"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:35) "Onde estiverem reunidos, em Meu nome, dois ou três, lá estarei no meio deles." (Mateus 18:20)

Translate


Pesquisar

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Textos em site evangélico sobre o Dízimo.

O texto abaixo é uma compilação de textos sobre o dízimo em um site evangélico.

Links  originais:

http://www.respondi.com.br/2007/01/devo-dar-o-dzimo.html


http://www.respondi.com.br/2010/04/o-cristao-deve-dar-dizimo-ou-ofertas.html


http://www.respondi.com.br/2006/12/voc-dizimista.html


http://www.respondi.com.br/2010/06/o-pastor-deve-receber-salario.html




Você é dizimista?

Não. Entendo que o dízimo foi uma instituição ligada à lei dada por Moisés e teve seu lugar para o povo de Israel. Por isso você encontra o Senhor indicando ao povo que desse o dízimo, já que nos evangelhos encontramos o Senhor Jesus como o Messias que vinha para Seu povo Israel. Tudo nos Evangelhos ainda se encontra dentro do judaísmo.

Uma vez rejeitado o Messias, Israel é deixado de lado por um tempo enquanto Deus passa a ter a Igreja -- o corpo de Cristo, um novo povo formado por judeus e gentios -- como Seu testemunho no mundo. A doutrina e os preceitos dados à Igreja são encontrados nas cartas, no Novo Testamento.

Se eu hoje, que sou um cristão, salvo por Cristo e membro do Seu corpo, quisesse dar o dízimo, teria uma certa dificuldade em fazê-lo do modo como era indicado nas Escrituras do Antigo Testamento.

Primeiro, o dízimo era para ser levado ao templo de Jerusalém, aos levitas e sacerdotes, que o guardariam na câmara do tesouro do templo. Esse valor seria então utilizado para a manutenção do templo de Jerusalém, dos levitas e dos sacerdotes. Os levitas eram responsáveis pelos serviços do templo e os sacerdotes atuavam como intermediários entre Deus e os homens.

Hoje não há mais um templo designado por Deus, apesar de existirem muitos "templos" criados por homens, alguns deles caricaturas do templo cuja construção Deus ordenou apenas uma vez. Uma vez destruído aquele único templo divinamente ordenado, qualquer tentativa de se construir outro não passa de vã presunção humana. Portanto, eu não poderia separar um valor para a manutenção do templo quando já não há templo para ser mantido.

Além do mais, no Novo Testamento fica bem claro que o templo que Deus agora reconhece são os salvos, coletiva e individualmente.

O dízimo também era usado para a manutenção dos levitas, que cuidavam do serviço do templo. Não há levitas hoje, portanto não existiria razão para separar uma quantia para essas pessoas. Quanto aos sacerdotes de outrora, hoje temos o Senhor Jesus como nosso Sumo Sacerdote nos céus. Não há mais intermediários humanos como no passado, que precisassem ser mantidos com os dízimos.

Além disso, hoje todos os que crêem em Cristo são chamados de sacerdócio santo, com acesso direto a Deus por intermédio de Jesus. O véu do antigo templo foi rasgado de alto a baixo abrindo este acesso.

Como expliquei, por não existir mais um templo, uma classe de levitas e sacerdotes como os que havia no Antigo Testamento, seria impossível dar o dízimo e é por esta razão que tal prática não aparece na doutrina dos apóstolos dada à igreja nas epístolas.

Porém, como indica a mesma doutrina, faço contribuições espontâneas em coletas que são feitas quando me reúno com outros irmãos ao nome do Senhor Jesus todo primeiro dia da semana. As coletas não são públicas, mas reservadas apenas aos que estão em comunhão à mesa do Senhor (não são aceitas contribuições de visitantes). O valor assim arrecadado é destinado às necessidades dos santos (os salvos por Cristo), e não à manutenção de alguma organização religiosa ou para assalariar pregadores profissionais.

Devo dar o dízimo?

Creio que devemos interpretar o texto da Palavra de Deus pelo texto da Palavra de Deus. Como? Por exemplo, o "fermento" aparece na própria Palavra, desde o Antigo Testamento, interpretado como pecado, má doutrina, contaminação, etc. Por que podemos chegar a esta conclusão? Porque outros textos da mesma Palavra explicam assim.

O Senhor fez isto com as parábolas. Algumas Ele explicou, mostrando o que cada elemento queria dizer. O mesmo devemos fazer com a profecia. Não creio em interpretações da profecia que tentam ver tanques de guerra, helicópteros e coisas do tipo em, por exemplo, gafanhotos. Isto é usar conceitos externos à Palavra para explicá-la.

Quanto ao dízimo, encontro duas coisas diferentes: Uma doutrina dada a Israel e outra dada à Igreja. Tentei explicar que o dízimo pertencia à economia judaica, havendo uma forma diferente de contribuição na doutrina para a Igreja. O mesmo acontece com o sábado, o qual não foi substituído pelo domingo na doutrina dada à Igreja. Não existe nenhum mandamento quanto ao primeiro dia da semana. Sei da ressurreição, sei da ceia que celebravam no primeiro dia, mas nada especifico como foi o sábado para o judeu. Se devo aceitar o dízimo, então preciso aceitar também o sábado, o templo em Jerusalém, a ordem sacerdotal e muitas outras coisas.

Veja como é bela a ordem dada por Deus para a Igreja. Nada de lei. "Porque se há prontidão de vontade, será aceita segundo o que qualquer TEM, e não segundo o que NÃO TEM" (2 Co 8.12) No judaísmo, não importa se a pessoa tinha ou não, ela devia os 10%. Era a lei. O que o cristão dá vem do coração e não de uma imposição legal. Veja como é bela a ordem dada à igreja, em contraste ao jugo da lei do dizimo. O que o cristão dá é:

Para expressar comunhão com os outros membros do corpo de Cristo (2 Co 8.4)
Para se tornar em algo abundante (2 Co 8.7)
Para demonstrar a realidade do amor cristão (2 Co 8.8,24)
Para imitar nosso Senhor Jesus (2 Co 8.9)
Para ajudar nas necessidades dos outros (2 Co 8.13-15)
Para experimentarmos que Deus também nos dá abundantemente (2 Co 9.8-10)
Para gerar nos outros ações de graças a Deus (2. Co 9.11-15)
Para termos abundante fruto em nossa conta (Fp 4.17)

Encontramos isto no que era exigido de Israel? Talvez você fale de Malaquias 3.10. Oras, a "casa do tesouro" era no Templo em Jerusalém. E Malaquias começa: "Peso da Palavra do Senhor contra ISRAEL". O engraçado é que, quando tratamos de doutrinas especificas para a Igreja, precedidas de "como em todas as igrejas dos santos", logo aparecem pessoas dizendo que aquilo era especificamente para aquela igreja ou para uma determinada época.

Mas quando o assunto é o dízimo em Malaquias, que vem precedido de ordens claras para Israel no Antigo Testamento, ninguém diz que aquilo era especificamente para os judeus e para aquela época, mas logo aparecem explicações dizendo aquilo vale também para a Igreja. Começo achar que existe uma regra utilizada pela maior parte da cristandade hoje para compreendermos as Escrituras: Inverter o que está escrito!

---
P.S. Resposta a comentário de leitor:

A primeira vez que o dízimo aparece na Palavra é quando Abraão o dá a Melquisedeque, tipo de Cristo:

"E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo." Gn 14:19, 20.

Atente para um detalhe: Isso foi antes da Lei dada a Moisés e isso foi uma iniciativa própria de Abraão (Deus não ordenou que desse), o que não coloca esta oferta no mesmo nível daquela ordenada na Lei, mas dá a ela um caráter muito semelhante ao que vemos nas epístolas, que é de contribuir segundo o seu coração. Foi o que Abraão fez, foi espontâneo, do coração, já que ninguém ordenou que fizesse. Embora seja 10% do que tinha, não é o mesmo dízimo que você encontra na Lei.

Mesmo assim é importante lembrar que Abraão não faz parte da Igreja, um mistério que só seria revelado a Paulo séculos depois e cuja doutrina (da Igreja) seria também dada por intermédio do mesmo Paulo. Não encontramos a doutrina dada à Igreja em nenhum outro lugar, nem mesmo nos evangelhos, pois ainda era um "mistério" não revelado na ocasião. (leia Efésios 3)

---

Respondendo ao anônimo acima, devo concordar que Deus não muda, mas o modo como Ele trata com sua criação muda. Com Adão Deus tratou de um homem no estado de inocência; com a geração após Noé, tratou com pessoas com responsabilidade de se sujeitarem a um governo humano; com Abraão e seus descendentes Deus tratou tendo em vista as promessas feitas a ele; com Moisés e o povo de Israel Deus tratou segundo a Lei que lhes havia dado. Mas com a Igreja Deus trata segundo a dispensação da graça. Deus é o mesmo, mas tem tratado o homem de modos diferentes ao longo do tempo.

A Sua Palavra também não muda e permanece para sempre, mas as pessoas às quais Ele dirige sua Palavra mudam e se, nos Salmos, encontramos calorosos pedidos de vingança contra os inimigos, no Novo Testamento vemos que Deus deseja dos cristãos que amem seus inimigos e orem por eles. Por isso hoje não apedrejamos adúlteros e nem nos guardamos de caminhar uma distância maior do que aquela estabelecida por Deus no Antigo Testamento. O mesmo Deus que cobrou algo de um povo, espera um modo de agir diferente de outro.

A grande confusão em relação ao dízimo é que muitos cristãos ainda não entenderam que Deus tem dois povos, Israel, que foi temporariamente deixado de lado, e Igreja, que é o povo que hoje representa Deus na Terra. Quando a Igreja for arrebatada, Deus voltará a tratar com Israel dentro daquilo que Ele estabeleceu para aquele povo.

É por isso que o Senhor disse aos judeus em Mateus 24, pensando nos judeus após o arrebatamento: "orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado". Os judeus com os quais Deus tratará então darão o dízimo e guardarão o sábado, coisas que não são encontradas na doutrina dos apóstolos dada à Igreja, a qual é encontrada apenas nas epístolas, em especial nas do apóstolo Paulo.

O cristao deve dar dizimo ou ofertas?

No Antigo Testamento os israelitas faziam ofertas e davam o dízimo (em dinheiro ou em bens). Os recursos eram utilizados para os serviços do Templo de Jerusalém, manutenção da classe sacerdotal e também para socorrer os pobres. Na atual dispensação não encontramos o dízimo, mas encontramos as ofertas, e o destino não mudou muito: os recursos continuam sendo usados para a manutenção da obra de Deus e para socorrer os irmãos necessitados.


O que muda na atual dispensação (modo como Deus se relaciona com Seu povo) é que não temos um Templo de Jerusalém para manter, e nem uma classe sacerdotal. Mas temos necessidades na obra do evangelho, nas reuniões, no auxílio àqueles que saem para a obra e também, obviamente, nas necessidades pessoais dos irmãos mais pobres. A maneira como isso é feito está descrita aqui:

1Co 16:1-3 "Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia.No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que se não façam as coletas quando eu chegar. E, quando tiver chegado, mandarei os que, por cartas, aprovardes, para levar a vossa dádiva a Jerusalém". 

Obviamente naquela época só existia um testemunho da Igreja ou corpo de Cristo no mundo, representado pela presença de igrejas ou assembléias locais onde essa coleta era feita entre os que estavam em comunhão. Porém, considerando a confusão em que se transformou a cristandade hoje, principalmente porque no mundo ocidental qualquer pessoa para quem você perguntar dirá que é cristã, no lugar onde estou congregado a coleta é feita apenas entre aqueles que estão reconhecidamente reunidos. Isto é, se algum visitante quiser contribuir sua oferta não será aceita por não sabermos ainda quem é aquela pessoa. 

Existe um princípio bíblico para não aceitar aquilo que tenha uma origem questionável, que foi o caso de Abraão, quando o rei de Sodoma ofereceu a ele os bens resultantes da batalha e Abraão negou-se a receber qualquer coisa vinda do rei de Sodoma:

Gên 14:21 "Então o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me a mim as pessoas; e os bens toma-os para ti. Abrão, porém, respondeu ao rei de Sodoma: Levanto minha mão ao Senhor, o Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra, jurando que não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu, nem um fio, nem uma correia de sapato, para que não digas: Eu enriqueci a Abrão".

O contrário disso foi quando Saul venceu Agague e, ao invés de matá-lo como Deus tinha ordenado, preservou sua vida e tomou para si todos os bens e rebanhos. Foi aí que começou a ruína de Saul:


1Sm 15:9 "Mas Saul e o povo pouparam a Agague, como também ao melhor das ovelhas, dos bois, e dos animais engordados, e aos cordeiros, e a tudo o que era bom, e não os quiseram destruir totalmente; porém a tudo o que era vil e desprezível destruíram totalmente". 

No entanto, um belo exemplo de obediência vemos no povo judeu no livro de Ester. Quando o rei Assuero deu liberdade ao povo judeu de revidar contra seus atacantes e também tomar todos os seus bens, inclusive os de Hamã, o agagita (descendente de Agague) em Ester 8:11 "Nestas cartas o rei concedia aos judeus que havia em cada cidade que se reunissem e se dispusessem para defenderem as suas vidas, e para destruírem, matarem e esterminarem todas as forças do povo e da província que os quisessem assaltar, juntamente com os seus pequeninos e as suas mulheres, e que saqueassem os seus bens".

Todavia os judeus apenas atacam seus inimigos, mas não tomam nada de seus bens, obecendo ao mesmo princípio que Saul havia desobedecido:

"...porém ao despojo não estederam a mão". Et 9:10, 15, 16


A coleta entre os cristãos não deve ser a única maneira de alguém contribuir com seus bens para a obra de Deus e necessidade dos santos. Existe também o exercício individual, por exemplo, ao colaborar com algum trabalho evangelístico que consideramos idôneo, ao colaborar com as necessidades de um irmão ou irmã que tenha deixado seu trabalho regular para dedicar-se exclusivamente à obra do Senhor, ou mesmo ao colaborar com algum irmão ou irmã que esteja passando por necessidades. Portanto, a coleta feita no primeiro dia da semana não é a única forma de expressarmos nossa preocupação com as necessidades do povo de Deus.

Vamos colocar as coisas de forma prática: quando vocês estiverem em comunhão à mesa do Senhor poderão ofertar durante a coleta nos lugares onde participarem da ceia do Senhor. Mas, enquanto não participam da ceia, creio que o Senhor dará a vocês discernimento de como devem agir nas muitas outras maneiras que podem ofertar. Espero que entendam que esse cuidado todo é para ficar bem longe do que a cristandade faz hoje, não só aceitando contribuições de quem quer que seja, mas principalmente pedindo por elas. Quando Abraão se encontrou com o Rei de Sodoma, disse que não queria nem mesmo uma correia de sandália vinda dele. Muitas "igrejas" hoje seriam capazes de pedir, não só a correia, mas Sodoma inteira.


O pastor deve receber salario?

Sua dúvida está relacionada ao versículo em 1 Tm 5:17-18: "Os anciãos que governam bem sejam tidos por dignos de duplicada honra, especialmente os que labutam na pregação e no ensino. Porque diz a Escritura: Não atarás a boca ao boi quando debulha. E: Digno é o trabalhador do seu salário". 


Algumas traduções trazem "dupla honra" ou "duplicada honra", não "dobrados honorários" ou "salário dobrado" como outras colocam no versículo 17. O sentido aí é tanto de serem duplamente honrados como duplamente recompensados, em especial os que trabalham na obra do Senhor, pois a continuação fala de sustento material. Mas não tem nada a ver com salário de pastor como vemos nas denominações. Nas coisas de Deus não há "empregados", mas pessoas que servem a Deus e que dependem de Deus.

Resumindo, uma assembléia deve reconhecer aqueles que foram chamados para a obra do Senhor e que deixaram oportunidades de ganho para se dedicarem a isso. Mas veja que não é um emprego, mas um reconhecimento. Uma pessoa que se diga na obra do evangelho pode nem mesmo ser reconhecida por uma assembléia, e a pessoa não poderá cobrar esse reconhecimento.

A partir do momento que alguém decidiu trabalhar exclusivamente para Deus, é de Deus que deve esperar seus recursos. Se eles não vierem (através da assembléia, de irmãos individualmente ou de outra forma), então seu chamado não foi real, já que Deus não está suprindo assim. Ou então Deus pode estar querendo que ele trabalhe na obra, porém também faça algo para se sustentar, como Paulo fazia de vontade própria ao abraçar a profissão de fabricante de tendas.

Conheço irmãos que trabalham na obra do Senhor a maior parte do tempo e algumas assembléias e irmãos individualmente os ajudam nisso. Mas há casos também de irmãos que eventualmente precisam voltar a trabalhar em uma ocupação secular durante um tempo quando suas necessidades materiais aumentam, mas eles não podem requerer que os irmãos garantam seu sustento.

Isso é muito diferente daquele esquema faculdade de teologia = cargo de pastor + salário + benefícios. Portanto, creio que a pergunta que vem antes dessa é "o pastor que hoje é chamado de pastor é o mesmo pastor que encontramos na Palavra de Deus?"

Não é uma pergunta fácil de ser respondida quando você está dentro do sistema religioso. Primeiro é preciso você se livrar da cultura religiosa que faz você pensar que existe alguma base bíblica para a função de "pastor" que você encontra nos sistemas ou "igrejas" que foram criados ao longo dos séculos. Não é possível pensar biblicamente se você pensar denominacionalmente, porque são coisas que não casam.

Por exemplo, quando a Bíblia falar pastor, você imediatamente poderá ter a tendência de pensar em um homem que estudou teologia e foi eleito ou comissionado para liderar uma congregação de cristãos recebendo ou não um salário para isso. Tal modelo é posterior ao cristianismo bíblico e, no caso do protestantismo, foi copiado do padre católico.

O pastor, biblicamente falando, é um dom como é também o evangelista e o mestre. Os três são dons dados à Igreja, no sentido universal, e não local. Portanto, um pastor é pastor em todos os lugares onde existirem ovelhas, e não pastor de uma denominação (o mesmo para o evangelista e o mestre que ensina).

O pastor (dom) não está limitado a uma congregação e se fôssemos pensar em algo parecido com o "pastor" dos dias atuais, poderíamos encontrar maior similaridade com o mestre (dom) e não com o pastor (dom), já que o mestre, este sim, pode atuar mais no ensino de um grupo de cristãos, enquanto o pastor tem um trabalho mais pessoal, mais individual de tratar das ovelhas, mantê-las unidas etc.

Alguém poderia apelar para os primeiros "pais" da igreja, aqueles que podiam ter alguma atuação parecida com a do "pastor" das denominações de hoje, mas se quisermos nos manter longe do erro precisamos buscar o que Deus ensina por meio de Sua Palavra, e não o que os cristãos ensinaram ao longo desses dois mil anos da vergonha que tem sido o testemunho da igreja neste mundo.

Tendo eliminado o pastor, o evangelista e o mestre como líderes de congregações locais (porque isso não tem sustentação bíblica), como se tenta fazer no sistema denominacional, só nos resta outros dois, ou seja, apóstolo e profeta. Estes foram dados como pedras do alicerce da Igreja, da qual Cristo é a pedra angular. Os apóstolos tinham certas prerrogativas para isso, bem como os profetas, e nenhum deles existe em nossos dias. Ninguém pensaria em continuar colocando pedras de alicerce nas paredes. Os alicerces já foram lançados com a doutrina recebida dos apóstolos.

Então, se você tinha apenas uma dúvida, agora deve ter várias. Se continuar pensando como um cristão dentro do sistema religioso que os homens criaram, aí terá de perguntar aos líderes de sua denominação se o pastor deve ou não ganhar salário, porque estará falando "pastor" no sentido do líder religioso que estamos acostumados a ver nos sistemas eclesiásticos.

Mas se quiser realmente saber a vontade de Deus conforme ela é mostrada na doutrina dos apóstolos, então não irá encontrar esse cargo ou posição, porque simplesmente não existe nada semelhante ao que você encontra hoje nas denominações. O que você vê ao seu redor nada mais é do que um clero copiado do catolicismo que, por sua vez, copiou do judaísmo.


Nenhum comentário:

Postar um comentário