido que a pessoa  vá até o futuro, talvez isso aconteça.   Não sei se imaginação ou não. No  caso da regressão de memória, a pessoa é  sugerida, sim, mas apenas  a lembrar de fatos em seqüência.  Se a pessoa primeiro lembra de fatos de 10, 20 anos nesta mesma vida, por que não estaria continuando no mesmo processo de  lembrar, quando começa a falar de coisas de outro tempo?
       Se o hipnotizador sugere "se veja no ano 3000", eu não sei o que acontecerá. Mas se a sugestão é: "Volte 10 anos", "Volte 20 anos", etc., e até então podemos comprovar que essas lembranças são realmente lembranças, creio ser lógico também se tratar de lembranças quando o hipnotizador continua a regredir a pessoa mais ainda até o que acreditamos ser outra vida, pois o hipnotizado está continuando a seguir a mesma sugestão, que é de se lembrar.   Dentro de uma verdadeira sessão de regressão de idade e/ou TVP  jamais se induz alguém para ir para uma vida passada, apenas se pede que a pessoa se lembre, volte no tempo.
       O Globo Repórter em setembro de 2002 mostrou, entre outros fatos espíritas,  que os psicólogos paulistas Manoel Simão e Júlio Peres fizeram o mapeamento cerebral de alguns dos seus pacientes, durante as sessões de Regressão, usando aparelhos de tomografia computadorizada e comprovaram que "a área do cérebro ativada quando os pacientes entram em uma hipotética vida passada é a da memória. A parte que comanda os circuitos da imaginação, durante a Regressão, não entra em atividade" e "as vias neurofisiológicas utilizadas para o resgate de memórias traumáticas de vida atual foram também utilizadas para o resgate de situações traumáticas de vidas passadas - supostas vidas passadas. Os circuitos neurofisiológicos que estão relacionados à fantasia, são outras estruturas".
     "Não importa o nome que se atribua a esse conteúdo. De fato, ele é verdadeiro, genuíno para o paciente, porque ele dispara emoções. E o paciente se liberta de dificuldades a partir do resgate dessas situações", explica o Psicólogo Júlio Peres. 
 

      E como explicar que em vários desses casos, a pessoa associe alguém dessa vida a uma pessoa do passado, como a hipnotizada no caso Bridey Murphy reconheceu o hipnotizador ou, ainda, no livro Muitas Vidas, Muitos Mestres, de Brian Weiss, a hipnotizada reconhece em sua filha do passado sua atual sobrinha? E as existências do passado que foram pesquisadas e comprovaram que existiram de fato?
   Em entrevista a Internet, o escritor espírita Hermínio Miranda assim respondeu a  pergunta sobre a existência de casos em que aquela existência passada foi pesquisada e  comprovada:
   "-- Sim, há muitos casos desses, a começar pelo de Bridey Murphy, em 1956. Por mais que a mídia tenha se esforçado por demolir o depoimento colhido por Morey Bernstein, no livro The Search for Bridey Murphy, as evidências são convincentes, não especificamente sobre a existência de Bridey, mas pelos dados históricos relatados por ela.  Pelo que se depreende, Bridey era uma pessoa obscura que não teria deixado nenhum registro pessoal. O leitor interessado deve recorrer ao meu artigo "Bridey Murphy: uma reavaliação", publicado em "Reformador", janeiro  de 1980, pp. 23-31.
     Eu Sou Camille Desmoulins, escrito por mim e por Luciano dos Anjos, é o relato de uma regressão com o próprio Luciano, que se indentifica como o jornalista, escritor e político da Revolução Francesa. Praticamente todas as informações dadas por ele, em transe, foram conferidas posteriormente e achadas corretas. O livro foi publicado pela Lachatre e está em sua terceira edição.
       Caso ainda mais recente é o de uma jovem senhora inglesa, que descobriu sua própria família de uma existência anterior, na Irlanda. A dramática experiência  foi narrada por Jenny Cockell, a própria pessoa que a viveu, no livro Across Time and Death (Simon & Schuster, Nova York, 1994). A sra. Cockell lembrava-se, desde menina, e com impressionante realismo, de episódios de sua existência anterior. Ela sabia que havia morrido jovem, na Irlanda, e deixara seis filhos, sendo a ultima ainda um bebê, com cerca de seis anos de idade. Após vários anos de pesquisa, ela conseguiu localizar os filhos, já idosos,  exceto dois deles, falecidos. Seu nome de solteira, naquela existência, foi Mary Hand, nasceu em 1 de dezembro de 1895, casou-se em 22.7.1917, com John Sutton, adotando o sobrenome do marido. Morreu em 24 de outubro de 1932, aos 37 anos incompletos. Renasceu, como Jenny, na Inglaterra, em 1953.  A sra. Cokell conseguiu importantes documentos de sua vida anterior, como certidão de casamento e a de morte, bem como comprovação do batismo de todos os seus filhos, na igreja de São Silvestre, em Malahide, Irlanda, onde viviam os Suttons.   Convém acrescentar que  Jenny Cockell é  pessoa intelectualmente bem dotada e faz parte da Mensa, sociedade integrada exclusivamente por gente de elevado QI. Na sua existência atual, ela é casada, tem um casal de filhos e exerce a profissão de quiropodista. Estudo meu sobre o caso está para ser publicado em livro que reúne textos inéditos de vários autores espíritas. Aguarde. Sugiro que você leia também A Memória e o Tempo, livro meu igualmente publicado pela Lachatre
.".
Agora, alguns argumentos do incansável Padre Quevedo. Diz ele:  "Vamos analisar os fatos. Aqui em São Paulo, tanto o Conselho Regional de Psicologia como posteriormente, o Conselho Regional de Psiquiatria, caçam o título de psicólogo ou psiquiatra a quem fizer regressão".
   Fatos? Isso muda  o fato de que a TVP continua sendo uma das grandes evidências da reencarnação, além de uma terapia de muita eficiência utilizada em todo o mundo? Claro que não. Essa proibição não muda os fatos
   Diz ele  também: "Allan Kardec não disse que ao desencarnarmos recuperamos os conhecimentos das vidas anteriores, e esses conhecimentos seriam o que estaria causando traumas aqui? Já de início, uma contradição. Aprende-se aqui, lembra-se lá e, ao reencarnar, nos esquecemos, mas ainda assim causa o trauma? Contraditório. Se já aprendeu aqui, devia recordar-se aqui e não lá. E como vai causar o trauma aqui se só se relembra no além?"
   O espírito encarnado não guarda  os detalhes de uma vida pregressa, mas muitas coisas, como os traumas, permanecem no seu inconsciente.   O espírito guarda uma intuição, que é necessária ao seu progresso moral e intelectual e isso está claro nos livros de Kardec.
     Outro argumento que usam, principalmente os evangélicos, é que a regressão seria obra de demônios, criando fantasias na mente dos hipnotizados. Quando não há mais explicações, apelam para os "poderosos demônios",   colocando eles mais fortes até do que o próprio Deus...
 
 
 
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