"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:35) "Onde estiverem reunidos, em Meu nome, dois ou três, lá estarei no meio deles." (Mateus 18:20)

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quinta-feira, 17 de março de 2011

Seria João Baptista a reencarnação do Profeta Elias?

http://jorge-a-teixeira.blogspot.com/2011/03/estudo-de-evangelho-n-46-seria-joao.html


A passagem que, agora, nos propomos analisar, remete-nos – como há-de acontecer outras vezes - à questão da reencarnação; está ela ou não presente no Evangelho?
É importante dizer que, tanto quanto se pode entender, a missão da Bíblia não é a de apresentar provas ou refutações em relação à veracidade da lei reencarnacionista.
Houve um cuidado claro – de quem inspirou a Bíblia Sagrada – no sentido de não entrar de frente nessa polémica. Seja como for, partidários e oponentes da reencarnação têm achado no Livro Sagrado
motivos para concluírem que a Bíblia sustenta as suas posições. Aqui, analisaremos o trecho abaixo, porque ele traz posicionamento do Mestre em relação a uma possível reencarnação de João Baptista como
sendo o mesmo espírito de Elias, animando, agora, outro corpo. O trecho é o que segue:
Mateus 11

Jesus fala de João Baptista
7 Ao partirem eles, começou Jesus a dizer às multidões a respeito de João: que saístes a ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?
8 Mas que saístes a ver? Um homem trajado de vestes luxuosas? Eis que aqueles que trajam vestes luxuosas estão nas casas dos reis.
9 Mas por que saístes? Para ver um profeta? Sim, vos digo, e muito mais do que profeta.
10 Este é aquele de quem está escrito: Eis aí envio eu ante a tua face o meu mensageiro, que há de preparar adiante de ti o teu caminho.
11 Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não surgiu outro maior do que João, o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele.
12 E desde os dias de João, o Batista, até agora, o reino dos céus é tomado a força, e os violentos o tomam de assalto.
13 Pois todos os profetas e a lei profetizaram até João.
14 E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir.
15 Quem tem ouvidos, ouça.
16 Mas, a quem compararei esta geração? É semelhante aos meninos que, sentados nas praças, clamam aos seus companheiros:
17 Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamos lamentações, e não pranteastes.
18 Porquanto veio João, não comendo nem bebendo, e dizem: Tem demónio.
19 Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores.
Entretanto a sabedoria é justificada pelas suas obras.
É importante juntar a este trecho do Evangelho, um outro, em que o mesmo Evangelista apresenta conclusão relativa à questão – neste momento sob nossa análise – referindo que Jesus estaria falando de
João Baptista, quando lhe perguntaram sobre o Elias que haveria de vir...

Mateus 17:

10 Perguntaram-lhe os discípulos: Por que dizem então os escribas que é necessário que Elias venha primeiro?
11 Respondeu ele: Na verdade Elias havia de vir e restaurar todas as coisas; 12 Digo-vos, porém, que Elias já veio, e não o reconheceram; mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim também o Filho do homem há de padecer às mãos deles.
13 Então entenderam os discípulos que lhes falava a respeito de João, o Batista.

Que poderemos concluir, em face disto?

1 – Seria João Baptista, o Elias reencarnado?
R: Apenas, com base no Evangelho, uma mente que trabalhe com a forma  de pensar da ciência actual não pode decidir-se sobre a existência da Reencarnação. A questão é que o Evangelho não é um livro apenas – e dizemos isto com todo o respeito pelo trabalho dos cientistas – não é, dizíamos, um livro apenas científico. É um documento que ultrapassa aquilo que podemos experimentar ou calcular, para nos colocar diante daquilo que podemos intuir ou sentir, sem que possa ser reproduzido em laboratório de forma controlada e repetitiva. Assim, diante das explicações do Evangelho, o debate sobre ser João a reencarnação de Elias tem cabimento
Não vamos, aqui, deter-nos em minúcias da argumentação e contra-argumentação acerca do assunto – deixando isso para quem queira comentar o tema – neste ou noutros espaços – mas diremos que não se
deve voltar a cara à discussão, porque Jesus quis deixar, precisamente, espaço para ela.
O Mestre não forneceu argumentos irrefutáveis, a propósito do tema, uma vez que não era esse o objetivo fundamental da sua missão do momento. O seu objetivo era, antes de tudo, confortar as almas e mostrar como deveriam viver para assegurarem um futuro melhor na vida física que viviam e, mesmo, na vida eterna.
Jesus, é fato, não afirmou que a reencarnação existe nem disse que o Baptista era Elias reencarnado; porém disse que João era o Elias que havia de vir. Ora, tal afirmação, sem conter a palavra reencarnação –
o que é natural, já que ela não fazia parte do vocabulário daquele contexto espaciotemporal – não deixa de ser um indício fortíssimo, quase uma provocação, a fim de nos chamar à ao debate que nos permitisse entender como seria possível que o filho de Zacarias e Isabel pudesse ser o Elias que haveria de vir...
Pessoalmente, sou da opinião de que João Baptista era, realmente, a reencarnação de Elias. Jesus deixa indícios claros nesse sentido e o próprio Mateus, na sua narrativa "Cap 17, ver 13." Conclui que o
Cristo lhes falava do Baptista, quando inquirido sobre a vinda do Profeta Elias, assinalada no Antigo testamento.
2 – Porque É que Jesus não foi mais claro em relação à questão acima?
R: Como já afirmei, não era a sua missão daquele momento, falar da reencarnação a um povo que ainda estava dividido quanto à própria ressurreição. Mesmo entre os Judeus, havia divisões entre várias
seitas. Os saduceus, por exemplo, não aceitavam a ressurreição, ao contrário dos fariseus, que a admitiam.
A preocupação fundamental de Jesus, naquele momento há 2000 anos, era a de fazer com que as pessoas acreditassem em Deus, sabendo que ele é amor e não ódio. O Cristo quis ensinar, com seu exemplo, que as
pessoas deveriam amar-se umas às outras sem se julgarem e sem se punirem. Se ele introduzisse ali a questão da reencarnação, iria criar uma distração inútil para aqueles povos, ainda mal saídos da
idolatria.

3 - Tenha em consideração o versículo abaixo:
11 Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não surgiu outro maior do que João, o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele.
Porque é que Jesus teve necessidade de, ao se referir ao Baptista, esclarecer que "entre os nascidos de mulher", ninguém haveria maior do que ele?
R: Porque há seres – não nascidos de ventre de mulher – que são infinitamente superiores a João, mesmo no próprio planeta Terra. Esses seres são os seres espirituais que vivem na dimensão invisível da
vida. Mas há aqui uma filigrana que não pode ser ignorada; é a seguinte: Se João é o maior dos nascidos de ventre de mulher, será que o Cristo se considera menor que João?...

Um comentário:

Luiz Gonzaga Santos Filho disse...

Olha seus temas são muito bem defendidos como ja observado anteriormente e muito bem fundamentados . Sua lógica é interessante sempre questionando a implicação de um tema recionalmente. Entretanto dessa vez, este tema escolhido, você nao foi muito feliz em suas afirmações por uam série de questoes que a apologética espírita concebe. fica evidente que quando passagens compromentem o âmago da doutrina espírita , sua tentativa é citar erros de escribas no decorrer da historia e outras lógicas que nao entrarei em debate por que foge oq ue escreveu acima . entretanto deixo se me permitir , nossas premissas contrárias num texto abaixo :

Mas digo-vos que Elias já veio
(17.12)

" Espiritismo. Usa este texto, entre outros, para defender a doutrina da reencarnação, pelo fato de Jesus se referir a João Batista como sendo o Elias que havia de vir.

Resposta apologética: Em lugar de corroborar com o espiritismo, o texto em referência, na verdade, é um grande problema para os adeptos dessa religião. A primeira contradição com o pensamento espírita que podemos destacar é o fato de os discípulos, ao descerem do monte, terem em mente a ressurreição de Cristo e o restabelecimento do reino de Israel: “E eles retiveram o caso entre si, perguntando uns aos outros que seria aquilo, ressuscitar dentre os mortos” (Mc 9.10-12). Se a comunicação com os mortos é tão evidente assim, como querem os espíritas, não seria de se esperar que conversassem sobre isso? No entanto, esses temas passaram despercebidos por Pedro, João e Tiago.

Outro problema que os espíritas terão de enfrentar ao usar este texto é que Elias não morreu, logo não desencarnou, condição necessária para reencarnar-se (2RS 2.11). Além do mais, nessa época, João Batista já estava morto (Mt 14.1-6). E se João Batista era a reencarnação de Elias, não deveria ser ele a aparecer junto com Moisés durante a transfiguração? Não dizem os espíritas que o espírito toma a forma da última reencarnação? Por fim, resta-nos o testemunho do próprio João Batista, ainda em vida, quando lhe perguntaram quem ele era: “És tu Elias? E disse: Não sou”.

Para que possam escapar da conclusão óbvia que esses esclarecimentos nos levam, os espíritas apelam dizendo que João Batista também negou que era profeta, sendo realmente profeta, logo, sua negativa de que não era Elias deve ser entendida como força de expressão. Tal argumentação fica estremecida quando nos lembramos que, inicialmente, João Batista também negou que era o Cristo. Então, temos de admitir, nesta linha de raciocínio, que ele era o Cristo? Claro que não! João Batista sabia que não era o Cristo. Na verdade, ele não se achava digno de desatar as sandálias de Jesus (Mc 1.7).

João Batista não era Elias, grande profeta de Deus que não experimentou a morte, e muito menos profeta, porque os próprios profetas se referiam ao grande profeta que havia de vir, conforme predito em Deuteronômio 18.18: “Eis lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar”.

Em verdade, João Batista nos deixou uma grande lição de obediência, humildade e serviço, qualidades pretendidas por todos aqueles que querem agradar ao Senhor.

Fonte: Bíblia Apologética

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