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sábado, 10 de janeiro de 2015

Resposta a um "argumento ontológico" no caso do espírito Samuel

Trecho do texto em http://www.apologiaespirita.org/apologia/artigos/025_Quem%20apareceu%20a%20Saul.pdf


Que por sua vez é uma resposta ao texto em http://www.cacp.org.br/quem-apareceu-a-saul/


Argumento ontológico. Deus se identifica como Deus dos vivos: de Abraão,
de Isaque, de Jacó: Êx 3.15; Mt 22.32. Nenhum deles perdeu a sua
personalidade e sua integridade. Seria Samuel o único a poluir-se, contra a
natureza do seu ser, contra Deus e contra a doutrina que ele mesmo pregara (1
Sm 15.23), quando em vida nunca o fez? Impossível.

Este argumento ontológico, por definição, de acordo com o dicionário Aurélio,
on-line, assim o lemos o seu significado: “s.f. Filosofia. Ciência do ser em geral, que
considera o ser em si mesmo, independentemente do modo pelo qual se
manifesta”  O argumento utilizado pela obra “A Bíblia responde” por si
só já se anula, pois como Samuel se manifestou ainda em vida, assim como em
espírito, predizendo o mesmo fato que ocorreria a Saul, não se contamina com o meio
pelo qual se manifesta, ou seja, através da necromante, pois ele, Samuel, certamente
assim como Jesus, esteve entre pecadores e nem por isso se contaminou (Lc 5,32), já
que o que contamina o homem é o que procede de sua boca (Mt 15,11, 18; Mc 7,20).
O ser, em geral mantém a sua individualidade, independentemente do modo
pelo qual se manifesta. Ademais, quando é afirmado que o Eterno é Deus de vivos e
não de mortos (Ex 3,15; Mt 22,32) e quem disse que Samuel, mesmo em espírito, não
era vivo, pois assim também sabemos que Deus é espírito e que em espírito em
verdade devemos adorá-Lo (Jo 4,24). Aliás, o passo mencionado está a dizer
exatamente isso, ou seja, que os que consideramos mortos, vivem em espírito.
Praticar a feitiçaria é uma coisa (1Sm 15,23) completamente diferente a de se
manifestar em espírito (1Sm 28,12-13), que consequentemente não o levou Samuel a
prática da necromancia, e sim Saul recorrer a necromante por desespero (1Sm 28,7),
mas isso somente atesta que existe a comunicabilidade entre o plano espiritual e físico
(Mc 9,2-13; Mt 17,1-13; Lc 9,28-36) que diferenciou a manifestação através da
necromancia e por meios sérios, entabulados por Jesus no monte Tabor.


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